O país que se tornou pioneiro no processo de
industrialização foi a Inglaterra. O acúmulo de capitais foi um dos principais motivos no
processo de industrialização. Durante os séculos XVI e XVII, burgueses
conseguiram acumular capitais, principalmente por meio da exploração comercial
nas colônias da América e da África e também das relações comerciais com outros
Estados europeus.
Na segunda metade do século XVIII, inovações
contribuíram para transformar o modo de organização do trabalho. Foram
introduzidas importantes inovações tecnológicas como a máquina de fiar, a
máquina a vapor e o tear mecânico.
As propriedade que antes eram comunais feudais, passaram a ser
utilizadas para fins comerciais principalmente com a criação de carneiros que
forneciam lã para as indústrias Têxteis. Aproveitando a difícil situação das
pessoas que não tinham mais para onde ir os donos de fábricas contrataram esses
operários pagando baixos salários. O processo de compra de terras comunais para
a criação de animais foi chamado de Cercamento.
O ferro e o carvão foi o outro fator determinante
para a arrancada industrial em solo britânico sendo este a abundância de
recursos minerais fundamentais para a indústria.
Termo usado como sistema de produção baseado no uso em larga escala de
máquinas e de suas respectivas fontes de energia, como carvão mineral e o
petróleo, além da divisão e especialização do trabalho nas fábricas é chamado
de maquinofatura.
A Revolução Industrial
aumentou o contraste social entre a rica burguesia e a massa pobre de
operários, mas possibilitou também a ascensão de uma classe social
intermediária. Essa nova classe foi classe média, posteriormente chamada também
de ”pequena burguesia”; Formada principalmente por profissionais autônomos,
como médicos, advogados, engenheiros, jornalistas, professores e também de
pequenos proprietários, como comerciantes e artesãos que conseguiam manter suas
próprias oficinas apesar da concorrência das grandes indústrias;
Como meio de resistir à exploração capitalista, os operários fabris se
organizaram e formaram associações de trabalhadores. Essas associações eram
conhecidas como Trade Unions, formadas por diferentes
profissionais como sapateiros, pedreiros, mineiros, mecânicos, tecelões,
livreiros e carpinteiros;
Inconformados com as injustiças a que estavam submetidos, muitos
operários manifestaram seu descontentamento por meio de greves e motins. No
início do século XIX aconteceram várias revoltas como o movimento Ludista, que
era formado por grupos de operários que invadiram oficinas têxteis e quebraram
os maquinários como forma de protesto, revolta provocada também pela fome: por
não ter condições financeiras para comprar alimentos, os operários organizavam
motins e saqueavam mercearias e armazéns e também organizavam greves e
passeatas para exigirem, por exemplo, melhores salários e a diminuição da
jornada de trabalho, sendo reprimidos com demissões e prisões;
Diversos intelectuais que
conheciam o cotidiano dos operários criticavam as condições de trabalho nas
fábricas. Dois estudiosos elaboraram a teoria que procurou explicar o
desenvolvimento do Capitalismo e criticar seus desdobramentos, como o crescimento
da riqueza daqueles que detêm os meios de produção e a exploração do
proletariado. A teoria consistia em um sistema no qual a propriedade privada
seria extinta e as fábricas deveriam pertencer àqueles que nelas trabalhassem e
o lucro das vendas deveria ser divido entre todos os trabalhadores. Esses
intelectuais foram os alemães Karl Marx e Friedrich Engels.
Depois de décadas de lutas, os operários conquistaram seus primeiros
direitos trabalhistas. Três décadas os operários conseguiram aprovação de leis
que regulamentavam a jornada de trabalho. Em 1830 leis que estipulavam
que crianças de 9 a 13 anos de idade trabalhariam no máximo 6 horas diárias; Em
1840 lei que estabelecia a redução da jornada de trabalho das mulheres e por
volta de 1850 também os homens conseguiram reduzir suas jornadas de trabalho; Nesse
período, além da diminuição da carga horária, as novas leis instituíram
horários de pausa para que os operários pudessem fazer suas refeições e
descansar entre os períodos de trabalho.
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