quarta-feira, 1 de junho de 2016

Revisão da Avaliação – II Unidade 2016 – 8º ano

O país que se tornou pioneiro no processo de industrialização foi a Inglaterra. O acúmulo de capitais foi um dos principais motivos no processo de industrialização. Durante os séculos XVI e XVII, burgueses conseguiram acumular capitais, principalmente por meio da exploração comercial nas colônias da América e da África e também das relações comerciais com outros Estados europeus.
Na segunda metade do século XVIII, inovações contribuíram para transformar o modo de organização do trabalho. Foram introduzidas importantes inovações tecnológicas como a máquina de fiar, a máquina a vapor e o tear mecânico.

As propriedade que antes eram comunais feudais, passaram a ser utilizadas para fins comerciais principalmente com a criação de carneiros que forneciam lã para as indústrias Têxteis. Aproveitando a difícil situação das pessoas que não tinham mais para onde ir os donos de fábricas contrataram esses operários pagando baixos salários. O processo de compra de terras comunais para a criação de animais foi chamado de Cercamento.
O ferro e o carvão foi o outro fator determinante para a arrancada industrial em solo britânico sendo este a abundância de recursos minerais fundamentais para a indústria.
Termo usado como sistema de produção baseado no uso em larga escala de máquinas e de suas respectivas fontes de energia, como carvão mineral e o petróleo, além da divisão e especialização do trabalho nas fábricas é chamado de maquinofatura.
A Revolução Industrial aumentou o contraste social entre a rica burguesia e a massa pobre de operários, mas possibilitou também a ascensão de uma classe social intermediária. Essa nova classe foi classe média, posteriormente chamada também de ”pequena burguesia”; Formada principalmente por profissionais autônomos, como médicos, advogados, engenheiros, jornalistas, professores e também de pequenos proprietários, como comerciantes e artesãos que conseguiam manter suas próprias oficinas apesar da concorrência das grandes indústrias;
Como meio de resistir à exploração capitalista, os operários fabris se organizaram e formaram associações de trabalhadores. Essas associações eram conhecidas como Trade Unions, formadas por diferentes profissionais como sapateiros, pedreiros, mineiros, mecânicos, tecelões, livreiros e carpinteiros;
Inconformados com as injustiças a que estavam submetidos, muitos operários manifestaram seu descontentamento por meio de greves e motins. No início do século XIX aconteceram várias revoltas como o movimento Ludista, que era formado por grupos de operários que invadiram oficinas têxteis e quebraram os maquinários como forma de protesto, revolta provocada também pela fome: por não ter condições financeiras para comprar alimentos, os operários organizavam motins e saqueavam mercearias e armazéns e também organizavam greves e passeatas para exigirem, por exemplo, melhores salários e a diminuição da jornada de trabalho, sendo reprimidos com demissões e prisões;
Diversos intelectuais que conheciam o cotidiano dos operários criticavam as condições de trabalho nas fábricas. Dois estudiosos elaboraram a teoria que procurou explicar o desenvolvimento do Capitalismo e criticar seus desdobramentos, como o crescimento da riqueza daqueles que detêm os meios de produção e a exploração do proletariado. A teoria consistia em um sistema no qual a propriedade privada seria extinta e as fábricas deveriam pertencer àqueles que nelas trabalhassem e o lucro das vendas deveria ser divido entre todos os trabalhadores. Esses intelectuais foram os alemães Karl Marx e Friedrich Engels.

Depois de décadas de lutas, os operários conquistaram seus primeiros direitos trabalhistas. Três décadas os operários conseguiram aprovação de leis que regulamentavam a jornada de trabalho. Em 1830 leis que estipulavam que crianças de 9 a 13 anos de idade trabalhariam no máximo 6 horas diárias; Em 1840 lei que estabelecia a redução da jornada de trabalho das mulheres e por volta de 1850 também os homens conseguiram reduzir suas jornadas de trabalho; Nesse período, além da diminuição da carga horária, as novas leis instituíram horários de pausa para que os operários pudessem fazer suas refeições e descansar entre os períodos de trabalho.

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