Era Vargas
No início do século XX o Brasil passou por
diversas transformações em sua economia. Os donos de indústrias estavam
descontentes, pois o governo privilegiava os grandes produtores de café e
queriam também receber incentivos do governo, assim como a criação de regras
que dificultassem a importação de produtos industrializados.
A sociedade urbana brasileira era formada
nessa época por comerciantes, profissionais liberais, operários, industriais e
militares. Esses grupos passaram a reivindicar o direito de ter maior participação
em decisões nos campos político e econômico.
No
campo cultural os artistas brasileiros realizaram um movimento artístico que buscava novas formas de
expressão, principalmente relacionada à identidade nacional que ficou conhecido
como modernismo.
A organizada a população rural do Brasil na
década de 1930, de acordo com suas antigas tradições. Os grandes proprietários
rurais eram poderosos, exercendo grande domínio sobre a população. Os líderes
religiosos tinham influência sobre a população rural, sendo formada
principalmente por camponeses, vaqueiros, mineiros e seringueiros.
O tenentismo foi um movimento organizado por
oficiais do Exército, cujas principais revoltas ocorreram na primeira metade da
década de 1920. Seus integrantes criticavam os privilégios concedidos pelo
governo aos grupos agroexportadores e desejavam promover reforma nas
instituições republicanas para modernizar o país.
Na segunda metade do século XIX, grupos
armados que faziam uso da violência e que eram financiados por muitos coronéis
para defender seus interesses. Ao longo dos anos parte desses grupos passou a
atuar de maneira independente não seguindo às ordens dos coronéis e pondo suas
vontades, realizando saques em vilas e cidades. Só na década de 1930 esses
grupos forram se enfraquecendo, onde muitos se entregaram, abandonaram ou foram
mortos chegando ao fim. Os membros que faziam parte desses grupos ficaram
conhecidos como cangaceiros.
Na crise de 1929, os principais
efeitos no Brasil foi que causou queda nas exportações de café, além de fazer o
preço do produto diminuir, acelerou o processo de declínio dos grandes
cafeicultores brasileiros, de modo a perderem poder na sociedade brasileira.
Ao perderem as eleições para presidente
realizadas em 1930, membros da Aliança Liberal passaram a articular um golpe
para chegar ao governo. Com o assassinato de João Pessoa, a ideia de chegar ao
poder por meio de um golpe ganhou força. Em outubro de 1930, iniciou-se um
movimento armado que obrigou o então presidente Washington Luis a abandonar seu
cargo, que foi prontamente assumido por Getúlio Vargas.
Em 1934 foi implantada uma Constituição, onde as
principais mudanças foram, a jornada de trabalho de oito horas, o salário
mínimo, o voto secreto, o direito de voto das mulheres e o ensino primário
gratuito e obrigatório.
Ao perceber que as ideias comunistas estavam
se implantando no Brasil por meio da Aliança Nacional Libertadora (ANL) e de
outros movimentos, em 1937, sob pretexto de combater o comunismo no país Getúlio
Vargas aplicou um golpe de Estado e as eleições de 1938 foram canceladas tendo
início um governo autoritário que ficou conhecido como Estado Novo.
As principais características do Estado Novo, estava a centralização do poder nas mãos de Getúlio Vargas e o grande
controle de Estado sobre os mais diversos setores da sociedade interferindo
diretamente até mesmo na organização dos trabalhadores e fazendo grande uso da
censura e da propaganda. Depois que Vargas deu um golpe, ele fechou o
Senado e a Câmara dos Deputados, suspendeu os direitos constitucionais,
extinguiu os partidos políticos e outorgou em 1937 uma nova Constituição, apelidada de
Polaca inspirada no governo fascista italiano;
No governo de
Getúlio Vargas, também foram adotadas medidas importantes que amenizaram a
situação dos cidadãos, como a CLT (Consolidação das Leis de Trabalho) criada em 1943.
O DIP (Departamento
de Imprensa e Propaganda) foi um órgão criado pelo governo de Getúlio durante o
Estado Novo. Era responsável por realizar a propaganda oficial do Estado Novo e
por fiscalizar e censurar os veículos de comunicação do país. Esse departamento
foi um dos grandes responsáveis pela difusão da imagem de Getúlio Vargas como
um grande líder justo e bondoso.