Texto para estudo - 8 º Ano
O Iluminismo foi um movimento filosófico que
ocorreu na Europa, no século XVIII. Suas principais ideias defendiam a razão,
compreendida como modo de “iluminar” a sociedade do Antigo Regime. Para os
filósofos iluministas o Antigo Regime impedia o desenvolvimento do progresso
que limitava a liberdade de pensamento e a expressão da racionalidade. Os
ideais iluministas valorizavam também os conhecimentos científicos e os
direitos individuais.
O iluminista Montesquieu propôs uma forma de
organização de governo em relação poder político dos Estados modernos. Essa
proposta foi referia-se a uma divisão do Estado em três poderes: Executivo,
Legislativo e Judiciário. Com isso o governo se tornava mais equilibrado e
melhor distribuído evitando abuso de poder.
O iluminista Voltaire criticou veementemente
a Igreja Católica. Conforme suas ideias, a religião e seus aspectos supersticiosos
deveriam ser substituídos pelo pensamento racional e também era contra a
intolerância religiosa e defendia a liberdade de crença e de opinião.
Outro importante filósofo iluminista foi Rousseau,
segundo ele os seres humanos são bons por natureza (os “bons selvagens”), porém
as pessoas são corrompidas principalmente pela influência da vida em sociedade
e pelo estabelecimento da vida privada. Por isso, para Rousseau, as pessoas
deveriam abris mão de sua liberdade e de seus interesses individuais em prol do
bem comum e dos interesses gerais. Ele afirmava que um governo deveria ser instituído
por meio de um “contrato” entre os próprios cidadãos para manter os bens comuns
e garantir a harmonia e a proteção social, sendo assim, o poder deveria sempre
emanar do povo a fim de ser legítimo.
O
liberalismo foi um conjunto de teorias econômicas e políticas nos séculos XVII
e XVIII que passou a dar fundamentação para a ascensão política da burguesia. Essas
teorias defendiam a garantia dos direitos individuais e de propriedade privada
contrariando o forte poder monárquico e absolutista. O liberalismo era adepto da
não intervenção estatal na economia e da livre concorrência de mercado. Os principais
pensadores do liberalismo foram John Locke e Adam Smith.
A Revolução Industrial no século XVIII foi um
início de período importante para as transformações nas relações de trabalho de
produção. Um dos principais motivos no processo de industrialização foi o
acúmulo de capitais durante os séculos XVI e XVII, pois os burgueses
conseguiram acumular grande capital, principalmente por meio da exploração
comercial nas colônias da América e da África e também das relações comerciais
com outros Estados europeus. Com economia em alta, o país que se tornou
pioneiro no processo de industrialização foi a Inglaterra.
As propriedades que antes eram comunais
feudais passaram a ser utilizadas para fins comerciais principalmente com a
criação de carneiros que forneciam lã para as indústrias Têxteis. Aproveitando
a difícil situação das pessoas que não tinham mais para onde ir os donos de
fábricas contrataram esses operários pagando baixos salários. O processo de
compra de terras comunais para a criação de animais foi chamado de cercamento.
As inovações
contribuíram para transformar o modo de organização do trabalho na segunda
metade do século XVIII. Foram introduzidas importantes inovações tecnológicas
como a máquina de fiar, a máquina a vapor e o tear mecânico.
Vários fatores que favoreceram a Inglaterra a
sair na frente em relação à Revolução Industrial como aspecto político, aspecto
social, aspecto econômico. Outro
fator que foi determinante para a arrancada industrial em solo britânico foi a abundância
de recursos minerais fundamentais para a indústria, como o ferro e o carvão.
A
Revolução Industrial aumentou o contraste social entre a rica burguesia e a
massa pobre de operários, mas possibilitou também a ascensão de uma classe
social intermediária. Essa nova classe foi a classe média, posteriormente
chamada também de ”pequena burguesia”, formada principalmente por profissionais
autônomos, como médicos, advogados, engenheiros, jornalistas, professores, de
pequenos proprietários, como comerciantes e artesãos que conseguiam manter suas
próprias oficinas apesar da concorrência das grandes indústrias.
Com
as inovações tecnológicas e o desenvolvimento da Revolução Industrial em outros
países foram estabelecidas novas relações de trabalho sendo implantado o
capitalismo industrial, ocasionando uma relação desastrosa entre operários
(trabalhadores) e burgueses (proprietários das indústrias).
Depois de décadas de lutas, os operários
conquistaram seus primeiros direitos trabalhistas. Três décadas os operários
conseguiram aprovação de leis que regulamentavam a jornada de trabalho. Em 1830 leis que estipulavam que
crianças de 9 a 13 anos de idade trabalhariam no máximo 6 horas diárias, em
1840 lei que estabelecia a redução da jornada de trabalho das mulheres e por
volta de 1850 também os homens conseguiram reduzir suas jornadas de trabalho. Nesse
período, além da diminuição da carga horária, as novas leis instituíram
horários de pausa para que os operários pudessem fazer suas refeições e
descansar entre os períodos de trabalho.
Diversos
intelectuais que conheciam o cotidiano dos operários criticavam as condições de
trabalho nas fábricas. Os Alemães Karl Marx e Friedrich Engels, dois estudiosos
que elaboraram a teoria, onde procurou explicar o desenvolvimento do
Capitalismo e criticar seus desdobramentos, como o crescimento da riqueza
daqueles que detêm os meios de produção e a exploração do proletariado. A
teoria consistia em um sistema no qual a propriedade privada seria extinta e as
fábricas deveriam pertencer àqueles que nelas trabalhassem e o lucro das vendas
deveria ser divido entre todos os trabalhadores.
O Termo usado como sistema de produção
baseado no uso em larga escala de máquinas e de suas respectivas fontes de
energia, como carvão mineral e o petróleo, além da divisão e especialização do
trabalho nas fábricas é chamado de maquinofatura.
3 comentários:
Palavras simples e compreensíveis,facilitando a aprendizagem do assunto.Muito obrigado
Grato! A finalidade blog é essa mesmo. É de facilitar o entendimento de quem lê.
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