domingo, 26 de março de 2017

Revisão para a avaliação – I Unidade – 9º Ano



Com o Golpe da Maioridade promovido pelos liberais, mas apoiado também pelos conservadores, D. Pedro II foi aclamado imperador do Brasil aos 14 anos de idade. Pretendia-se, com isso, proporcionar a volta da estabilidade política que havia sido tão conturbada pelas revoltas regenciais e pelas disputas entre liberais e conservadores. Porém, economicamente o Brasil vinha atravessando dificuldades desde o Primeiro Reinado. Qual foi o produto que se destacou no governo de Pedro II e gerou um grande fluxo imigratório, além da modernização de algumas partes do país o café.
Muitos fatores levaram ao fim da monarquia e a Proclamação da República no Brasil, em 1889. O fim da guerra do Paraguai que deixou abalada a economia do Brasil, a fundação do Partido Republicano, que refletia os anseios dos fazendeiros do Oeste Paulista e dos profissionais liberais por mais espaço na política, foram uns dos motivos. Além desses, podemos citar a questão militar e a abolição da escravatura sem indenização aos fazendeiros.
Setores do Exército se aliaram aos republicanos paulistas e, sob a liderança do marechal Deodoro da Fonseca, deram um golpe de Estado, derrubando a Monarquia proclamaram, em 15 de novembro de 1889, a República.
A primeira Constituição do Brasil como República ficou pronta em 1891 e estabelecia como regime República Federativa e outras determinações como: Separação entre Igreja e Estado, as províncias seriam chamadas de Estados e o país de Estados Unidos do Brasil, os poderes seriam três (Poder Executivo, Poder Legislativo e o Poder Judiciário).
Em 1910, no Rio de Janeiro, estourou a Revolta da Chibata, um movimento de marinheiros contra suas condições de trabalho. Com os canhões dos navios de guerra apontados para a cidade, os rebeldes exigiam o aumento dos salários, o fim dos castigos corporais e a anistia para os marinheiros envolvidos no levante.
Antes da Primeira Guerra Mundial, embora a Europa vivesse com alguns conflitos isolados, vivendo em um período aparentemente de paz, as grandes potências se armavam à espera da guerra. Por isso, o período anterior a primeira guerra ficou conhecido como Paz Armada.
A Primeira Guerra Mundial começou antes mesmo de o primeiro tiro ser disparado. No campo diplomático, muitas alianças foram estabelecidas, configurando as duas forças que se enfrentariam nos fronts. As duas alianças estabelecidas antes e durante a Primeira Guerra Mundial foi predominante para funcionar em qualquer incidente entre os países, e quando o fato do assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando herdeiro do trono austro-húngaro em Serajevo em 28 de junho de 1914 por um jovem estudante nacionalista sérvio foi fundamental para ocorrer a eclosão da guerra. As alianças foram de caráter militar e econômico para tentar assegurar sua defesa, em meio às disputas e rivalidades das potências europeias sendo que em 1892 a Itália, o Império Autro-Húngaro e a Alemanha formaram a Tríplice Aliança e em resposta no ano de 1907 a França, a Rússia e a Inglaterra formaram a Tríplice Entente. Com essa divisão das grandes nações europeias em dois blocos rivais, as potências envolvidas e fortemente armadas assistiam a mais um momento de tensão na região dos Bálcãs. O episódio que deu início a Primeira Guerra Mundial foi o assassinato do Arquiduque Francisco Ferdinando herdeiro da coroa do Império Austro-Húngaro e de sua esposa quando à visita Bósnia para demonstrar quem dava as ordens na região.
A Revolução Russa de 1917 fez com que ela se retirasse da Primeira Guerra Mundial, pois enfrentou uma série de eventos políticos na Rússia, que, após a eliminação da autocracia russa, e depois do Governo Provisório, resultou no estabelecimento do poder soviético sob o controle do Partido Bolchevique. O resultado desse processo foi a criação da União Soviética, que durou até 1991. Os mencheviques, liderados por Lenin, defendiam que os trabalhadores somente chegariam ao poder pela luta revolucionária.
Os Estados Unidos da América entraram na Primeira Guerra Mundial porque em abril de 1917, após um ataque alemão a um dos navios americanos que transportavam suprimentos, pois os Estados Unidos era grande parceiro comercial dos britânicos.
Após muitos desgastes com a guerra os países foram assinando a rendição, principalmente a partir de 1918 com o reforço dos Estados Unidos em suprimentos e tropas ajudou os aliados a decidirem o conflito quando em 1919 a Alemanha assinou sua rendição. Na Conferência de Paris alguns pontos defendidos se concretizaram, tais como a dependência de alguns Estados europeus ao Estado Unidos e a criação das Sociedades Unidas (organização internacional com o papel de assegurar união comercial dos países).
O principal acordo político para por fim a guerra, firmado no Palácio de Versalhes, definiu os termos de paz, impondo duríssimas sanções para a Alemanha, considerada a única culpada pela guerra. Esse acordo foi o Tratado de Versalhes, assinado em 28 de junho de 1919. Após a Primeira Guerra Mundial, os Estados Unidos emergiram como a grande potência econômica do século XX – posição que se consolidou de fato após a Segunda Guerra Mundial.  Os fatores que justificam a mudança do centro econômico mundial da Europa para a América do Norte foi que com a guerra, o parque industrial europeu foi desativado, e os países contraíram enormes dívidas. Os Estados Unidos forneceram produtos industrializados e dinheiro para a manutenção da guerra e posteriormente para a reconstrução dos países destruídos, tornando-se a grande potência capitalista do século XX.




Revisão para a avaliação – I Unidade – 8º Ano


           
O Iluminismo foi um movimento que surgiu no século XVIII teve como base grandes conhecimentos de cientistas, filósofos do século XVII, pois é fruto do racionalismo, do pensamento lógico e do desenvolvimento da ciência em um momento em que predominavam os valores e pensamentos ditados pela Igreja Católica e o domínio dos reis absolutistas.
Um dos pensadores mais importantes do Iluminismo foi Rousseau. Uma de suas teorias é um dos fundamentos para as democracias atuais, e pode ser lida na obra Do Contrato Social. O que Rousseau afirma nesse livro que o soberano deve conduzir o Estado de acordo com a vontade de seu povo.
Outro grande Iluminista foi Charles- Louis de Secondat (Montesquieu), escritor e filósofo, publicou em sua obra, "O espírito das leis" em 1748, defendendo a ideia de que a religião e a política não podem ser confundidas. Para ele, o poder de um Estado deveria ser dividido em Três: o Poder Legislativo (que elabora as leis), o Poder Executivo (que executa e administra as leis) e o Poder Judiciário (que julga aqueles que desrespeitam as leis).
O Iluminismo questionava muitos princípios do Absolutismo e lutava por liberdade em diferentes esferas de atuação do indivíduo (como na religião, na política e na economia). Muitos monarcas, temendo serem depostos por seus opositores, adotaram alguns princípios do Iluminismo, inaugurando uma nova forma de governo, que, apesar de centralizada nas mãos dos reis, não era tida como absoluta. Essa forma de governo ficou conhecida como despotismo esclarecido.
O maior representante do despotismo esclarecido em Portugal, que como ministro realizou diversas reformas, criando companhias de comércio e de manufatura, melhorando o sistema de ensino, reduzindo o poder da Igreja Católica, inclusive expulsando os Jesuítas de Portugal e que como colônia portuguesa o Brasil também sofreu as consequências inclusive também com expulsão dos Jesuítas e aumentos de impostos sobre a mineração gerando descontentamentos, foi o Marquês de Pombal - Sebastião José de Carvalho e Melo - foi ministro do rei D. José I entre os anos 1750 e 1777, período conhecido como despotismo pombalino.
            Em relação à independência dos Estados Unidos, a guerra civil norte-americana contrapôs os estados do norte e do sul dos Estados Unidos, que mantinham distintos modelos econômicos e sociais e, por isso, diferentes formas de enxergar o desenvolvimento do país. A expansão para o oeste fez com que o território do país aumentasse drasticamente, e os rumos a serem tomados nessa onda de prosperidade podem ser considerados um dos fatores que levaram à guerra.  
No segundo congresso em 1775 da Filadélfia das Treze Colônias, George Washington grande proprietário de terras e de escravos, foi nomeado comandante das tropas americanas.
Nesse mesmo congresso ficou escolhida uma comissão responsável por elaborar a Declaração de Independência, que ficou pronta em quatro de julho de 1776.
Em 1787 os líderes da independência convocaram uma reunião entre os representantes dos treze estados americanos, que ficou conhecida como Convenção da Filadélfia, tinha o objetivo de elaborar o texto constitucional para a nova Nação. Após quatro meses de discussões foi aprovada a Constituição dos Estados Unidos da América, onde os poderes do país seriam divididos em o Poder Legislativo, o Poder Executivo e o Poder Judiciário.
 A constituição dos Estados Unidos da América é considerada importante porque estabeleceu as bases para a formação de uma República, a primeira da América, que influenciou politicamente tanto alguns Estados europeus quantos as demais colônias americanas estabelecendo as bases de suas próprias leis.


quarta-feira, 22 de março de 2017

Revisão para a avaliação – I Unidade – 7º Ano


            Na Europa, com o fim do Império Romano do Ocidente, houve a fragmentação do poder e a ruralização da sociedade, o que deu origem ao sistema feudal. As principais características desse período formação dos Estados nacionais; divisão social por classes; a Igreja como administradora dos estados. Embora não tenha sido homogêneo, possuiu algumas características comuns. Pensando nos grupos sociais, podemos dizer que a sociedade feudal era composta basicamente por clero, nobreza, servos e vilãos, pois o feudalismo foi um sistema de organização política, econômica e social mais predominante que existiu em algumas regiões da Europa ao longo da Idade Média.
As características de uma sociedade feudal demonstravam que a posição social de uma pessoa dependia de seu nascimento, a sociedade se dividia em três grupos: clero, nobreza e trabalhadores, mesmo trabalhando duro, o filho do camponês não conseguia alterar a sua posição na sociedade e que nobreza valia-se do monopólio das armas para impor seu domínio, é por isso que pode-se afirmar que esta sociedade era estamental e com pouca mobilidade social
            As Cruzadas foram importantes para as transformações ocorridas na Europa no fim da Idade Média. É possível afirmar que em relação às Cruzadas, em termos legais, as Cruzadas contribuíram para modificar o sistema da propriedade no Feudalismo, pois difundiram no Extremo Oriente o conceito de propriedade dominante.
            A civilização árabe, que se desenvolveu contemporaneamente à civilização europeia medieval, era bastante diferente desta última porque a civilização árabe foi urbana e comercial.
            O Islamismo foi fundado por Maomé em 610. Maomé nasceu na Península Arábica na cidade de Meca em 570. De acordo com a tradição islâmica, no ano 610, enquanto Maomé meditava em uma caverna, o anjo Gabriel teria lhe aparecido trazendo-lhe uma mensagem “Há um só Deus, Alá, e um só profeta, Maomé” e com o apoio da família passou a pregar sua crença em um único Deus como o Cristianismo e o Judaísmo, porém nomeava Deus como “Ala”, nascendo assim o Islamismo.
No processo de fundação do Islamismo, antigas crenças e práticas se confrontaram com os fundamentos defendidos por Maomé. Os conflitos daí resultantes levaram a um episódio conhecido como Hégira, que ficou conhecido pelos estudiosos como um marco na história dos árabes muçulmanos. Devido a fortes conflitos com os comerciantes e os religiosos de crenças opostas (politeístas), pois se sentiram prejudicados pela nova crença propagada por Maomé e que poderia afetar seus comércios, em 622, ele migra de Meca para Yatrib. Esse episódio é conhecido como Hégira. A partir de então, Yatrib passa a se chamar de Medina, “a cidade do profeta”. Esse ano marca o início do calendário muçulmano.
Um princípio importante que impulsionou a expansão islâmica e de acordo com o fundador do Islamismo todo fiel deveria assumir um compromisso com Alá e com a causa islâmica, foi o Jihad, dever de todo muçulmano em defender o Islã seja por meio da propagação religiosa, da pregação religiosa, do comportamento pessoal ou da luta armada.
Após a morte do fundador do Islamismo, teve início a uma acirrada disputa entre duas corretes com visões diferentes sobre como deveria ser feita a sucessão do profeta, sendo os Xiitas, defendiam que o seu sucessor deveria ser somente os descendentes de Maomé e os Sunitas, afirmavam que qualquer fiel poderia ser seu sucessor desde que aceito pela comunidade.



Resumo para a avaliação – I Unidade – 6º Ano



            De todas as formas escrita ou oral, material ou cultural é que podemos entender que existem diversas fontes que permitem compreender os aspectos do passado, como os desenhos feitos em cavernas, as histórias contadas pelos mais velhos, os objetos encontrados em escavações, as novas tecnologias existentes para analisarem os objetos encontrados, entre outros.
Os povos da África, da Mesopotâmia e de outras regiões do globo terrestre, desenvolveram na Antiguidade, diferentes sistemas de escrita. Alguns rudimentares, outros mais complexos, mas, invariavelmente, esses sistemas evoluíram para instrumentos de dominação, como no Egito, em que a escrita e os escribas eram parte do universo associado ao exercício de poder. Originalmente os sistemas de escrita surgiram com o propósito de contabilizar e controlar a produção agrícola e a pecuária e facilitar o comércio.
Na Mesopotâmia, o crescimento da população e o surgimento das cidades geraram a centralização do poder. Para organizar e administrar a população, foi necessário um código de registro mais eficiente que a memória Com relação aos povos mesopotâmicos pode-se estabelecer entre o surgimento da escrita, o crescimento da população e o surgimento dos núcleos urbanos.
Mesmo sendo uma região de clima quente e seco e com uma vegetação pobre, e com a presença de dois grandes rios, o rio Tigre e o rio Eufrates, a Mesopotâmia possibilitou a formação de sociedades complexas que se desenvolveram tendo por base a agricultura e o pastoreio, tendo como povos dessa região os sumérios, acádios, babilônicos, cassitas, assírios e caldeus. Apesar de ter havido a predominância de um povo em determinado momento, grande parte dos povos que ocuparam a região conviveu mutuamente durante um longo período. As sociedades mesopotâmicas estavam divididas em camadas sociais, com reis, chefes militares e sacerdotes ocupando os postos mais elevados e trabalhadores, os postos mais baixos. Os babilônicos instituíram o primeiro império na região, formando um Estado unificado, e, sob o comando de Hammurabi, estabeleceram o primeiro código de leis escritas, o Código de Hammurabi escrito. E, apesar de diferentes povos se sucederem no domínio da região, podemos observar a permanência de aspectos culturais e político-administrativos.
            No Egito, segundo estudos arqueológicos, cerca de 8.000 a.C. já havia grupos seminômades ocupando a região do rio Nilo, que sobreviviam praticando a caça, a pesca, e a coleta de frutos e cereais nativos da região. Por volta 5.000 a.C. vários desse grupos foram se tornando sedentários e aproveitavam a fertilidade trazida pelo rio para desenvolver a agricultura e a criação de animais. Com o passar do tempo esse grupos formaram comunidades agrícolas independentes entre si, chamadas de nomos. Os chefes dessas comunidades disputavam com frequência o domínio das áreas férteis.
Para melhor enfrentar as disputas de domínio das áreas férteis do rio, os membros das comunidades agrícolas foram se unindo e acabaram formando dois reinos distintos, o Baixo Egito e o Alto Egito.
Um governante de um dos dois reinos das comunidades agrícolas do Alto Egito chamado de Menés, por volta de 3100 a.C., unificou os dois reinos, o Baixo Egito e o Alto Egito. Ele assumiu o controle dos nomos, criando um Estado unificado, o Egito e tornou-se o primeiro faraó egípcio.
Os egípcios eram politeístas, ou seja, acreditavam em vários deuses. Para os egípcios os deuses eram dotados de virtudes, defeitos e desejos humanos, mas eram poderosos, e controlavam o dia e a noite, a chuva e a seca, a vida e a morte, entre outros aspectos da vida cotidiana.
Os egípcios acreditavam em vida após a morte e era muito importante ser bem recebido por Osíris (deus dos mortos). Segundo eles, quando uma pessoa morria, a alma deixava do corpo e depois retornava. Por isso os egípcios desenvolveram elaboradas técnicas de mumificação para conservar o corpo.