sábado, 5 de junho de 2021

TEXTO COMPLEMENTAR DE REVISÃO PARA A AVALIAÇÃO – II UNIDADE - 9. ANO

 Resumo para estudo – 9. Ano

Diante das atrocidades ocorridas na Primeira Guerra Mundial, os governos de muitos países, como França Inglaterra e EUA, adotaram uma diplomacia, buscando manter a paz. Porém, na Conferência de Munique realizada com Alemanha, Itália, França e Inglaterra em 1938 permitiu que Hitler só ocupasse a região de Sudetos na Tchecoslováquia, mas Hitler rompeu este acordo em 1939 e ocupou o restante da Tchecoslováquia, com isso muitos países da Europa passaram a criticar veemente a diplomacia adotada pela França e Inglaterra. Essa diplomacia era baseada na chamada Política de Apaziguamento.

A Alemanha demonstrava disposição para estender seus domínios e sua influência no mundo assim como a Itália que teve o forte sentimento de que os poucos ganhos territoriais obtidos pelo apoio aos Aliados não compensaram os enormes custos materiais e humanos consumidos pela guerra. O Japão que saiu da primeira guerra mundial como a maior potência militar no Oriente, iniciou a ocupação da Manchúria, região chinesa rica em minério de ferro. Devido a essa investida o Japão descumpriu o Pacto das Nações e retirou-se da Liga das Nações. Japão politicamente isolado e com relações tensas com a União Soviética, realizou aliança com a Alemanha e posteriormente com a Itália, formando o Eixo Roma-Berlim-Tóquio, ou simplesmente Eixo.

A Segunda Guerra Mundial deu início quando em dia 1º de setembro de 1939, os alemães invadiram a Polônia para reaver a importante cidade de Danzig, que esteve sob o domínio da Alemanha até o fim da Primeira Guerra, onde a reação da França e da Inglaterra foi imediata e, no dia 3 de setembro de 1939, declararam guerra à Alemanha.

Na Normandia, no norte da França, o desembarque de aliados com mais de 150 mil soldados estadunidenses, ingleses e canadenses, apoiados por 6 mil navios e 5 mil aviões e sob fogo das metralhadoras alemãs, a operação foi difícil e violenta causando milhares de mortes em ambos os lados. Isso marcou o início da grande ofensiva aliada, e, em agosto, Paris foi libertada do domínio alemão. Esse episódio ficou conhecido como o “Dia D”, ocorrido na madrugada do dia 06 de julho de 1944.

Como a guerra já havia se espalhado pela Ásia entre os EUA e o Japão. O avanço japonês sobre território do Pacífico levou à tomada de diversas ilhas na região pelo país apresentando ameaças aos EUA. Devido aos ataques sofridos em Pearl Harbor e as ameaças sofridas, os EUA resolveram investir na guerra submarina causando o maior número possível à marinha japonesa e isolando o Japão. O golpe final foi quando em agosto de 1945, o presidente dos EUA autorizou o lançamento de duas bombas atômicas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki encerrando definitivamente a segunda guerra mundial.

O Brasil também participou da Segunda Guerra Mundial. Os soldados brasileiros que lutaram pela Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial na campanha da Itália tendo saldo positivo, foram chamados de Pracinhas.

Após o fim da Segunda Guerra Mundial, a Liga das Nações foi substituída pela ONU – Organização das Nações Unidas.

No Brasil, após a política de “café com leite”, ocorreram várias mudanças no governo Getúlio Vargas que também adotou medidas importantes que amenizaram a situação dos cidadãos, como a CLT (Consolidação das Leis de Trabalho) criada em 1943.

Um suposto plano para implantar o Comunismo no Brasil, conhecido como Plano Cohen criou uma atmosfera de insegurança no país. No dia 10 de novembro de 1937, com pretexto de combater a “ameaça” comunista, Vargas aplicou um golpe político com o apoio dos militares e também de vários políticos influentes, instituindo uma ditadura que ficou conhecida como Estado Novo.

Depois que Vargas deu um golpe, ele fechou o Senado e a Câmara dos Deputados, suspendeu os direitos constitucionais, extinguiu os partidos políticos e outorgou em 1937 uma nova Constituição, apelidada de Polaca inspirada no governo fascista italiano.

TEXTO COMPLEMENTAR DE REVISÃO PARA A AVALIAÇÃO – II UNIDADE - 8. ANO

 Resumo para estudo – 8. Ano

 Um dos principais motivos no processo de industrialização foi o acúmulo de capitais durante os séculos XVI e XVII, pois os burgueses conseguiram acumular grande capital, principalmente por meio da exploração comercial nas colônias da América e da África e também das relações comerciais com outros Estados europeus. Com economia em alta, a Inglaterra foi o país que se tornou pioneiro no processo de industrialização. Outro fator determinante para a arrancada industrial em solo britânico foi a abundância de recursos minerais fundamentais para a indústria, como o ferro e o carvão.

Inovações contribuíram para transformar o modo de organização do trabalho na segunda metade do século XVIII. Foram introduzidas importantes inovações tecnológicas como a máquina de fiar, a máquina a vapor e o tear mecânico.

Termo usado como sistema de produção baseado no uso em larga escala de máquinas e de suas respectivas fontes de energia, como carvão mineral e o petróleo, além da divisão e especialização do trabalho nas fábricas é chamado de Maquinofatura.

A Revolução Industrial aumentou o contraste social entre a rica burguesia e a massa pobre de operários, mas possibilitou também a ascensão de uma classe social intermediária. A nova classe foi a classe média, posteriormente chamada também de “pequena burguesia”. Formada principalmente por profissionais autônomos, como médicos, advogados, engenheiros, jornalistas, professores, pequenos proprietários, como comerciantes e artesãos que conseguiam manter suas próprias oficinas apesar da concorrência das grandes indústrias.

As propriedades que antes eram comunais feudais, passaram a ser utilizadas para fins comerciais principalmente com a criação de carneiros que forneciam lã para as indústrias Têxteis. O processo de compra de terras comunais para a criação de animais foi chamado de cercamento. Aproveitando a difícil situação das pessoas que não tinham mais para onde ir os donos de fábricas contrataram esses operários pagando baixos salários.

Inconformados com as injustiças a que estavam submetidos, muitos operários manifestaram seu descontentamento por meio de greves e motins. No início do século XIX aconteceram várias revoltas como, o movimento Ludista, que era formado por grupos de operários que invadiram oficinas têxteis e quebraram os maquinários como forma de protesto, revolta era provocada também pela fome: por não ter condições financeiras para comprar alimentos, os operários organizavam motins e saqueavam mercearias e armazéns, organizavam greves e passeatas para exigirem, por exemplo, melhores salários e a diminuição da jornada de trabalho, sendo reprimidos com demissões e prisões.

Como meio de resistir à exploração capitalista, os operários fabris se organizaram e formaram associações de trabalhadores. Elas eram conhecidas como Trade Unions, formadas por diferentes profissionais como sapateiros, pedreiros, mineiros, mecânicos, tecelões, livreiros e carpinteiros. Essas associações foram se fortalecendo ao longo do tempo e deram origem aos sindicatos dos trabalhadores.

Depois de décadas de lutas, os operários conquistaram seus primeiros direitos trabalhistas. Três décadas os operários conseguiram aprovação de leis que regulamentavam a jornada de trabalho. Em 1830 leis que estipulavam que crianças de 9 a 13 anos de idade trabalhariam no máximo 6 horas diárias, em 1840 lei que estabelecia a redução da jornada de trabalho das mulheres e por volta de 1850 também os homens conseguiram reduzir suas jornadas de trabalho. Nesse período, além da diminuição da carga horária, as novas leis instituíram horários de pausa para que os operários pudessem fazer suas refeições e descansar entre os períodos de trabalho.

Diversos intelectuais que conheciam o cotidiano dos operários criticavam as condições de trabalho nas fábricas. Os Alemães Karl Marx e Friedrich Engels, dois estudiosos elaboraram a teoria que procurou explicar o desenvolvimento do Capitalismo e criticar seus desdobramentos, como o crescimento da riqueza daqueles que detêm os meios de produção e a exploração do proletariado. A teoria consistia em um sistema no qual a propriedade privada seria extinta e as fábricas deveriam pertencer àqueles que nelas trabalhassem e o lucro das vendas deveria ser divido entre todos os trabalhadores.

TEXTO COMPLEMENTAR DE REVISÃO PARA A AVALIAÇÃO – II UNIDADE - 7. ANO

 Resumo para estudo – 7. Ano

 

Entre os séculos XIV e XVI, a Europa passava por grandes transformações sociais, culturais, religiosas, científicas, econômicas e políticas. Um movimento teve início na Itália, mas ao longo do tempo se espalhou por diferentes regiões da Europa. Esse movimento foi chamado de Renascimento, do italiano rinascita que significa “nascer de novo”, termo criado no século XVI para caracterizar uma época de renovação em relação à Idade Média.

Na península itálica, no século XIV, alguns artistas e intelectuais insatisfeitos de que todos os acontecimentos cotidianos eram determinados por Deus iniciaram um movimento em que o homem é um ser dotado de liberdade, capaz de transformar a natureza e o mundo que o cerca. Esse movimento ficou conhecido como Humanismo.

No período medieval, conforme o pensamento religioso, Deus era o centro do Universo (Teocentrismo). Os seres humanos eram considerados imperfeitos e incapazes de pensar livremente. Com os humanistas o período do Renascimento surgiu a crença no Antropocentrismo, o homem passou a ser considerado o mais importante referencial, nas questões humanas e nas universais.

O Pintor e arquiteto Giorgio Vasari que, em sua obra, Vida dos mais excelentes pintores, escultores e arquitetos italianos, dividiu o Renascimento italiano em três períodos Trecento, Quattrocento, Cinquecento.

 

No século XV, foi inventada a prensa pelo alemão Johannes Gutemberg, uma máquina que reproduzia letras, números e outros sinais gráficos em folhas de papel. A Bíblia, composta entre 1450 e 1455, é tida como o primeiro livro impresso.

 

No século II, foi criada uma teoria pelo astrônomo grego Claudio Ptolomeu e adotada pela Igreja, onde a terra era o centro do universo e em torno dela girava o sol e os outros planetas (teoria geocêntrica). No século XVI um astrônomo, matemático e cônego polonês Nicolau Copérnico propôs uma teoria diferente, elaborou a teoria heliocêntrica convencendo-se de que todos os planetas, bem como a terra, giravam em torno do sol.

Leonardo Da Vinci na Itália em 1452 foi considerado um dos mais importantes artistas do Renascimento. Sendo o pioneiro no uso de uma técnica de pintura, Da Vinci, conseguia suavizar traços e linhas em seus quadros, dando um efeito “esfumaçado” e mesclando tons e cores de maneira sutil, criando a técnica de pintura que ficou conhecida como Sfumato. Ele pintou vários quadros que são admirados até hoje por sua beleza e qualidade técnica. Mas nenhum deles ficou tão conhecido como Mona Lisa, concluído em 1505.

Da Vinci, por ter sido considerado um dos mais importantes artistas do Renascimento, pois além de criar novas técnicas de pintura ele tinha conhecimento em Arquitetura, Engenharia, Escultura, Música, Matemática e Anatomia.

 

TEXTO COMPLEMENTAR DE REVISÃO PARA A AVALIAÇÃO – II UNIDADE - 6. ANO

Resumo para estudo – 6. Ano

 

Os Hebreus

Os hebreus se fixaram na Palestina, uma região com uma estreita faixa de terra localizada entre o mar Mediterrâneo e o deserto da Síria por volta de 1.800 a.C. e formaram uma sociedade patriarcal, organizada em comunidades chamadas de tribos governadas por um patriarca, também conhecido como patriarcado.

Em relação à religião dos hebreus, eles eram monoteístas, acreditavam em um só Deus chamado de Javé e Dele receberam Canaã a “Terra Prometida”, que hoje é a Palestina.

A Bíblia é uma das principais fontes para o estudo da história do povo hebreu, que formada por vários livros escritos entre os anos de 1400 a.C. a 100, por sacerdotes, juízes, reis, profetas e apóstolos reunindo antigos conhecimentos sobre a história e a religião hebraica. O conjunto dos cinco primeiros livros do Antigo Testamento (Gênesis, Êxodo, Levítico, Número e Deuteronômio) chamado de Pentateuco, porém é utilizado como livro sagrado pelos judeus e é chamado de Torá.

Quando os hebreus se fixaram na Palestina, por volta de 1.600 a.C. ocorreu uma forte seca que assolou a região, então eles foram obrigados a abandonar sua terra e se estabeleceram na região Egito que nesse período estava sob o domínio dos hicsos.

Por volta de 1.575 a.C. os hicsos foram expulsos pelos egípcios, quando os hebreus se tornaram escravos no Egito.

A fuga dos hebreus do Egito de volta para a Palestina (Canaã), ocorreu por volta de 1300 a.C., foi liderada por Moisés, e segundo relatos bíblicos eles demoraram 40 anos em sua viajem, que ficou conhecida como Êxodo.

Chegando de volta à Palestina, por volta de 1250 a.C. os hebreus tiveram de reconquistar suas terras lutando com os cananeus e os filisteus, esse período os juízes das tribos hebraicas (chefes militares, líderes políticos e religiosos) com o tempo foram adquirindo poderes.

As tribos hebraicas se uniram e se organizaram politicamente, que aproximadamente em 1025 a.C. fundaram o Reino de Israel. Os primeiros reis foram Saul, Davi e Salomão.

Com a construção do Templo de Jerusalém e para manter o luxo na corte, Salomão aumentou os tributos e a população ficou descontente. Com a morte do rei Salomão a população se revoltou contra seu filho o rei Roboão, formando dois reinos. O reino do norte permaneceu com o mesmo nome Reino de Israel capital Samaria e o reino do Sul formaram Reino de Judá capital Jerusalém.  Em 722 a.C. o Reino de Israel dominado pelos assírios e em 586 a.C. os babilônios dominaram o Reino de Judá destruindo a capital e levando os hebreus como escravos, esse episódio ficou conhecido como Cativeiro da Babilônia.

Os persas dominaram a região, por volta de 539 a.C. os hebreus puderam voltar para Palestina e reconstruíram seu Estado na região de Judá, que com o tempo passaram a ser chamado de Judeus.

Ocorreram várias dominações estrangeiras na região da Palestina, entre elas a Macedônia, o Egito, a Síria e por volta de 63 a.C. o Império Romano

A partir do ano de 135, o imperador romano Adriano expulsou os judeus da Palestina (Canaã). A dispersão dos judeus sobreviventes por várias regiões do mundo é chamada de Diáspora.

Os Persas

Os persas, por volta de 2000 a.C. se fixaram na região do Golfo Pérsico e mar Cáspio. Irã é o país que atualmente ocupa grande parte da região onde ficava localizada a antiga Pérsia.

Os persas foram dominados por seus vizinhos medos, por cerca de 1.500 anos, que além de obediência aos seus reis, tinham que lhe pagar pesados tributos.

No período de 559 a.C. a 479 a.C. os persas conseguiram conquistar sua independência e começaram suas conquistas territoriais, sendo rápida sua expansão constituindo um poderoso império. Ciro foi o líder que conseguiu unificar o povo persa e iniciar um período de vitórias.

Para favorecer o desenvolvimento econômico do império, os persas realizaram, a construção de uma rede de estradas que interligava as diferentes províncias, a Criação de uma moeda única, o dárico, por Dário I e a padronização do sistema de pesos e medidas, aperfeiçoando o sistema de cobranças e tributos.

Durante o governo do imperador Dario I, os persas iniciaram a construção de uma nova cidade para servir de capital do império que recebeu o nome de Persépolis, ou seja, “cidade dos persas”.