terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

A expansão da principal colônia de Portugal


                O acordo descumprido entre Portugal e Espanha face à expansão da América Portuguesa principalmente iniciado por Portugal foi o Tratado de Tordesilhas que se tornou ultrapassado, que ao longo do século XVIII as relações das duas coroas foram marcadas por conflitos negociações diplomáticas e assinatura de tratados.
                A colonização da América portuguesa durante o século XVI foi limitada só às áreas do litoral, pois a coroa tinha medo de que um movimento para o interior pudesse fragilizar a costa facilitando assim as invasões dos estrangeiros. Porém, em pouco tempo novas atividades econômicas levaram os colonos a avançar em direção ao interior e ampliar as fronteira da América portuguesa.
A ocupação do interior, onde hoje é o Nordeste, foi obra principalmente por meio de fazenda de gados, usinas açucareiras principalmente em Pernambuco e na Bahia e mais ao sul em direção a Minas Gerais e Mato Grosso que teve como ponto de partida a capitania de São Vicente de onde saíram os Bandeirantes que posteriormente foram em busca de metais preciosos. As fazendas de gado que partiram principalmente de Pernambuco e da Bahia avançaram em direção ao Rio São Francisco e ao norte e noroeste dos atuais estados da Paraíba, Rio Grande do Norte, do Ceará e do Piauí e do Maranhão, onde o nordeste foi favorecido pela abundância de terras e pelas exigências de poucos recursos e pouca mão de obra.
                Foram abertas várias estradas para facilitar a comunicação entre o litoral e o interior, onde por elas circulava o comércio de carne-seca e principalmente o couro que foi o produto de exportação para Portugal e a principal matéria prima para confecção de roupas, acessórios e outros artigos usados pelo sertanejo, como exemplo temos a boroaca (tipo de cesto feito de couro de boi, que permitia conduzir farinha de um lado da sela e do outro a carne assada).
                A falta constante de mão de obra para as lavouras levou a organizar expedições com o fim de capturar indígenas e ficaram conhecidas como bandeiras de apresamento, que no início procurava os nativos nas plantações e depois em territórios cada vez mais distantes da vila surgindo no século XVII assim o bandeirismo. Os integrantes dessas expedições foram chamados de bandeirantes.
                Em se tratando da busca dos metais preciosos na segunda metade do século XVII as expedições se intensificaram e partiram em busca de pedras e metais preciosos e ficaram conhecidas como bandeiras de prospecção. A bandeira sendo uma expedição numerosa era composta por um chefe, capelão, homens brancos, mamelucos (descendente de pai branco com mãe índia) e índios. Nas viagens os bandeirantes levavam Arcabuz (antiga arma de fogo portátil), pistolas, chumbo e pólvora, machados, facas, foices e cordas para prender e conduzir os índios escravizados.

                A Guerra dos Mascates foi o fato histórico ocorrido entre 1710 e 1711 que teve como origem nas mudanças ocorrida em Pernambuco depois da expedição dos holandeses em 1654. A câmara dos vereadores de Olinda era dominada pelos senhores de engenho, porém estava em dificuldades que, não só eram prejudicados pela concorrência do açúcar das Antilhas como também da capitania do Rio de Janeiro. Recife ao contrário, prosperava graças às melhorias trazidas pelo governo holandês e os comerciantes portugueses. Mas, não tinha condição de vila e estava subordinada a Olinda. A tensão se agravou entre os comerciantes de Recife chamados de mascates e os fazendeiros de Olinda. Os mascates com o apoio da coroa venceram o conflito. Recife ficou com a condição de vila e tornou-se a sede da capitania de Pernambuco.

Nenhum comentário: