quarta-feira, 26 de abril de 2017

Resumo para o Teste – 6º ano – II Unidade 2017



As cidades como Gaô, Tombuctu, Fez, Cartago, Cairo, Tebas, Querma, Napata, Méroe e Axum e os reinos como Nok, Gana, Garamantes, Egito, Cuxe e Axum faziam parte da: África Antiga.
Várias sociedades da África Antiga eram governadas por soberanos que se julgavam filhos dos deuses. Geralmente, nessas sociedades, a camada dirigente era composta por Chefes militares e líderes religiosos e uma camada intermediária de comerciantes, artesãos e joalheiros.
Em várias sociedades da África Antiga, os líderes eram escolhidos entre os homens mais velhos e mais respeitados. No caso em que os governantes detinham o título de reis, era comum o poder ser hereditário, o poder passava de pai para filho e em algum caso não podia ser transferido de irmão para irmão respeitando a linhagem real.
As sociedades patriarcais as principais autoridades são homens, geralmente os mais idosos e mais respeitados do grupo. Nas sociedades matriarcais as principais autoridades são as mulheres.
Os cuxitas dominaram o território do Egito entre os Anos de 730 a.C e 650 a.C.
Os imperadores Cuxitas, foram chamados de Faraós Negros e que dominaram Tebas, a capital egípcia neste período.
Em 600 a.C., ocorreu a transferência da capital cuxita para a cidade de Méroe por vários motivos como, a melhor qualidade de solo, o clima mais ameno da região e a localização que facilitava as trocas de mercadorias entre os cuxitas e outros povos.
Quando a capital do Reino de Cuxe foi transferida, as mulheres, que já exerciam grande influência religiosa, passaram a exercer o poder político na sociedade cuxita, ganhando grande destaque no século II a.C., assumindo o controle político da sociedade. Elas eram as Rainhas-mães, chamadas de candaces.
Núbia (cidade egípcia) era chamada pelos antigos egípcios de “Terra do Arco” por causa da habilidade com que os soldados manuseavam o arco e a flecha.
Axum estava localizada no território, próximo ao Mar Vermelho no território africano e era privilegiada para as trocas comerciais, tornando-se um reino como uma grande potência mercantil durante os séculos I e II. Para facilitar as trocas comerciais, os axumitas cunharam suas primeiras moedas.
Grande parte da população axumita se dedicava à agricultura e à criação de animais e que além de sustentar a população geravam excedentes para o comércio. Eles produziam em abundância produtos agrícolas, como trigo e a cevada, e caçavam animais, como elefante e rinocerontes.
            Os fenícios criaram um alfabeto que tornou a escrita bem mais simples que representava apenas os sons e que rapidamente esses sinais começaram a ser difundidos entre os povos antigos. Esse alfabeto era composto por cerca de 22 sinais simbolizando sons de consoantes, por volta de 1000 a.C.
Por volta do ano 800 a.C., o alfabeto fenício foi tomado por base e nele foi inseridos outros sinais representando os sons da fala de maneira precisa, por meio de letras agrupadas. Esses povos foram os Gregos que inseriram as vogais agrupando as letras.
Depois de ter sido inserido outros sinais no alfabeto fenício, houve mais tarde, os etruscos e os romanos que também fizeram alterações nesse alfabeto dando origem ao alfabeto latino.


Resumo para o Teste – 7º ano – II Unidade 2017



A parte da América Central que foi habitada por povos que possuíam muitas semelhanças culturais que atualmente corresponde aos territórios da Guatemala, El Salvador, Belize, Nicarágua Honduras, Costa Rica e Sul do México, foi chamada de Mesoamérica. As principais civilizações encontradas na América pré-colombiana foram os Olmecas, Teotihuacanos, Maias, Toltecas, Astecas, Tihuanacos e os Incas.
Quando Cristóvão Colombo desembarcou no atual continente americano, na região do atual Caribe, pensou ter chegado às Índias e, por isso, chamou as pessoas que encontrou pelo nome de Índios, mas por ser uma diversidade de povos, os estudiosos preferiram usar o termo de “indígena” que significa “nativo”.
            A sociedade maia era organizada, sendo composta por governantes, sacerdotes, artesãos, mercadores e agricultores. Os Maias habitavam a região península de Yucatán (México) e áreas que correspondem aos atuais Belize, Guatemala, Honduras e El Salvador. A base de sua economia era a agricultura. Eles plantavam principalmente o milho e também feijão, tomate, batata, mandioca, algodão e outros produtos.
É possível encontrar um grande número de pirâmides espalhadas por toda a Mesoamérica. Boa parte delas já foi identificada e restaurada, mas pesquisas arqueológicas apontam que ainda existam muitas outras a serem descobertas. De formas e tamanhos bastante variados, essas construções eram utilizadas como templos, onde se realizavam rituais religiosos.
A escrita maia era composta de símbolos chamados de Hieróglifos, que representavam ideias por meio de desenhos simbólicos e eram gravados em placas de pedra ou pintados em objetos de cerâmica, em parede ou nos códices.
Os maias desenvolveram técnicas e conhecimentos altamente especializados, em áreas como engenharia, matemática, astronomia, escultura, cerâmica e escrita.
            Para os astecas a religião em sua vida era muito importante. Eles também eram politeístas, porém possuíam uma divindade principal que era o deus sol, Huitzilopochtli que também era o deus da guerra. E para agradar ao deus sol, os astecas realizavam rituais que incluíam sacrifício de seres humanos.
Na cidade de Tenochtitlán havia bairro comercial importante e muito movimentado chamado de Tlatelolco. Nesse bairro existia um grande mercado onde eram comercializados produtos de várias regiões, como pedras preciosas, plumas, sal, mel, conchas, pérolas, animais, produtos agrícolas e artesanais. Os Pochtecas, como eram chamados os mercadores,  levavam todos esses produtos aos mercados.
            O território onde atualmente vivemos não se chamava Brasil antes da chegada dos portugueses. Até por volta de 1.500, cada povo indígena tinha um nome próprio para se referir à região onde vivia. O nome mais conhecido era o que os Tupiniquins usavam para se referir ao litoral brasileiro: Pindorama que na língua tupi significa “Terra das Palmeiras”.
Os indígenas do Brasil estavam agrupados em cerca de 900 povos que apresentavam diferenças entre si e cada um deles tinha seu próprio modo de vida, sua língua, seus costumes e suas crenças. Entre eles estavam os tupinambás, os carijós e os caetés.
Vários povos indígenas, no Brasil, preservam aspectos de sua cultura e mantém até os dias de hoje algumas formas de organização social herdada de seus antepassados. O líder que, além de ser espiritual, detém muitos conhecimentos sobre ervas medicinais e é responsável pelo tratamento de diversas doenças, é chamado de pajé.



Resumo para o Teste – 8º ano – II Unidade 2017



As ideias iluministas que surgiram no século XVIII, fizeram com que ocorressem mudanças em muitas nações da Europa. Esse movimento intelectual que surgiu na época serviu também de base para a independência dos Estados Unidos e para grandes revoluções nos países absolutistas, inclusive na França Pré-revolucionária. Ideias iluministas como: igualdade dos homens perante a lei e a defesa da razão, princípio que deveria guiar todas as ações e instituições humanas.
No final do século XVIII, a França era uma monarquia absolutista governada por um rei que concentrava todos os poderes do estado: legislativo, executivo e judiciário. A sociedade francesa tinha bases feudais e estava dividida em três ordens como Primeiro Estado (Clero), Segundo Estado (Nobreza) e Terceiro Estado (burgueses, artesão, operários, camponeses e outros).
Uma crise política e administrativa foi gerada na França nesse período, os motivos foram novas ideias surgidas, a produção e o comércio no estado absolutista passaram a ser um empecilho ao desenvolvimento econômico, à corrupção dos intendentes (nobres nomeados pelo rei que recebiam a função de controlar os gastos da corte na administração das províncias), o apoio dado pela França ao movimento de independência das colônias inglesas. Nesse período quem governava a França era o Rei Luís XVI.
Insatisfeitos com o governo de Luís XVI, os burgueses, que mesmo enriquecidos não tinham espaço na política francesa, e os demais membros do terceiro estado, mobilizaram-se passando a exigir mudanças na organização política, social e econômica do Estado. O movimento espalhou-se por toda a França e acabou dando origem a um período de intensas e profundas transformações conhecido como Revolução Francesa.
O rei autorizou a convocação dos Estados Gerais reunindo os representantes dos três estados da França. O terceiro estado estava insatisfeito com a forma de votação, estando em desvantagem, pois quase nunca conseguia aprovar suas propostas, até que, em 17 de junho de 1789 com o apoio de alguns membros da nobreza e do clero, declarou-se em Assembleia Nacional com objetivo de elaborar uma Constituição para a França. A coroa, o alto clero e os setores mais conservadores da nobreza tramaram para dissolver a Assembleia a força com tropas ao redor de Paris.
A força popular deu início à revolução em 14 de julho de 1789. Em busca de armas e munição para combater as tropas reais, uma multidão invadiu uma prisão-fortaleza utilizada como prisão real em Paris a Bastilha, na qual ficavam detidos por ordem do rei, sem processo ou julgamento, homens considerados ameaças a ordem pública. Com a tomada da Bastilha, ficou marcada a história da Revolução Francesa. Nessa época, a Bastilha já não era uma prisão importante na França, porém, a sua tomada pelo povo simbolizou a decadência do poder absoluto do rei.
A Assembleia Geral, enquanto providenciava a elaboração da Constituição, foi providenciada uma série de reformas como resoluções da assembleia, foram abolidos os privilégios feudais e a sociedade rigidamente hierarquizada no antigo regime. Em 26 de agosto de 1789 elas foram ratificadas com a criação da Declaração dos direitos do homem e do cidadão (17 artigos) que defende a liberdade de expressão e culto, os direitos à proteção, à segurança e à resistência a qualquer tipo de opressão e que serviu de base para diversos países. Publicada em 1789, a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, defendia os direitos individuais e a igualdade dos cidadãos perante a lei e limitava os poderes do rei e assegurava às pessoas o direito à propriedade.
O rei foi considerado culpado de traição à pátria, convocado a depor e após um longo processo, foi condenado a morte, sendo guilhotinado em 21 de janeiro de 1793 sob os aplausos da multidão.
Os jacobinos (membros da pequena sociedade burguesa que defendiam o ideal de uma sociedade igualitária) apoiados pelos sans-culottes (camponeses e as camadas populares que viviam nas cidades) expulsaram os girondinos (republicanos moderados que representavam a alta burguesia e nobres liberais) da convenção e prenderam seus principais líderes. Porém, sob a liderança de Maximilien Robespierre, a repressão jacobina com prisão e execução foi ao extremo. O período do governo jacobino ficou conhecido como o Grande Terror.

Diante das instabilidades econômicas, políticos e sociais da França, mais um levante ocorreu em Paris. Para pacificar a cidade, os deputados recorrem a um jovem general da artilharia francesa chamado Napoleão Bonaparte, que foi convidado pelo Diretório para compor o novo governo francês e em 9 de novembro de 1799 deu um golpe de estado com amplo apoio da alta burguesia e dos camponeses.

Resumo para o Teste – 9º ano – II Unidade 2017



A Europa encontrava-se em uma difícil situação, após a Primeira Guerra Mundial, onde muitas cidades haviam sido completamente destruídas e vastas áreas agrícolas estavam arrasadas. Já, os Estados Unidos, saíram da guerra como grandes vitoriosos, emergindo como a principal potência econômica do planeta. Esse país não teve despesas na reconstrução, pois não foi atingido diretamente pela guerra e ao emprestar dinheiro aos países europeus destruídos pela guerra sua economia aumentou consideravelmente, bem como sua capacidade industrial.
A primeira linha de montagem ocorreu na fábrica de automóveis. Cada trabalhador exercia uma tarefa específica, com o auxílio de máquinas, e, dessa forma, cada automóvel era produzido com maior rapidez, aumentando a quantidade e a qualidade do produto fabricado. Esse sistema de trabalho foi introduzido por Henry Ford e ficou conhecido como fordismo.
O desenvolvimento econômico e tecnológico na década de 1920, ocorrido nos EUA ocasionou várias mudanças. O otimismo do crescimento tornou um estilo de vida predominante da classe média e da burguesia chegando até a influenciar outros países, ditando novos modelos de vida e, principalmente, de consumismo. Este novo estilo de vida ficou conhecido como American way of life.
Ao mesmo tempo em que o estilo de vida dos norte-americanos se consagrava, na década de 1920, ganhava força um movimento nacionalista caracterizado pela grande intolerância a tudo aquilo que não fosse “genuinamente americano”. Esse movimento pregava Preconceito em relação aos negros, judeus, católicos e imigrantes, que passaram a ser vistos como “antiamericanos”. Uma das manifestações mais destrutivas de intolerância nos EUA, que em nome de supostos valores “genuinamente americanos”, passou a perseguir e assassinar negros, judeus e imigrantes, além de pressionar e corromper autoridades a aprovar leis restringindo os direitos dos grupos considerados “antiamericanos”, foi a Ku Klux Klan, organização racista formada por nacionalistas extremados e fanáticos religiosos.
Tendo assolado, nos Estados Unidos, uma onda de prosperidade econômica que impulsionou a especulação financeira feita na bolsa de valores, muitos chegaram a hipotecar suas casas para comprar ações de empresas apostando na sua crescente valorização.
Com uma crise de superprodução, nos Estados Unidos, os bancos mantiveram uma política de expansão de crédito desenfreada para as empresas. Com esses recursos as empresas à beira da falência tinham suas ações indevidamente valorizadas. Espalhando pânico entre as pessoas que tinham feito aplicações na bolsa, em 29 de outubro de 1929 a bolsa de Nova York “quebrou” devido ao excesso de ações ofertadas sem compradores no mercado provocando a queda brusca no seu valor. Esse período de recessão econômica que durou da grande quebra (Crash) da bolsa de valores de Nova York em 1929 até o final da década de 1930 ficou conhecido como Grande Depressão.
Em 1932, no momento mais crítico da Grande Depressão dos EUA, o novo presidente Roosevelt rompeu com os princípios econômicos liberais e procurou salvar o capitalismo gerenciando-o por meio de reformas econômicas dirigidas pelo Estado. O programa de reformas lançado Roosevelt ficou conhecido como New Deal (Novo Acordo), que consistia em:
·     Grandes investimentos em obras públicas (usinas hidrelétricas, pontes, estradas), com a finalidade de reduzir o desemprego;
·     Promover o financiamento da produção agrícola e industrial, salvando os produtores rurais que haviam hipotecado suas propriedades e os industriais que não tinham como pagar suas dívidas;
·     Interferir no mercado, controlando e limitando a produção de mercadorias, a fim de evitar novas crises de superprodução;
·     Liberdade sindical, a redução da jornada de trabalho sem diminuição de salários, a fixação de salário mínimo, o seguro desemprego e o auxilio aos idosos.
Para salvar o capitalismo o presidente Roosevelt eleito em1932, seguiu a ideia principal do economista inglês John Maynard Keynes (o Keynesianismo) que criticava a teoria liberal do capitalismo e defendia uma participação mais ativa do Estado na execução de políticas econômicas. Ele defendia também o direito dos trabalhadores ao pleno emprego garantido pelo Estado, aumentando o potencial da oferta de trabalho, que mesmo não erradicando o desemprego, mas que fornecesse condições aos trabalhadores de forma a facilitar sua inclusão no mercado de trabalho. A intervenção estatal viria no sentido de estimular a iniciativa privada, criando condições para o aumento de contratações.
As políticas sociais do New Deal começaram a dar corpo ao Welfare State (Estado do bem-estar social) nos Estados Unidos. O Welfare State com essas novas políticas, consistia também em conter o avanço do comunismo por meio da intervenção dos poderes públicos nos mecanismos de produção, aumentando a transferência de renda para os setores mais carentes da sociedade, porém essa ideia só se consolidou após a Segunda Guerra Mundial.
Na Europa, os países foram se fortalecendo economicamente, surgindo movimentos radicais nacionalistas contra a situação pós-guerra. Dois exemplos de regimes totalitários surgidos depois da primeira guerra mundial, o Fascismo na Itália, que em 1921, Benito Mussolini fundou o partido Fascista e o Nazismo na Alemanha, fundado pelo Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (Partido Nazista) tendo como seu líder Adolf Hitler.
Na Itália formou-se um movimento político de extrema direita e ultranacionalista, onde conjugava o ódio aos comunistas e o desprezo à democracia liberal originando o Partido Nacional Fascista. Esse movimento foi chamado de Fascismo - Fasci Italiani di Combattimento (Fascio Italiano de Combate) liderado por Benito Mussolini.
            O Fascismo é uma forma de radicalismo político autoritário nacionalista que ganhou destaque no início do século XX na Europa e teve origem na Itália. Procurando unificar sua nação através de um Estado totalitário, os fascistas e que promove vigilância, um estado forte, mobilização em massa da comunidade nacional, confiando em um partido de vanguarda para iniciar uma revolução e organizar a nação em princípios fascistas, hostis a todas as vertentes do marxismo, desde o comunismo totalitário ao socialismo democrático.
Os fascistas compartilham certas características comuns, incluindo a veneração ao Estado, a devoção a um líder forte e uma ênfase em ultranacionalismo, etnocentrismo e militarismo. O termo fascismo vem da palavra em latim (fasces), que designava um feixe de varas amarradas em volta de um machado.  Foi um símbolo do poder dos magistrados na República Romana de flagelar e decapitar cidadãos desobedientes. Mussolini adotou esse símbolo para o seu partido, cujos seguidores passaram a chamar-se fascistas.

O fascismo vê a violência política, a guerra, e o imperialismo como meios para alcançar o rejuvenescimento nacional e afirma que as nações e raças consideradas superiores devem obter espaço deslocando ou eliminando aquelas consideradas fracas ou inferiores, como no caso da prática fascista modelada pelo nazismo. No governo Nazista Hitler prometeu um intenso controle sobre a sociedade alemã, por isso organizou a milícia extremamente fiel às suas ordens, a Schultzstaffel (SS), que perseguiam membros de grupos sociais considerados inferiores.

domingo, 26 de março de 2017

Revisão para a avaliação – I Unidade – 9º Ano



Com o Golpe da Maioridade promovido pelos liberais, mas apoiado também pelos conservadores, D. Pedro II foi aclamado imperador do Brasil aos 14 anos de idade. Pretendia-se, com isso, proporcionar a volta da estabilidade política que havia sido tão conturbada pelas revoltas regenciais e pelas disputas entre liberais e conservadores. Porém, economicamente o Brasil vinha atravessando dificuldades desde o Primeiro Reinado. Qual foi o produto que se destacou no governo de Pedro II e gerou um grande fluxo imigratório, além da modernização de algumas partes do país o café.
Muitos fatores levaram ao fim da monarquia e a Proclamação da República no Brasil, em 1889. O fim da guerra do Paraguai que deixou abalada a economia do Brasil, a fundação do Partido Republicano, que refletia os anseios dos fazendeiros do Oeste Paulista e dos profissionais liberais por mais espaço na política, foram uns dos motivos. Além desses, podemos citar a questão militar e a abolição da escravatura sem indenização aos fazendeiros.
Setores do Exército se aliaram aos republicanos paulistas e, sob a liderança do marechal Deodoro da Fonseca, deram um golpe de Estado, derrubando a Monarquia proclamaram, em 15 de novembro de 1889, a República.
A primeira Constituição do Brasil como República ficou pronta em 1891 e estabelecia como regime República Federativa e outras determinações como: Separação entre Igreja e Estado, as províncias seriam chamadas de Estados e o país de Estados Unidos do Brasil, os poderes seriam três (Poder Executivo, Poder Legislativo e o Poder Judiciário).
Em 1910, no Rio de Janeiro, estourou a Revolta da Chibata, um movimento de marinheiros contra suas condições de trabalho. Com os canhões dos navios de guerra apontados para a cidade, os rebeldes exigiam o aumento dos salários, o fim dos castigos corporais e a anistia para os marinheiros envolvidos no levante.
Antes da Primeira Guerra Mundial, embora a Europa vivesse com alguns conflitos isolados, vivendo em um período aparentemente de paz, as grandes potências se armavam à espera da guerra. Por isso, o período anterior a primeira guerra ficou conhecido como Paz Armada.
A Primeira Guerra Mundial começou antes mesmo de o primeiro tiro ser disparado. No campo diplomático, muitas alianças foram estabelecidas, configurando as duas forças que se enfrentariam nos fronts. As duas alianças estabelecidas antes e durante a Primeira Guerra Mundial foi predominante para funcionar em qualquer incidente entre os países, e quando o fato do assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando herdeiro do trono austro-húngaro em Serajevo em 28 de junho de 1914 por um jovem estudante nacionalista sérvio foi fundamental para ocorrer a eclosão da guerra. As alianças foram de caráter militar e econômico para tentar assegurar sua defesa, em meio às disputas e rivalidades das potências europeias sendo que em 1892 a Itália, o Império Autro-Húngaro e a Alemanha formaram a Tríplice Aliança e em resposta no ano de 1907 a França, a Rússia e a Inglaterra formaram a Tríplice Entente. Com essa divisão das grandes nações europeias em dois blocos rivais, as potências envolvidas e fortemente armadas assistiam a mais um momento de tensão na região dos Bálcãs. O episódio que deu início a Primeira Guerra Mundial foi o assassinato do Arquiduque Francisco Ferdinando herdeiro da coroa do Império Austro-Húngaro e de sua esposa quando à visita Bósnia para demonstrar quem dava as ordens na região.
A Revolução Russa de 1917 fez com que ela se retirasse da Primeira Guerra Mundial, pois enfrentou uma série de eventos políticos na Rússia, que, após a eliminação da autocracia russa, e depois do Governo Provisório, resultou no estabelecimento do poder soviético sob o controle do Partido Bolchevique. O resultado desse processo foi a criação da União Soviética, que durou até 1991. Os mencheviques, liderados por Lenin, defendiam que os trabalhadores somente chegariam ao poder pela luta revolucionária.
Os Estados Unidos da América entraram na Primeira Guerra Mundial porque em abril de 1917, após um ataque alemão a um dos navios americanos que transportavam suprimentos, pois os Estados Unidos era grande parceiro comercial dos britânicos.
Após muitos desgastes com a guerra os países foram assinando a rendição, principalmente a partir de 1918 com o reforço dos Estados Unidos em suprimentos e tropas ajudou os aliados a decidirem o conflito quando em 1919 a Alemanha assinou sua rendição. Na Conferência de Paris alguns pontos defendidos se concretizaram, tais como a dependência de alguns Estados europeus ao Estado Unidos e a criação das Sociedades Unidas (organização internacional com o papel de assegurar união comercial dos países).
O principal acordo político para por fim a guerra, firmado no Palácio de Versalhes, definiu os termos de paz, impondo duríssimas sanções para a Alemanha, considerada a única culpada pela guerra. Esse acordo foi o Tratado de Versalhes, assinado em 28 de junho de 1919. Após a Primeira Guerra Mundial, os Estados Unidos emergiram como a grande potência econômica do século XX – posição que se consolidou de fato após a Segunda Guerra Mundial.  Os fatores que justificam a mudança do centro econômico mundial da Europa para a América do Norte foi que com a guerra, o parque industrial europeu foi desativado, e os países contraíram enormes dívidas. Os Estados Unidos forneceram produtos industrializados e dinheiro para a manutenção da guerra e posteriormente para a reconstrução dos países destruídos, tornando-se a grande potência capitalista do século XX.




Revisão para a avaliação – I Unidade – 8º Ano


           
O Iluminismo foi um movimento que surgiu no século XVIII teve como base grandes conhecimentos de cientistas, filósofos do século XVII, pois é fruto do racionalismo, do pensamento lógico e do desenvolvimento da ciência em um momento em que predominavam os valores e pensamentos ditados pela Igreja Católica e o domínio dos reis absolutistas.
Um dos pensadores mais importantes do Iluminismo foi Rousseau. Uma de suas teorias é um dos fundamentos para as democracias atuais, e pode ser lida na obra Do Contrato Social. O que Rousseau afirma nesse livro que o soberano deve conduzir o Estado de acordo com a vontade de seu povo.
Outro grande Iluminista foi Charles- Louis de Secondat (Montesquieu), escritor e filósofo, publicou em sua obra, "O espírito das leis" em 1748, defendendo a ideia de que a religião e a política não podem ser confundidas. Para ele, o poder de um Estado deveria ser dividido em Três: o Poder Legislativo (que elabora as leis), o Poder Executivo (que executa e administra as leis) e o Poder Judiciário (que julga aqueles que desrespeitam as leis).
O Iluminismo questionava muitos princípios do Absolutismo e lutava por liberdade em diferentes esferas de atuação do indivíduo (como na religião, na política e na economia). Muitos monarcas, temendo serem depostos por seus opositores, adotaram alguns princípios do Iluminismo, inaugurando uma nova forma de governo, que, apesar de centralizada nas mãos dos reis, não era tida como absoluta. Essa forma de governo ficou conhecida como despotismo esclarecido.
O maior representante do despotismo esclarecido em Portugal, que como ministro realizou diversas reformas, criando companhias de comércio e de manufatura, melhorando o sistema de ensino, reduzindo o poder da Igreja Católica, inclusive expulsando os Jesuítas de Portugal e que como colônia portuguesa o Brasil também sofreu as consequências inclusive também com expulsão dos Jesuítas e aumentos de impostos sobre a mineração gerando descontentamentos, foi o Marquês de Pombal - Sebastião José de Carvalho e Melo - foi ministro do rei D. José I entre os anos 1750 e 1777, período conhecido como despotismo pombalino.
            Em relação à independência dos Estados Unidos, a guerra civil norte-americana contrapôs os estados do norte e do sul dos Estados Unidos, que mantinham distintos modelos econômicos e sociais e, por isso, diferentes formas de enxergar o desenvolvimento do país. A expansão para o oeste fez com que o território do país aumentasse drasticamente, e os rumos a serem tomados nessa onda de prosperidade podem ser considerados um dos fatores que levaram à guerra.  
No segundo congresso em 1775 da Filadélfia das Treze Colônias, George Washington grande proprietário de terras e de escravos, foi nomeado comandante das tropas americanas.
Nesse mesmo congresso ficou escolhida uma comissão responsável por elaborar a Declaração de Independência, que ficou pronta em quatro de julho de 1776.
Em 1787 os líderes da independência convocaram uma reunião entre os representantes dos treze estados americanos, que ficou conhecida como Convenção da Filadélfia, tinha o objetivo de elaborar o texto constitucional para a nova Nação. Após quatro meses de discussões foi aprovada a Constituição dos Estados Unidos da América, onde os poderes do país seriam divididos em o Poder Legislativo, o Poder Executivo e o Poder Judiciário.
 A constituição dos Estados Unidos da América é considerada importante porque estabeleceu as bases para a formação de uma República, a primeira da América, que influenciou politicamente tanto alguns Estados europeus quantos as demais colônias americanas estabelecendo as bases de suas próprias leis.


quarta-feira, 22 de março de 2017

Revisão para a avaliação – I Unidade – 7º Ano


            Na Europa, com o fim do Império Romano do Ocidente, houve a fragmentação do poder e a ruralização da sociedade, o que deu origem ao sistema feudal. As principais características desse período formação dos Estados nacionais; divisão social por classes; a Igreja como administradora dos estados. Embora não tenha sido homogêneo, possuiu algumas características comuns. Pensando nos grupos sociais, podemos dizer que a sociedade feudal era composta basicamente por clero, nobreza, servos e vilãos, pois o feudalismo foi um sistema de organização política, econômica e social mais predominante que existiu em algumas regiões da Europa ao longo da Idade Média.
As características de uma sociedade feudal demonstravam que a posição social de uma pessoa dependia de seu nascimento, a sociedade se dividia em três grupos: clero, nobreza e trabalhadores, mesmo trabalhando duro, o filho do camponês não conseguia alterar a sua posição na sociedade e que nobreza valia-se do monopólio das armas para impor seu domínio, é por isso que pode-se afirmar que esta sociedade era estamental e com pouca mobilidade social
            As Cruzadas foram importantes para as transformações ocorridas na Europa no fim da Idade Média. É possível afirmar que em relação às Cruzadas, em termos legais, as Cruzadas contribuíram para modificar o sistema da propriedade no Feudalismo, pois difundiram no Extremo Oriente o conceito de propriedade dominante.
            A civilização árabe, que se desenvolveu contemporaneamente à civilização europeia medieval, era bastante diferente desta última porque a civilização árabe foi urbana e comercial.
            O Islamismo foi fundado por Maomé em 610. Maomé nasceu na Península Arábica na cidade de Meca em 570. De acordo com a tradição islâmica, no ano 610, enquanto Maomé meditava em uma caverna, o anjo Gabriel teria lhe aparecido trazendo-lhe uma mensagem “Há um só Deus, Alá, e um só profeta, Maomé” e com o apoio da família passou a pregar sua crença em um único Deus como o Cristianismo e o Judaísmo, porém nomeava Deus como “Ala”, nascendo assim o Islamismo.
No processo de fundação do Islamismo, antigas crenças e práticas se confrontaram com os fundamentos defendidos por Maomé. Os conflitos daí resultantes levaram a um episódio conhecido como Hégira, que ficou conhecido pelos estudiosos como um marco na história dos árabes muçulmanos. Devido a fortes conflitos com os comerciantes e os religiosos de crenças opostas (politeístas), pois se sentiram prejudicados pela nova crença propagada por Maomé e que poderia afetar seus comércios, em 622, ele migra de Meca para Yatrib. Esse episódio é conhecido como Hégira. A partir de então, Yatrib passa a se chamar de Medina, “a cidade do profeta”. Esse ano marca o início do calendário muçulmano.
Um princípio importante que impulsionou a expansão islâmica e de acordo com o fundador do Islamismo todo fiel deveria assumir um compromisso com Alá e com a causa islâmica, foi o Jihad, dever de todo muçulmano em defender o Islã seja por meio da propagação religiosa, da pregação religiosa, do comportamento pessoal ou da luta armada.
Após a morte do fundador do Islamismo, teve início a uma acirrada disputa entre duas corretes com visões diferentes sobre como deveria ser feita a sucessão do profeta, sendo os Xiitas, defendiam que o seu sucessor deveria ser somente os descendentes de Maomé e os Sunitas, afirmavam que qualquer fiel poderia ser seu sucessor desde que aceito pela comunidade.



Resumo para a avaliação – I Unidade – 6º Ano



            De todas as formas escrita ou oral, material ou cultural é que podemos entender que existem diversas fontes que permitem compreender os aspectos do passado, como os desenhos feitos em cavernas, as histórias contadas pelos mais velhos, os objetos encontrados em escavações, as novas tecnologias existentes para analisarem os objetos encontrados, entre outros.
Os povos da África, da Mesopotâmia e de outras regiões do globo terrestre, desenvolveram na Antiguidade, diferentes sistemas de escrita. Alguns rudimentares, outros mais complexos, mas, invariavelmente, esses sistemas evoluíram para instrumentos de dominação, como no Egito, em que a escrita e os escribas eram parte do universo associado ao exercício de poder. Originalmente os sistemas de escrita surgiram com o propósito de contabilizar e controlar a produção agrícola e a pecuária e facilitar o comércio.
Na Mesopotâmia, o crescimento da população e o surgimento das cidades geraram a centralização do poder. Para organizar e administrar a população, foi necessário um código de registro mais eficiente que a memória Com relação aos povos mesopotâmicos pode-se estabelecer entre o surgimento da escrita, o crescimento da população e o surgimento dos núcleos urbanos.
Mesmo sendo uma região de clima quente e seco e com uma vegetação pobre, e com a presença de dois grandes rios, o rio Tigre e o rio Eufrates, a Mesopotâmia possibilitou a formação de sociedades complexas que se desenvolveram tendo por base a agricultura e o pastoreio, tendo como povos dessa região os sumérios, acádios, babilônicos, cassitas, assírios e caldeus. Apesar de ter havido a predominância de um povo em determinado momento, grande parte dos povos que ocuparam a região conviveu mutuamente durante um longo período. As sociedades mesopotâmicas estavam divididas em camadas sociais, com reis, chefes militares e sacerdotes ocupando os postos mais elevados e trabalhadores, os postos mais baixos. Os babilônicos instituíram o primeiro império na região, formando um Estado unificado, e, sob o comando de Hammurabi, estabeleceram o primeiro código de leis escritas, o Código de Hammurabi escrito. E, apesar de diferentes povos se sucederem no domínio da região, podemos observar a permanência de aspectos culturais e político-administrativos.
            No Egito, segundo estudos arqueológicos, cerca de 8.000 a.C. já havia grupos seminômades ocupando a região do rio Nilo, que sobreviviam praticando a caça, a pesca, e a coleta de frutos e cereais nativos da região. Por volta 5.000 a.C. vários desse grupos foram se tornando sedentários e aproveitavam a fertilidade trazida pelo rio para desenvolver a agricultura e a criação de animais. Com o passar do tempo esse grupos formaram comunidades agrícolas independentes entre si, chamadas de nomos. Os chefes dessas comunidades disputavam com frequência o domínio das áreas férteis.
Para melhor enfrentar as disputas de domínio das áreas férteis do rio, os membros das comunidades agrícolas foram se unindo e acabaram formando dois reinos distintos, o Baixo Egito e o Alto Egito.
Um governante de um dos dois reinos das comunidades agrícolas do Alto Egito chamado de Menés, por volta de 3100 a.C., unificou os dois reinos, o Baixo Egito e o Alto Egito. Ele assumiu o controle dos nomos, criando um Estado unificado, o Egito e tornou-se o primeiro faraó egípcio.
Os egípcios eram politeístas, ou seja, acreditavam em vários deuses. Para os egípcios os deuses eram dotados de virtudes, defeitos e desejos humanos, mas eram poderosos, e controlavam o dia e a noite, a chuva e a seca, a vida e a morte, entre outros aspectos da vida cotidiana.
Os egípcios acreditavam em vida após a morte e era muito importante ser bem recebido por Osíris (deus dos mortos). Segundo eles, quando uma pessoa morria, a alma deixava do corpo e depois retornava. Por isso os egípcios desenvolveram elaboradas técnicas de mumificação para conservar o corpo.


domingo, 26 de fevereiro de 2017

REVISÃO PARA O TESTE - 9º ANO - 2017



História é a ciência que estuda todas as atitudes exercidas pelo ser humano no tempo e no espaço. Ela auxilia a conhecer o passado levando a refletir sobre as ações humanas e o torna mais capaz de compreender o presente e assim transformá-lo.
Para que o historiador tenha capacidade de narrar a História, faz-se necessário que ele tenha em mãos fontes que lhe dê condições de analisar o passado como sua existência. Essas fontes são chamadas de Fontes Históricas que são todas as coisas ou tudo aquilo que produz informação sobre o passado e serve de construção do conhecimento histórico. Como exemplo, temos jornais, livros, cartas, diários músicas, etc. Os relatos orais também são considerados como fontes históricas, por exemplo, as histórias contadas por nossos avós, alguém mais experientes que tenha presenciado episódios importantes e demonstre tal conhecimento sobre o fato. 
                                Não podemos falar em História sem mencionar a questão do Tempo. Podemos perceber e medir o tempo em: Tempo da Natureza, Tempo Cronológico e Tempo Histórico.
O Tempo da Natureza nada mais é que um fenômeno espontâneo e natural, ou seja, é algo que se manifesta espontaneamente pela natureza sem que haja nenhuma alteração dentro do seu curso normal e sem interferência do ser humano. Ele pode ser percebido pela sucessão de dias e de noite, pela mudança de estações e também pelo crescimento de plantas e pelos ciclos da vida dos animais e dos seres humanos.
O Tempo Cronológico é diferente do Tempo da Natureza, onde ele é medido e contado. Ele é um produto cultural, pois foi o ser humano que criou diversas formas de medição do tempo, sendo dividido em unidades de medida como: segundo, minuto, hora, dia, mês ano, etc. Existem vários instrumentos para medir a passagem do temo como a clepsidra, a ampulheta, o relógio e o calendário.
                        Todos nós vivemos em sociedade. A sociedade é o conjunto de pessoas que vivem em um determinado espaço, que seguem as mesmas regras e que compartilham com valores (princípio cultural que permeia uma determinada época), costumes, línguas, etc. As relações que os indivíduos estabelecem entre si estão englobadas também em uma sociedade. Existem grupos sociais que integram o indivíduo à sociedade assim como: a família, a escola, o sindicato, etc.
                        Cultura é toda manifestação de uma sociedade adquirida com o tempo expressando o modo de agir e de sentir as coisas no mundo. Ela é transmitida de geração em geração por meio dos grupos sociais em que estamos ligados. Como exemplo de cultura temos a arte, a língua, as técnicas, os costumes e as leis de um país.
O trabalho também considerado uma manifestação cultural porque, além de ser uma ação produtiva do ser humano, que transforma a natureza visando atender às suas necessidades, refletem determinados padrões culturais que envolvem técnicas de uma determinada sociedade ou o que é considerado aquilo que é mais importante produzir.
                        Toda sociedade tem sua forma de organização administrativa, que se refere ao interesse das pessoas em geral, à vida e às leis em espaço de convivência comum, que conhecemos como Política que faz referência à pólis (cidade, expressão na Grécia Antiga). Na maioria dos países da atualidade esta organização administrativa possui uma Constituição, que é um código de leis escritas que define os principais direitos e deveres dos cidadãos. Mesmo com cumprimento da Constituição há países onde os cidadãos participam das decisões políticas (democracia) e outros em que essa participação é vetada (ditadura).
                        Sabemos que em uma sociedade muitas vezes existem barreiras para uma convivência harmoniosa e democrática que envolve o pensamento etnocêntrico. O etnocentrismo que é a tendência de um determinado grupo a valorizar a sua própria cultura como ideal, desvalorizando a cultura de outros grupos e que gera pensamentos discriminatórios. As características do etnocentrismo são facilmente observadas nas sociedades totalitárias, que não toleram a diferença e privilegiam sua visão de mundo em detrimento de outras.
Prevendo a garantia da qualidade de vida das sociedades atuais sem prejudicar a existência das futuras gerações, o grande desafio para a humanidade no século XXI é promover o desenvolvimento sustentável, reduzindo as desigualdades sociais, promovendo debates sobre o consumo da sociedade e estimular a tolerância e a cooperação das pessoas garantindo um futuro melhor para todos.
No século XX, foi um período que ocorreram profundas transformações e grandes avanços tecnológicos. Foi ainda, na segunda metade do século XIX que essas transformações ocorreram e que deram início à Segunda Revolução Industrial. As principais inovações tecnológicas, que impulsionando o crescimento e ampliando o leque de fontes energia e de materiais, aumentou a capacidade produtiva das indústrias, na Segunda Revolução Industrial, foram o conversor Bessemer, os motores de combustão interna, e os geradores de corrente elétrica.
A importância da ciência foi tão marcante durante a Segunda Revolução Industrial que alguns estudiosos chamam essa fase de Revolução Científico-Tecnológica. Na Primeira Revolução Industrial o aperfeiçoamento das máquinas que foram conduzidas por pequenos industriais, artesãos e operários, pessoas que mesmo sem formação científica, podiam realizar reparos e adaptações de forma a aumentar a capacidade de produção das máquinas. Enquanto que na Segunda Revolução Industrial os desafios para aumentar a produção em qualidade e quantidade teriam que ter esforços sistemáticos e complexos, exigindo equipes de pesquisadores, sendo necessários grandes investimentos o que fez surgir instituições de pesquisas financeiras pelos Estados e pelas empresas particulares que forneciam bolsas de estudos e prêmios para os cientistas que se destacassem.
 Com as novas invenções nas áreas de comunicação, de transportes e de outras novidades tecnológicas ainda no final do século XIX, assim como o uso da eletricidade em lâmpadas elétricas, os fogões, o ferro elétrico de passar, entre outros, modificaram bastante o dia a dia das pessoas.
Grandes exposições promovidas pelos investidores na segunda metade do XIX divulgando suas novas descobertas tecnológicas, científicas e artísticas, consistiram na construção da ideia de superioridade das potências econômicas ocidentais da época, que, por meio da divulgação de novas tecnologias, confirmaram sua supremacia em relação a outros países.
                        Na Primeira Revolução Industrial as indústrias eram pequenas e médias, geralmente com direção familiar, sendo que seu crescimento decorria do reinvestimento dos seus próprios lucros o que era chamado de Capitalismo Industrial. No final do século XIX com o crescimento acelerado da economia capitalista que promoveu o surgimento de grandes empresas com tendência de dominar a produção, o preço e a distribuição, levou as empresas menores à falência. Além do acúmulo de lucros, a capitalização das grandes indústrias foi garantida pelos investimentos de grandes bancos dando origem ao Capitalismo Financeiro, que é fruto da união da indústria com o capital bancário sendo monopolizadas pelas grandes empresas em determinados ramos industriais. As principais características do Capital Financeiro são o monopólio, a concentração de capital e a eliminação da livre concorrência, ocorrendo sob três principais formas que são:
·         Truste - fusão de várias empresas em uma única, que assume o comando com o objetivo de concentrar e dominar todas as fases de produção, distribuição e consumo;
·          Holding - ocorre quando empresas de porte médio são controladas por uma grande instituição, que detém o controle das ações. Essas empresas passam a atuar como subsidiárias, ajustando o mercado e estabelecendo o padrão dos preços para evitar a concorrência;
·         Cartel - associação de empresas que atuam em um mesmo ramo           da economia com o objetivo de evitar a concorrência e de estabelecer acordos quanto ao preços e nichos do mercado.  
O Imperialismo na África, na Ásia e na Oceania foi um dos acontecimentos mais marcantes na Segunda Revolução Industrial. Com o desenvolvimento industrial no século XIX os governos europeus ficaram interessados em expandir seus mercados para outras áreas do planeta, bem como aumentar a aquisição de matérias primas, como minérios e produtos agrícolas e a utilizar mão de obras barata. Assim, iniciaram uma forte disputa por territórios na África, na Ásia e na Oceania.
Foi realizada a Conferência de Berlim, na Alemanha, pelos representantes dos países da Europa mais os Estados Unidos com o objetivo de estabelecer regras para demarcação das áreas de domínio de cada país europeu interessado nos territórios africanos. Essa divisão do continente pelas potências europeias ficou conhecida como partilha da África dando um novo impulso colonizador, denominado de Imperialismo ou Neocolonialismo.
Para justificar a presença e as intervenções nos países dominados, durante o século XIX, os países europeus imperialistas se preocuparam em buscar a aprovação e o apoio popular reafirmando ideologias etnocêntricas, glorificando a origem e a cultura europeia e menosprezando a cultura dos outros povos. As principais ideologias foram o darwinismo social - com base na teoria de Charles Darwin, os sociólogos lançaram ideias simplistas de "superioridade racial"  e deu base para o racismo, onde a raça branca europeia seria cultural e fisicamente superior que outros povos e a catequização que tendo contato com cristianismo, com os costumes e valores da cultura europeia dita "superior" as outras sociedades deixariam de ser primitivas e se tornariam "civilizadas".
Propondo uma nova maneira de organizar a sociedade no século XIX os alemães Karl Marx e Friedrich Engels, pois também conheciam a realidade social de seu tempo e discordavam das ações impostas aos proletários e aos povos colonizados. A nova maneira de organizar a sociedade defendida por eles foi baseada no Socialismo científico, também conhecido como Marxismo.
De acordo com Marx e Engels, a sociedade europeia do século XIX era composta basicamente de duas classes sociais: a dos capitalistas e a dos operários, isto é, a burguesia e o proletariado que, por possuírem interesses opostos, viviam em luta constante. Além dessas duas classes sociais, havia a classe média que, para esses filósofos, não tinha ideologia própria, associando-se ora à burguesia ora ao proletariado, de acordo com os  interesse do momento.



sábado, 25 de fevereiro de 2017

REVISÃO PARA O TESTE - 8º ANO - 2017


História é a ciência que estuda todas as atitudes exercidas pelo ser humano no tempo e no espaço. Ela auxilia a conhecer o passado levando a refletir sobre as ações humanas e o torna mais capaz de compreender o presente e assim transformá-lo.
Para que o historiador tenha capacidade de narrar a História, faz-se necessário que ele tenha em mãos fontes que lhe dê condições de analisar o passado como sua existência. Essas fontes são chamadas de Fontes Históricas que são todas as coisas ou tudo aquilo que produz informação sobre o passado e serve de construção do conhecimento histórico. Como exemplo, temos jornais, livros, cartas, diários músicas, etc. Os relatos orais também são considerados como fontes históricas, por exemplo, as histórias contadas por nossos avós, alguém mais experientes que tenha presenciado episódios importantes e demonstre tal conhecimento sobre o fato. 
                   Não podemos falar em História sem mencionar a questão do Tempo. Podemos perceber e medir o tempo em: Tempo da Natureza, Tempo Cronológico e Tempo Histórico.
O Tempo da Natureza nada mais é que um fenômeno espontâneo e natural, ou seja, é algo que se manifesta espontaneamente pela natureza sem que haja nenhuma alteração dentro do seu curso normal e sem interferência do ser humano. Ele pode ser percebido pela sucessão de dias e de noite, pela mudança de estações e também pelo crescimento de plantas e pelos ciclos da vida dos animais e dos seres humanos.
O Tempo Cronológico é diferente do Tempo da Natureza, onde ele é medido e contado. Ele é um produto cultural, pois foi o ser humano que criou diversas formas de medição do tempo, sendo dividido em unidades de medida como: segundo, minuto, hora, dia, mês ano, etc. Existem vários instrumentos para medir a passagem do temo como a clepsidra, a ampulheta, o relógio e o calendário.
Todos nós vivemos em sociedade. A sociedade é o conjunto de pessoas que vivem em um determinado espaço, que seguem as mesmas regras e que compartilham com valores (princípio cultural que permeia uma determinada época), costumes, línguas, etc. As relações que os indivíduos estabelecem entre si estão englobadas também em uma sociedade. Existem grupos sociais que integram o indivíduo à sociedade assim como: a família, a escola, o sindicato, etc.
Cultura é toda manifestação de uma sociedade adquirida com o tempo expressando o modo de agir e de sentir as coisas no mundo. Ela é transmitida de geração em geração por meio dos grupos sociais em que estamos ligados. Como exemplo de cultura temos a arte, a língua, as técnicas, os costumes e as leis de um país.
O trabalho também considerado uma manifestação cultural porque, além de ser uma ação produtiva do ser humano, que transforma a natureza visando atender às suas necessidades, refletem determinados padrões culturais que envolvem técnicas de uma determinada sociedade ou o que é considerado aquilo que é mais importante produzir.
                        Toda sociedade tem sua forma de organização administrativa, que se refere ao interesse das pessoas em geral, à vida e às leis em espaço de convivência comum, que conhecemos como Política que faz referência à pólis (cidade, expressão na Grécia Antiga). Na maioria dos países da atualidade esta organização administrativa possui uma Constituição, que é um código de leis escritas que define os principais direitos e deveres dos cidadãos. Mesmo com cumprimento da Constituição há países onde os cidadãos participam das decisões políticas (democracia) e outros em que essa participação é vetada (ditadura).
Na Europa entre os séculos V e XV, o sistema feudal foi predominante, onde a maioria da população vivia na área rural e trabalhava na produção agrícola.
O sistema feudal constituía em:
·         Os camponeses chamados de servos deviam fidelidades aos grandes proprietários de terra e em troca recebiam deles proteção e permissão para trabalhar na terra;
·         Os senhores feudais eram os proprietários rurais, que sendo eles nobres recebiam dos reis, ou de outros nobres com mais posses, um grande lote de terra - o feudo - ficando comprometido em garantir a defesa do território;
·         Conforme os senhores feudais foram aumentando suas propriedades e o número de camponeses sob sua proteção, ficaram mais poderosos e adquiriram certa autonomia em relação ao rei.
A centralização do poder nas mãos dos reis, a partir do século XIII, com apoio dos nobres e dos mercadores que passaram a garantir uma nova estrutura social e política, foi dando origem ao que chamamos de Estados modernos e para que houvesse identificação entre a população e o início da formação de uma unidade nacional em diversos locais da Europa, também foi imprescindível a criação de exércitos permanentes, disciplinados e fiéis ao Estado e a imposição de uma única língua e de uma religião oficial.
A partir de século XVI, vários Estados modernos adotaram um conjunto de práticas econômicas que foi chamada de mercantilismo, que tinha como características principais a intervenção do Estado na economia, concentrando a acumulação de metais preciosos, prática conhecida como metalismo e a preocupação do governo estatal na balança comercial positiva, ou seja, aumentar as exportações e diminuir as importações do país. Isso era alcançado por meio de políticas protecionistas imposta pelo Estado que eram altas taxas alfandegárias sobre produtos estrangeiros a fim de proteger a produção nacional. Esse conjunto de práticas econômicas, políticas e administrativas dominantes entre os séculos XVI e XVIII ficou conhecido como Antigo Regime.
A sociedade europeia, durante o antigo regime, era dividida em camadas sociais que distinguiam as pessoas segundo suas condições políticas e financeiras, em Primeiro Estado (Alto clero e baixo clero), Segundo Estado (príncipes, duques e barões) e Terceiro Estado (camada mais numerosa, composta por burgueses, artesãos, camponeses e pessoas livres pobres).
Os Estados europeus do século XVI desenvolveram uma forma de governo conhecida como absolutismo. Alguns pontos em comum como características próprias do absolutismo são: centralização dos poderes na figura do rei, aumento das repartições administrativas do Estado, criação e manutenção de um exército forte, a utilização do mercantilismo como sistema econômico e o aumento do rigor na cobrança de impostos.
O absolutismo português começou a ganhar força no século XV, quando D. João II assumiu o trono português centralizando o poder em suas mãos. Ele incentivou a expansão marítima de Portugal. Durante seu governo D. João II, assinou o Tratado de Tordesilhas entre Portugal e Espanha. Ainda nesse século, os portugueses chegaram ao Brasil e às Índias.
No final do século XVI, a Coroa portuguesa enfrentou uma crise sucessória que provocou a união das Coroas portuguesa e espanhola. Esse período foi chamado de União Ibérica, e durou de 1580 a 1640.
A Inglaterra, que desde o século XIII, foi o único governo absolutista que apresentou elementos que diferenciou dos demais governos absolutistas da Europa, pois os reis ficaram limitados pela Carta Magna assinada em 1215, pelo rei João Sem Terra. Esse documento instituiu um parlamento que restringia o poder do rei, sendo fechado várias vezes pelos reis absolutistas e assim conseguiram exercer o poder, no final do século XV começou a se consolidar o Absolutismo inglês com quando Henrique Tudor assumiu o trono inglês e procurou centralizar o poder em suas mãos, além de investir na melhoria da frota naval de seu país.
No absolutismo francês atingiu seu auge durante o reinado de Luís XIV entre os anos 1661 e 1715. Uma das peculiaridades do Absolutismo francês era o excessivo luxo mantido pela Corte, onde o rei e seus familiares, nobres e agregados viviam na luxúria e ostentação, levando aos poucos a uma profunda crise econômica que foi responsável pelo enfraquecimento do sistema político do Antigo regime.