domingo, 31 de março de 2019

Texto de estudo - Avaliação – 9º Ano – 2019


Era Vargas
No início do século XX o Brasil passou por diversas transformações em sua economia. Os donos de indústrias estavam descontentes, pois o governo privilegiava os grandes produtores de café e queriam também receber incentivos do governo, assim como a criação de regras que dificultassem a importação de produtos industrializados.
A sociedade urbana brasileira era formada nessa época por comerciantes, profissionais liberais, operários, industriais e militares. Esses grupos passaram a reivindicar o direito de ter maior participação em decisões nos campos político e econômico.
            No campo cultural os artistas brasileiros realizaram um movimento artístico que buscava novas formas de expressão, principalmente relacionada à identidade nacional que ficou conhecido como modernismo.
A organizada a população rural do Brasil na década de 1930, de acordo com suas antigas tradições. Os grandes proprietários rurais eram poderosos, exercendo grande domínio sobre a população. Os líderes religiosos tinham influência sobre a população rural, sendo formada principalmente por camponeses, vaqueiros, mineiros e seringueiros.
O tenentismo foi um movimento organizado por oficiais do Exército, cujas principais revoltas ocorreram na primeira metade da década de 1920. Seus integrantes criticavam os privilégios concedidos pelo governo aos grupos agroexportadores e desejavam promover reforma nas instituições republicanas para modernizar o país.
Na segunda metade do século XIX, grupos armados que faziam uso da violência e que eram financiados por muitos coronéis para defender seus interesses. Ao longo dos anos parte desses grupos passou a atuar de maneira independente não seguindo às ordens dos coronéis e pondo suas vontades, realizando saques em vilas e cidades. Só na década de 1930 esses grupos forram se enfraquecendo, onde muitos se entregaram, abandonaram ou foram mortos chegando ao fim. Os membros que faziam parte desses grupos ficaram conhecidos como cangaceiros.
            Na crise de 1929, os principais efeitos no Brasil foi que causou queda nas exportações de café, além de fazer o preço do produto diminuir, acelerou o processo de declínio dos grandes cafeicultores brasileiros, de modo a perderem poder na sociedade brasileira.
Ao perderem as eleições para presidente realizadas em 1930, membros da Aliança Liberal passaram a articular um golpe para chegar ao governo. Com o assassinato de João Pessoa, a ideia de chegar ao poder por meio de um golpe ganhou força. Em outubro de 1930, iniciou-se um movimento armado que obrigou o então presidente Washington Luis a abandonar seu cargo, que foi prontamente assumido por Getúlio Vargas.
Em 1934 foi implantada uma Constituição, onde as principais mudanças foram, a jornada de trabalho de oito horas, o salário mínimo, o voto secreto, o direito de voto das mulheres e o ensino primário gratuito e obrigatório.
Ao perceber que as ideias comunistas estavam se implantando no Brasil por meio da Aliança Nacional Libertadora (ANL) e de outros movimentos, em 1937, sob pretexto de combater o comunismo no país Getúlio Vargas aplicou um golpe de Estado e as eleições de 1938 foram canceladas tendo início um governo autoritário que ficou conhecido como Estado Novo.
As principais características do Estado Novo, estava a centralização do poder nas mãos de Getúlio Vargas e o grande controle de Estado sobre os mais diversos setores da sociedade interferindo diretamente até mesmo na organização dos trabalhadores e fazendo grande uso da censura e da propaganda. Depois que Vargas deu um golpe, ele fechou o Senado e a Câmara dos Deputados, suspendeu os direitos constitucionais, extinguiu os partidos políticos e outorgou em 1937 uma nova Constituição, apelidada de Polaca inspirada no governo fascista italiano;
No governo de Getúlio Vargas, também foram adotadas medidas importantes que amenizaram a situação dos cidadãos, como a CLT (Consolidação das Leis de Trabalho) criada em 1943.
O DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) foi um órgão criado pelo governo de Getúlio durante o Estado Novo. Era responsável por realizar a propaganda oficial do Estado Novo e por fiscalizar e censurar os veículos de comunicação do país. Esse departamento foi um dos grandes responsáveis pela difusão da imagem de Getúlio Vargas como um grande líder justo e bondoso.

Texto de estudo - Avaliação – 8º Ano – 2019


A revolução francesa e o período napoleônico

O Iluminismo movimento intelectual e filosófico que surgiu no século XVIII que serviu de base para a independência dos Estados Unidos e para grandes revoluções nos países europeus, assim como a Revolução Francesa, pondo fim ao sistema absolutista da época.
A França, no século XVIII, também era uma monarquia absolutista governada por um rei que concentrava todos os poderes do estado: legislativo, executivo e judiciário. A sociedade francesa tinha bases feudais e estava dividida em três ordens como Primeiro Estado (Clero), Segundo Estado (Nobreza) e Terceiro Estado (burgueses, artesão, operários, camponeses e outros).
Governada por Luís XVI um rei totalmente absolutista, uma crise política e administrativa foi gerada na França no final do século XVIII, os motivos foram novas ideias surgidas nesse período, a produção e o comércio no estado absolutista passaram a ser um empecilho ao desenvolvimento econômico, à corrupção dos intendentes (nobres nomeados pelo rei que recebiam a função de controlar os gastos da corte na administração das províncias), o apoio dado pela França ao movimento de independência das colônias inglesas.
Nesse período, parte da sociedade francesa se revoltou contra a autoridade do rei e contra as injustiças impostas pelo Antigo Regime, o ocasionou numa das principais revoluções na Europa no final do século XVIII denominada Revolução Francesa.
Na França Pré-revolucionária as mudanças ocorreram por meio de ideias que surgiram na época durante o século XVIII. Essas ideias foram chamadas de Iluminismo que visavam igualdade dos homens perante a lei e a defesa da razão, princípio que deveria guiar todas as ações e instituições humanas.
Para acalmar a multidão, o rei tentou buscar e aprovar medidas para conter a crise, em maio de 1789 convocou os três estados em uma série de reuniões intituladas como Estados Gerais para aprovar decretos por meio de votos. Sendo os votos por estados e não por pessoas, essa tentativa do rei foi um fracasso devido às vantagens obtidas do primeiro e do segundo estado na votação das medidas, o que ocasionou numa nova frustração do terceiro estado, excluindo o povo francês de direitos na França.  
Os membros do terceiro estrado continuavam insatisfeitos com o modo como as votações estavam ocorrendo decidiram alterar as leis e criar uma Constituição para França. O rei Luis XVI não aceitou a decisão dos revoltosos propondo fechar a Assembleia e cercando o local com tropas militares. Mas, o terceiro estado reagiu às decisões do rei e manteve a Assembleia. Em busca de armas e munição para combater as tropas reais, uma multidão invadiu uma fortaleza utilizada como prisão real em Paris. A força popular deu início na França a uma revolução em 14 de julho de 1789, com a tomada da Bastilha, fortaleza utilizada como prisão na qual ficavam detidos por ordem do rei, sem processo ou julgamento, homens considerados ameaças a ordem pública.
O rei cedeu e a Assembleia continuou. Com as resoluções da assembleia, foram abolidos os privilégios feudais e a sociedade rigidamente hierarquizada no antigo regime. Em 26 de agosto de 1789 elas foram ratificadas com a criação da Declaração dos direitos do homem e do cidadão (17 artigos) que defende a liberdade de expressão e culto, os direitos à proteção, à segurança e à resistência a qualquer tipo de opressão e que serviu de base para diversos países. Publicada em 1789, a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, defendia os direitos individuais e a igualdade dos cidadãos perante a lei e limitava os poderes do rei e assegurava às pessoas o direito à propriedade.
O rei Luis XVI procurou ajuda de outros países como a Áustria e a Prússia para combater os revoltosos e tentou fugir, porém o povo francês venceu o exército austríaco e prussiano e prendeu o rei. Convocado a depor e após um longo processo, o rei foi considerado culpado de traição à pátria e condenado a morte, quando em 21 de janeiro de 1793 foi Guilhotinado sob os aplausos da multidão.
Os girondinos (republicanos moderados que representavam a alta burguesia e nobres liberais) assumiram o poder da França por um breve período. Os jacobinos (membros da pequena sociedade burguesa que defendiam o ideal de uma sociedade igualitária) apoiados pelos sans-culottes (camponeses e as camadas populares que viviam nas cidades) expulsaram os girondinos da convenção e prenderam seus principais líderes. Porém, sob a liderança de Maximilien Robespierre, a repressão jacobina com prisão e com execução foi ao extremo no governo francês, ocasionando um período que ficou conhecido o período do Grande Terror, o que levou também medo insegurança e insatisfação no país.
Os girondinos assumiram novamente o poder na França e executaram os que faziam parte do Comitê de Salvação Pública que estavam à frente das execuções inclusive o próprio Robespierre foi executado na guilhotina. Ao retornarem o poder, os girondinos estabeleceram o governo do Diretório (cinco diretores e oito ministros responsáveis pelo poder executivo), aprovando uma nova Constituição para a França em 1795.
Diante das instabilidades econômicas, políticos e sociais da França, mais um levante ocorreu em Paris. Para pacificar a cidade, os deputados recorrem a um jovem general da artilharia francesa chamado Napoleão Bonaparte, que foi convidado pelo Diretório para compor o novo governo francês e em 9 de novembro de 1799 deu um golpe de estado com amplo apoio da alta burguesia e dos camponeses.
            O governo de Napoleão Bonaparte iniciou em 1779 durando 15 anos e pretendia atingir a estabilidade política e econômica da França, além de garantir a ordem interna do país. Ele aprovou em 1804 um novo Código Civil para a França, com igualdade de direitos, separação da Igreja do Estado, o casamento civil, o fim dos privilégios feudais e o direito à propriedade, porém as mobilizações, as greves e os protestos contra o governo e as associações em sindicatos eram proibidos, bem como a igualdade social entre homens e mulheres era proibida, atribuindo o papel da mulher como inferior ao homem.
Entre 1799 e 1815 foi marcado pelas Guerras Napoleônicas, que foi o expansionismo de anexação territorial decorrentes de conquistas militares e por acordos estabelecidos por Napoleão no continente europeu.
Os únicos países que Napoleão não conseguiu acordo e nem anexação foram a Inglaterra, Portugal (grande parceiro comercial e por isso submisso a Inglaterra) e Rússia. Com isso ele decretou Bloqueio Continental que proibia as nações europeias de negociar com a Inglaterra.
Napoleão chegou ao fim quando tentou uma investida contra a Rússia e fracassou as outras nações perceberam sua fragilidade e se reuniram para enfrentá-lo. Sob grande pressão das nações estrangeiras, Napoleão aceitou abdicar do governo e exilou-se na ilha Elba.


Texto de estudo - Avaliação – 7º Ano – 2019


As civilizações da América Pré-colombiana

Parte da América Central foi habitada por povos que possuíam muitas semelhanças culturais que atualmente corresponde aos territórios da Guatemala, El Salvador, Belize, Nicarágua Honduras, Costa Rica e Sul do México, sendo denominada de Mesoamérica.
É possível encontrar um grande número de pirâmides espalhadas por toda a Mesoamérica. Boa parte delas já foi identificada e restaurada, mas pesquisas arqueológicas apontam que ainda existam muitas outras a serem descobertas. De formas e tamanhos bastante variados, essas construções eram utilizadas como templos, onde se realizavam rituais religiosos.
As principais civilizações encontradas na América pré-colombiana foram os Olmecas, Teotihuacanos, Maias, Toltecas, Astecas, Tihuanacos e os Incas.
Ao desembarcar no atual continente americano na região do atual Caribe, Cristóvão Colombo, pensou ter chegado às Índias e, por isso, chamou as pessoas que encontrou pelo nome de Índios, mas por ser uma diversidade de povos, os estudiosos preferiram usar o termo de “indígena” que significa “nativo”.
Os maias habitavam a região península de Yucatán (México) e áreas que correspondem às regiões atuais Belize, Guatemala, Honduras e El Salvador. A sociedade maia era hierarquicamente organizada, sendo composta por governantes, sacerdotes, artesãos, mercadores e agricultores.
A base de sua economia era a agricultura. Eles plantavam principalmente o milho e também feijão, tomate, batata, mandioca, algodão e outros.
Os maias desenvolveram técnicas e conhecimentos altamente especializados, em áreas como engenharia, matemática, astronomia, escultura, cerâmica e escrita.
A escrita maia era composta de símbolos chamados de Hieróglifos, que eram gravados em placas de pedra ou pintados em objetos de cerâmica, em parede ou nos códices.
    A civilização asteca era formada por povos guerreiro, que constituíram um grande império na região do México.
A religião na vida dos astecas era muito importante. Eles também eram politeístas, porém possuíam uma divindade principal que era chamada de deus sol, Huitzilopochtli que também era o deus da guerra e para agradar a esse deus, os astecas realizavam rituais que incluíam sacrifício de seres humanos. Segundo a crença asteca
[...] no início do mundo, os deuses tinham dado seu próprio sangue para que o sol se movimentasse. Portanto, exigiam sangue humano para manter o mundo em funcionamento. Como o sangue é o princípio da vida, apenas o sangue poderia manter o tempo andando. Sem os sacrifícios, o mundo terminaria. Assim, faziam guerra especialmente para capturar prisioneiros e ofertar seu sangue nos templos. [...]

KARNAL, Leandro, A conquista do México. São Paulo FTD,1996,p.20

A civilização inca ocupava a região onde hoje é o Peru e uma das suas principais cidades chama-se Machu Picchu. As construções dessa cidade eram fortes, feitas de rochas e resistiram à ação do tempo, localizada a cerca de 2.400 metros de altitude, na cordilheira de Vilcabanba, nos Andes.
A cidade era considerada sagrada pelos incas. Nela havia grandes templos dedicados ao Sol e à Lua, além do Templo Condor. Para eles o condor era a ave responsável por conduzir os mortos ao céu, favorecendo seu encontro com os deuses.
Na agricultura, o milho, também era o principal alimento dos incas, que era consumido cozido, tostado e também servia de base uma bebida fermentada chamada chicha.

Texto de estudo - Avaliação – 6º Ano - 2019



A evolução das espécies

Os seres vivos foram adquirindo características cada vez mais complexas ao longo dos anos e se adaptando aos mais diversos tipos de ambientes. Os seres humanos, por exemplo, são primatas que ao longo de milhares de anos adquiriram características que os diferenciam dos chipanzés e gorilas, sendo capazes de formular raciocínios cada vez mais complexos. A teoria que afirma esse conceito é a Teoria evolucionista, onde as espécies foram se transformando adquirindo características próprias conforme cada espécie sendo transmitidas as seus descendentes. Essa teoria foi desenvolvida pelo naturalista inglês Charles Darwin e que tem como coautor o pesquisador Alfred Russel Wallace. Ambos analisaram as espécies e chegaram à mesma conclusão. Essa teoria foi a mais aceita entre a comunidade científica e com o passar dos anos ela foi se aprimorando.
Outra teoria que tenta explicar a existência de tudo é a chamada Teoria criacionista, onde grande parte das religiões relaciona o surgimento do Universo e dos seres humanos às ações de uma divindade / um(a) deus(a) como criador(a), pois atribui a criação a um ser superior (Deus ou deuses). Por exemplo: Para os antigos gregos a deusa Gaia, para os cristãos o ser superior é Deus, para os muçulmanos é Ala, para os tupi-guarani é Tupã, para os iorubás é Obatalá e etc..
Tratando-se sobre o processo de evolução da espécie humana, nossos ancestrais, ao longo de milhares de anos, desenvolveram características que nos diferenciam dos outros primatas, formando a espécie humana, esse processo é denominado de hominização.
Algumas características dos principais hominídeos considerados ancestrais dos seres humanos são Australopitecos, Homo Habilis, Homo Erectus, Homo Sapiens ou Homo Sapiens Sapiens.
As principais características que diferenciam os seres humanos de outros primatas é o desenvolvimento de cérebros maiores, o desenvolvimento do bipedalismo (andar em duas pernas) e a capacidade de elaborar raciocínios lógicos mais complexos.
As pinturas nas das cavernas realizadas pelos nossos ancestrais e que representavam as cenas do cotidiano como forma de se comunicarem, rituais religiosos e das caçadas é denominada de pintura rupestre.
A Pré-história, para os historiadores são períodos que antecedem ao desenvolvimento da escrita, com relação à antiguidade e ao desenvolvimento dos seres humanos, e denominam-se de período Paleolítico (“pedra antiga” ou “pedra lascada”) e período Neolítico (“pedra nova” ou “pedra polida”).
Os grupos humanos da pré-história, com o passar de milhares de anos o modo de vida dos seres humanos foi se alterando, realizando uma evolução mais acentuada.  Nessa evolução encontram-se duas principais diferenças entre o modo de vida dos humanos. O modo de vida nômade e o modo de vida sedentário.
·         Modo de vida nômade – caracterizado por deslocamentos constantes dos grupos humanos em busca, principalmente, de maior oferta de alimentos. Geralmente os povos nômades obtêm a maior parte de seus alimentos por meio das coletas, da caça e da pesca.
·         Modo de vida sedentário – caracterizado pela fixação de um grupo humano em determinado lugar. Geralmente os grupos sedentários obtém a maior parte de seus alimentos por meio da agricultura e da pecuária.
Os rios foram importantes no processo de formação das primeiras civilizações porque tornaram possível a prática da agricultura em suas margens férteis, além de servirem como fonte de peixes e de água para as pessoas e os animais.
Conforme a maior parte dos pesquisadores, foi a partir do continente africano que os seres humanos migraram para o restante do mundo. Para eles “A África é o berço da humanidade” e foi se espalhando para as outras regiões do planeta até povoarem a América.
Os pesquisadores discordam de como os seres humanos tenham chegado a várias regiões da América, porém eles elaboraram diferentes teorias sobre esta questão. As hipóteses mais aceitas sobre o povoamento da América são:
·         Hipótese da Rota de Bering - Os primeiros habitantes da América vieram da Ásia atravessando uma ponte de gelo formada sobre o estreito de Bering.
·         Hipótese da Rota Transpacífica - Os primeiros povoadores se deslocaram da Ásia para a América ao atravessar o Oceano Pacífico, navegando de ilha em ilha em pequenas embarcações.
·         Hipótese da Migração Atlântica - Grupos humanos saíram da Europa e navegaram pelo Oceano Atlântico em pequenas embarcações até chegar ao norte da América.
·         Hipótese da Rota Costeira - Os primeiros habitantes da América navegaram da Costa da Ásia até a América do Norte e depois seguiram em direção ao sul pela costa do continente.
Entre os pesquisadores brasileiros que mais se dedicam ao estudo sobre o povoamento da América é o antropólogo Walter Neves e a arqueóloga Niède Guidon.

sábado, 9 de março de 2019

Texto para estudo - 6º Ano - 2019


Ao estudarmos História analisamos fatos que ocorreram no passado, estabelecendo relações com o presente.
Quando tentamos compreender o conceito de tempo, verificamos seus aspectos naturais e culturais, e que é essencial para o desenvolvimento dos estudos históricos. As principais maneiras de se perceber o tempo são denominadas de Tempo natural, Tempo cronológico, Tempo histórico.
·      O Tempo natural percebe-se por meio da observação da natureza e do desenvolvimento dos seres vivos. Ele não depende das ações humanas e se manifesta por meio de fenômenos naturais.
·      O Tempo cronológico é a maneira de como o seres humanos encontraram para observar, organizar e medir o tempo e assim facilitar a sua vida. Ao longo dos anos, os seres humanos desenvolveram unidades de medidas para contribuir na organização do tempo, criando instrumentos como relógios e calendários. Essa maneira de organizar e medir o tempo por meio de instrumentos é um dos aspectos culturais de nossa sociedade.
·      O tempo histórico é quando analisamos as transformações e permanência nas sociedades ao longo dos anos. Ele é utilizado pelos historiadores para explicar os diferentes ritmos de transformações das sociedades ao longo dos anos. Verifica-se que cada grupo se desenvolve de maneira diferente dependendo de sua cultura e de seus costumes.
O recurso utilizado para localizar graficamente os acontecimentos e períodos históricos de modo linear e cronológico e denominado de linha do tempo. Pode-se produzir uma linha do tempo sobre diversos assuntos, como a história de nossa vida, a história de um município, do nosso país, da nossa escola e etc.
As principais características de uma linha do tempo são:
·      Linha do tempo: localiza graficamente os acontecimentos e períodos históricos que são descritos e situados de maneira linear e cronológica.
·      Marcos históricos: expressão que se refere aos acontecimentos que podem representar rupturas entre os períodos históricos.
·      Intervalo de tempo: elemento da linha do tempo delimitado pelos historiadores, segundo critérios diversificados.
·      Eixo cronológico: linha que representa o sentido da passagem do tempo.
Estudando o passado é que nos possibilita conhecer sociedades que viveram em outras épocas. Com isso é que podemos verificar as transformações que ocorreram ao longo do tempo, compreender nosso presente e o mundo em que vivemos.
·    Os pesquisadores, para terem acesso ao passado, utilizam os vestígios deixados pelos seres humanos, chamados de fontes históricas, como: Fontes materiais (objetos, roupas, joias, brinquedos, construções, etc.), Fontes orais (relatos, entrevistas com idosos, narrativas, contos), Fontes imagnéticas (pinturas, desenhos, mapas, cartazes, fotografias) e Fontes escritas (documentos, literaturas, cartas, etc.). As fontes históricas são vestígios deixados pelos seres humanos ao longo dos anos que são analisados pelos historiadores. A análise de fontes históricas permite que os historiadores descubram mais sobre o passado, realizando a construção do conhecimento histórico.
Quando conversamos com uma pessoa idosa e aprendemos com ela ocorre o processo de transmissão oral do conhecimento.                                                     .                                        
            Ao estudarmos História devemos analisar as ações dos diversos sujeitos, reconhecendo e valorizando a importância de todos. Os sujeitos históricos são todas as pessoas que contribuem para a construção da história. Os sujeitos históricos não se restringem aos indivíduos considerados importantes que desempenharam determinado poder nas sociedades. Eles se referem a todas as pessoas, incluindo você, pois diariamente contribuímos para construção da história.


Texto para estudo - 7º Ano - 2019

A palavra modernidade vem do termo do latim, antiga língua falada pelos romanos, que significa “recentemente” e que segundo historiadores refere-se ao sentimento de ruptura em relação ao passado.
Durante o século XVI, muitos pensadores e artistas europeus acreditavam estar vivendo um novo período, com valores diferentes dos existentes nos séculos anteriores. A religião perdia espaço na Europa e a razão era cada vez mais valorizada para explicar o mundo em diversas esferas da sociedade, como na política, na economia, nas artes e nas ciências.  Por esse motivo eles começaram a chamar esse período de Moderno.
O nobre D. Afonso Henriques em 1139, vencendo o exército muçulmano e unificando a Lusitânia (relativo a Portugal) fundou então o Reino de Portugal e tornou-se o primeiro rei do Estado moderno europeu.
Na área de conquistas e descobertas de novos mundos, as Grandes Navegações foram conjunto de expedições marítimas realizadas principalmente por portugueses e espanhóis entre os séculos XV e XVII.
Portugal foi país pioneiro nas navegações, pois teve vantagens ao realizar esse feito, onde o rei tinha centralização do poder em suas mãos, sua posição geográfica era favorável e o conhecimento sobre navegação que aprenderam com os muçulmanos. Esses fatores foram fundamentais para que os portugueses pudessem iniciar as Grandes Navegações no começo do século XV.
Os portugueses aprimoram as embarcações e utilizaram instrumentos como caravelas, bússolas, astrolábios e cartas náuticas, encontrando solução para que houvesse embarcações resistentes e capazes de armazenar itens de sobrevivências para abastecerem os marinheiros durante o percurso.
Quando os europeus iniciaram as Grandes Navegações, formavam expedições em busca de novos territórios, de especiarias (pimenta, cravo, canela, noz-moscada e gengibre) e de metais preciosos.
Os portugueses em 1415 conquistaram Ceuta com o objetivo de controlar o comércio, pois Ceuta, no norte da África, era um importante centro comercial onde circulava o ouro do comércio transaariano, além do ouro, outros produtos comercializados em Ceuta eram cobiçados pelos portugueses, principalmente as especiarias.
Entusiasmados com a conquista marítima dos portugueses, os reis espanhóis apoiaram uma expedição que também tinha o objetivo de encontrar um caminho para as Índias. Um navegador genovês a serviço do rei da Espanha acreditando que a Terra era redonda e navegando sempre na direção oeste, acreditou ter chegado às Índias quando na verdade estava equivocado, pois havia chegado a um continente que mais tarde seria chamado de América. Esse navegado foi Cristóvão Colombo, que desembarcou em 12 de outubro de 1492.
Para legitimar a posse das terras encontradas, os governadores espanhóis valeram-se da autoridade da Igreja Católica. Em 1493 foi promulgada a bula Inter Coetera que estabelecia 100 léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde pertenceriam à Espanha, o que houve insatisfação por parte de Portugal. O acordo proposto por Portugal foi que a linha divisória fosse a 370 léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde pertenceriam à Espanha. Esse acordo ficou conhecido como Tratado de Tordesilhas, firmado em 1494 pelo papa Alexandre VI e pelos reis portugueses e espanhóis.
Oficialmente quem descobriu o Brasil foi o português Pedro Álvares Cabral, em 22 de abril de 1500, mesmo sabendo que essa descoberta é contestada por alguns historiadores.