domingo, 31 de março de 2019

Texto de estudo - Avaliação – 8º Ano – 2019


A revolução francesa e o período napoleônico

O Iluminismo movimento intelectual e filosófico que surgiu no século XVIII que serviu de base para a independência dos Estados Unidos e para grandes revoluções nos países europeus, assim como a Revolução Francesa, pondo fim ao sistema absolutista da época.
A França, no século XVIII, também era uma monarquia absolutista governada por um rei que concentrava todos os poderes do estado: legislativo, executivo e judiciário. A sociedade francesa tinha bases feudais e estava dividida em três ordens como Primeiro Estado (Clero), Segundo Estado (Nobreza) e Terceiro Estado (burgueses, artesão, operários, camponeses e outros).
Governada por Luís XVI um rei totalmente absolutista, uma crise política e administrativa foi gerada na França no final do século XVIII, os motivos foram novas ideias surgidas nesse período, a produção e o comércio no estado absolutista passaram a ser um empecilho ao desenvolvimento econômico, à corrupção dos intendentes (nobres nomeados pelo rei que recebiam a função de controlar os gastos da corte na administração das províncias), o apoio dado pela França ao movimento de independência das colônias inglesas.
Nesse período, parte da sociedade francesa se revoltou contra a autoridade do rei e contra as injustiças impostas pelo Antigo Regime, o ocasionou numa das principais revoluções na Europa no final do século XVIII denominada Revolução Francesa.
Na França Pré-revolucionária as mudanças ocorreram por meio de ideias que surgiram na época durante o século XVIII. Essas ideias foram chamadas de Iluminismo que visavam igualdade dos homens perante a lei e a defesa da razão, princípio que deveria guiar todas as ações e instituições humanas.
Para acalmar a multidão, o rei tentou buscar e aprovar medidas para conter a crise, em maio de 1789 convocou os três estados em uma série de reuniões intituladas como Estados Gerais para aprovar decretos por meio de votos. Sendo os votos por estados e não por pessoas, essa tentativa do rei foi um fracasso devido às vantagens obtidas do primeiro e do segundo estado na votação das medidas, o que ocasionou numa nova frustração do terceiro estado, excluindo o povo francês de direitos na França.  
Os membros do terceiro estrado continuavam insatisfeitos com o modo como as votações estavam ocorrendo decidiram alterar as leis e criar uma Constituição para França. O rei Luis XVI não aceitou a decisão dos revoltosos propondo fechar a Assembleia e cercando o local com tropas militares. Mas, o terceiro estado reagiu às decisões do rei e manteve a Assembleia. Em busca de armas e munição para combater as tropas reais, uma multidão invadiu uma fortaleza utilizada como prisão real em Paris. A força popular deu início na França a uma revolução em 14 de julho de 1789, com a tomada da Bastilha, fortaleza utilizada como prisão na qual ficavam detidos por ordem do rei, sem processo ou julgamento, homens considerados ameaças a ordem pública.
O rei cedeu e a Assembleia continuou. Com as resoluções da assembleia, foram abolidos os privilégios feudais e a sociedade rigidamente hierarquizada no antigo regime. Em 26 de agosto de 1789 elas foram ratificadas com a criação da Declaração dos direitos do homem e do cidadão (17 artigos) que defende a liberdade de expressão e culto, os direitos à proteção, à segurança e à resistência a qualquer tipo de opressão e que serviu de base para diversos países. Publicada em 1789, a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, defendia os direitos individuais e a igualdade dos cidadãos perante a lei e limitava os poderes do rei e assegurava às pessoas o direito à propriedade.
O rei Luis XVI procurou ajuda de outros países como a Áustria e a Prússia para combater os revoltosos e tentou fugir, porém o povo francês venceu o exército austríaco e prussiano e prendeu o rei. Convocado a depor e após um longo processo, o rei foi considerado culpado de traição à pátria e condenado a morte, quando em 21 de janeiro de 1793 foi Guilhotinado sob os aplausos da multidão.
Os girondinos (republicanos moderados que representavam a alta burguesia e nobres liberais) assumiram o poder da França por um breve período. Os jacobinos (membros da pequena sociedade burguesa que defendiam o ideal de uma sociedade igualitária) apoiados pelos sans-culottes (camponeses e as camadas populares que viviam nas cidades) expulsaram os girondinos da convenção e prenderam seus principais líderes. Porém, sob a liderança de Maximilien Robespierre, a repressão jacobina com prisão e com execução foi ao extremo no governo francês, ocasionando um período que ficou conhecido o período do Grande Terror, o que levou também medo insegurança e insatisfação no país.
Os girondinos assumiram novamente o poder na França e executaram os que faziam parte do Comitê de Salvação Pública que estavam à frente das execuções inclusive o próprio Robespierre foi executado na guilhotina. Ao retornarem o poder, os girondinos estabeleceram o governo do Diretório (cinco diretores e oito ministros responsáveis pelo poder executivo), aprovando uma nova Constituição para a França em 1795.
Diante das instabilidades econômicas, políticos e sociais da França, mais um levante ocorreu em Paris. Para pacificar a cidade, os deputados recorrem a um jovem general da artilharia francesa chamado Napoleão Bonaparte, que foi convidado pelo Diretório para compor o novo governo francês e em 9 de novembro de 1799 deu um golpe de estado com amplo apoio da alta burguesia e dos camponeses.
            O governo de Napoleão Bonaparte iniciou em 1779 durando 15 anos e pretendia atingir a estabilidade política e econômica da França, além de garantir a ordem interna do país. Ele aprovou em 1804 um novo Código Civil para a França, com igualdade de direitos, separação da Igreja do Estado, o casamento civil, o fim dos privilégios feudais e o direito à propriedade, porém as mobilizações, as greves e os protestos contra o governo e as associações em sindicatos eram proibidos, bem como a igualdade social entre homens e mulheres era proibida, atribuindo o papel da mulher como inferior ao homem.
Entre 1799 e 1815 foi marcado pelas Guerras Napoleônicas, que foi o expansionismo de anexação territorial decorrentes de conquistas militares e por acordos estabelecidos por Napoleão no continente europeu.
Os únicos países que Napoleão não conseguiu acordo e nem anexação foram a Inglaterra, Portugal (grande parceiro comercial e por isso submisso a Inglaterra) e Rússia. Com isso ele decretou Bloqueio Continental que proibia as nações europeias de negociar com a Inglaterra.
Napoleão chegou ao fim quando tentou uma investida contra a Rússia e fracassou as outras nações perceberam sua fragilidade e se reuniram para enfrentá-lo. Sob grande pressão das nações estrangeiras, Napoleão aceitou abdicar do governo e exilou-se na ilha Elba.


Um comentário:

Gabii disse...

Esse assunto é do teste da 2° unidade??