A revolução francesa
e o período napoleônico
O
Iluminismo movimento intelectual e filosófico que surgiu no século XVIII que
serviu de base para a independência dos Estados Unidos e para grandes
revoluções nos países europeus, assim como a Revolução Francesa, pondo fim ao
sistema absolutista da época.
A França, no século XVIII, também era uma monarquia
absolutista governada por um rei que concentrava todos os poderes do estado:
legislativo, executivo e judiciário. A sociedade francesa tinha bases feudais e
estava dividida em três ordens como Primeiro Estado (Clero), Segundo Estado
(Nobreza) e Terceiro Estado (burgueses, artesão, operários, camponeses e
outros).
Governada por Luís
XVI um rei totalmente absolutista, uma crise política e administrativa foi
gerada na França no final do século XVIII, os motivos foram novas ideias
surgidas nesse período, a produção e o comércio no estado absolutista passaram
a ser um empecilho ao desenvolvimento econômico, à corrupção dos intendentes
(nobres nomeados pelo rei que recebiam a função de controlar os gastos da corte
na administração das províncias), o apoio dado pela França ao movimento de
independência das colônias inglesas.
Nesse período,
parte da sociedade francesa se revoltou contra a autoridade do rei e contra as
injustiças impostas pelo Antigo Regime, o ocasionou numa das principais revoluções
na Europa no final do século XVIII denominada Revolução Francesa.
Na França
Pré-revolucionária as mudanças ocorreram por meio de ideias que surgiram na
época durante o século XVIII. Essas ideias foram chamadas de Iluminismo que
visavam igualdade dos homens perante a lei e a defesa da razão, princípio que
deveria guiar todas as ações e instituições humanas.
Para acalmar a
multidão, o rei tentou buscar e aprovar medidas para conter a crise, em maio de
1789 convocou os três estados em uma série de reuniões intituladas como Estados
Gerais para aprovar decretos por meio de votos. Sendo os votos por estados e
não por pessoas, essa tentativa do rei foi um fracasso devido às vantagens
obtidas do primeiro e do segundo estado na votação das medidas, o que ocasionou
numa nova frustração do terceiro estado, excluindo o povo francês de direitos
na França.
Os membros do terceiro estrado continuavam
insatisfeitos com o modo como as votações estavam ocorrendo decidiram alterar
as leis e criar uma Constituição para França. O rei Luis XVI não aceitou a
decisão dos revoltosos propondo fechar a Assembleia e cercando o local com
tropas militares. Mas, o terceiro estado reagiu às decisões do rei e manteve a
Assembleia. Em busca de armas e munição para combater as tropas reais, uma
multidão invadiu uma fortaleza utilizada como prisão real em Paris. A força
popular deu início na França a uma revolução em 14 de julho de 1789, com a
tomada da Bastilha, fortaleza utilizada como prisão na qual ficavam detidos por
ordem do rei, sem processo ou julgamento, homens considerados ameaças a ordem
pública.
O rei cedeu e a Assembleia continuou. Com as
resoluções da assembleia, foram abolidos os privilégios feudais e a sociedade
rigidamente hierarquizada no antigo regime. Em 26 de agosto de 1789 elas foram
ratificadas com a criação da Declaração dos direitos do homem e do cidadão (17
artigos) que defende a liberdade de expressão e culto, os direitos à proteção,
à segurança e à resistência a qualquer tipo de opressão e que serviu de base
para diversos países. Publicada
em 1789, a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, defendia os direitos
individuais e a igualdade dos cidadãos perante a lei e limitava os poderes do
rei e assegurava às pessoas o direito à propriedade.
O rei Luis XVI procurou
ajuda de outros países como a Áustria e a Prússia para combater os revoltosos e
tentou fugir, porém o povo francês venceu o exército austríaco e prussiano e
prendeu o rei. Convocado a depor e após um longo processo, o rei foi
considerado culpado de traição à pátria e condenado a morte, quando em 21 de
janeiro de 1793 foi Guilhotinado sob os aplausos da multidão.
Os girondinos (republicanos moderados que
representavam a alta burguesia e nobres liberais) assumiram o poder da França por um breve período. Os
jacobinos (membros da pequena sociedade burguesa que defendiam o ideal de uma
sociedade igualitária) apoiados pelos sans-culottes (camponeses e as camadas
populares que viviam nas cidades) expulsaram os girondinos da convenção e
prenderam seus principais líderes. Porém, sob a liderança de Maximilien Robespierre,
a repressão jacobina com prisão e com execução foi ao extremo no governo
francês, ocasionando um período que ficou conhecido o período do Grande Terror,
o que levou também medo insegurança e insatisfação no país.
Os girondinos
assumiram novamente o poder na França e executaram os que faziam parte do
Comitê de Salvação Pública que estavam à frente das execuções inclusive o próprio
Robespierre foi executado na guilhotina. Ao retornarem o poder, os girondinos estabeleceram
o governo do Diretório (cinco diretores e oito ministros responsáveis pelo
poder executivo), aprovando uma nova Constituição para a França em 1795.
Diante das instabilidades
econômicas, políticos e sociais da França, mais um levante ocorreu em Paris.
Para pacificar a cidade, os deputados recorrem a um jovem general da artilharia
francesa chamado Napoleão Bonaparte, que foi convidado pelo Diretório para
compor o novo governo francês e em 9 de novembro de 1799 deu um golpe de estado
com amplo apoio da alta burguesia e dos camponeses.
O governo de Napoleão
Bonaparte iniciou em 1779 durando 15 anos e pretendia atingir a estabilidade
política e econômica da França, além de garantir a ordem interna do país. Ele aprovou
em 1804 um novo Código Civil para a França, com igualdade de direitos, separação
da Igreja do Estado, o casamento civil, o fim dos privilégios feudais e o
direito à propriedade, porém as mobilizações, as greves e os protestos contra o
governo e as associações em sindicatos eram proibidos, bem como a igualdade
social entre homens e mulheres era proibida, atribuindo o papel da mulher como
inferior ao homem.
Entre 1799 e 1815 foi marcado pelas Guerras Napoleônicas, que foi o
expansionismo de anexação territorial decorrentes de conquistas militares e por
acordos estabelecidos por Napoleão no continente europeu.
Os únicos países que Napoleão não conseguiu acordo e nem anexação foram
a Inglaterra, Portugal (grande parceiro comercial e por isso submisso a
Inglaterra) e Rússia. Com isso ele decretou Bloqueio Continental que proibia as
nações europeias de negociar com a Inglaterra.
Napoleão chegou ao fim quando tentou uma investida contra a Rússia e
fracassou as outras nações perceberam sua fragilidade e se reuniram para enfrentá-lo.
Sob grande pressão das nações estrangeiras, Napoleão aceitou abdicar do governo
e exilou-se na ilha Elba.
Um comentário:
Esse assunto é do teste da 2° unidade??
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