quarta-feira, 5 de maio de 2021

TEXTO COMPLEMENTAR DE REVISÃO PARA O TESTE – II UNIDADE - 6. ANO

Várias sociedades da África Antiga eram governadas por soberanos que se julgavam filhos dos deuses. Geralmente, nessas sociedades, a camada dirigente era composta por chefes militares e líderes religiosos e uma camada intermediária de comerciantes, artesãos e joalheiros.

Em várias sociedades, na África Antiga, os líderes eram escolhidos entre os homens mais velhos e mais respeitados. No caso em que os governantes detinham o título de reis, era comum o poder ser hereditário, o poder passava de pai para filho e em algum caso não podia ser transferido de pai para filho, mas de irmão para irmão respeitando a linhagem real. Nas sociedades patriarcais as principais autoridades são homens, geralmente os mais idosos e mais respeitados do grupo. As sociedades matriarcais as principais autoridades são as mulheres.

Cuxe ficava numa região rica em recursos naturais, como ouro, e despertava o interesse de povos vizinhos, entre eles os egípcios. Os cuxitas se desenvolveram na região da Núbia, entre o sul do Egito e o atual Sudão.

Os cuxitas governaram o território do Egito entre os anos de 730 a.C. e 650 a.C., dominaram Tebas, a capital egípcia, se tornaram imperadores e foram chamados de Faraós Negros.

Os antigos egípcios chamavam a Núbia de “Terra do Arco” por causa da habilidade com que os soldados manuseavam o arco e a flecha.

Diversos motivos como, a melhor qualidade de solo, o clima mais ameno da região e a localização que facilitava as trocas de mercadorias entre os cuxitas e outros povos, ocorreu a transferência da capital cuxita para a cidade de Méroe, no ano 600 a.C.

Quando a capital do Reino de Cuxe foi transferida, as mulheres, que já exerciam grande influência religiosa, passaram a exercer o poder político na sociedade cuxita, ganhando grande destaque no século II a.C., assumindo o controle político da sociedade. Elas eram as Rainhas-mães, chamadas de candaces. 

As cidades como Gaô, Tombuctu, Fez, Cartago, Cairo, Tebas, Querma, Napata, Méroe e Axum e os reinos como Nok, Gana, Garamantes, Egito, Cuxe e Axum faziam parte da África Antiga.

Grande parte da população axumita se dedicava à agricultura e à criação de animais e que além de sustentar a população geravam excedentes para o comércio. Eles produziam em abundância produtos agrícolas, como trigo e a cevada, e caçavam animais, como elefante e rinocerontes.

Os fenícios criaram um alfabeto que tornou a escrita bem mais simples que representava apenas os sons e que rapidamente esses sinais começaram a ser difundidos entre os povos antigos. Esse alfabeto era composto por cerca de 22 sinais simbolizando sons de consoantes, por volta de 1000 a.C.

Por volta do ano 800 a.C. o alfabeto fenício foi tomado por base e nele foram inseridos outros sinais representando os sons da fala de maneira precisa, por meio de letras agrupadas. Os povos que a adaptaram o alfabeto fenício nesse período foram os Gregos que inseriram as vogais agrupando as letras.

Depois dos gregos terem inseridos outros sinais no alfabeto fenício, houve mais tarde, os etruscos e os romanos que também fizeram alterações nesse alfabeto dando origem ao alfabeto latino.

TEXTO COMPLEMENTAR DE REVISÃO PARA O TESTE – II UNIDADE - 7. ANO

As principais civilizações encontradas na América pré-colombiana foram os Olmecas, Teotihuacanos, Maias, Toltecas, Astecas, Tihuanacos e os Incas.

A parte da América Central que foi habitada por povos que possuíam muitas semelhanças culturais que atualmente corresponde aos territórios da Guatemala, El Salvador, Belize, Nicarágua Honduras, Costa Rica e Sul do México, foi chamada de Mesoamérica.

É possível encontrar um grande número de pirâmides espalhadas por toda a Mesoamérica. Boa parte delas já foi identificada e restaurada, mas pesquisas arqueológicas apontam que ainda exista muitas outras a serem descobertas. De formas e tamanhos bastante variados, essas construções eram utilizadas como templos, onde se realizavam rituais religiosos.

Quando Cristóvão Colombo desembarcou no atual continente americano, na região do atual Caribe, pensou ter chegado às Índias e, por isso, chamou as pessoas que encontrou pelo nome de Índios, mas por ser uma diversidade de povos, os estudiosos preferiram usar o termo de “indígena” que significa “nativo”.

Os maias eram povos que formaram uma civilização com uma sociedade organizada, sendo composta por governantes, sacerdotes, artesãos, mercadores e agricultores.

Os Maias habitavam a região da península de Yucatán (México) e áreas que correspondem aos atuais Belize, Guatemala, Honduras e El Salvador, onde a base de sua economia era a agricultura. Eles plantavam principalmente o milho e também feijão, tomate, batata, mandioca, algodão e outros.

Os maias desenvolveram técnicas e conhecimentos altamente especializados, em áreas como engenharia, matemática, astronomia, escultura, cerâmica e escrita.

A escrita maia era composta de símbolos chamados de Hieróglifos, que representavam ideias por meio de desenhos simbólicos e eram gravados em placas de pedra ou pintados em objetos de cerâmica, em parede ou nos códices.

 

Os astecas também formaram uma civilização desenvolvida na região da América. A religião na vida dos astecas era muito importante. Eles também eram politeístas, porém possuíam uma divindade principal que era o deus sol, Huitzilopochtli que também era o deus da guerra e para agradar ao deus sol, os astecas realizavam rituais que incluíam sacrifício de seres humanos.

Em Tenochtitlán havia bairro comercial importante e muito movimentado chamado de Tlatelolco. Nesse bairro existia um grande mercado onde eram comercializados produtos de várias regiões, como pedras preciosas, plumas, sal, mel, conchas, pérolas, animais, produtos agrícolas e artesanais. Todos esses produtos eram levados aos mercados pelos mercadores chamados de pochtecas.

O território onde atualmente vivemos não se chamava Brasil antes da chegada dos portugueses. Até por volta de 1.500, cada povo indígena tinha um nome próprio para se referir à região onde vivia. O nome mais conhecido era o que os Tupiniquins usavam para se referir ao litoral brasileiro: Pindorama que na língua tupi significa “Terra das Palmeiras”.

Os indígenas do Brasil estavam agrupados em cerca de 900 povos que apresentavam diferenças entre si e cada um deles tinha seu próprio modo de vida, sua língua, seus costumes e suas crenças. Entre eles estavam os tupinambás, os carijós e os caetés.

Vários povos indígenas, no Brasil, preservam aspectos de sua cultura e mantém até os dias de hoje algumas formas de organização social herdada de seus antepassados. O líder que, além de ser espiritual, detém muitos conhecimentos sobre ervas medicinais e é responsável pelo tratamento de diversas doenças, é chamado de pajé.

TEXTO COMPLEMENTAR DE REVISÃO PARA O TESTE – II UNIDADE - 8. ANO

O movimento intelectual, o Iluminismo, que surgiu no século XVIII que serviu de base para a independência dos Estados Unidos, e para grandes revoluções nos países absolutista, assim como a Revolução Francesa.

Na França pré-revolucionária as mudanças ocorreram por meio de ideias que surgiram na época. Essas ideias foram iluministas que refletiam igualdade dos homens perante a lei e a defesa da razão, princípio que deveria guiar todas as ações e instituições humanas.

A Revolução Francesa ocorreu no final do século XVIII que simbolizou o início da queda do Poder Absolutista na Europa.

No final do século XVIII, a França era uma monarquia absolutista governada por um rei que concentrava todos os poderes do estado: legislativo, executivo e judiciário. A sociedade francesa tinha bases feudais e estava dividida em três ordens como Primeiro Estado (Clero), Segundo Estado (Nobreza) e Terceiro Estado (burgueses, artesão, operários, camponeses e outros);

Uma crise política e administrativa foi gerada na França no final do século XVIII, os motivos foram novas ideias surgidas nesse período, a produção e o comércio no estado absolutista passaram a ser um empecilho ao desenvolvimento econômico, à corrupção dos intendentes (nobres nomeados pelo rei que recebiam a função de controlar os gastos da corte na administração das províncias), o apoio dado pela França ao movimento de independência das colônias inglesas. Nesse período quem governava a França era o Rei Luís XVI.

Em busca de armas e munição para combater as tropas reais, uma multidão invadiu uma fortaleza utilizada como prisão real em Paris. A força popular deu início à revolução em 14 de julho de 1789, com a tomada da Bastilha, fortaleza utilizada como prisão na qual ficavam detidos por ordem do rei, sem processo ou julgamento, homens considerados ameaças a ordem pública.

Com as resoluções da assembleia, foram abolidos os privilégios feudais e a sociedade rigidamente hierarquizada no antigo regime. Em 26 de agosto de 1789 elas foram ratificadas com a criação da Declaração dos direitos do homem e do cidadão que defendia a igualdade de todos, direitos individuais, limitava o direito do rei e assegurava o direito à propriedade. Publicada em 1789, a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, defendia os direitos individuais e a igualdade dos cidadãos perante a lei, limitava os poderes do rei e assegurava às pessoas o direito à propriedade.

Convocado a depor e após um longo processo, o rei foi considerado culpado de traição à pátria e condenado a morte, sendo guilhotinado em 21 de janeiro de 1793 sob os aplausos da multidão.

Os jacobinos (membros da pequena sociedade burguesa que defendiam o ideal de uma sociedade igualitária) apoiados pelos sans-culottes (camponeses e as camadas populares que viviam nas cidades) expulsaram os girondinos (republicanos moderados que representavam a alta burguesia e nobres liberais) da convenção e prenderam seus principais líderes. Porém, sob a liderança de Maximilien Robespierre, a repressão jacobina com prisão e execução foi ao extremo. O período do governo jacobino ficou conhecido como o Grande Terror.

Diante das instabilidades econômicas, políticos e sociais da França, mais um levante ocorreu em Paris. Para pacificar a cidade, os deputados recorrem a um jovem general da artilharia francesa chamado Napoleão Bonaparte, que foi convidado pelo Diretório para compor o novo governo francês e em 9 de novembro de 1799 deu um golpe de estado com amplo apoio da alta burguesia e dos camponeses

A Revolução Francesa foi um marco histórico importante na conjuntura política para a época e tem reflexo na atualidade porque simbolizou o início da queda do Poder Absolutista na Europa.

TEXTO COMPLEMENTAR DE REVISÃO PARA O TESTE – II UNIDADE - 9. ANO

Após a Primeira Guerra Mundial o único país a se desenvolver economicamente de maneira lucrativa foram os Estados Unidos, devido não ter sido atingido diretamente pela guerra e os financiamentos fornecidos aos países europeus para reconstruírem suas cidades. Houve vários investimentos em diversas áreas e setores aumentando e inovando tecnologias nas indústrias. A primeira linha de montagem ocorreu na fábrica de automóveis. Cada trabalhador exercia uma tarefa específica, com o auxílio de máquinas, e, dessa forma, cada automóvel era produzido com maior rapidez, aumentando a quantidade e a qualidade do produto fabricado. Esse sistema de trabalho foi introduzido por Henry Ford e ficou conhecido como fordismo.

O desenvolvimento econômico e tecnológico na década de 1920, ocorrido nos EUA ocasionou várias mudanças. O otimismo do crescimento tornou um estilo de vida predominante da classe média e da burguesia chegando até a influenciar outros países, ditando novos modelos de vida e, principalmente, de consumismo. Este novo estilo de vida ficou conhecido como american way of life.

Na década de 1920, ao mesmo tempo em que o estilo de vida dos norte-americanos se consagrava, ganhavam forças movimentos nacionalista caracterizados pela grande intolerância a tudo aquilo que não fosse “genuinamente americano”. Esse movimento pregava o preconceito em relação aos próprios americanos de culturas mistas, negros, judeus, católicos e imigrantes, que passaram a ser vistos como “antiamericanos”.

Uma das manifestações mais destrutivas de intolerância nos EUA, que em nome de supostos valores “genuinamente americanos”, passou a perseguir e assassinar negros, judeus e imigrantes, além de pressionar e corromper autoridades a aprovar leis restringindo os direitos dos grupos considerados “antiamericanos”, foi o Ku Klux Klan, organização racista formada por nacionalistas extremados e fanáticos religiosos.

Nos Estados Unidos assolou uma onda de prosperidade econômica que impulsionou a especulação financeira feita na bolsa de valores, muitos chegaram a hipotecar suas casas para comprar ações de empresas apostando na sua crescente valorização. Com uma crise de superprodução, nos Estados Unidos, os bancos mantiveram uma política de expansão de crédito desenfreada para as empresas. Com esses recursos as empresas à beira da falência tinham suas ações indevidamente valorizadas. Espalhando pânico entre as pessoas que tinham feito aplicações na bolsa, em 29 de outubro de 1929 a bolsa de Nova York “quebrou” devido ao excesso de ações ofertadas sem compradores no mercado provocando a queda brusca no seu valor.

Esse período de recessão econômica que durou da grande quebra (Crash) da bolsa de valores de Nova York em 1929 até o final da década de 1930 ficou conhecido como a Grande Depressão.

Franklin Delano Roosevelt, eleito em 1932 presidente dos EUA contornou a economia do país no momento mais crítico da Grande Depressão e que necessitava de medidas urgentes para enfrentar a crise.

Em 1932, no momento mais crítico da Grande Depressão dos EUA, o novo presidente Roosevelt rompeu com os princípios econômicos liberais e procurou salvar o capitalismo gerenciando-o por meio de reformas econômicas dirigidas pelo Estado. O programa de reformas lançado Roosevelt ficou conhecido como New Deal (Novo Acordo), que consistia em grandes investimentos em obras públicas (usinas hidrelétricas, pontes, estradas), com a finalidade de reduzir o desemprego, promover o financiamento da produção agrícola e industrial, salvando os produtores rurais que haviam hipotecado suas propriedades e os industriais que não tinham como pagar suas dívidas, interferir no mercado, controlando e limitando a produção de mercadorias, a fim de evitar novas crises de superprodução, liberdade sindical, a redução da jornada de trabalho sem diminuição de salários, a fixação de salário mínimo, o seguro desemprego e o auxílio aos idosos.

Após a Primeira Guerra Mundial surgiram dois exemplos de regimes totalitários, o Fascismo na Itália, que em 1921, Benito Mussolini fundou o partido Fascista e o Nazismo na Alemanha, fundado pelo Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (Partido Nazista) tendo como seu líder Adolf Hitler.

Na Itália formou-se um movimento político de extrema direita e ultranacionalista, onde conjugava o ódio aos comunistas e o desprezo à democracia liberal originando o Partido Nacional Fascista. Esse movimento foi chamado de Fascismo - Fasci Italiani di Combattimento (Fascio Italiano de Combate) liderado por Benito Mussolini.

No governo Nazista Hitler prometeu um intenso controle sobre a sociedade alemã, por isso organizou a milícia extremamente fiel às suas ordens, a Schultzstaffel (SS), que perseguiam membros de grupos sociais considerados inferiores.

A ideologia fascista foi pautada em alguns princípios que, teoricamente, ajudariam os países em crise. Os principais princípios que se caracteriza o fascismo o totalitarismo, o nacionalismo, o militarismo, a censura às ideologias contra o governo, a propaganda do líder (exaltação do líder no governo), a Violência contra a minoria e o antissocialismo.