segunda-feira, 5 de abril de 2021

TEXTO COMPLEMENTAR DE REVISÃO PARA A AVALIAÇÃO – I UNIDADE - 6. ANO

Todos povos possuem História, não só é por meio de um sistema de escrita que podemos decifrar o passado, que a história da humanidade é narrada, são diversas as fontes que permitem entender os aspectos do passado, como os desenhos feitos em cavernas, as histórias contadas pelos mais velhos, os objetos encontrados em escavações entre outros.

Na Antiguidade, povos da África, da Mesopotâmia e de outras regiões do globo terrestre desenvolveram diferentes sistemas de escrita. Alguns rudimentares, outros mais complexos, mas, invariavelmente, esses sistemas evoluíram para instrumentos de dominação, como no Egito, em que a escrita e os escribas eram parte do universo associado ao exercício de poder. Originalmente os sistemas de escrita surgiram com o propósito de contabilizar, controlar a produção agrícola e a pecuária e facilitar o comércio.

Com relação ao surgimento da escrita dos povos mesopotâmicos, dos povos egípcios, entre outros, podemos estabelecer o crescimento da população e o surgimento dos núcleos urbanos.

Com o surgimento das cidades e consequentemente o desenvolvimento de civilizações gerou a centralização do poder. Para organizar e administrar a população, houve a necessidade de um sistema de escrita para controlar a arrecadação de impostos, controlar o comércio e posteriormente criando leis escritas, necessitando de um código de registro mais eficiente que a memória.

A Mesopotâmia é uma região de clima quente e seco e com uma vegetação pobre. Porém, a presença de dois grandes rios, o Tigre e o Eufrates, possibilitou a formação de sociedades complexas que se desenvolveram tendo por base a agricultura e o pastoreio. Entre os povos dessa região, podemos citar os Sumérios, acádios, babilônicos, cassitas, assírios e caldeus. Seu território faz parte do hoje os seguintes países: Iraque, Kuwait, parte do Irã, da Síria e da Turquia.

Sobre os povos da Mesopotâmia é possível afirmar que apesar de ter havido a predominância de um povo em determinado momento, grande parte dos povos que ocuparam a região conviveu mutuamente durante um longo período. Os babilônicos instituíram o primeiro império na região, formando um Estado unificado, e, sob o comando de Hammurabi, estabeleceram o primeiro código de leis escritas. As sociedades mesopotâmicas estavam divididas em camadas sociais, com reis, chefes militares e sacerdotes ocupando os postos mais elevados e trabalhadores, os postos mais baixos. Apesar de diferentes povos se sucederem no domínio da região, podemos observar a permanência de aspectos culturais e político-administrativos.

Um dos primeiros códigos de leis escrito e na Babilônia entre 1792 e 1750 a.C., foi o Código de Hammurabi escrito pelo rei Hammurabi.

Com relação aos egípcios, para melhor enfrentar as disputas de domínio das áreas férteis do rio, os membros das comunidades agrícolas foram se unindo e acabaram formando dois reinos distintos, o Baixo Egito e o Alto Egito.

Por volta de 3100 a.C., o governante do Alto Egito chamado de Menés, unificou os dois reinos e tornou-se o primeiro faraó egípcio.

Os egípcios eram politeístas, isto é, adoravam vários deuses. Para os egípcios, os deuses eram poderosos que controlavam a vida cotidiana e eram dotados de virtudes, desejos e desejos humanos. Eles acreditavam na vida após a morte. Segundo sua crença, quando uma pessoa morria, sua alma deixava o corpo, mas depois retornava. Por isso eles desenvolveram elaboradas técnicas de mumificação para conservar os corpos.

TEXTO COMPLEMENTAR DE REVISÃO PARA A AVALIAÇÃO – I UNIDADE - 7. ANO

Com o fim do Império Romano do Ocidente, houve, na Europa, a fragmentação do poder e a ruralização da sociedade, o que deu origem ao sistema feudal. As principais características desse período foram descentralização do poder; divisão social rígida por estamentos; união entre Estado e Igreja Católica.

A sociedade feudal a posição social de uma pessoa dependia de seu nascimento, a sociedade se dividia em três grupos: clero, nobreza e servos (trabalhadores). Mesmo trabalhando duro, o filho do camponês não conseguia alterar a sua posição na sociedade. A nobreza valia-se do monopólio das armas para impor seu domínio. Essas características permitem afirmar que era estamental e com pouca mobilidade social.

O feudalismo foi um sistema de organização política, econômica e social que existiu em algumas regiões da Europa ao longo da Idade Média. Embora não tenha sido homogêneo, possuiu algumas características comuns. Pensando nos grupos sociais, podemos dizer que a sociedade feudal era composta basicamente por clero, nobreza, servos e vilãos.

As Cruzadas foram importantes para as transformações ocorridas na Europa no fim da Idade Média. Em relação às Cruzadas, é possível afirmar que elas contribuíram decididamente para o recuo da dominação árabe no Mediterrâneo, abrindo espaço para que as suas águas viessem a sustentar, posteriormente, parte das grandes rotas do comércio europeu.

A civilização árabe foi urbana e comercial e se desenvolveu contemporaneamente à civilização europeia medieval, e era bastante diferente porque a civilização da Europa era feudal.

O fundador do Islamismo foi Maomé, nasceu em Meca no ano de 570. No processo de fundação do Islamismo, antigas crenças e práticas se confrontaram com os fundamentos defendidos por Maomé. Os conflitos daí resultantes levaram a um episódio conhecido como Hégira, que ficou conhecido pelos estudiosos como um marco na história dos árabes muçulmanos. Em 622 Maomé migra de Meca para Yatrib que passa a ser chamado de Medina (cidade do profeta) e marca o calendário muçulmano.

Um princípio importante que impulsionou a expansão islâmica, pois, de acordo com o fundador do Islamismo todo fiel deveria assumir um compromisso com Alá e com a causa islâmica, o Jihad, dever de todo muçulmano em defender o Islã seja por meio da propagação religiosa, da pregação religiosa, do comportamento pessoal ou da luta armada.

Após a morte de Maomé, teve início a uma acirrada disputa entre duas correntes com visões diferentes sobre como deveria ser feita a sucessão do profeta, os Xiitas, defendiam que o seu sucessor deveria ser somente os descendentes de Maomé e os Sunitas, afirmavam que qualquer fiel poderia ser seu sucessor desde que aceito pela comunidade.

TEXTO COMPLEMENTAR DE REVISÃO PARA A AVALIAÇÃO – I UNIDADE - 8. ANO

 O Iluminismo é fruto do racionalismo, do pensamento lógico e do desenvolvimento da ciência em um momento em que predominavam os valores e pensamentos ditados pela Igreja Católica. A partir de seus conhecimentos sobre os séculos XVII e XVIII, o movimento iluminista pretendia trazer à luz novos conhecimentos, “iluminando” o pensamento da sociedade, acreditava que o conhecimento e o uso da razão eram o melhor caminho para a sociedade alcançar a liberdade, teve grande repercussão e influenciaram diferentes movimentos sociais pelo mundo, criticava as bases do Antigo Regime, criticando o poder despótico dos reis absolutistas.

Um dos pensadores mais importantes do Iluminismo foi Rousseau. Uma de suas teorias é um dos fundamentos para as democracias atuais, e pode ser lida na obra Do Contrato Social. Rousseau afirmava no seu livro que o soberano deve conduzir o Estado de acordo com a vontade de seu povo.

Outro grande Iluminista foi Charles-Louis de Secondat (Montesquieu), escritor e filósofo, publicou em sua obra, "O espírito das leis" em 1748, defendendo a ideia de que a religião e a política não podem ser confundidas. Para ele, o poder de um Estado deveria ser dividido em três: o Poder Legislativo (que elabora as leis), o Poder Executivo (que executa e administra as leis) e o Poder Judiciário (que julga aqueles que desrespeitam as leis).

O Iluminismo questionava muitos princípios do Absolutismo e lutava por liberdade em diferentes esferas de atuação do indivíduo (como na religião, na política e na economia). Muitos monarcas, temendo serem depostos por seus opositores, adotaram alguns princípios do Iluminismo, inaugurando uma nova forma de governo, que, apesar de centralizada nas mãos dos reis, não era tida como absoluta. Essa forma de governo ficou conhecida como Despotismo Esclarecido.

O maior representante do despotismo esclarecido em Portugal, que como ministro realizou diversas reformas, criando companhias de comércio e de manufatura, melhorando o sistema de ensino, reduzindo o poder da Igreja Católica, inclusive expulsando os Jesuítas de Portugal e que como colônia portuguesa o Brasil também sofreu as consequências inclusive também com expulsão dos Jesuítas e aumentos de impostos sobre a mineração gerando descontentamentos, foi o Marquês de Pombal - Sebastião José de Carvalho e Melo - foi ministro do rei D. José I entre os anos 1750 e 1777, período conhecido como despotismo pombalino.

Com relação às Treze Colônias, a guerra civil norte-americana contrapôs os estados do norte e do sul dos Estados Unidos, que mantinham distintos modelos econômicos e sociais e, por isso, diferentes formas de enxergar o desenvolvimento do país. A expansão para o oeste fez com que o território do país aumentasse drasticamente, e os rumos a serem tomados nessa onda de prosperidade podem ser considerados um dos fatores que levaram à guerra. Nos estados do norte, o trabalho era livre, porém ainda era mantida com minoria a escravidão, enquanto nos estados do sul a mão de obra livre, porém mantinha com maioria a escravidão ligada à grande propriedade monocultora, que produzia para o comércio exterior.

No segundo congresso em 1775 da Filadélfia das Treze Colônias, George Washington que era um grande proprietário de terras e de escravos, foi nomeado comandante das tropas americanas.

Nesse congresso, também ficou escolhida uma comissão responsável por elaborar a Declaração de Independência, que ficou pronta em quatro de julho de 1776. 

Em 1787 os líderes da independência convocaram uma reunião entre os representantes dos treze estados americanos, que ficou conhecida como Convenção da Filadélfia, tinha o objetivo de elaborar o texto constitucional para a nova Nação. Após quatro meses de discussões foi aprovada a Constituição dos Estados Unidos da América, onde os poderes do país seriam divididos em o Poder Legislativo, o Poder Executivo e o Poder Judiciário.

A constituição dos Estados Unidos da América é considerada importante porque estabeleceu as bases para a formação de uma República, a primeira da América, que influenciou politicamente tanto alguns Estados europeus quantos as demais colônias americanas estabelecendo as bases de suas próprias leis.

TEXTO COMPLEMENTAR DE REVISÃO PARA A AVALIAÇÃO – I UNIDADE - 9. ANO

 Muitos fatores levaram ao fim da monarquia e a Proclamação da República no Brasil, em 1889. O fim da guerra do Paraguai que deixou abalada a economia do Brasil, a fundação do Partido Republicano, que refletia os anseios dos fazendeiros do Oeste Paulista e dos profissionais liberais por mais espaço na política, foram uns dos motivos. Além desses, podemos citar a questão militar e a abolição da escravatura sem indenização aos fazendeiros.

Setores do Exército se aliaram aos republicanos paulistas e, sob a liderança do Marechal Deodoro da Fonseca, deram um golpe de Estado, derrubando a Monarquia proclamando a República em 15 de novembro de 1889.

O Período entre 1889 a 1930 relativo a Primeira ficou dividido em República da Espada e República Oligárquica.

A primeira Constituição do Brasil como República ficou pronta em 1891 e estabelecia como regime República Federativa e outras determinações como: Separação entre Igreja e Estado, as províncias seriam chamadas Estados e o país de Estados Unidos do Brasil.

Em 1910, no Rio de Janeiro, estourou a Revolta da Chibata, um movimento de marinheiros contra suas condições de trabalho. Com os canhões dos navios de guerra apontados para a cidade, os rebeldes exigiam o aumento dos salários, o fim dos castigos corporais e a melhoria nas condições de trabalho.

Com relação a Primeira Guerra Mundial, embora a Europa vivesse com alguns conflitos isolados, vivendo em um período aparentemente de paz, as grandes potências se armavam à espera da guerra. Por isso, o período anterior a primeira guerra ficou conhecido como Paz Armada.

 

Em meio às disputas e rivalidades, as potências europeias fizeram alianças de caráter militar e econômico para tentar assegurar sua defesa, quando em 1892 a Itália, o Império Autro-Húngaro e a Alemanha formaram a Tríplice Aliança e em resposta no ano de 1907 a França, a Rússia e a Inglaterra formaram a Tríplice Entente.

Com a divisão das grandes nações europeias em dois blocos rivais, as potências envolvidas e fortemente armadas assistiam a mais um momento de tensão na região dos Bálcãs. O episódio que deu início a Primeira Guerra Mundial foi o assassinato do Arquiduque Francisco Ferdinando herdeiro da coroa do Império Austro-Húngaro e de sua esposa quando à visita Bósnia para demonstrar quem dava as ordens na região.

 

O motivo dos Estados Unidos entrarem na Primeira Guerra Mundial foi em abril de 1917, após um ataque alemão a um dos navios americanos que transportavam suprimentos, pois os Estados Unidos era grande parceiro comercial dos britânicos.

Após o fim da Primeira Guerra Mundial, o principal acordo político logo, firmado no Palácio de Versalhes, definiu os termos de paz, impondo duríssimas sanções à Alemanha, considerada a única culpada pela guerra. Esse acordo foi o Tratado de Versalhes, assinado em 28 de junho de 1919.

Após a Primeira Guerra Mundial, os Estados Unidos emergiram como a grande potência econômica do século XX – posição que se consolidou de fato após a Segunda Guerra Mundial. Fatores justificam a mudança do centro econômico mundial da Europa para a América do Norte, pois com a guerra, o parque industrial europeu foi desativado, e os países contraíram enormes dívidas. Os Estados Unidos forneceram produtos industrializados e dinheiro para a manutenção da guerra e posteriormente para a reconstrução dos países destruídos, tornando-se a grande potência capitalista do século XX.

Com relação à Revolução Russa de 1917 uma série de eventos políticos na Rússia, que, após a eliminação da autocracia russa, e depois do Governo Provisório, resultou no estabelecimento do poder soviético sob o controle do Partido Bolchevique. O resultado desse processo foi a criação da União Soviética, que durou até 1991.

Com o desenvolvimento da industrialização e o maior relacionamento com a Europa Ocidental, a Rússia recebeu do exterior novas correntes políticas que se chocavam com o antiquado absolutismo do governo russo. Entre elas se destacou a corrente inspirada no marxismo, que deu origem ao Partido Operário Social-Democrata Russo, dividido posteriormente entre bolcheviques e mencheviques. Os mencheviques, liderados por Martov, defendiam que os trabalhadores podiam conquistar o poder participando normalmente das atividades políticas. Os bolcheviques, liderados por Lênin, defendiam que os trabalhadores somente chegariam ao poder pela luta revolucionária.