Todos povos possuem História, não só é por meio de um sistema de escrita que podemos decifrar o passado, que a história da humanidade é narrada, são diversas as fontes que permitem entender os aspectos do passado, como os desenhos feitos em cavernas, as histórias contadas pelos mais velhos, os objetos encontrados em escavações entre outros.
Na Antiguidade, povos da África,
da Mesopotâmia e de outras regiões do globo terrestre desenvolveram diferentes
sistemas de escrita. Alguns rudimentares, outros mais complexos, mas,
invariavelmente, esses sistemas evoluíram para instrumentos de dominação, como
no Egito, em que a escrita e os escribas eram parte do universo associado ao
exercício de poder. Originalmente os sistemas de escrita surgiram com o
propósito de contabilizar, controlar a produção agrícola e a pecuária e
facilitar o comércio.
Com relação ao surgimento da
escrita dos povos mesopotâmicos, dos povos egípcios, entre outros, podemos
estabelecer o crescimento da população e o surgimento dos núcleos urbanos.
Com o surgimento das cidades e
consequentemente o desenvolvimento de civilizações gerou a centralização do
poder. Para organizar e administrar a população, houve a necessidade de um sistema
de escrita para controlar a arrecadação de impostos, controlar o comércio e
posteriormente criando leis escritas, necessitando de um código de registro
mais eficiente que a memória.
A Mesopotâmia é uma região de
clima quente e seco e com uma vegetação pobre. Porém, a presença de dois
grandes rios, o Tigre e o Eufrates, possibilitou a formação de sociedades
complexas que se desenvolveram tendo por base a agricultura e o pastoreio. Entre
os povos dessa região, podemos citar os Sumérios, acádios, babilônicos,
cassitas, assírios e caldeus. Seu território faz parte do hoje os seguintes
países: Iraque, Kuwait, parte do Irã, da Síria e da Turquia.
Sobre os povos da Mesopotâmia é
possível afirmar que apesar de ter havido a predominância de um povo em
determinado momento, grande parte dos povos que ocuparam a região conviveu
mutuamente durante um longo período. Os babilônicos instituíram o primeiro
império na região, formando um Estado unificado, e, sob o comando de Hammurabi,
estabeleceram o primeiro código de leis escritas. As sociedades mesopotâmicas
estavam divididas em camadas sociais, com reis, chefes militares e sacerdotes
ocupando os postos mais elevados e trabalhadores, os postos mais baixos. Apesar
de diferentes povos se sucederem no domínio da região, podemos observar a
permanência de aspectos culturais e político-administrativos.
Um dos primeiros códigos de leis escrito e na
Babilônia entre 1792 e 1750 a.C., foi o Código de Hammurabi escrito pelo rei
Hammurabi.
Com relação aos egípcios, para melhor
enfrentar as disputas de domínio das áreas férteis do rio, os membros das
comunidades agrícolas foram se unindo e acabaram formando dois reinos
distintos, o Baixo Egito e o Alto Egito.
Por volta de 3100 a.C., o governante do Alto
Egito chamado de Menés, unificou os dois reinos e tornou-se o primeiro faraó
egípcio.
Os egípcios eram politeístas, isto é, adoravam
vários deuses. Para os egípcios, os deuses eram poderosos que controlavam a
vida cotidiana e eram dotados de virtudes, desejos e desejos humanos. Eles
acreditavam na vida após a morte. Segundo sua crença, quando uma pessoa morria,
sua alma deixava o corpo, mas depois retornava. Por isso eles desenvolveram
elaboradas técnicas de mumificação para conservar os corpos.
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