Muitos fatores levaram ao fim da monarquia e a Proclamação da República no Brasil, em 1889. O fim da guerra do Paraguai que deixou abalada a economia do Brasil, a fundação do Partido Republicano, que refletia os anseios dos fazendeiros do Oeste Paulista e dos profissionais liberais por mais espaço na política, foram uns dos motivos. Além desses, podemos citar a questão militar e a abolição da escravatura sem indenização aos fazendeiros.
Setores do Exército se
aliaram aos republicanos paulistas e, sob a liderança do Marechal Deodoro da
Fonseca, deram um golpe de Estado, derrubando a Monarquia proclamando a República em 15 de novembro de 1889.
O Período entre 1889 a 1930 relativo a Primeira ficou
dividido em República da Espada e República Oligárquica.
A primeira Constituição
do Brasil como República ficou pronta em 1891 e estabelecia como regime República Federativa e outras determinações como: Separação
entre Igreja e Estado, as províncias seriam chamadas Estados e o país de
Estados Unidos do Brasil.
Em 1910, no Rio de Janeiro, estourou a
Revolta da Chibata, um movimento de marinheiros contra suas condições de
trabalho. Com os canhões dos navios de guerra apontados para a cidade, os
rebeldes exigiam o aumento dos
salários, o fim dos castigos corporais e a melhoria nas condições de trabalho.
Com relação a Primeira Guerra
Mundial, embora a Europa vivesse com alguns conflitos isolados, vivendo em um
período aparentemente de paz, as grandes potências se armavam à espera da
guerra. Por isso, o período anterior a primeira guerra ficou conhecido como Paz Armada.
Em meio às disputas e
rivalidades, as potências europeias fizeram alianças de caráter militar e
econômico para tentar assegurar sua defesa, quando em
1892 a Itália, o Império Autro-Húngaro e a Alemanha formaram a Tríplice Aliança
e em resposta no ano de 1907 a França, a Rússia e a Inglaterra formaram a
Tríplice Entente.
Com a divisão das grandes nações
europeias em dois blocos rivais, as potências envolvidas e fortemente armadas
assistiam a mais um momento de tensão na região dos Bálcãs. O episódio que deu
início a Primeira Guerra Mundial foi o assassinato do Arquiduque Francisco
Ferdinando herdeiro da coroa do Império Austro-Húngaro e de sua esposa quando à
visita Bósnia para demonstrar quem dava as ordens na região.
O motivo dos Estados Unidos
entrarem na Primeira Guerra Mundial foi em abril de 1917, após um ataque alemão
a um dos navios americanos que transportavam suprimentos, pois os Estados
Unidos era grande parceiro comercial dos britânicos.
Após o fim da Primeira Guerra
Mundial, o principal acordo político logo, firmado no Palácio de Versalhes,
definiu os termos de paz, impondo duríssimas sanções à Alemanha, considerada a
única culpada pela guerra. Esse acordo foi o Tratado de Versalhes, assinado em
28 de junho de 1919.
Após a Primeira Guerra Mundial, os Estados
Unidos emergiram como a grande potência econômica do século XX – posição que se
consolidou de fato após a Segunda Guerra Mundial. Fatores justificam a mudança
do centro econômico mundial da Europa para a América do Norte, pois com a guerra, o parque industrial europeu foi
desativado, e os países contraíram enormes dívidas. Os Estados Unidos
forneceram produtos industrializados e dinheiro para a manutenção da guerra e
posteriormente para a reconstrução dos países destruídos, tornando-se a grande
potência capitalista do século XX.
Com relação à Revolução Russa de 1917 uma
série de eventos políticos na Rússia, que, após a eliminação da autocracia
russa, e depois do Governo Provisório, resultou no estabelecimento do poder
soviético sob o controle do Partido Bolchevique. O resultado desse processo foi
a criação da União Soviética, que durou até 1991.
Com o desenvolvimento da industrialização
e o maior relacionamento com a Europa Ocidental, a Rússia recebeu do exterior
novas correntes políticas que se chocavam com o antiquado absolutismo do
governo russo. Entre elas se destacou a corrente inspirada no marxismo, que deu
origem ao Partido Operário Social-Democrata Russo, dividido posteriormente
entre bolcheviques e mencheviques. Os mencheviques, liderados por Martov,
defendiam que os trabalhadores podiam conquistar o poder participando
normalmente das atividades políticas. Os bolcheviques, liderados por Lênin,
defendiam que os trabalhadores somente chegariam ao poder pela luta revolucionária.
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