terça-feira, 24 de março de 2020

A Primeira República

Tópicos principais

  • A República Velha é chamada pelos historiadores de Primeira República. 
  • Foi iniciado com a Proclamação da República, que fez com que Deodoro da Fonseca assumisse a presidência. 
  • De 1889 a 1894 é o período também conhecido como República da Espada. 
  • A República Velha contou, ao todo, com treze presidentes e com outros dois que não puderam assumir a presidência. 
  • O mandonismo, clientelismo e coronelismo são características importantes desse período. 
  • A política dos governadores e a política do café com leite foram práticas importantes do arranjo político das oligarquias. 
  • O Brasil experimentou um avanço industrial embrionário nesse período, que resultou no nascimento do movimento operário no país. 
  • A desigualdade social e a política corrupta desse período motivaram revoltas em diversas partes do país. 
  • A Revolução de 1930 foi o acontecimento que precipitou o fim desse período e inaugurou a Era Vargas.


Primeira República 

Expressão que ficou conhecida o período da história do Brasil que se iniciou em 1889, com a Proclamação da República estendendo-se até 1930, com a Revolução de 1930. Conhecido também como República Oligárquica ou República Velha, pois, ficou marcado pelo domínio das oligarquias na política brasileira. Segundo os historiadores a República Velha é dividida períodos.
  • "República da Espada" - dominado pelos setores mobilizados do Exército apoiados pelos republicanos. 
  • Proclamação da República do Brasil, em 15 de Novembro de 1889, 
  • Posse do primeiro presidente civil, Prudente de Moraes. A República da Espada teve viés mais centralizador do poder, em especial por temores da volta da Monarquia, bem como para evitar uma possível divisão do Brasil. 
  • "República Oligárquica" - estendeu-se de 1894 até a Revolução de 1930. Caracterizada pelas elites regionais por obterem maior poder, com destaque ao sudeste do país. As oligarquias que dominavam eram as forças políticas republicanas de São Paulo e Minas Gerais, que se alternavam na presidência. 
A expressão "política do café" com leite foi exatamente a hegemonia oligárquica da influência do setor agrário paulista — com grande produção de café — e do setor agrário mineiro — produtor de leite —, que não deram oportunidades à ocupação do principal cargo do Poder Executivo por representantes dos interesses de outros estados economicamente importantes à época, como Rio Grande do Sul e Pernambuco.
Foi caracterizada ainda pelo autoritarismo, desigualdade social e jogo político das oligarquias. Por conta disso, esse período ficou muito marcado pelas tensões sociais existentes, que ocasionaram inúmeras revoltas, como a Revolta da Vacina e a Revolta da Chibata. 
O fim da República Velha ocorreu quando o presidente Washington Luís foi deposto pelas tropas que deram início à Revolução de 1930. Essa revolução foi a responsável por colocar Getúlio Vargas na presidência do Brasil.

Fases da República Velha 

A República Velha ou Primeira República é oficialmente iniciada em 1889 e finalizada em 1930. É importante frisar que alguns historiadores organizam esse período de outra maneira. 
Eles estabelecem: 
  • Início da Primeira República no ano de 1894 e o fim em 1930. 
  • O período anterior (1889-1894) é nomeado de República da Espada e engloba apenas os dois primeiros governos da República brasileira. 
Considerando o período 1889-1930 como parte integral da Primeira República, a República da Espada (1889-1894) é uma subdivisão.

A respeito dos mais de 40 anos da Primeira República, o período pode ser organizado conforme estabelece o historiador Marcos Napolitano: 

  • Consolidação (1889-1898): as instituições políticas da República estavam consolidando-se, como práticas e sistema de governo; 
  • Institucionalização (1898-1921): marca o auge da Primeira República e se estabeleceram as práticas políticas que foram a marca dessa fase da história brasileira; 
  • Crise (1921-1930): o equilíbrio da política oligárquica foi alterado com a entrada de novos políticos no senário nacional. 
Presidentes da República Velha

No Brasil a Primeira República contou com quinze presidentes. 
  • Treze presidentes que tomaram posse do cargo. 
  1. Deodoro da Fonseca (1889-1891); 
  2. Floriano Peixoto (1891-1894); 
  3. Prudente de Morais (1894-1898); 
  4. Campos Sales (1898-1902); 
  5. Rodrigues Alves (1902-1906);
  6. Afonso Pena (1906-1909); 
  7. Nilo Peçanha (1909-1910); 
  8. Hermes da Fonseca (1910-1914); 
  9. Venceslau Brás (1914-1918); 
  10. Delfim Moreira (1918-1919); 
  11. Epitácio Pessoa (1919-1922); 
  12. Artur Bernardes (1922-1926); 
  13. Washington Luís (1926-1930).
  • Dois que não assumiram. 
  1. Rodrigues Alves, eleito para um segundo mandato em 1918, mas faleceu antes de assumir em decorrência da gripe espanhola, seu vice, Delfim Moreira, assumiu até que nova eleição fosse marcada. 
  2. Júlio Prestes, eleito na eleição de 1930 mas foi impedido de assumir após a Revolução de 1930 – evento que marcou o fim desta fase conhecida como Primeira República. Os presidentes desse período foram: 


Características da República 

Velha A característica principal da República Velha na política brasileira tem como o controle das oligarquias. Conforme Boris Fausto a respeito das oligarquias desse período, nos diz: “Oligarquia é uma palavra grega que significa governo de poucas pessoas, pertencentes a uma classe ou uma família. De fato, embora a aparência de organização do país fosse liberal, na prática o poder foi controlado por um reduzido grupo de políticos de cada estado”. 
As oligarquias controlavam a política brasileira valendo-se de algumas práticas conhecidas em nosso país: 
  • Coronelismo: prática comum da Primeira República em que os coronéis (os grandes proprietários de terra) exerciam domínio sobre as populações locais e utilizavam desses poderes para garantir os votos necessários e, assim, atender os interesses da oligarquia estabelecida e, consequentemente, do Governo Federal. O coronel garantia esses votos a partir da distribuição dos cargos públicos (todos sob seu controle) da maneira como lhe interessasse.
  • Mandonismo: controle sobre determinado grupo de pessoas a partir da posse da terra. Os grandes proprietários de terra exerciam forte influências sobre a população em geral. 
  • Clientelismo: prática de troca de favores entre as classes sociais politicamente desiguais. Não há necessidade de existir a figura do coronel, uma vez que essa prática pode acontecer em diversas instâncias da sociedade. Nela, todo favor concedido em troca de algo (cargo público, isenção fiscal etc.) dado por um ente político superior que cria uma relação de clientelismo com aquele que recebe o benefício. 
  • Considera-se também que outras práticas muito conhecidas da política da Primeira República eram a “política dos governadores”, que é chamada de “política dos estados”, e a “política do café com leite”. Oligarquias da Primeira República Charge das oligarquias da Primeira República Os coronéis da Primeira República.


Política dos governadores

Surgindo durante o governo de Campos Sales (1898-1902) a “política dos governadores”, basicamente deu o tom do funcionamento de nossa política durante toda a Primeira República. 

O Governo Federal, na política dos governadores, dava seu apoio para a oligarquia mais poderosa de cada estado reduzindo as disputas pelo poder entre as oligarquias locais. 
As oligarquias escolhidas tinham como função apoiar o Executivo a partir de seus representantes no Legislativo, como forma de retribuir o apoio recebido. 

A figura do coronel era essencial, nessa relação, pois era ele que fazia todo o arranjo para mobilizar os votos necessários e eleger os deputados da oligarquia apoiada pelo governo. 

O coronel era o poder local e, para alcançar seus objetivos, fazia uso da distribuição de cargos e da intimidação dos eleitores, porque o voto na Primeira República era aberto e não secreto. Essa intimidação ficou conhecida como “voto de cabresto”. Além do voto de cabresto, as oligarquias também se utilizavam da manipulação das atas eleitorais para garantir a vitória de seus candidatos de interesse.

Política do café com leite

A política do café com leite é um conceito clássico utilizado em referência ao acordo existente entre as oligarquias de São Paulo e Minas Gerais a respeito da escolha dos presidentes. 
As duas oligarquias tinham um acordo de revezamento dos candidatos que concorreriam à presidência do Brasil. Esse conceito, no entanto, não abrange todo o período, já que por vezes as duas oligarquias entraram em choque entre si, além de ter havido casos em que representantes de outras oligarquias foram eleitos.

Características socioeconômicas República Velha 

Durante a Primeira República, o Brasil começou a sofrer algumas transformações importantes com relação às questões socioeconômicas. 

Na economia, esboçou-se um desenvolvimento industrial no Brasil, mas que acabou não sendo muito expressivo, o que acarretou em uma sociedade desprovida e carente.
  • A economia brasileira desse período permaneceu com grande dependência da exportação do café (e permaneceu assim até a década de 1950), o que acabou atrasando a industrialização no país. 
  • Como consequência desse lento desenvolvimento industrial, despontou com maior expressividade na década de 1910 o movimento operário, ocasionando em greves nesse período.
  • Um crescimento urbano considerável marcou os anos da Primeira República no Brasil. O país continuava com maioria da população nas zonas rurais, mas o crescimento foi constante e era um princípio de uma forte urbanização que ocorreria nas próximas décadas. 
Revoltas da República Velha

Marcada pelo desrespeito aos direitos sociais, a Primeira República foi reflexo direto de diversas revoltas que aconteceram durante esse período. 
As revoltas resultavam em divergências políticas e em insatisfação da população com a pobreza e a desigualdade social. 
As principais revoltas foram: Guerra de Canudos, Revolta da Armada, Revolta da Vacina, Revolta da Chibata, Guerra do Contestado, Revolta do Forte de Copacabana, Revolta Paulista de 1924, Coluna Prestes.

Fim da República Velha 

Por motivo de arranjo político existente entre as oligarquias quando começou a ruir a Primeira República entrou em crise na década de 1920 e também as divisões existentes começaram a se sobressair às tentativas de conciliação. 

Um movimento chamado de tenentismo começou a surgir, que tinha finalidade se opor ao governo. Esse movimento de oposição formado por jovens oficiais do Exército, também estremeceu as bases da política desse período. 
O movimento tenentista surgiu nos quartéis espalhados em todo território nacional a partir da década de 1920. 
O tenentismo foi um movimento social de caráter político-militar e uma série de rebelião de jovens oficiais de baixa e média patente do Exército Brasileiro (tenentes) descontentes com a situação política do Brasil. Esse movimento ocorreu no Brasil nas décadas de 1920 e 1930, período conhecido como República das Oligarquias.

Com a eleição presidencial de 1930 a crise política chegou ao auge. 
Os paulistas lançaram Júlio Prestes, e as desarmonias oligárquicas formada por mineiros, gaúchos e paraibanos lançaram Getúlio Vargas na chapa Aliança Liberal para a disputa. 
Com a desestrutura da oligarquia Vargas perdeu as eleições para Júlio Prestes. Mesmo com a derrota Vargas assumiu o governo em consequência do assassinato de seu vice João Pessoa em Recife (motivos mesmo não relacionados com a disputa eleitoral), os membros da Aliança Liberal rebelaram-se e iniciaram uma revolta em outubro de 1930. 
Dessa revolta resultou na deposição do presidente Washington Luís e a proibição da posse de Júlio Prestes. Vargas foi escolhido como presidente do Brasil em novembro de 1930. Esse evento ficou conhecido como Revolução de 1930 e foi estabelecido como o marco que encerrou a Primeira República.





segunda-feira, 2 de março de 2020

Texto complementar de estudo para o Teste - I Unidade - 9º Ano

História é a ciência que estuda todas as atitudes exercidas pelo ser humano no tempo e no espaço. Ela auxilia a conhecer o passado levando a refletir sobre as ações humanas e o torna mais capaz de compreender o presente e assim transformá-lo.
Para que o historiador tenha capacidade de narrar a História, faz-se necessário que ele tenha em mãos fontes que lhe dê condições de analisar o passado como sua existência. Essas fontes são chamadas de Fontes Históricas que são todas as coisas ou tudo aquilo que produz informação sobre o passado e serve de construção do conhecimento histórico. Como exemplo, temos jornais, livros, cartas, diários músicas, etc. Os relatos orais também são considerados como fontes históricas, por exemplo, as histórias contadas por nossos avós, alguém mais experientes que tenha presenciado episódios importantes e demonstre tal conhecimento sobre o fato. 
                                Não podemos falar em História sem mencionar a questão do Tempo. Podemos perceber e medir o tempo em: Tempo da Natureza, Tempo Cronológico e Tempo Histórico.
O Tempo da Natureza nada mais é que um fenômeno espontâneo e natural, ou seja, é algo que se manifesta espontaneamente pela natureza sem que haja nenhuma alteração dentro do seu curso normal e sem interferência do ser humano. Ele pode ser percebido pela sucessão de dias e de noite, pela mudança de estações e também pelo crescimento de plantas e pelos ciclos da vida dos animais e dos seres humanos.
O Tempo Cronológico é diferente do Tempo da Natureza, onde ele é medido e contado. Ele é um produto cultural, pois foi o ser humano que criou diversas formas de medição do tempo, sendo dividido em unidades de medida como: segundo, minuto, hora, dia, mês ano, etc. Existem vários instrumentos para medir a passagem do temo como a clepsidra, a ampulheta, o relógio e o calendário.
                        Todos nós vivemos em sociedade. A sociedade é o conjunto de pessoas que vivem em um determinado espaço, que seguem as mesmas regras e que compartilham com valores (princípio cultural que permeia uma determinada época), costumes, línguas, etc. As relações que os indivíduos estabelecem entre si estão englobadas também em uma sociedade. Existem grupos sociais que integram o indivíduo à sociedade assim como: a família, a escola, o sindicato, etc.
                        Cultura é toda manifestação de uma sociedade adquirida com o tempo expressando o modo de agir e de sentir as coisas no mundo. Ela é transmitida de geração em geração por meio dos grupos sociais em que estamos ligados. Como exemplo de cultura temos a arte, a língua, as técnicas, os costumes e as leis de um país.
O trabalho também considerado uma manifestação cultural porque, além de ser uma ação produtiva do ser humano, que transforma a natureza visando atender às suas necessidades, refletem determinados padrões culturais que envolvem técnicas de uma determinada sociedade ou o que é considerado aquilo que é mais importante produzir.
                        Toda sociedade tem sua forma de organização administrativa, que se refere ao interesse das pessoas em geral, à vida e às leis em espaço de convivência comum, que conhecemos como Política que faz referência à pólis (cidade, expressão na Grécia Antiga). Na maioria dos países da atualidade esta organização administrativa possui uma Constituição, que é um código de leis escritas que define os principais direitos e deveres dos cidadãos. Mesmo com cumprimento da Constituição há países onde os cidadãos participam das decisões políticas (democracia) e outros em que essa participação é vetada (ditadura).
                        Sabemos que em uma sociedade muitas vezes existem barreiras para uma convivência harmoniosa e democrática que envolve o pensamento etnocêntrico. O etnocentrismo que é a tendência de um determinado grupo a valorizar a sua própria cultura como ideal, desvalorizando a cultura de outros grupos e que gera pensamentos discriminatórios. As características do etnocentrismo são facilmente observadas nas sociedades totalitárias, que não toleram a diferença e privilegiam sua visão de mundo em detrimento de outras.
Prevendo a garantia da qualidade de vida das sociedades atuais sem prejudicar a existência das futuras gerações, o grande desafio para a humanidade no século XXI é promover o desenvolvimento sustentável, reduzindo as desigualdades sociais, promovendo debates sobre o consumo da sociedade e estimular a tolerância e a cooperação das pessoas garantindo um futuro melhor para todos.
No século XX, foi um período que ocorreram profundas transformações e grandes avanços tecnológicos. Foi ainda, na segunda metade do século XIX que essas transformações ocorreram e que deram início à Segunda Revolução Industrial. As principais inovações tecnológicas, que impulsionando o crescimento e ampliando o leque de fontes energia e de materiais, aumentou a capacidade produtiva das indústrias, na Segunda Revolução Industrial, foram o conversor Bessemer, os motores de combustão interna, e os geradores de corrente elétrica.
A importância da ciência foi tão marcante durante a Segunda Revolução Industrial que alguns estudiosos chamam essa fase de Revolução Científico-Tecnológica. Na Primeira Revolução Industrial o aperfeiçoamento das máquinas que foram conduzidas por pequenos industriais, artesãos e operários, pessoas que mesmo sem formação científica, podiam realizar reparos e adaptações de forma a aumentar a capacidade de produção das máquinas. Enquanto que na Segunda Revolução Industrial os desafios para aumentar a produção em qualidade e quantidade teriam que ter esforços sistemáticos e complexos, exigindo equipes de pesquisadores, sendo necessários grandes investimentos o que fez surgir instituições de pesquisas financeiras pelos Estados e pelas empresas particulares que forneciam bolsas de estudos e prêmios para os cientistas que se destacassem.
 Com as novas invenções nas áreas de comunicação, de transportes e de outras novidades tecnológicas ainda no final do século XIX, assim como o uso da eletricidade em lâmpadas elétricas, os fogões, o ferro elétrico de passar, entre outros, modificaram bastante o dia a dia das pessoas.
Grandes exposições promovidas pelos investidores na segunda metade do XIX divulgando suas novas descobertas tecnológicas, científicas e artísticas, consistiram na construção da ideia de superioridade das potências econômicas ocidentais da época, que, por meio da divulgação de novas tecnologias, confirmaram sua supremacia em relação a outros países.
                        Na Primeira Revolução Industrial as indústrias eram pequenas e médias, geralmente com direção familiar, sendo que seu crescimento decorria do reinvestimento dos seus próprios lucros o que era chamado de Capitalismo Industrial. No final do século XIX com o crescimento acelerado da economia capitalista que promoveu o surgimento de grandes empresas com tendência de dominar a produção, o preço e a distribuição, levou as empresas menores à falência. Além do acúmulo de lucros, a capitalização das grandes indústrias foi garantida pelos investimentos de grandes bancos dando origem ao Capitalismo Financeiro, que é fruto da união da indústria com o capital bancário sendo monopolizadas pelas grandes empresas em determinados ramos industriais. As principais características do Capital Financeiro são o monopólio, a concentração de capital e a eliminação da livre concorrência, ocorrendo sob três principais formas que são:
·         Truste - fusão de várias empresas em uma única, que assume o comando com o objetivo de concentrar e dominar todas as fases de produção, distribuição e consumo;
·          Holding - ocorre quando empresas de porte médio são controladas por uma grande instituição, que detém o controle das ações. Essas empresas passam a atuar como subsidiárias, ajustando o mercado e estabelecendo o padrão dos preços para evitar a concorrência;
·         Cartel - associação de empresas que atuam em um mesmo ramo           da economia com o objetivo de evitar a concorrência e de estabelecer acordos quanto ao preços e nichos do mercado.  
O Imperialismo na África, na Ásia e na Oceania foi um dos acontecimentos mais marcantes na Segunda Revolução Industrial. Com o desenvolvimento industrial no século XIX os governos europeus ficaram interessados em expandir seus mercados para outras áreas do planeta, bem como aumentar a aquisição de matérias primas, como minérios e produtos agrícolas e a utilizar mão de obras barata. Assim, iniciaram uma forte disputa por territórios na África, na Ásia e na Oceania.
Foi realizada a Conferência de Berlim, na Alemanha, pelos representantes dos países da Europa mais os Estados Unidos com o objetivo de estabelecer regras para demarcação das áreas de domínio de cada país europeu interessado nos territórios africanos. Essa divisão do continente pelas potências europeias ficou conhecida como partilha da África dando um novo impulso colonizador, denominado de Imperialismo ou Neocolonialismo.
Para justificar a presença e as intervenções nos países dominados, durante o século XIX, os países europeus imperialistas se preocuparam em buscar a aprovação e o apoio popular reafirmando ideologias etnocêntricas, glorificando a origem e a cultura europeia e menosprezando a cultura dos outros povos. As principais ideologias foram o darwinismo social - com base na teoria de Charles Darwin, os sociólogos lançaram ideias simplistas de "superioridade racial"  e deu base para o racismo, onde a raça branca europeia seria cultural e fisicamente superior que outros povos e a catequização que tendo contato com cristianismo, com os costumes e valores da cultura europeia dita "superior" as outras sociedades deixariam de ser primitivas e se tornariam "civilizadas".
Propondo uma nova maneira de organizar a sociedade no século XIX os alemães Karl Marx e Friedrich Engels, pois também conheciam a realidade social de seu tempo e discordavam das ações impostas aos proletários e aos povos colonizados. A nova maneira de organizar a sociedade defendida por eles foi baseada no Socialismo científico, também conhecido como Marxismo.

De acordo com Marx e Engels, a sociedade europeia do século XIX era composta basicamente de duas classes sociais: a dos capitalistas e a dos operários, isto é, a burguesia e o proletariado que, por possuírem interesses opostos, viviam em luta constante. Além dessas duas classes sociais, havia a classe média que, para esses filósofos, não tinha ideologia própria, associando-se ora à burguesia ora ao proletariado, de acordo com os  interesse do momento.

Texto complementar de estudo para o Teste - I Unidade - 8º Ano

História é a ciência que estuda todas as atitudes exercidas pelo ser humano no tempo e no espaço. Ela auxilia a conhecer o passado levando a refletir sobre as ações humanas e o torna mais capaz de compreender o presente e assim transformá-lo.
Para que o historiador tenha capacidade de narrar a História, faz-se necessário que ele tenha em mãos fontes que lhe dê condições de analisar o passado como sua existência. Essas fontes são chamadas de Fontes Históricas que são todas as coisas ou tudo aquilo que produz informação sobre o passado e serve de construção do conhecimento histórico. Como exemplo, temos jornais, livros, cartas, diários músicas, etc. Os relatos orais também são considerados como fontes históricas, por exemplo, as histórias contadas por nossos avós, alguém mais experientes que tenha presenciado episódios importantes e demonstre tal conhecimento sobre o fato. 
                   Não podemos falar em História sem mencionar a questão do Tempo. Podemos perceber e medir o tempo em: Tempo da Natureza, Tempo Cronológico e Tempo Histórico.
O Tempo da Natureza nada mais é que um fenômeno espontâneo e natural, ou seja, é algo que se manifesta espontaneamente pela natureza sem que haja nenhuma alteração dentro do seu curso normal e sem interferência do ser humano. Ele pode ser percebido pela sucessão de dias e de noite, pela mudança de estações e também pelo crescimento de plantas e pelos ciclos da vida dos animais e dos seres humanos.
O Tempo Cronológico é diferente do Tempo da Natureza, onde ele é medido e contado. Ele é um produto cultural, pois foi o ser humano que criou diversas formas de medição do tempo, sendo dividido em unidades de medida como: segundo, minuto, hora, dia, mês ano, etc. Existem vários instrumentos para medir a passagem do temo como a clepsidra, a ampulheta, o relógio e o calendário.
Todos nós vivemos em sociedade. A sociedade é o conjunto de pessoas que vivem em um determinado espaço, que seguem as mesmas regras e que compartilham com valores (princípio cultural que permeia uma determinada época), costumes, línguas, etc. As relações que os indivíduos estabelecem entre si estão englobadas também em uma sociedade. Existem grupos sociais que integram o indivíduo à sociedade assim como: a família, a escola, o sindicato, etc.
Cultura é toda manifestação de uma sociedade adquirida com o tempo expressando o modo de agir e de sentir as coisas no mundo. Ela é transmitida de geração em geração por meio dos grupos sociais em que estamos ligados. Como exemplo de cultura temos a arte, a língua, as técnicas, os costumes e as leis de um país.
O trabalho também considerado uma manifestação cultural porque, além de ser uma ação produtiva do ser humano, que transforma a natureza visando atender às suas necessidades, refletem determinados padrões culturais que envolvem técnicas de uma determinada sociedade ou o que é considerado aquilo que é mais importante produzir.
                        Toda sociedade tem sua forma de organização administrativa, que se refere ao interesse das pessoas em geral, à vida e às leis em espaço de convivência comum, que conhecemos como Política que faz referência à pólis (cidade, expressão na Grécia Antiga). Na maioria dos países da atualidade esta organização administrativa possui uma Constituição, que é um código de leis escritas que define os principais direitos e deveres dos cidadãos. Mesmo com cumprimento da Constituição há países onde os cidadãos participam das decisões políticas (democracia) e outros em que essa participação é vetada (ditadura).
Na Europa entre os séculos V e XV, o sistema feudal foi predominante, onde a maioria da população vivia na área rural e trabalhava na produção agrícola.
O sistema feudal constituía em:
·         Os camponeses chamados de servos deviam fidelidades aos grandes proprietários de terra e em troca recebiam deles proteção e permissão para trabalhar na terra;
·         Os senhores feudais eram os proprietários rurais, que sendo eles nobres recebiam dos reis, ou de outros nobres com mais posses, um grande lote de terra - o feudo - ficando comprometido em garantir a defesa do território;
·         Conforme os senhores feudais foram aumentando suas propriedades e o número de camponeses sob sua proteção, ficaram mais poderosos e adquiriram certa autonomia em relação ao rei.
A centralização do poder nas mãos dos reis, a partir do século XIII, com apoio dos nobres e dos mercadores que passaram a garantir uma nova estrutura social e política, foi dando origem ao que chamamos de Estados modernos e para que houvesse identificação entre a população e o início da formação de uma unidade nacional em diversos locais da Europa, também foi imprescindível a criação de exércitos permanentes, disciplinados e fiéis ao Estado e a imposição de uma única língua e de uma religião oficial.
A partir de século XVI, vários Estados modernos adotaram um conjunto de práticas econômicas que foi chamada de mercantilismo, que tinha como características principais a intervenção do Estado na economia, concentrando a acumulação de metais preciosos, prática conhecida como metalismo e a preocupação do governo estatal na balança comercial positiva, ou seja, aumentar as exportações e diminuir as importações do país. Isso era alcançado por meio de políticas protecionistas imposta pelo Estado que eram altas taxas alfandegárias sobre produtos estrangeiros a fim de proteger a produção nacional. Esse conjunto de práticas econômicas, políticas e administrativas dominantes entre os séculos XVI e XVIII ficou conhecido como Antigo Regime.
A sociedade europeia, durante o antigo regime, era dividida em camadas sociais que distinguiam as pessoas segundo suas condições políticas e financeiras, em Primeiro Estado (Alto clero e baixo clero), Segundo Estado (príncipes, duques e barões) e Terceiro Estado (camada mais numerosa, composta por burgueses, artesãos, camponeses e pessoas livres pobres).
Os Estados europeus do século XVI desenvolveram uma forma de governo conhecida como absolutismo. Alguns pontos em comum como características próprias do absolutismo são: centralização dos poderes na figura do rei, aumento das repartições administrativas do Estado, criação e manutenção de um exército forte, a utilização do mercantilismo como sistema econômico e o aumento do rigor na cobrança de impostos.
O absolutismo português começou a ganhar força no século XV, quando D. João II assumiu o trono português centralizando o poder em suas mãos. Ele incentivou a expansão marítima de Portugal. Durante seu governo D. João II, assinou o Tratado de Tordesilhas entre Portugal e Espanha. Ainda nesse século, os portugueses chegaram ao Brasil e às Índias.
No final do século XVI, a Coroa portuguesa enfrentou uma crise sucessória que provocou a união das Coroas portuguesa e espanhola. Esse período foi chamado de União Ibérica, e durou de 1580 a 1640.
A Inglaterra, que desde o século XIII, foi o único governo absolutista que apresentou elementos que diferenciou dos demais governos absolutistas da Europa, pois os reis ficaram limitados pela Carta Magna assinada em 1215, pelo rei João Sem Terra. Esse documento instituiu um parlamento que restringia o poder do rei, sendo fechado várias vezes pelos reis absolutistas e assim conseguiram exercer o poder, no final do século XV começou a se consolidar o Absolutismo inglês com quando Henrique Tudor assumiu o trono inglês e procurou centralizar o poder em suas mãos, além de investir na melhoria da frota naval de seu país.

No absolutismo francês atingiu seu auge durante o reinado de Luís XIV entre os anos 1661 e 1715. Uma das peculiaridades do Absolutismo francês era o excessivo luxo mantido pela Corte, onde o rei e seus familiares, nobres e agregados viviam na luxúria e ostentação, levando aos poucos a uma profunda crise econômica que foi responsável pelo enfraquecimento do sistema político do Antigo regime. 

Texto complementar de estudo para o Teste - I Unidade - 7º Ano


História é a ciência que estuda todas as atitudes exercidas pelo ser humano no tempo e no espaço. Ela auxilia a conhecer o passado levando a refletir sobre as ações humanas e o torna mais capaz de compreender o presente e assim transformá-lo.
Para que o historiador tenha capacidade de narrar a História, faz-se necessário que ele tenha em mãos fontes que lhe dê condições de analisar o passado como sua existência. Essas fontes são chamadas de Fontes Históricas que são todas as coisas ou tudo aquilo que produz informação sobre o passado e serve de construção do conhecimento histórico. Como exemplo, temos jornais, livros, cartas, diários músicas, etc. Os relatos orais também são considerados como fontes históricas, por exemplo, as histórias contadas por nossos avós, alguém mais experientes que tenha presenciado episódios importantes e demonstre tal conhecimento sobre o fato.  
Não podemos falar em História sem mencionar a questão do Tempo. Podemos perceber e medir o tempo em: Tempo da Natureza, Tempo Cronológico e Tempo Histórico.
O Tempo da Natureza nada mais é que um fenômeno espontâneo e natural, ou seja, é algo que se manifesta espontaneamente pela natureza sem que haja nenhuma alteração dentro do seu curso normal e sem interferência do ser humano. Ele pode ser percebido pela sucessão de dias e de noite, pela mudança de estações e também pelo crescimento de plantas e pelos ciclos da vida dos animais e dos seres humanos.
O Tempo Cronológico é diferente do Tempo da Natureza, onde ele é medido e contado. Ele é um produto cultural, pois foi o ser humano que criou diversas formas de medição do tempo, sendo dividido em unidades de medida como: segundo, minuto, hora, dia, mês ano, etc. Existem vários instrumentos para medir a passagem do temo como a clepsidra, a ampulheta, o relógio e o calendário.
           Todos nós vivemos em sociedade. A sociedade é o conjunto de pessoas que vivem em um determinado espaço, que seguem as mesmas regras e que compartilham com valores (princípio cultural que permeia uma determinada época), costumes, línguas, etc. As relações que os indivíduos estabelecem entre si estão englobadas também em uma sociedade. Existem grupos sociais que integram o indivíduo à sociedade assim como: a família, a escola, o sindicato, etc.
                 Cultura é toda manifestação de uma sociedade adquirida com o tempo expressando o modo de agir e de sentir as coisas no mundo. Ela é transmitida de geração em geração por meio dos grupos sociais em que estamos ligados. Como exemplo de cultura temos a arte, a língua, as técnicas, os costumes e as leis de um país.
O trabalho também considerado uma manifestação cultural porque, além de ser uma ação produtiva do ser humano, que transforma a natureza visando atender às suas necessidades, refletem determinados padrões culturais que envolvem técnicas de uma determinada sociedade ou o que é considerado aquilo que é mais importante produzir.
     Muitos historiadores consideram que a Idade Média é o período histórico que teve início com a queda do Império Romano do Ocidente, a tomada de Roma no ano de 476 e termina com a tomada da cidade de Constantinopla, no Oriente, pelos turco-otomanos, em 1453, abrangendo cerca de mil anos, entre os séculos V e XV.
Para muitos historiadores do século XVI referiam-se ao século anterior como o “Idade das Trevas”, pois afirmavam que os mil anos desse período foram marcados por pobreza, intolerância religiosas e obscurantismo. Porém, a há pouco tempo novos adeptos com visões mais críticas da história apresentaram argumentos contrários à ideia anterior, pois justificaram que esse período foi muito importante com realizações artísticas, filosóficas, científicas, além de grandes transformações culturais e sociais.
Vários historiadores consideram que a Idade Média foi o período em que nasceu o mundo ocidental, pois ao longo de mil anos, foram formadas várias das atuais nações da Europa e porque muitas línguas faladas atualmente também surgiram neste período; A Igreja Católica tornou-se a mais importante instituição do Ocidente; No final da Idade Média o capitalismo, sistema econômico adotado na maioria dos países da atualidade, começou a se fortalecer.
       Por volta do ano 100, o Império Romano atingiu seu auge, ocupando aproximadamente a metade da Europa, o norte da África e parte do Oriente Médio, tornando-se um dos maiores e mais importantes impérios da Antiguidade.
O Império Romano começou a enfrentar uma série de problemas internos levando-o a um longo período de crise, por volta do século II.
Os principais entraves foram:
·                Crise do escravismo: diminuição dos escravos, pois era um dos pilares da riqueza romana;
·                Ruralização da economia: a área rural começou a se tornar mais populosa, pois a urbana não era mais atrativa;
·                Ocupação germânica: os povos germânicos começaram a invadir, devido à fragilidade romana. Nesse período, o Império Romano, cedia territórios aos germânicos que, em troca tinha que guardar as fronteiras e evitar que outros povos invadissem as regiões. Os guerreiros germânicos começaram a ser incorporados ao exército romano, tornando-se cada vez mais numerosos nas tropas romanas assumindo até postos de comando.
Com muitas dificuldades para manter e administrar o império, os governantes romanos tentaram de várias formas controlarem a crise. Em 395, o imperador Teodósio dividiu o império em duas partes: O Império Romano do Ocidente tendo como capital Roma e o Império Romano do Oriente como capital Constantinopla. Em quanto isso as invasões germânicas se intensificavam desde o início do século III, pressionando as fronteiras do norte da Europa, ocupando diversas regiões do império.
        Os romanos chamavam de “bárbaros” todos aqueles que não compartilhavam de sua cultura e não falavam de sua língua, o latim. Essa concepção foi herdada dos gregos que também diferenciavam os “estrangeiros”. Como os germânicos eram vistos pelos romanos como “estrangeiros e não compartilhavam sua cultura, as invasões germânicas ao Império Romano foram chamadas de “invasões bárbaras”. 
      A cidade de Roma foi conquistada, no século V, por um grupo de invasores germânicos que, liderados por Odoacro, saquearam a cidade e depuseram do trono Flávio Rômulo Augusto, o então imperador. A conquista de Roma significou a queda da unidade política do Império Romano Ocidental possibilitou o surgimento de vários reinos germânicos que com o passar do tempo ganharam contornos políticos particulares e deram início às fronteiras de muitos países europeus da atualidade.
     Na época de formação dos primeiros reinos germânicos o cristianismo foi muito difundido no território europeu. Os cristãos eram perseguidos pelos romanos, pois não seguiam sua religião, desobedecendo e se recusando a adorar os deuses romanos. Apesar das perseguições, conquistando vários seguidores, o cristianismo não parou de crescer.  Em 313 o imperador Constantino concedeu liberdade de culto aos cristãos, porém o cristianismo só se tornou a religião oficial de Roma no ano de 391, pelo Imperador Teodósio. Com a queda do Império Romano Ocidental, a Igreja Católica torou-se cada vez mais organizada, exercendo grande influência política, social e econômica na sociedade medieval.
       No início do século XI, as diferenças entre o cristianismo do Ocidente e do Oriente provocaram uma divisão na cristandade. Essa divisão ficou conhecida como Grande Cisma do Oriente. A partir de então a igreja ocidental passou a ser chamada de Igreja Católica Apostólica Romana, liderada pelo papa e a igreja bizantina, por sua vez, foi chamada de Igreja Ortodoxa, liderada pelo patriarca.
            Justiniano foi um dos mais importantes imperadores bizantinos. Ele governou entre 527 e 565 realizando grandes feitos no império, com grandes obras como igrejas, palácios, pontes, estradas, arquedutos e hospitais. No governo de Justiniano, juristas e estudiosos do direito realizaram uma compilação de leis que incluía principalmente, as antigas leis romanas, assim como as que foram elaboradas em seu governo e que também serviram de base para grande parte dos códigos de leis utilizados atualmente em muitos países, inclusive no Brasil. Essa compilação de leis ficou conhecida como: Corpo do Direito Civil (Corpus Juris Civilis). 

Texto complementar de estudo para o Teste - I Unidade - 6º Ano



História é a ciência que estuda todas as atitudes exercidas pelo ser humano no tempo e no espaço. Ela auxilia a conhecer o passado levando a refletir sobre as ações humanas e o torna mais capaz de compreender o presente e assim transformá-lo.
Para que o historiador tenha capacidade de narrar a História, faz-se necessário que ele tenha em mãos fontes que lhe dê condições de analisar o passado como sua existência. Essas fontes são chamadas de Fontes Históricas que são todas as coisas ou tudo aquilo que produz informação sobre o passado e serve de construção do conhecimento histórico. Como exemplo, temos jornais, livros, cartas, diários músicas, etc. Os relatos orais também são considerados como fontes históricas, por exemplo, as histórias contadas por nossos avós, alguém mais experientes que tenha presenciado episódios importantes e demonstre tal conhecimento sobre o fato.    
Não podemos falar em História sem mencionar a questão do Tempo. Podemos perceber e medir o tempo em: Tempo da Natureza, Tempo Cronológico e Tempo Histórico.
O Tempo da Natureza nada mais é que um fenômeno espontâneo e natural, ou seja, é algo que se manifesta espontaneamente pela natureza sem que haja nenhuma alteração dentro do seu curso normal e sem interferência do ser humano. Ele pode ser percebido pela sucessão de dias e de noite, pela mudança de estações e também pelo crescimento de plantas e pelos ciclos da vida dos animais e dos seres humanos.
O Tempo Cronológico é diferente do Tempo da Natureza, onde ele é medido e contado. Ele é um produto cultural, pois foi o ser humano que criou diversas formas de medição do tempo, sendo dividido em unidades de medida como: segundo, minuto, hora, dia, mês ano, etc. Existem vários instrumentos para medir a passagem do temo como a clepsidra, a ampulheta, o relógio e o calendário.
O calendário é um dos instrumentos criado pelo homem para organizar e medir a passagem do tempo. Ele é dividido em dia, mês e ano. Ao longo do tempo foram criados diferentes calendários, porém o calendário conhecido como Gregoriano é que foi adotado oficialmente no Brasil e na maioria dos países, sendo introduzido em 1582, pelo Papa Gregório XIII. Além do calendário gregoriano existes outros calendários em uso atualmente, por exemplo, o chinês e o islâmico.
Todas as coisas que existem teve um início. Há duas teorias sobre a existência das coisas. A criacionista, essa teoria informa que as coisas que existem foram criadas por um ser superior. A teoria evolucionista, criada pelo naturalista inglês Charles Darwin e aperfeiçoada posteriormente por outros cientistas, sendo essa a mais aceita por essa comunidade. De acordo com essa teoria os seres humanos também eram um primata e teve uma evolução de forma especial e desenvolveram certas características que os diferenciaram dos outros primatas.
A hominização, características típicas dos seres humanos, foi desenvolvida de forma própria e proporcionou aos nossos ancestrais uma grande capacidade de adaptação aos mais diversos ambientes. Exemplos de hominídeos considerados como ancestrais dos seres humanos: Australopitecos, Homo habilis, homo erectus, Homo sapiens (Homo sapiens sapiens). 
A linha do tempo é um dos recursos mais utilizados pelos historiadores para organizar o tempo. A divisão da linha do tempo dos períodos Paleolítico e Neolítico diz respeito ao desenvolvimento dos seres humanos como primatas e a evolução da espécie até a fabricação de objetos de metal.
No Paleolítico (“pedra antiga” ou “pedra lascada”) o desenvolvimento dos primeiros hominídeos. Período longo, com grande variação no modo de vida desses povos, sendo caçadores e coletores, fabricavam suas ferramentas de pedra, madeira, ossos e eram nômades. No final desse período nossos ancestrais aprenderam a produzir o fogo e provavelmente, desenvolveram as primeiras crenças religiosas e formas de arte. O termo designado para relacionar as pinturas nas paredes das cavernas e representavam as cenas do dia a dia como rituais religiosos e caçadas, foi chamado de pinturas rupestres.
No Neolítico (“pedra nova” ou “pedra polida”) os seres humanos desenvolveram a agricultura e a criação de animais. Eles deixaram de ser nômades e passaram a ser sedentários, formando suas primeiras aldeias, produziram cerâmicas e posteriormente objetos metálicos, modificando completamente sua forma de vida criando uma nova divisão de trabalho e uma organização social mais complexa.

A divisão da linha do tempo no período histórico dos acontecimentos do mundo ocidental é constituída em Antiguidade (4.000 a.C. a 476)  Idade Média (476 a 1453)  Idade Moderna ( 1453 a 1789) e Idade Contemporânea (1789 até nossos dias).