segunda-feira, 2 de março de 2020

Texto complementar de estudo para o Teste - I Unidade - 7º Ano


História é a ciência que estuda todas as atitudes exercidas pelo ser humano no tempo e no espaço. Ela auxilia a conhecer o passado levando a refletir sobre as ações humanas e o torna mais capaz de compreender o presente e assim transformá-lo.
Para que o historiador tenha capacidade de narrar a História, faz-se necessário que ele tenha em mãos fontes que lhe dê condições de analisar o passado como sua existência. Essas fontes são chamadas de Fontes Históricas que são todas as coisas ou tudo aquilo que produz informação sobre o passado e serve de construção do conhecimento histórico. Como exemplo, temos jornais, livros, cartas, diários músicas, etc. Os relatos orais também são considerados como fontes históricas, por exemplo, as histórias contadas por nossos avós, alguém mais experientes que tenha presenciado episódios importantes e demonstre tal conhecimento sobre o fato.  
Não podemos falar em História sem mencionar a questão do Tempo. Podemos perceber e medir o tempo em: Tempo da Natureza, Tempo Cronológico e Tempo Histórico.
O Tempo da Natureza nada mais é que um fenômeno espontâneo e natural, ou seja, é algo que se manifesta espontaneamente pela natureza sem que haja nenhuma alteração dentro do seu curso normal e sem interferência do ser humano. Ele pode ser percebido pela sucessão de dias e de noite, pela mudança de estações e também pelo crescimento de plantas e pelos ciclos da vida dos animais e dos seres humanos.
O Tempo Cronológico é diferente do Tempo da Natureza, onde ele é medido e contado. Ele é um produto cultural, pois foi o ser humano que criou diversas formas de medição do tempo, sendo dividido em unidades de medida como: segundo, minuto, hora, dia, mês ano, etc. Existem vários instrumentos para medir a passagem do temo como a clepsidra, a ampulheta, o relógio e o calendário.
           Todos nós vivemos em sociedade. A sociedade é o conjunto de pessoas que vivem em um determinado espaço, que seguem as mesmas regras e que compartilham com valores (princípio cultural que permeia uma determinada época), costumes, línguas, etc. As relações que os indivíduos estabelecem entre si estão englobadas também em uma sociedade. Existem grupos sociais que integram o indivíduo à sociedade assim como: a família, a escola, o sindicato, etc.
                 Cultura é toda manifestação de uma sociedade adquirida com o tempo expressando o modo de agir e de sentir as coisas no mundo. Ela é transmitida de geração em geração por meio dos grupos sociais em que estamos ligados. Como exemplo de cultura temos a arte, a língua, as técnicas, os costumes e as leis de um país.
O trabalho também considerado uma manifestação cultural porque, além de ser uma ação produtiva do ser humano, que transforma a natureza visando atender às suas necessidades, refletem determinados padrões culturais que envolvem técnicas de uma determinada sociedade ou o que é considerado aquilo que é mais importante produzir.
     Muitos historiadores consideram que a Idade Média é o período histórico que teve início com a queda do Império Romano do Ocidente, a tomada de Roma no ano de 476 e termina com a tomada da cidade de Constantinopla, no Oriente, pelos turco-otomanos, em 1453, abrangendo cerca de mil anos, entre os séculos V e XV.
Para muitos historiadores do século XVI referiam-se ao século anterior como o “Idade das Trevas”, pois afirmavam que os mil anos desse período foram marcados por pobreza, intolerância religiosas e obscurantismo. Porém, a há pouco tempo novos adeptos com visões mais críticas da história apresentaram argumentos contrários à ideia anterior, pois justificaram que esse período foi muito importante com realizações artísticas, filosóficas, científicas, além de grandes transformações culturais e sociais.
Vários historiadores consideram que a Idade Média foi o período em que nasceu o mundo ocidental, pois ao longo de mil anos, foram formadas várias das atuais nações da Europa e porque muitas línguas faladas atualmente também surgiram neste período; A Igreja Católica tornou-se a mais importante instituição do Ocidente; No final da Idade Média o capitalismo, sistema econômico adotado na maioria dos países da atualidade, começou a se fortalecer.
       Por volta do ano 100, o Império Romano atingiu seu auge, ocupando aproximadamente a metade da Europa, o norte da África e parte do Oriente Médio, tornando-se um dos maiores e mais importantes impérios da Antiguidade.
O Império Romano começou a enfrentar uma série de problemas internos levando-o a um longo período de crise, por volta do século II.
Os principais entraves foram:
·                Crise do escravismo: diminuição dos escravos, pois era um dos pilares da riqueza romana;
·                Ruralização da economia: a área rural começou a se tornar mais populosa, pois a urbana não era mais atrativa;
·                Ocupação germânica: os povos germânicos começaram a invadir, devido à fragilidade romana. Nesse período, o Império Romano, cedia territórios aos germânicos que, em troca tinha que guardar as fronteiras e evitar que outros povos invadissem as regiões. Os guerreiros germânicos começaram a ser incorporados ao exército romano, tornando-se cada vez mais numerosos nas tropas romanas assumindo até postos de comando.
Com muitas dificuldades para manter e administrar o império, os governantes romanos tentaram de várias formas controlarem a crise. Em 395, o imperador Teodósio dividiu o império em duas partes: O Império Romano do Ocidente tendo como capital Roma e o Império Romano do Oriente como capital Constantinopla. Em quanto isso as invasões germânicas se intensificavam desde o início do século III, pressionando as fronteiras do norte da Europa, ocupando diversas regiões do império.
        Os romanos chamavam de “bárbaros” todos aqueles que não compartilhavam de sua cultura e não falavam de sua língua, o latim. Essa concepção foi herdada dos gregos que também diferenciavam os “estrangeiros”. Como os germânicos eram vistos pelos romanos como “estrangeiros e não compartilhavam sua cultura, as invasões germânicas ao Império Romano foram chamadas de “invasões bárbaras”. 
      A cidade de Roma foi conquistada, no século V, por um grupo de invasores germânicos que, liderados por Odoacro, saquearam a cidade e depuseram do trono Flávio Rômulo Augusto, o então imperador. A conquista de Roma significou a queda da unidade política do Império Romano Ocidental possibilitou o surgimento de vários reinos germânicos que com o passar do tempo ganharam contornos políticos particulares e deram início às fronteiras de muitos países europeus da atualidade.
     Na época de formação dos primeiros reinos germânicos o cristianismo foi muito difundido no território europeu. Os cristãos eram perseguidos pelos romanos, pois não seguiam sua religião, desobedecendo e se recusando a adorar os deuses romanos. Apesar das perseguições, conquistando vários seguidores, o cristianismo não parou de crescer.  Em 313 o imperador Constantino concedeu liberdade de culto aos cristãos, porém o cristianismo só se tornou a religião oficial de Roma no ano de 391, pelo Imperador Teodósio. Com a queda do Império Romano Ocidental, a Igreja Católica torou-se cada vez mais organizada, exercendo grande influência política, social e econômica na sociedade medieval.
       No início do século XI, as diferenças entre o cristianismo do Ocidente e do Oriente provocaram uma divisão na cristandade. Essa divisão ficou conhecida como Grande Cisma do Oriente. A partir de então a igreja ocidental passou a ser chamada de Igreja Católica Apostólica Romana, liderada pelo papa e a igreja bizantina, por sua vez, foi chamada de Igreja Ortodoxa, liderada pelo patriarca.
            Justiniano foi um dos mais importantes imperadores bizantinos. Ele governou entre 527 e 565 realizando grandes feitos no império, com grandes obras como igrejas, palácios, pontes, estradas, arquedutos e hospitais. No governo de Justiniano, juristas e estudiosos do direito realizaram uma compilação de leis que incluía principalmente, as antigas leis romanas, assim como as que foram elaboradas em seu governo e que também serviram de base para grande parte dos códigos de leis utilizados atualmente em muitos países, inclusive no Brasil. Essa compilação de leis ficou conhecida como: Corpo do Direito Civil (Corpus Juris Civilis). 

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