História é a ciência que estuda todas as atitudes exercidas pelo ser humano
no tempo e no espaço. Ela auxilia a conhecer o passado levando a refletir sobre
as ações humanas e o torna mais capaz de compreender o presente e assim
transformá-lo.
Para que o historiador tenha capacidade de narrar a História, faz-se
necessário que ele tenha em mãos fontes que lhe dê condições de analisar o
passado como sua existência. Essas fontes são chamadas de Fontes Históricas que
são todas as coisas ou tudo aquilo que produz informação sobre o passado e
serve de construção do conhecimento histórico. Como exemplo, temos jornais,
livros, cartas, diários músicas, etc. Os relatos orais também são considerados
como fontes históricas, por exemplo, as histórias contadas por nossos avós,
alguém mais experientes que tenha presenciado episódios importantes e demonstre
tal conhecimento sobre o fato.
Não podemos falar em História sem mencionar a questão do Tempo. Podemos
perceber e medir o tempo em: Tempo da Natureza, Tempo Cronológico e Tempo
Histórico.
O
Tempo da Natureza nada mais é que um fenômeno espontâneo e natural, ou seja, é
algo que se manifesta espontaneamente pela natureza sem que haja nenhuma
alteração dentro do seu curso normal e sem interferência do ser humano. Ele
pode ser percebido pela sucessão de dias e de noite, pela mudança de estações e
também pelo crescimento de plantas e pelos ciclos da vida dos animais e dos
seres humanos.
O
Tempo Cronológico é diferente do Tempo da Natureza, onde ele é medido e
contado. Ele é um produto cultural, pois foi o ser humano que criou diversas
formas de medição do tempo, sendo dividido em unidades de medida como: segundo,
minuto, hora, dia, mês ano, etc. Existem vários instrumentos para medir a
passagem do temo como a clepsidra, a ampulheta, o relógio e o calendário.
Todos nós vivemos em sociedade. A sociedade é o conjunto de pessoas que vivem
em um determinado espaço, que seguem as mesmas regras e que compartilham com
valores (princípio cultural que permeia uma determinada época), costumes,
línguas, etc. As relações que os indivíduos estabelecem entre si estão
englobadas também em uma sociedade. Existem grupos sociais que integram o
indivíduo à sociedade assim como: a família, a escola, o sindicato, etc.
Cultura é toda manifestação de uma sociedade adquirida com o tempo expressando
o modo de agir e de sentir as coisas no mundo. Ela é transmitida de geração em
geração por meio dos grupos sociais em que estamos ligados. Como exemplo de
cultura temos a arte, a língua, as técnicas, os costumes e as leis de um país.
O
trabalho também considerado uma manifestação cultural porque, além de ser uma
ação produtiva do ser humano, que transforma a natureza visando atender às suas
necessidades, refletem determinados padrões culturais que envolvem técnicas de
uma determinada sociedade ou o que é considerado aquilo que é mais importante
produzir.
Toda sociedade tem sua forma de organização administrativa, que se refere ao
interesse das pessoas em geral, à vida e às leis em espaço de convivência
comum, que conhecemos como Política que faz referência à pólis (cidade,
expressão na Grécia Antiga). Na maioria dos países da atualidade esta
organização administrativa possui uma Constituição, que é um código de leis
escritas que define os principais direitos e deveres dos cidadãos. Mesmo com
cumprimento da Constituição há países onde os cidadãos participam das decisões
políticas (democracia) e outros em que essa participação é vetada (ditadura).
Sabemos que em uma sociedade muitas vezes existem barreiras para uma
convivência harmoniosa e democrática que envolve o pensamento etnocêntrico. O
etnocentrismo que é a tendência de um determinado grupo a valorizar a sua
própria cultura como ideal, desvalorizando a cultura de outros grupos e que
gera pensamentos discriminatórios. As características do etnocentrismo são
facilmente observadas nas sociedades totalitárias, que não toleram a diferença
e privilegiam sua visão de mundo em detrimento de outras.
Prevendo
a garantia da qualidade de vida das sociedades atuais sem prejudicar a
existência das futuras gerações, o grande desafio para a humanidade no século
XXI é promover o desenvolvimento sustentável, reduzindo as desigualdades
sociais, promovendo debates sobre o consumo da sociedade e estimular a
tolerância e a cooperação das pessoas garantindo um futuro melhor para todos.
No século XX, foi um período que ocorreram profundas transformações e
grandes avanços tecnológicos. Foi ainda, na segunda metade do século XIX que
essas transformações ocorreram e que deram início à Segunda Revolução
Industrial. As principais inovações tecnológicas, que impulsionando o
crescimento e ampliando o leque de fontes energia e de materiais, aumentou a
capacidade produtiva das indústrias, na Segunda Revolução Industrial, foram o
conversor Bessemer, os motores de combustão interna, e os geradores de corrente
elétrica.
A importância da ciência foi tão marcante durante a Segunda Revolução
Industrial que alguns estudiosos chamam essa fase de Revolução
Científico-Tecnológica. Na Primeira Revolução Industrial o aperfeiçoamento das
máquinas que foram conduzidas por pequenos industriais, artesãos e operários,
pessoas que mesmo sem formação científica, podiam realizar reparos e adaptações
de forma a aumentar a capacidade de produção das máquinas. Enquanto que na
Segunda Revolução Industrial os desafios para aumentar a produção em qualidade
e quantidade teriam que ter esforços sistemáticos e complexos, exigindo equipes
de pesquisadores, sendo necessários grandes investimentos o que fez surgir
instituições de pesquisas financeiras pelos Estados e pelas empresas
particulares que forneciam bolsas de estudos e prêmios para os cientistas que se
destacassem.
Com as novas invenções nas áreas de comunicação, de transportes e de
outras novidades tecnológicas ainda no final do século XIX, assim como o uso da
eletricidade em lâmpadas elétricas, os fogões, o ferro elétrico de passar,
entre outros, modificaram bastante o dia a dia das pessoas.
Grandes
exposições promovidas pelos investidores na segunda metade do XIX divulgando
suas novas descobertas tecnológicas, científicas e artísticas, consistiram na
construção da ideia de superioridade das potências econômicas ocidentais da
época, que, por meio da divulgação de novas tecnologias, confirmaram sua
supremacia em relação a outros países.
Na Primeira Revolução Industrial as indústrias eram pequenas e médias,
geralmente com direção familiar, sendo que seu crescimento decorria do
reinvestimento dos seus próprios lucros o que era chamado de Capitalismo
Industrial. No final do século XIX com o crescimento acelerado da economia
capitalista que promoveu o surgimento de grandes empresas com tendência de
dominar a produção, o preço e a distribuição, levou as empresas menores à
falência. Além do acúmulo de lucros, a capitalização das grandes indústrias foi
garantida pelos investimentos de grandes bancos dando origem ao Capitalismo
Financeiro, que é fruto da união da indústria com o capital bancário sendo
monopolizadas pelas grandes empresas em determinados ramos industriais. As
principais características do Capital Financeiro são o monopólio, a
concentração de capital e a eliminação da livre concorrência, ocorrendo sob
três principais formas que são:
· Truste - fusão de
várias empresas em uma única, que assume o comando com o objetivo de concentrar
e dominar todas as fases de produção, distribuição e consumo;
· Holding -
ocorre quando empresas de porte médio são controladas por uma grande
instituição, que detém o controle das ações. Essas empresas passam a atuar como
subsidiárias, ajustando o mercado e estabelecendo o padrão dos preços para
evitar a concorrência;
· Cartel - associação
de empresas que atuam em um mesmo ramo
da economia com o
objetivo de evitar a concorrência e de estabelecer acordos quanto ao preços e
nichos do mercado.
O Imperialismo na África, na Ásia e na Oceania foi um dos acontecimentos
mais marcantes na Segunda Revolução Industrial. Com o desenvolvimento
industrial no século XIX os governos europeus ficaram interessados em expandir
seus mercados para outras áreas do planeta, bem como aumentar a aquisição de
matérias primas, como minérios e produtos agrícolas e a utilizar mão de obras
barata. Assim, iniciaram uma forte disputa por territórios na África, na Ásia e
na Oceania.
Foi
realizada a Conferência de Berlim, na Alemanha, pelos representantes dos países
da Europa mais os Estados Unidos com o objetivo de estabelecer regras para
demarcação das áreas de domínio de cada país europeu interessado nos
territórios africanos. Essa divisão do continente pelas potências europeias
ficou conhecida como partilha da África dando um novo impulso colonizador,
denominado de Imperialismo ou Neocolonialismo.
Para
justificar a presença e as intervenções nos países dominados, durante o século
XIX, os países europeus imperialistas se preocuparam em buscar a aprovação e o
apoio popular reafirmando ideologias etnocêntricas, glorificando a origem e a
cultura europeia e menosprezando a cultura dos outros povos. As principais
ideologias foram o darwinismo social - com base na teoria de Charles Darwin, os
sociólogos lançaram ideias simplistas de "superioridade racial"
e deu base para o racismo, onde a raça branca europeia seria cultural e
fisicamente superior que outros povos e a catequização que tendo contato com
cristianismo, com os costumes e valores da cultura europeia dita
"superior" as outras sociedades deixariam de ser primitivas e se
tornariam "civilizadas".
Propondo uma nova maneira de organizar a sociedade no século XIX os alemães
Karl Marx e Friedrich Engels, pois também conheciam a realidade social de seu
tempo e discordavam das ações impostas aos proletários e aos povos colonizados.
A nova maneira de organizar a sociedade defendida por eles foi baseada no
Socialismo científico, também conhecido como Marxismo.
De
acordo com Marx e Engels, a sociedade europeia do século XIX era composta
basicamente de duas classes sociais: a dos capitalistas e a dos operários, isto
é, a burguesia e o proletariado que, por possuírem interesses opostos, viviam
em luta constante. Além dessas duas classes sociais, havia a classe média que,
para esses filósofos, não tinha ideologia própria, associando-se ora à
burguesia ora ao proletariado, de acordo com os interesse do momento.
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