quarta-feira, 29 de setembro de 2021

TEXTO COMPLEMENTAR PARA A AVALIAÇÃO - 9º ANO

As potências imperialistas se utilizaram de diversos meios para conservar sua influência política, econômica e militar na África, onde muitos representantes do governo e das empresas privadas dessas potências se empenharam em manter relações vantajosas com os países recém-independentes. Novas elites africanas surgiram dessas relações e se tornaram proprietárias de grandes indústrias, bancos e fazendas, e mantiveram o modelo de exploração econômicas implantado pelas antigas elites europeias.

O Sul da África foi colonizado pelos europeus no final do século XVII. Hoje a região é habitada, além dos africanos, por muitos descendentes de colonizadores. O país economicamente importante da região é a África do Sul, porém, vigorou um vergonhoso regime de discriminação racial conhecido como Apartheid, criado pela elite europeia e implantado em 1948, privando de direitos a população negra e impondo uma brutal segregação, sendo que 1990 esse regime foi revogado e vários direitos foram conquistados pela população.

Em 1950, Getúlio Vargas candidatou-se à presidência da República nas eleições de diretas. Sua campanha populista garantiu a vitória eleitoral tomando posse em 1951. Durante seu governo, o debate entre nacionalistas e liberais se agravou principalmente entre os militares. As discursões que pautavam o debate político estavam relacionadas à manutenção ou não do monopólio energético estatal, questões relativas às reservas e às refinarias de petróleo e também as usinas hidrelétricas e suas redes de distribuição, sendo que os nacionalistas afirmavam que esses bens deveriam ser de propriedade do Estado e os liberais acreditavam que as empresas estrangeiras deveriam ter o direito de participar da exploração do setor energético brasileiro. Empresa estatal que passou a deter o monopólio de exploração e produção de petróleo do país, a Petrobrás, foi criada em 1953 no governo de Getúlio Vargas.

O Plano de Metas de Juscelino Kubitschek possuía como “meta-síntese” a transferência da capital do Rio de Janeiro para uma nova cidade, na região do Planalto Central. O nome adotado para a nova capital federal, Brasília, havia sido sugerido em 1823, por José Bonifácio, ministro do Império. A ideia de mudar a capital para o interior do país era muito antiga desde 1892 e correspondia ao projeto de Integração Nacional, interligar as diferentes regiões do país. O presidente, Juscelino Kubitschek adotou uma política conhecida como Desenvolvimentismo e  teve como lema “50 anos em 5”, desenvolver o país em pouco tempo.

Após a renúncia de Jânio Quadros, João Goulart sendo de esquerda, foi impedido de assumir o poder, porém, aceitou a presidência em sistema parlamentarista em 1961. Em março de 1964, Jango anunciou a Reforma de Base (medidas de grande impacto nas áreas social, política e econômica) provocando reação nas elites, principalmente no setor industrial e agrário, e que aliadas à classe média organizaram manifestações contra o governo. A maior dessas manifestações foi a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, favorecendo a mobilização militar que resultou em um golpe de Estado, deflagrado em 1º de abril de 1964.

Atualmente o conceito de populismo e segundo os estudiosos mais recentes apontam para o fato de que, apesar da relação desigual entre as forças populares e as do Estado, os trabalhadores possuíam mecanismo próprios de mobilização e de pressão política. Dessa forma os trabalhadores não teriam adotado uma atitude de “submissão”, mas sim procurado estabelecer “alianças” com Estado, utilizando os meios de que dispunham para defender seus próprios interesses.

TEXTO COMPLEMENTAR PARA A AVALIAÇÃO - 8º ANO

Desde a proclamação da independência, vários grupos sociais de Pernambuco estavam insatisfeitos com o governo de D. Pedro I. Propostas dos revoltosos logo se espalharam pela região quando, no início de 1824, líderes pernambucanos, apoiados pelos líderes das províncias da Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí e Ceará proclamaram uma República no Nordeste que recebeu o nome de Confederação do Equador.

Em 25 de março de 1824, foi outorgada a primeira Constituição brasileira por D. Perro I. Os poderes que ficaram estabelecidos nessa Constituição foram o Moderador, Executivo, Legislativo e o Judiciário.

A Constituição de 1824 foi influenciada pelos Ideais iluministas, especialmente pelas ideias do filósofo francês Montesquieu, onde afirmava que o poder de Estado deveria ser dividido em três poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário.

Quando D. Pedro I Abdicou o trono, deixou seu filho com apenas 5 anos de idade, nesse período o Brasil foi governado por regentes. Para antecipar a nomeação de D. Pedro II como imperador do Brasil e centralizar o poder nas mãos de um só governante, um grupo de políticos brasileiros vinculados ao partido liberal planejou e realizou em junho de 1840, o Golpe da Maioridade, onde D. Pedro II assumiu o poder com 14 anos de idade governando o império até 1889, ou seja, durante 49 anos, o mais longo governo da história.

A revolução em Pernambuco, no reinado de D. Pedro II, foi se intensificando gerando um conflito armado que iniciou em Olinda espalhando-se por toda a província. Setores populares formados por ex-escravos, sertanejos, vaqueiros e pequenos comerciantes também se mobilizaram apoiando os liberais (grupos emergentes formados por comerciantes, novos senhores de engenho, advogados, jornalistas, entre outros), quando em 1º de janeiro de 1849, os praieiros divulgaram o Manifesto ao Mundo convocando uma Assembleia Constituinte que deveria realizar os princípios democráticos.

A revolta na província de Pernambuco, no início do Segundo Reinado logo após D. Pedro II assumir o trono, onde Pernambuco era um importante centro econômico do Nordeste. Recife, a capital possuía um comércio forte e atraía pessoas de outros lugares do Brasil, formando uma sociedade bastante diversificada. Valendo-se do poder moderador, D. Pedro II aproximou-se dos conservadores e centralizou o poder em suas mãos, desagradando os liberais e culminou em um movimento liberal em Pernambuco chamado de Revolução Praieira, que foi se intensificando até se tornar um conflito armado em 1848.

Localizada no Sul do continente americano, a bacia do Prata tinha uma importância estratégica no século XIX. Seus rios eram utilizados por vários países da região para a navegação, e isso provocava conflitos entre esses países pelo controle da área.  Essa disputa de interesses pela região ocasionou na Guerra do Paraguai, entre o Paraguai e a Tríplice Aliança (Brasil, Argentina e Uruguai).

Depois de muitas batalhas sangrentas contra a Tríplice Aliança e após sofrer inúmeras baixas, as últimas tropas paraguaias foram cercadas e, em 1870, Solano Lopes foi morto. No final do conflito Paraguai estava arrasado. Cerca de metade da população havia morrido e várias partes do seu território foram divididas entre Brasil e Argentina.

TEXTO COMPLEMENTAR PARA A AVALIAÇÃO - 7º ANO

Com as inovações técnicas ocorridas na Europa, assim como, a invenção da prensa e substituição do pergaminho pelo papel, a população ficou mais alfabetizada, resultando em fortes críticas contra a Igreja Católica. Membros do próprio clero passaram a criticar fortemente procedimentos da Igreja Católica, onde mais contestado por Martinho Lutero em suas 95 teses foi a venda de indulgências pela igreja, ou seja, a venda de perdão. Na época de Lutero era possível comprar indulgências para pessoas já falecidas ou até para pecados que ainda não tinham sido cometidos.

Inconformados com a grande aceitação das ideias de Lutero e de outros reformadores na Europa, os líderes da Igreja Católica organizaram uma reação, encontros realizados entre 1545 e 1563 para discutir forma de combater o movimento protestante e reavaliar a conduta dos líderes do catolicismo que ficou conhecida como Contrarreforma, encontros realizados na cidade italiana de Trento, que ficaram conhecidos como Concílio de Trento.

A companhia que se tornou uma das principais representantes dos movimentos na organização da Reforma Católica foi Companhia de Jesus, fundada pelo espanhol Inácio de Loyola em 1540, os jesuítas, como eram chamados seus membros, fundaram colégios com o objetivo de ensinar a fé católica.

Com a formação dos Estados absolutistas, a estrutura feudal já havia entrado em declínio na maior parte da Europa. A nobreza perdia cada vez mais seu poder, tornando-se dependente do monarca e por outro lado, o comércio se desenvolvia rapidamente surgindo um novo grupo social que cada vez mais ganhava importância. Essa nova classe social foi a da burguesia.

A Guerra dos Trinta Anos (1618-1648), entre Católicos e Protestantes, sendo o conflito mais duradouro e devastador do período, finalizou com o tratado onde a principal resolução foi dar aos governantes o direito de oficializar uma religião em seu território, fosse ela, Católica, Luterana ou Calvinista e que o princípio do interesse nacional ganhou precedência diante das reivindicações religiosas. O Tratado que pôs fim a esse conflito foi Tratado de Vestfália, assinado em 1648.

Uma reorganização territorial dos Estados europeus ocorreu após a assinatura do tratado de paz da Guerra dos Trinta Anos, onde também foi determinado o princípio de soberania nacional, os países seriam autônomos e não poderiam sofrer intervenção internacional em seu território.

Em relação à colonização espanhola na América, embora o trabalho escravo africano tenha sido utilizado, a economia das colônias baseou-se principalmente na exploração da mão de obra indígena. Os indígenas foram submetidos a dois tipos de organização de trabalho, sendo eles, a encomienda, um proprietário de minas ou de fazenda pagava tributas à Coroa espanhola para adquirir um grupo de indígenas ficando responsável por ele, bem como pela catequização e a mita, os indígenas eram sorteados em suas comunidades e eram obrigados a trabalhar em outras regiões da colônia, prática de origem inca, sendo adotada pelos espanhóis.

A sociedade na América espanhola era formada por cinco grupos principais, os Chapetones, os criollos, os mestizos, os indígenas e os escravos.

TEXTO COMPLEMENTAR PARA A AVALIAÇÃO - 6º ANO

 Esparta foi fundada na região da Lacônia na Grécia, pelos Dórios, no século IX a.C.

Em Esparta, a educação tanto dos meninos como das meninas era rígida. Os meninos, a partir dos sete anos, realizavam um treinamento militar bastante exigente, que incluía exercícios físicos, bem como técnicas de sobrevivência e combate. Quando jovem aprendiam o necessário a ler e a escrever. Deveriam falar pouco e objetivamente e cumprir ordens, por isso era uma Cidade militarizada.

No século VIII a.C., os espartanos já haviam conquistados e subjugados os povos de toda a região da Lacônia e da Messênia, onde os povos conquistados, em vez de serem expulsos ou vendidos como escravos, eram obrigados a permanecer e a realizar trabalhos agrícolas para o sustento de Esparta. Esses povos eram denominados de Hilotas, que representavam a principal força de trabalho na sociedade espartana.

 A sociedade ateniense era governada, até o século VI, pelos aristocratas, chamados também de eupátridas, que eram grandes proprietários de terras. Detinham poder político e militar, pois se consideravam descendentes de bravos guerreiros, que haviam fundado a cidade e acreditavam que eram “os melhores” (aristoi).

Em Atenas além dos pequenos proprietários outros grupos que não participavam das decisões políticas, eram formados pelos comerciantes, artesãos (ceramistas, ferreiros e tecelões) e escravos.

Até o período arcaico só os aristocratas podiam tornar-se os mais importantes soldados gregos e aos poucos, o direito foi estendido aos homens comuns. A participação dos homens comuns nas guerras fez com que surgisse sentimento de igualdade entre eles, contribuindo com o aumento de oposição popular ao domínio dos aristocratas e deu início a uma revolução que teve papel importante na conquista de direitos iguais dos cidadãos. Esses soldados eram os Hoplitas que combatiam a pé, lado a lado nas falanges e deram início à revolução hoplítica, sendo importante para a criação da democracia em Atenas.

Por volta de 510 a.C., Clístenes assumiu o governo de Atenas e propôs reformas que reduziram o poder da aristocracia consolidando o regime democrático na cidade. Realizou reformas como: dividiu a população ateniense em dez demos, dependendo da localização territorial, aumentou número de participantes do Bulleutérion de 400 para 500 e todos os cidadãos podiam em forma de rodízio, desde que tivessem tempo e dedicação, participar da vida política, implantou a lei do ostracismo, o exílio por um período de dez anos para aqueles que ameaçassem a ordem democrática e após o cumprimento desse período o condenado poderia voltar, eliminou a divisão censitária (por riqueza) entre os cidadãos, permitindo a todos os homens adultos a participação nas magistraturas.

Em meado do século V a.C., os gregos se envolveram em uma série de conflitos contra os invasores, um dos maiores da antiguidade. Os gregos decidiram resistir e defender seus territórios, pois [...] os principais líderes da reação foram os espartanos (poderoso exército terrestre) e os atenienses (fortes no mar). A guerra durou de 490 a.C. a 479 a.C., quando os gregos venceram a batalha de Plateia. Essa série de conflito foi contra o Império Persa e ficou conhecida como Guerras Grego-Pérsicas.

Esparta, recusando-se manter com Atenas a Confederação de Delos, formou com outras cidades a Liga do Peloponeso, para entrar em conflito com os atenienses que acabou derrotando Atenas.

Em 336 a. C., Felipe II foi assassinado e seu filho, Alexandre, assumiu o comando do exército macedônico, dando continuidade às conquistas realizadas por seu pai e fundando o Império Macedônico, um dos mais extensos da antiguidade. As conquistas de Alexandre marcaram o início de um novo período da história antiga, denominado período helenístico, no qual imperou a mistura de culturas e o respeito aos povos dominados.

segunda-feira, 30 de agosto de 2021

TEXTO COMPLEMENTAR DE REVISÃO PARA O TESTE – III UNIDADE - 6. ANO

Segundo os arqueólogos não havia governantes teocratas ou chefes de Estado soberanos em Harappa. O domínio político seria exercido pelas elites formadas pelos ricos artesãos e comerciantes. A ausência de grandes templos e a escassez de imagens religiosas impossibilitam qualquer suposição sobre a religiosidade desse povo. Mas, acredita-se que havia líderes religiosos que desfrutavam de grande prestígio social. Essa sociedade era Sociedade Harappiana.

Grupos nômades originários da antiga região de Ária, na Ásia Central (entre os atuais Irã e Afeganistão) migraram para a Índia e Europa a partir do final do período do Neolítico foram os arianos, que por volta do ano 2000 a. C ocuparam as planícies do rio Indo e seus afluentes.

Os povos que ocuparam as planícies do rio Indo e seus afluentes misturaram-se com outros povos que viviam na região. Assim, como os drávidas, povos nativos, que em sua religião havia elementos do espiritualismo, a mistura de elementos culturais dos arianos com esses povos deu origem ao Hinduísmo que também é chamado de Bramanismo.

Os versos e hinos sagrados que eram mantidos pela tradição oral e transmitidos de geração em geração pelos sacerdotes da Índia eram chamados de Vedas que começaram a ser compilados por volta de 500 a. C.

Para as tradições hinduístas as pessoas não eram socialmente iguais, pois desde o nascimento, eram designadas com capacidade, obrigações e direitos específicos, que não podiam ser alteradas durante a vida presente. Esse sistema era o de castas que era estritamente rígido. A sociedade dividida na Índia de uma forma de organização que era baseada na linhagem e na condição econômica de cada família, assim como Brâmanes (sábios e sacerdotes), Xátrias (nobres guerreiros), Vaixás (comerciante e proprietários de terras), Sudras (trabalhadores braças) e os Dalits (como classe excluída).

A sociedade indiana vivenciava um período de constantes conflitos no século VI a.C. devido as autoridades abusarem de seu poder, o que gerava descontentamento na maior parte da população. Nessa época um homem apresentou ensinamentos que propunham uma profunda reforma no hinduísmo tradicional, que segundo ele levava ao caminho da iluminação. Esse homem foi Sidarta Gautama, o Buda (“o desperto”), surgindo o Budismo.

Na China antiga, Liu Bang, um ex-funcionário do governo de origem camponesa, organizou uma rebelião contra o poder Império Qin e assumiu o poder dando início ao Império Han, em 206 a. C.

Os imperadores da dinastia chinesa, preocupados em assegurar a proteção das fronteiras chinesas, enviaram embaixadores para reinos distantes, a fim de trocarem presentes e estabelecerem relações diplomáticas, trazendo várias novidades. Essas rotas foram gradualmente ampliadas e chegaram até o Império Romano, passando também pelos territórios da Pérsia, da Mesopotâmia e da Arábia. O conjunto dessas rotas ficou conhecido como Rota da Seda.

As principais invenções dos antigos chineses foram a carriola, a roldana, a bomba-d`água, o sismógrafo, os arreios para cavalos e os instrumentos agrícolas de ferro, bússola, a pólvora, o papel e a impressão. 

TEXTO COMPLEMENTAR DE REVISÃO PARA O TESTE – III UNIDADE - 7. ANO

 As Grandes Navegações foram conjunto de expedições marítimas realizadas principalmente por portugueses e espanhóis entre os séculos XV e XVII. Quando iniciaram as Grandes Navegações, os europeus formavam expedições em busca de novos territórios, de especiarias (pimenta, cravo, canela, noz-moscada e gengibre) e de metais preciosos.

Encontrando solução para que houvesse embarcações resistentes e capazes de armazenar itens de sobrevivências para abastecerem os marinheiros durante o percurso, os portugueses aprimoram as embarcações e utilizaram instrumentos como caravelas, bússolas, astrolábios e cartas náuticas.

Vencendo o exército muçulmano e unificando a Lusitânia (relativo a Portugal) um nobre fundou então o Reino de Portugal e tornou-se o primeiro rei do Estado moderno europeu. Esse nobre foi D. Afonso Henriques que fundou o reino em 1139.

Em 1415 os portugueses conquistaram Ceuta com o objetivo de controlar o comércio, pois Ceuta, no norte da África, era um importante centro comercial onde circulava o ouro do comércio transaariano. Além do ouro, outros produtos comercializados em Ceuta eram cobiçados pelos portugueses, principalmente as especiarias.

Entusiasmados com a conquista marítima dos portugueses, os reis espanhóis apoiaram uma expedição que também tinha o objetivo de encontrar um caminho para as Índias. Um navegador espanhol acreditando que a Terra era redonda e navegando sempre na direção oeste, creditou ter chegado às Índias quando na verdade estava equivocado, pois havia chegado a um continente que mais tarde seria chamado de América. Esse navegador foi Cristóvão Colombo, que desembarcou em 12 de outubro de 1492.

Em relação à divisão do mundo entre Portugal e Espanha no século XV, o acordo proposto por Portugal foi que a linha divisória fosse a 370 léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde. Esse acordo ficou conhecido como Tratado de Tordesilhas, firmado em 1494 pelo papa Alexandre VI e pelos reis portugueses e espanhóis.

Os portugueses encontram ao chegarem ao Brasil os indígenas, os Tupis e dividiam-se em tupinambás, caetés, potiguares e outros grupos menores

Sabemos que a descoberta do Brasil é contestada por alguns historiadores, porém oficialmente quem descobriu o Brasil foi pelo português Pedro Álvares Cabral, em 22 de abril de 1500.

TEXTO COMPLEMENTAR DE REVISÃO PARA O TESTE – III UNIDADE - 8. ANO

 O entrave econômico imposto aos europeus, onde as autoridades portuguesas tiveram que optar entre obedecer ao imperador francês ou enfrentar o exército imperial foi o Bloqueio Continental, decretado por Napoleão Bonaparte em 1806 aos Estados europeus, o que resultou na vinda de família real e da corte portuguesa para o Brasil em 1808.

Sob pressão militar e diplomática da Inglaterra, D. João, assinou dois importantes tratados que regulamentavam as relações comerciais estabelecidas entre Brasil, Portugal, Inglaterra e os demais Estados europeus foram o Tratado de Aliança e Amizade e o Tratado de Navegação e Comércio.

Devido à vinda da família real para o Brasil, Rio de Janeiro ganhou mais importância no cenário político e econômico nacional. A elite agrária pernambucana, descontente com a falta de representatividade no governo central, promoveu um movimento revolucionário que passou a difundir os ideais republicanos chegando a tomar o poder na província, porém os insurretos foram duramente reprimidos pelas tropas portuguesas. Esse movimento revolucionário ficou conhecido a Revolução Pernambucana, ocorrido em 1817.

Segundo os princípios do Congresso de Viena na Áustria em 1814 e 1815, a dinastia dos Bragança não poderia governar Portugal a partir do Brasil, ou seja, de uma colônia. O Brasil foi elevado à condição de Reino Unido a Portugal e Algarves pelo príncipe regente por D. João em 16 de dezembro de 1815, o Brasil se tornou uma monarquia nos moldes europeus.

Desde o fim das guerras napoleônicas, em 1815, as autoridades portuguesas tentaram reconduzir D. João VI para Portugal. Os deputados portugueses pressionavam D. João VI a voltar e assinar a nova Constituição e caso ele não voltasse seria deposto. Os principais desejos dos portugueses eram restituir o monopólio português sobre o comércio brasileiro e a volta do Brasil ao status de colônia.

Após o retorno de D. João VI seu filho D. Pedro, príncipe regente, também foi pressionado pelos deputados portugueses que participaram das Cortes de Lisboa a voltar para Portugal, pois afirmaram que caso ele não voltasse, seria acusado de insubmissão. A posição de D. Pedro com relação a imposição de Portugal em 09 de janeiro de 1822, após receber um abaixo-assinado com cerca de 8 mil assinaturas que pediam a sua permanência no Brasil, assumiu o compromisso de ficar no país. Ele assumiu publicamente o compromisso de ficar no país e desobedecer às ordens portuguesas. Com a decisão de permanecer no país, esse dia ficou conhecido como Dia do Fico. Após o episódio de permanecer no país começou a tomar decisões que indicavam uma tendência separatista.

As primeiras atitudes que D. Pedro começou a tomar ao permanecer no Brasil foi, expulsar do Rio de Janeiro soldados portugueses que se recusaram a jurar fidelidade a ele, aproximou-se da elite conservadora brasileira e nomeou José Bonifácio como ministro.

Em agosto de 1822, D. Pedro, declarou que todos os soldados portugueses que desembarcassem no Brasil seriam considerados inimigos. No início de setembro chegaram de Portugal cartas das Cortes de Lisboa desautorizando as medidas do príncipe e exigiam novamente seu retorno. Após as medidas impostas por Portugal, D. Pedro declarou o Brasil independente de Portugal em 07 de setembro de 1822. A antiga Colônia portuguesa passou a se chamar Império do Brasil. D. Pedro tornou-se imperador com o título de D. Pedro I, sendo coroado em dezembro de 1822.

TEXTO COMPLEMENTAR DE REVISÃO PARA O TESTE – III UNIDADE - 9. ANO

A Guerra Fria o entrave ideológico político, econômico e social entre os Estados Unidos com o sistema capitalista e a União Soviética com o sistema socialista por áreas de influências.

No sistema capitalista devemos afirmar-se que as leis de um país devem garantir a propriedade privada dos bens os cidadãos que possuem capital acumulado podem investir na produção de novos bens e serviços gerando lucros que aumentem ainda mais seu capital, as pessoas que não possuem condições para acumular capital e fazer seu próprio investimento trabalham em troca de um salário para garantir sua sobrevivência, o Estado deve evitar intervenções na economia, pois está baseado no pressuposto de que o mercado deve ser regulado pela lei da oferta e da procura.

A principal diferença entre os sistemas capitalista e socialista é que no capitalismo a propriedade privada é garantida por lei e no socialismo não há propriedade privada de meios de produção, apenas propriedades estatais.

Em 1947 o presidente dos Estados Unidos oficializou a nova orientação política norte-americana, onde o país assumiria a posição de líder dos países capitalistas ocidentais com o intuito de conter o avanço soviético, oferecendo apoio econômico e, principalmente, militar aos países capitalistas da Europa. Essa orientação foi denominada de Doutrina Truman, oficializada pelo presidente Harry Truman e deu início a Guerra.

A Europa estava arrasada após a Segunda Guerra Mundial. As grandes potências imperialistas europeias perderam sua hegemonia dando lugar a outras potências.

Os países e seus respectivos sistemas que ganharam hegemonia em relação aos países da Europa após a segunda Guerra Mundial gerando uma disputa aterrorizadora a Guerra Fria foram Estados Unidos(capitalista) e a URSS (socialista).

Desde sua criação na Conferência de San Francisco em 1947 a ONU (Organização das Nações Unidas), foi assinada uma carta entre 51 países inclusive o Brasil com objetivo central de manter a paz mundial promovendo diálogos e a diplomacia entre os Estados independentes do globo. Contudo um conselho permanente da ONU formado cinco membros possui poder de vetar todas as resoluções da organização, e tem, diversas vezes deixado seus interesses prevalecerem sobre os interesses dos demais países. Esse conselho é o Conselho de Segurança da ONU, formado por Estados Unidos, França, União Soviética, China e Inglaterra.

Durante a Guerra Fria, o acesso às informações secretas era essencial e, por isso, tanto os EUA como a URSS mantinham serviços de inteligências. Esses serviços eram a CIA (Agência Central de Inteligência) dos norte-americanos criada em 1947 e a KGB (Comitê de Segurança do Estado) dos soviéticos criada em 1954.

A Alemanha foi dividida, após a Segunda Guerra Mundial, em quatro partes. Cada parte entregue a um país vencedor: Inglaterra, França, EUA e URSS. Porém, no final da década de 1940, a Alemanha foi dividida entre os dois sistemas capitalistas e socialistas. Ela foi dividida em República Federal da Alemanha (RFA) conhecida como Alemanha Ocidental que foi criada pela união dos países capitalistas e a República Democrática Alemã (RDA) conhecida como Alemanha Oriental ficou vinculada à URSS e recebia verba da Comecon.

O pesadelo nuclear começou a assombrar o mundo e diante do grande potencial destrutivo das armas nucleares e da catástrofe que ocorria no caso de uma nova guerra mundial, os governos dos EUA e da URSS procuraram fazer acordos estabelecendo limites à corrida armamentista. Em 1963 os governos dos dois países assinaram o Tratado de Banimento Parcial de Testes Nucleares e em 1968, o Tratado de Não Proliferação Nuclear. 

sábado, 5 de junho de 2021

TEXTO COMPLEMENTAR DE REVISÃO PARA A AVALIAÇÃO – II UNIDADE - 9. ANO

 Resumo para estudo – 9. Ano

Diante das atrocidades ocorridas na Primeira Guerra Mundial, os governos de muitos países, como França Inglaterra e EUA, adotaram uma diplomacia, buscando manter a paz. Porém, na Conferência de Munique realizada com Alemanha, Itália, França e Inglaterra em 1938 permitiu que Hitler só ocupasse a região de Sudetos na Tchecoslováquia, mas Hitler rompeu este acordo em 1939 e ocupou o restante da Tchecoslováquia, com isso muitos países da Europa passaram a criticar veemente a diplomacia adotada pela França e Inglaterra. Essa diplomacia era baseada na chamada Política de Apaziguamento.

A Alemanha demonstrava disposição para estender seus domínios e sua influência no mundo assim como a Itália que teve o forte sentimento de que os poucos ganhos territoriais obtidos pelo apoio aos Aliados não compensaram os enormes custos materiais e humanos consumidos pela guerra. O Japão que saiu da primeira guerra mundial como a maior potência militar no Oriente, iniciou a ocupação da Manchúria, região chinesa rica em minério de ferro. Devido a essa investida o Japão descumpriu o Pacto das Nações e retirou-se da Liga das Nações. Japão politicamente isolado e com relações tensas com a União Soviética, realizou aliança com a Alemanha e posteriormente com a Itália, formando o Eixo Roma-Berlim-Tóquio, ou simplesmente Eixo.

A Segunda Guerra Mundial deu início quando em dia 1º de setembro de 1939, os alemães invadiram a Polônia para reaver a importante cidade de Danzig, que esteve sob o domínio da Alemanha até o fim da Primeira Guerra, onde a reação da França e da Inglaterra foi imediata e, no dia 3 de setembro de 1939, declararam guerra à Alemanha.

Na Normandia, no norte da França, o desembarque de aliados com mais de 150 mil soldados estadunidenses, ingleses e canadenses, apoiados por 6 mil navios e 5 mil aviões e sob fogo das metralhadoras alemãs, a operação foi difícil e violenta causando milhares de mortes em ambos os lados. Isso marcou o início da grande ofensiva aliada, e, em agosto, Paris foi libertada do domínio alemão. Esse episódio ficou conhecido como o “Dia D”, ocorrido na madrugada do dia 06 de julho de 1944.

Como a guerra já havia se espalhado pela Ásia entre os EUA e o Japão. O avanço japonês sobre território do Pacífico levou à tomada de diversas ilhas na região pelo país apresentando ameaças aos EUA. Devido aos ataques sofridos em Pearl Harbor e as ameaças sofridas, os EUA resolveram investir na guerra submarina causando o maior número possível à marinha japonesa e isolando o Japão. O golpe final foi quando em agosto de 1945, o presidente dos EUA autorizou o lançamento de duas bombas atômicas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki encerrando definitivamente a segunda guerra mundial.

O Brasil também participou da Segunda Guerra Mundial. Os soldados brasileiros que lutaram pela Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial na campanha da Itália tendo saldo positivo, foram chamados de Pracinhas.

Após o fim da Segunda Guerra Mundial, a Liga das Nações foi substituída pela ONU – Organização das Nações Unidas.

No Brasil, após a política de “café com leite”, ocorreram várias mudanças no governo Getúlio Vargas que também adotou medidas importantes que amenizaram a situação dos cidadãos, como a CLT (Consolidação das Leis de Trabalho) criada em 1943.

Um suposto plano para implantar o Comunismo no Brasil, conhecido como Plano Cohen criou uma atmosfera de insegurança no país. No dia 10 de novembro de 1937, com pretexto de combater a “ameaça” comunista, Vargas aplicou um golpe político com o apoio dos militares e também de vários políticos influentes, instituindo uma ditadura que ficou conhecida como Estado Novo.

Depois que Vargas deu um golpe, ele fechou o Senado e a Câmara dos Deputados, suspendeu os direitos constitucionais, extinguiu os partidos políticos e outorgou em 1937 uma nova Constituição, apelidada de Polaca inspirada no governo fascista italiano.

TEXTO COMPLEMENTAR DE REVISÃO PARA A AVALIAÇÃO – II UNIDADE - 8. ANO

 Resumo para estudo – 8. Ano

 Um dos principais motivos no processo de industrialização foi o acúmulo de capitais durante os séculos XVI e XVII, pois os burgueses conseguiram acumular grande capital, principalmente por meio da exploração comercial nas colônias da América e da África e também das relações comerciais com outros Estados europeus. Com economia em alta, a Inglaterra foi o país que se tornou pioneiro no processo de industrialização. Outro fator determinante para a arrancada industrial em solo britânico foi a abundância de recursos minerais fundamentais para a indústria, como o ferro e o carvão.

Inovações contribuíram para transformar o modo de organização do trabalho na segunda metade do século XVIII. Foram introduzidas importantes inovações tecnológicas como a máquina de fiar, a máquina a vapor e o tear mecânico.

Termo usado como sistema de produção baseado no uso em larga escala de máquinas e de suas respectivas fontes de energia, como carvão mineral e o petróleo, além da divisão e especialização do trabalho nas fábricas é chamado de Maquinofatura.

A Revolução Industrial aumentou o contraste social entre a rica burguesia e a massa pobre de operários, mas possibilitou também a ascensão de uma classe social intermediária. A nova classe foi a classe média, posteriormente chamada também de “pequena burguesia”. Formada principalmente por profissionais autônomos, como médicos, advogados, engenheiros, jornalistas, professores, pequenos proprietários, como comerciantes e artesãos que conseguiam manter suas próprias oficinas apesar da concorrência das grandes indústrias.

As propriedades que antes eram comunais feudais, passaram a ser utilizadas para fins comerciais principalmente com a criação de carneiros que forneciam lã para as indústrias Têxteis. O processo de compra de terras comunais para a criação de animais foi chamado de cercamento. Aproveitando a difícil situação das pessoas que não tinham mais para onde ir os donos de fábricas contrataram esses operários pagando baixos salários.

Inconformados com as injustiças a que estavam submetidos, muitos operários manifestaram seu descontentamento por meio de greves e motins. No início do século XIX aconteceram várias revoltas como, o movimento Ludista, que era formado por grupos de operários que invadiram oficinas têxteis e quebraram os maquinários como forma de protesto, revolta era provocada também pela fome: por não ter condições financeiras para comprar alimentos, os operários organizavam motins e saqueavam mercearias e armazéns, organizavam greves e passeatas para exigirem, por exemplo, melhores salários e a diminuição da jornada de trabalho, sendo reprimidos com demissões e prisões.

Como meio de resistir à exploração capitalista, os operários fabris se organizaram e formaram associações de trabalhadores. Elas eram conhecidas como Trade Unions, formadas por diferentes profissionais como sapateiros, pedreiros, mineiros, mecânicos, tecelões, livreiros e carpinteiros. Essas associações foram se fortalecendo ao longo do tempo e deram origem aos sindicatos dos trabalhadores.

Depois de décadas de lutas, os operários conquistaram seus primeiros direitos trabalhistas. Três décadas os operários conseguiram aprovação de leis que regulamentavam a jornada de trabalho. Em 1830 leis que estipulavam que crianças de 9 a 13 anos de idade trabalhariam no máximo 6 horas diárias, em 1840 lei que estabelecia a redução da jornada de trabalho das mulheres e por volta de 1850 também os homens conseguiram reduzir suas jornadas de trabalho. Nesse período, além da diminuição da carga horária, as novas leis instituíram horários de pausa para que os operários pudessem fazer suas refeições e descansar entre os períodos de trabalho.

Diversos intelectuais que conheciam o cotidiano dos operários criticavam as condições de trabalho nas fábricas. Os Alemães Karl Marx e Friedrich Engels, dois estudiosos elaboraram a teoria que procurou explicar o desenvolvimento do Capitalismo e criticar seus desdobramentos, como o crescimento da riqueza daqueles que detêm os meios de produção e a exploração do proletariado. A teoria consistia em um sistema no qual a propriedade privada seria extinta e as fábricas deveriam pertencer àqueles que nelas trabalhassem e o lucro das vendas deveria ser divido entre todos os trabalhadores.

TEXTO COMPLEMENTAR DE REVISÃO PARA A AVALIAÇÃO – II UNIDADE - 7. ANO

 Resumo para estudo – 7. Ano

 

Entre os séculos XIV e XVI, a Europa passava por grandes transformações sociais, culturais, religiosas, científicas, econômicas e políticas. Um movimento teve início na Itália, mas ao longo do tempo se espalhou por diferentes regiões da Europa. Esse movimento foi chamado de Renascimento, do italiano rinascita que significa “nascer de novo”, termo criado no século XVI para caracterizar uma época de renovação em relação à Idade Média.

Na península itálica, no século XIV, alguns artistas e intelectuais insatisfeitos de que todos os acontecimentos cotidianos eram determinados por Deus iniciaram um movimento em que o homem é um ser dotado de liberdade, capaz de transformar a natureza e o mundo que o cerca. Esse movimento ficou conhecido como Humanismo.

No período medieval, conforme o pensamento religioso, Deus era o centro do Universo (Teocentrismo). Os seres humanos eram considerados imperfeitos e incapazes de pensar livremente. Com os humanistas o período do Renascimento surgiu a crença no Antropocentrismo, o homem passou a ser considerado o mais importante referencial, nas questões humanas e nas universais.

O Pintor e arquiteto Giorgio Vasari que, em sua obra, Vida dos mais excelentes pintores, escultores e arquitetos italianos, dividiu o Renascimento italiano em três períodos Trecento, Quattrocento, Cinquecento.

 

No século XV, foi inventada a prensa pelo alemão Johannes Gutemberg, uma máquina que reproduzia letras, números e outros sinais gráficos em folhas de papel. A Bíblia, composta entre 1450 e 1455, é tida como o primeiro livro impresso.

 

No século II, foi criada uma teoria pelo astrônomo grego Claudio Ptolomeu e adotada pela Igreja, onde a terra era o centro do universo e em torno dela girava o sol e os outros planetas (teoria geocêntrica). No século XVI um astrônomo, matemático e cônego polonês Nicolau Copérnico propôs uma teoria diferente, elaborou a teoria heliocêntrica convencendo-se de que todos os planetas, bem como a terra, giravam em torno do sol.

Leonardo Da Vinci na Itália em 1452 foi considerado um dos mais importantes artistas do Renascimento. Sendo o pioneiro no uso de uma técnica de pintura, Da Vinci, conseguia suavizar traços e linhas em seus quadros, dando um efeito “esfumaçado” e mesclando tons e cores de maneira sutil, criando a técnica de pintura que ficou conhecida como Sfumato. Ele pintou vários quadros que são admirados até hoje por sua beleza e qualidade técnica. Mas nenhum deles ficou tão conhecido como Mona Lisa, concluído em 1505.

Da Vinci, por ter sido considerado um dos mais importantes artistas do Renascimento, pois além de criar novas técnicas de pintura ele tinha conhecimento em Arquitetura, Engenharia, Escultura, Música, Matemática e Anatomia.

 

TEXTO COMPLEMENTAR DE REVISÃO PARA A AVALIAÇÃO – II UNIDADE - 6. ANO

Resumo para estudo – 6. Ano

 

Os Hebreus

Os hebreus se fixaram na Palestina, uma região com uma estreita faixa de terra localizada entre o mar Mediterrâneo e o deserto da Síria por volta de 1.800 a.C. e formaram uma sociedade patriarcal, organizada em comunidades chamadas de tribos governadas por um patriarca, também conhecido como patriarcado.

Em relação à religião dos hebreus, eles eram monoteístas, acreditavam em um só Deus chamado de Javé e Dele receberam Canaã a “Terra Prometida”, que hoje é a Palestina.

A Bíblia é uma das principais fontes para o estudo da história do povo hebreu, que formada por vários livros escritos entre os anos de 1400 a.C. a 100, por sacerdotes, juízes, reis, profetas e apóstolos reunindo antigos conhecimentos sobre a história e a religião hebraica. O conjunto dos cinco primeiros livros do Antigo Testamento (Gênesis, Êxodo, Levítico, Número e Deuteronômio) chamado de Pentateuco, porém é utilizado como livro sagrado pelos judeus e é chamado de Torá.

Quando os hebreus se fixaram na Palestina, por volta de 1.600 a.C. ocorreu uma forte seca que assolou a região, então eles foram obrigados a abandonar sua terra e se estabeleceram na região Egito que nesse período estava sob o domínio dos hicsos.

Por volta de 1.575 a.C. os hicsos foram expulsos pelos egípcios, quando os hebreus se tornaram escravos no Egito.

A fuga dos hebreus do Egito de volta para a Palestina (Canaã), ocorreu por volta de 1300 a.C., foi liderada por Moisés, e segundo relatos bíblicos eles demoraram 40 anos em sua viajem, que ficou conhecida como Êxodo.

Chegando de volta à Palestina, por volta de 1250 a.C. os hebreus tiveram de reconquistar suas terras lutando com os cananeus e os filisteus, esse período os juízes das tribos hebraicas (chefes militares, líderes políticos e religiosos) com o tempo foram adquirindo poderes.

As tribos hebraicas se uniram e se organizaram politicamente, que aproximadamente em 1025 a.C. fundaram o Reino de Israel. Os primeiros reis foram Saul, Davi e Salomão.

Com a construção do Templo de Jerusalém e para manter o luxo na corte, Salomão aumentou os tributos e a população ficou descontente. Com a morte do rei Salomão a população se revoltou contra seu filho o rei Roboão, formando dois reinos. O reino do norte permaneceu com o mesmo nome Reino de Israel capital Samaria e o reino do Sul formaram Reino de Judá capital Jerusalém.  Em 722 a.C. o Reino de Israel dominado pelos assírios e em 586 a.C. os babilônios dominaram o Reino de Judá destruindo a capital e levando os hebreus como escravos, esse episódio ficou conhecido como Cativeiro da Babilônia.

Os persas dominaram a região, por volta de 539 a.C. os hebreus puderam voltar para Palestina e reconstruíram seu Estado na região de Judá, que com o tempo passaram a ser chamado de Judeus.

Ocorreram várias dominações estrangeiras na região da Palestina, entre elas a Macedônia, o Egito, a Síria e por volta de 63 a.C. o Império Romano

A partir do ano de 135, o imperador romano Adriano expulsou os judeus da Palestina (Canaã). A dispersão dos judeus sobreviventes por várias regiões do mundo é chamada de Diáspora.

Os Persas

Os persas, por volta de 2000 a.C. se fixaram na região do Golfo Pérsico e mar Cáspio. Irã é o país que atualmente ocupa grande parte da região onde ficava localizada a antiga Pérsia.

Os persas foram dominados por seus vizinhos medos, por cerca de 1.500 anos, que além de obediência aos seus reis, tinham que lhe pagar pesados tributos.

No período de 559 a.C. a 479 a.C. os persas conseguiram conquistar sua independência e começaram suas conquistas territoriais, sendo rápida sua expansão constituindo um poderoso império. Ciro foi o líder que conseguiu unificar o povo persa e iniciar um período de vitórias.

Para favorecer o desenvolvimento econômico do império, os persas realizaram, a construção de uma rede de estradas que interligava as diferentes províncias, a Criação de uma moeda única, o dárico, por Dário I e a padronização do sistema de pesos e medidas, aperfeiçoando o sistema de cobranças e tributos.

Durante o governo do imperador Dario I, os persas iniciaram a construção de uma nova cidade para servir de capital do império que recebeu o nome de Persépolis, ou seja, “cidade dos persas”.

quarta-feira, 5 de maio de 2021

TEXTO COMPLEMENTAR DE REVISÃO PARA O TESTE – II UNIDADE - 6. ANO

Várias sociedades da África Antiga eram governadas por soberanos que se julgavam filhos dos deuses. Geralmente, nessas sociedades, a camada dirigente era composta por chefes militares e líderes religiosos e uma camada intermediária de comerciantes, artesãos e joalheiros.

Em várias sociedades, na África Antiga, os líderes eram escolhidos entre os homens mais velhos e mais respeitados. No caso em que os governantes detinham o título de reis, era comum o poder ser hereditário, o poder passava de pai para filho e em algum caso não podia ser transferido de pai para filho, mas de irmão para irmão respeitando a linhagem real. Nas sociedades patriarcais as principais autoridades são homens, geralmente os mais idosos e mais respeitados do grupo. As sociedades matriarcais as principais autoridades são as mulheres.

Cuxe ficava numa região rica em recursos naturais, como ouro, e despertava o interesse de povos vizinhos, entre eles os egípcios. Os cuxitas se desenvolveram na região da Núbia, entre o sul do Egito e o atual Sudão.

Os cuxitas governaram o território do Egito entre os anos de 730 a.C. e 650 a.C., dominaram Tebas, a capital egípcia, se tornaram imperadores e foram chamados de Faraós Negros.

Os antigos egípcios chamavam a Núbia de “Terra do Arco” por causa da habilidade com que os soldados manuseavam o arco e a flecha.

Diversos motivos como, a melhor qualidade de solo, o clima mais ameno da região e a localização que facilitava as trocas de mercadorias entre os cuxitas e outros povos, ocorreu a transferência da capital cuxita para a cidade de Méroe, no ano 600 a.C.

Quando a capital do Reino de Cuxe foi transferida, as mulheres, que já exerciam grande influência religiosa, passaram a exercer o poder político na sociedade cuxita, ganhando grande destaque no século II a.C., assumindo o controle político da sociedade. Elas eram as Rainhas-mães, chamadas de candaces. 

As cidades como Gaô, Tombuctu, Fez, Cartago, Cairo, Tebas, Querma, Napata, Méroe e Axum e os reinos como Nok, Gana, Garamantes, Egito, Cuxe e Axum faziam parte da África Antiga.

Grande parte da população axumita se dedicava à agricultura e à criação de animais e que além de sustentar a população geravam excedentes para o comércio. Eles produziam em abundância produtos agrícolas, como trigo e a cevada, e caçavam animais, como elefante e rinocerontes.

Os fenícios criaram um alfabeto que tornou a escrita bem mais simples que representava apenas os sons e que rapidamente esses sinais começaram a ser difundidos entre os povos antigos. Esse alfabeto era composto por cerca de 22 sinais simbolizando sons de consoantes, por volta de 1000 a.C.

Por volta do ano 800 a.C. o alfabeto fenício foi tomado por base e nele foram inseridos outros sinais representando os sons da fala de maneira precisa, por meio de letras agrupadas. Os povos que a adaptaram o alfabeto fenício nesse período foram os Gregos que inseriram as vogais agrupando as letras.

Depois dos gregos terem inseridos outros sinais no alfabeto fenício, houve mais tarde, os etruscos e os romanos que também fizeram alterações nesse alfabeto dando origem ao alfabeto latino.

TEXTO COMPLEMENTAR DE REVISÃO PARA O TESTE – II UNIDADE - 7. ANO

As principais civilizações encontradas na América pré-colombiana foram os Olmecas, Teotihuacanos, Maias, Toltecas, Astecas, Tihuanacos e os Incas.

A parte da América Central que foi habitada por povos que possuíam muitas semelhanças culturais que atualmente corresponde aos territórios da Guatemala, El Salvador, Belize, Nicarágua Honduras, Costa Rica e Sul do México, foi chamada de Mesoamérica.

É possível encontrar um grande número de pirâmides espalhadas por toda a Mesoamérica. Boa parte delas já foi identificada e restaurada, mas pesquisas arqueológicas apontam que ainda exista muitas outras a serem descobertas. De formas e tamanhos bastante variados, essas construções eram utilizadas como templos, onde se realizavam rituais religiosos.

Quando Cristóvão Colombo desembarcou no atual continente americano, na região do atual Caribe, pensou ter chegado às Índias e, por isso, chamou as pessoas que encontrou pelo nome de Índios, mas por ser uma diversidade de povos, os estudiosos preferiram usar o termo de “indígena” que significa “nativo”.

Os maias eram povos que formaram uma civilização com uma sociedade organizada, sendo composta por governantes, sacerdotes, artesãos, mercadores e agricultores.

Os Maias habitavam a região da península de Yucatán (México) e áreas que correspondem aos atuais Belize, Guatemala, Honduras e El Salvador, onde a base de sua economia era a agricultura. Eles plantavam principalmente o milho e também feijão, tomate, batata, mandioca, algodão e outros.

Os maias desenvolveram técnicas e conhecimentos altamente especializados, em áreas como engenharia, matemática, astronomia, escultura, cerâmica e escrita.

A escrita maia era composta de símbolos chamados de Hieróglifos, que representavam ideias por meio de desenhos simbólicos e eram gravados em placas de pedra ou pintados em objetos de cerâmica, em parede ou nos códices.

 

Os astecas também formaram uma civilização desenvolvida na região da América. A religião na vida dos astecas era muito importante. Eles também eram politeístas, porém possuíam uma divindade principal que era o deus sol, Huitzilopochtli que também era o deus da guerra e para agradar ao deus sol, os astecas realizavam rituais que incluíam sacrifício de seres humanos.

Em Tenochtitlán havia bairro comercial importante e muito movimentado chamado de Tlatelolco. Nesse bairro existia um grande mercado onde eram comercializados produtos de várias regiões, como pedras preciosas, plumas, sal, mel, conchas, pérolas, animais, produtos agrícolas e artesanais. Todos esses produtos eram levados aos mercados pelos mercadores chamados de pochtecas.

O território onde atualmente vivemos não se chamava Brasil antes da chegada dos portugueses. Até por volta de 1.500, cada povo indígena tinha um nome próprio para se referir à região onde vivia. O nome mais conhecido era o que os Tupiniquins usavam para se referir ao litoral brasileiro: Pindorama que na língua tupi significa “Terra das Palmeiras”.

Os indígenas do Brasil estavam agrupados em cerca de 900 povos que apresentavam diferenças entre si e cada um deles tinha seu próprio modo de vida, sua língua, seus costumes e suas crenças. Entre eles estavam os tupinambás, os carijós e os caetés.

Vários povos indígenas, no Brasil, preservam aspectos de sua cultura e mantém até os dias de hoje algumas formas de organização social herdada de seus antepassados. O líder que, além de ser espiritual, detém muitos conhecimentos sobre ervas medicinais e é responsável pelo tratamento de diversas doenças, é chamado de pajé.

TEXTO COMPLEMENTAR DE REVISÃO PARA O TESTE – II UNIDADE - 8. ANO

O movimento intelectual, o Iluminismo, que surgiu no século XVIII que serviu de base para a independência dos Estados Unidos, e para grandes revoluções nos países absolutista, assim como a Revolução Francesa.

Na França pré-revolucionária as mudanças ocorreram por meio de ideias que surgiram na época. Essas ideias foram iluministas que refletiam igualdade dos homens perante a lei e a defesa da razão, princípio que deveria guiar todas as ações e instituições humanas.

A Revolução Francesa ocorreu no final do século XVIII que simbolizou o início da queda do Poder Absolutista na Europa.

No final do século XVIII, a França era uma monarquia absolutista governada por um rei que concentrava todos os poderes do estado: legislativo, executivo e judiciário. A sociedade francesa tinha bases feudais e estava dividida em três ordens como Primeiro Estado (Clero), Segundo Estado (Nobreza) e Terceiro Estado (burgueses, artesão, operários, camponeses e outros);

Uma crise política e administrativa foi gerada na França no final do século XVIII, os motivos foram novas ideias surgidas nesse período, a produção e o comércio no estado absolutista passaram a ser um empecilho ao desenvolvimento econômico, à corrupção dos intendentes (nobres nomeados pelo rei que recebiam a função de controlar os gastos da corte na administração das províncias), o apoio dado pela França ao movimento de independência das colônias inglesas. Nesse período quem governava a França era o Rei Luís XVI.

Em busca de armas e munição para combater as tropas reais, uma multidão invadiu uma fortaleza utilizada como prisão real em Paris. A força popular deu início à revolução em 14 de julho de 1789, com a tomada da Bastilha, fortaleza utilizada como prisão na qual ficavam detidos por ordem do rei, sem processo ou julgamento, homens considerados ameaças a ordem pública.

Com as resoluções da assembleia, foram abolidos os privilégios feudais e a sociedade rigidamente hierarquizada no antigo regime. Em 26 de agosto de 1789 elas foram ratificadas com a criação da Declaração dos direitos do homem e do cidadão que defendia a igualdade de todos, direitos individuais, limitava o direito do rei e assegurava o direito à propriedade. Publicada em 1789, a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, defendia os direitos individuais e a igualdade dos cidadãos perante a lei, limitava os poderes do rei e assegurava às pessoas o direito à propriedade.

Convocado a depor e após um longo processo, o rei foi considerado culpado de traição à pátria e condenado a morte, sendo guilhotinado em 21 de janeiro de 1793 sob os aplausos da multidão.

Os jacobinos (membros da pequena sociedade burguesa que defendiam o ideal de uma sociedade igualitária) apoiados pelos sans-culottes (camponeses e as camadas populares que viviam nas cidades) expulsaram os girondinos (republicanos moderados que representavam a alta burguesia e nobres liberais) da convenção e prenderam seus principais líderes. Porém, sob a liderança de Maximilien Robespierre, a repressão jacobina com prisão e execução foi ao extremo. O período do governo jacobino ficou conhecido como o Grande Terror.

Diante das instabilidades econômicas, políticos e sociais da França, mais um levante ocorreu em Paris. Para pacificar a cidade, os deputados recorrem a um jovem general da artilharia francesa chamado Napoleão Bonaparte, que foi convidado pelo Diretório para compor o novo governo francês e em 9 de novembro de 1799 deu um golpe de estado com amplo apoio da alta burguesia e dos camponeses

A Revolução Francesa foi um marco histórico importante na conjuntura política para a época e tem reflexo na atualidade porque simbolizou o início da queda do Poder Absolutista na Europa.

TEXTO COMPLEMENTAR DE REVISÃO PARA O TESTE – II UNIDADE - 9. ANO

Após a Primeira Guerra Mundial o único país a se desenvolver economicamente de maneira lucrativa foram os Estados Unidos, devido não ter sido atingido diretamente pela guerra e os financiamentos fornecidos aos países europeus para reconstruírem suas cidades. Houve vários investimentos em diversas áreas e setores aumentando e inovando tecnologias nas indústrias. A primeira linha de montagem ocorreu na fábrica de automóveis. Cada trabalhador exercia uma tarefa específica, com o auxílio de máquinas, e, dessa forma, cada automóvel era produzido com maior rapidez, aumentando a quantidade e a qualidade do produto fabricado. Esse sistema de trabalho foi introduzido por Henry Ford e ficou conhecido como fordismo.

O desenvolvimento econômico e tecnológico na década de 1920, ocorrido nos EUA ocasionou várias mudanças. O otimismo do crescimento tornou um estilo de vida predominante da classe média e da burguesia chegando até a influenciar outros países, ditando novos modelos de vida e, principalmente, de consumismo. Este novo estilo de vida ficou conhecido como american way of life.

Na década de 1920, ao mesmo tempo em que o estilo de vida dos norte-americanos se consagrava, ganhavam forças movimentos nacionalista caracterizados pela grande intolerância a tudo aquilo que não fosse “genuinamente americano”. Esse movimento pregava o preconceito em relação aos próprios americanos de culturas mistas, negros, judeus, católicos e imigrantes, que passaram a ser vistos como “antiamericanos”.

Uma das manifestações mais destrutivas de intolerância nos EUA, que em nome de supostos valores “genuinamente americanos”, passou a perseguir e assassinar negros, judeus e imigrantes, além de pressionar e corromper autoridades a aprovar leis restringindo os direitos dos grupos considerados “antiamericanos”, foi o Ku Klux Klan, organização racista formada por nacionalistas extremados e fanáticos religiosos.

Nos Estados Unidos assolou uma onda de prosperidade econômica que impulsionou a especulação financeira feita na bolsa de valores, muitos chegaram a hipotecar suas casas para comprar ações de empresas apostando na sua crescente valorização. Com uma crise de superprodução, nos Estados Unidos, os bancos mantiveram uma política de expansão de crédito desenfreada para as empresas. Com esses recursos as empresas à beira da falência tinham suas ações indevidamente valorizadas. Espalhando pânico entre as pessoas que tinham feito aplicações na bolsa, em 29 de outubro de 1929 a bolsa de Nova York “quebrou” devido ao excesso de ações ofertadas sem compradores no mercado provocando a queda brusca no seu valor.

Esse período de recessão econômica que durou da grande quebra (Crash) da bolsa de valores de Nova York em 1929 até o final da década de 1930 ficou conhecido como a Grande Depressão.

Franklin Delano Roosevelt, eleito em 1932 presidente dos EUA contornou a economia do país no momento mais crítico da Grande Depressão e que necessitava de medidas urgentes para enfrentar a crise.

Em 1932, no momento mais crítico da Grande Depressão dos EUA, o novo presidente Roosevelt rompeu com os princípios econômicos liberais e procurou salvar o capitalismo gerenciando-o por meio de reformas econômicas dirigidas pelo Estado. O programa de reformas lançado Roosevelt ficou conhecido como New Deal (Novo Acordo), que consistia em grandes investimentos em obras públicas (usinas hidrelétricas, pontes, estradas), com a finalidade de reduzir o desemprego, promover o financiamento da produção agrícola e industrial, salvando os produtores rurais que haviam hipotecado suas propriedades e os industriais que não tinham como pagar suas dívidas, interferir no mercado, controlando e limitando a produção de mercadorias, a fim de evitar novas crises de superprodução, liberdade sindical, a redução da jornada de trabalho sem diminuição de salários, a fixação de salário mínimo, o seguro desemprego e o auxílio aos idosos.

Após a Primeira Guerra Mundial surgiram dois exemplos de regimes totalitários, o Fascismo na Itália, que em 1921, Benito Mussolini fundou o partido Fascista e o Nazismo na Alemanha, fundado pelo Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (Partido Nazista) tendo como seu líder Adolf Hitler.

Na Itália formou-se um movimento político de extrema direita e ultranacionalista, onde conjugava o ódio aos comunistas e o desprezo à democracia liberal originando o Partido Nacional Fascista. Esse movimento foi chamado de Fascismo - Fasci Italiani di Combattimento (Fascio Italiano de Combate) liderado por Benito Mussolini.

No governo Nazista Hitler prometeu um intenso controle sobre a sociedade alemã, por isso organizou a milícia extremamente fiel às suas ordens, a Schultzstaffel (SS), que perseguiam membros de grupos sociais considerados inferiores.

A ideologia fascista foi pautada em alguns princípios que, teoricamente, ajudariam os países em crise. Os principais princípios que se caracteriza o fascismo o totalitarismo, o nacionalismo, o militarismo, a censura às ideologias contra o governo, a propaganda do líder (exaltação do líder no governo), a Violência contra a minoria e o antissocialismo.

segunda-feira, 5 de abril de 2021

TEXTO COMPLEMENTAR DE REVISÃO PARA A AVALIAÇÃO – I UNIDADE - 6. ANO

Todos povos possuem História, não só é por meio de um sistema de escrita que podemos decifrar o passado, que a história da humanidade é narrada, são diversas as fontes que permitem entender os aspectos do passado, como os desenhos feitos em cavernas, as histórias contadas pelos mais velhos, os objetos encontrados em escavações entre outros.

Na Antiguidade, povos da África, da Mesopotâmia e de outras regiões do globo terrestre desenvolveram diferentes sistemas de escrita. Alguns rudimentares, outros mais complexos, mas, invariavelmente, esses sistemas evoluíram para instrumentos de dominação, como no Egito, em que a escrita e os escribas eram parte do universo associado ao exercício de poder. Originalmente os sistemas de escrita surgiram com o propósito de contabilizar, controlar a produção agrícola e a pecuária e facilitar o comércio.

Com relação ao surgimento da escrita dos povos mesopotâmicos, dos povos egípcios, entre outros, podemos estabelecer o crescimento da população e o surgimento dos núcleos urbanos.

Com o surgimento das cidades e consequentemente o desenvolvimento de civilizações gerou a centralização do poder. Para organizar e administrar a população, houve a necessidade de um sistema de escrita para controlar a arrecadação de impostos, controlar o comércio e posteriormente criando leis escritas, necessitando de um código de registro mais eficiente que a memória.

A Mesopotâmia é uma região de clima quente e seco e com uma vegetação pobre. Porém, a presença de dois grandes rios, o Tigre e o Eufrates, possibilitou a formação de sociedades complexas que se desenvolveram tendo por base a agricultura e o pastoreio. Entre os povos dessa região, podemos citar os Sumérios, acádios, babilônicos, cassitas, assírios e caldeus. Seu território faz parte do hoje os seguintes países: Iraque, Kuwait, parte do Irã, da Síria e da Turquia.

Sobre os povos da Mesopotâmia é possível afirmar que apesar de ter havido a predominância de um povo em determinado momento, grande parte dos povos que ocuparam a região conviveu mutuamente durante um longo período. Os babilônicos instituíram o primeiro império na região, formando um Estado unificado, e, sob o comando de Hammurabi, estabeleceram o primeiro código de leis escritas. As sociedades mesopotâmicas estavam divididas em camadas sociais, com reis, chefes militares e sacerdotes ocupando os postos mais elevados e trabalhadores, os postos mais baixos. Apesar de diferentes povos se sucederem no domínio da região, podemos observar a permanência de aspectos culturais e político-administrativos.

Um dos primeiros códigos de leis escrito e na Babilônia entre 1792 e 1750 a.C., foi o Código de Hammurabi escrito pelo rei Hammurabi.

Com relação aos egípcios, para melhor enfrentar as disputas de domínio das áreas férteis do rio, os membros das comunidades agrícolas foram se unindo e acabaram formando dois reinos distintos, o Baixo Egito e o Alto Egito.

Por volta de 3100 a.C., o governante do Alto Egito chamado de Menés, unificou os dois reinos e tornou-se o primeiro faraó egípcio.

Os egípcios eram politeístas, isto é, adoravam vários deuses. Para os egípcios, os deuses eram poderosos que controlavam a vida cotidiana e eram dotados de virtudes, desejos e desejos humanos. Eles acreditavam na vida após a morte. Segundo sua crença, quando uma pessoa morria, sua alma deixava o corpo, mas depois retornava. Por isso eles desenvolveram elaboradas técnicas de mumificação para conservar os corpos.