As potências imperialistas se utilizaram de diversos meios para conservar sua influência política, econômica e militar na África, onde muitos representantes do governo e das empresas privadas dessas potências se empenharam em manter relações vantajosas com os países recém-independentes. Novas elites africanas surgiram dessas relações e se tornaram proprietárias de grandes indústrias, bancos e fazendas, e mantiveram o modelo de exploração econômicas implantado pelas antigas elites europeias.
O
Sul da África foi colonizado pelos europeus no final do século XVII. Hoje a
região é habitada, além dos africanos, por muitos descendentes de
colonizadores. O país economicamente importante da região é a África do Sul,
porém, vigorou um vergonhoso regime de discriminação racial conhecido como Apartheid,
criado pela elite europeia e implantado em 1948, privando de direitos a
população negra e impondo uma brutal segregação, sendo que 1990 esse regime foi
revogado e vários direitos foram conquistados pela população.
Em
1950, Getúlio Vargas candidatou-se à presidência da República nas eleições de
diretas. Sua campanha populista garantiu a vitória eleitoral tomando posse em
1951. Durante seu governo, o debate entre nacionalistas e liberais se agravou
principalmente entre os militares. As discursões que pautavam o debate político
estavam relacionadas à manutenção ou não do monopólio energético estatal,
questões relativas às reservas e às refinarias de petróleo e também as usinas
hidrelétricas e suas redes de distribuição, sendo que os nacionalistas
afirmavam que esses bens deveriam ser de propriedade do Estado e os liberais
acreditavam que as empresas estrangeiras deveriam ter o direito de participar
da exploração do setor energético brasileiro. Empresa estatal que passou a
deter o monopólio de exploração e produção de petróleo do país, a Petrobrás,
foi criada em 1953 no governo de Getúlio Vargas.
O Plano de
Metas de Juscelino Kubitschek possuía como “meta-síntese” a transferência da
capital do Rio de Janeiro para uma nova cidade, na região do Planalto Central.
O nome adotado para a nova capital federal, Brasília, havia sido sugerido em
1823, por José Bonifácio, ministro do Império. A ideia de mudar a capital para
o interior do país era muito antiga desde 1892 e correspondia ao projeto de Integração
Nacional, interligar as diferentes regiões do país. O presidente, Juscelino
Kubitschek adotou uma política conhecida como Desenvolvimentismo e teve como lema “50 anos em 5”, desenvolver o
país em pouco tempo.
Após
a renúncia de Jânio Quadros, João Goulart sendo de esquerda, foi impedido de
assumir o poder, porém, aceitou a presidência em sistema parlamentarista em
1961. Em março de 1964, Jango anunciou a Reforma de Base (medidas de grande
impacto nas áreas social, política e econômica) provocando reação nas elites,
principalmente no setor industrial e agrário, e que aliadas à classe média
organizaram manifestações contra o governo. A maior dessas manifestações foi a
Marcha da Família com Deus pela Liberdade, favorecendo a mobilização militar
que resultou em um golpe de Estado, deflagrado em 1º de abril de 1964.
Atualmente
o conceito de populismo e segundo os estudiosos mais recentes apontam para o
fato de que, apesar da relação desigual entre as forças populares e as do
Estado, os trabalhadores possuíam mecanismo próprios de mobilização e de
pressão política. Dessa forma os trabalhadores não teriam adotado uma atitude
de “submissão”, mas sim procurado estabelecer “alianças” com Estado, utilizando
os meios de que dispunham para defender seus próprios interesses.
Nenhum comentário:
Postar um comentário