Na segunda
metade do século XIX em regiões como a Grâ-Bretânea, França, Alemanha, Bélgica,
Holanda, o processo de industrialização que se intensificou e foi expandido para
os Estados Unidos e o Japão e ficou conhecido como Segunda Revolução Industrial
caracterizando-se pelo desenvolvimento das inovações técnicas sendo aplicadas às
indústrias, aos transportes e às comunicações acompanhadas pelo uso de novos
tipos de energia, como a eletricidade e os derivados do petróleo. Os principais
inventos desse período foram o Processo Bessemer, Dínamo, Motor de combustão
interna Telégrafos e Telefone.
Essas inovações permitiram
uma grande expansão da atividade industrial tendo impacto importante em todos
os setores principalmente entres as nações industrializadas.
As
empresas familiares até a metade do século XIX eram responsáveis pela maioria
da produção industrial, contudo com os avanços tecnológicos aumentou
assustadoramente a produtividade daí algumas empresas dominaram determinados
ramos do mercado criando-se uma situação conhecida como Oligopólio.
Quanto
à expansão imperialista ao longo desse mesmo século, o processo ocorreu maneira
agressiva, devido exatamente as potências industrializadas alcançarem um nível
de desenvolvimento de grandes lucros e se acharem que eram superiores partindo
assim a colonizarem novos continentes que ficou conhecido como Imperialismo ou
neocolonialismo.
As formas de colonização
de um estado (potência) com o outro (subordinado) são conhecidas como:
Protetorado(Estado subordinado a uma potência, o qual o mesmo, nesta condição
pode manter algumas instituições e a nacionalidade de seus habitantes, sendo
que a potência dominadora assume a gestão da diplomacia, do comercio exterior e
eventualmente, do exército), Domínio(um território que mantém relativa
autonomia política, mas que responde ao centro do império em questões de
política externa e comércio internacional) e Colônia (um território
administrado por um Estado que se localiza distante de sua área geográfica
mantendo domínio sobre este território na questão econômica, política e
cultural).
A dominação da África os
britânicos anexaram o vale do Nilo e partiram em direção ao Sudão, onde ocorreu
um confronto militar com a França em 1898, onde esse episódio ficou conhecido
como O Incidente de Fachoda na cidade de Fachoda (atual Kodok, recém-criado
país do Sudão Sul). França e Grã-Bretânha pretendiam construir uma ferrovia
sendo que esse incidente foi resolvido em 1904 com um acordo diplomático entre
os dois países. Para explorar o continente africano a coroa britânica contou
com o apoio dos chefes locais, onde o modelo de colonização adotado foi baseado
na ideia de “dividir para dominar” que consistia em incentivar conflitos entre
as tribos com o objetivo de dificultar uma possível união entre elas. O
comércio era administrado por companhias privadas, que possuíam o estatuto de
representantes do governo britânico.
O
imperialismo português no continente africano se deu logo após a independência
da sua principal colônia portuguesa, o Brasil, onde Portugal concentrou, na
África, suas ambições coloniais. O governo português adotou medidas com o
objetivo de reforçar o poder econômico e políticos sobre suas colônias, onde uma
das medidas adotada foi o incremento da agricultura dos gêneros tropicais com o
objetivo de fixar os colonos e colonizados nos territórios que dominava.