quarta-feira, 29 de setembro de 2021

TEXTO COMPLEMENTAR PARA A AVALIAÇÃO - 9º ANO

As potências imperialistas se utilizaram de diversos meios para conservar sua influência política, econômica e militar na África, onde muitos representantes do governo e das empresas privadas dessas potências se empenharam em manter relações vantajosas com os países recém-independentes. Novas elites africanas surgiram dessas relações e se tornaram proprietárias de grandes indústrias, bancos e fazendas, e mantiveram o modelo de exploração econômicas implantado pelas antigas elites europeias.

O Sul da África foi colonizado pelos europeus no final do século XVII. Hoje a região é habitada, além dos africanos, por muitos descendentes de colonizadores. O país economicamente importante da região é a África do Sul, porém, vigorou um vergonhoso regime de discriminação racial conhecido como Apartheid, criado pela elite europeia e implantado em 1948, privando de direitos a população negra e impondo uma brutal segregação, sendo que 1990 esse regime foi revogado e vários direitos foram conquistados pela população.

Em 1950, Getúlio Vargas candidatou-se à presidência da República nas eleições de diretas. Sua campanha populista garantiu a vitória eleitoral tomando posse em 1951. Durante seu governo, o debate entre nacionalistas e liberais se agravou principalmente entre os militares. As discursões que pautavam o debate político estavam relacionadas à manutenção ou não do monopólio energético estatal, questões relativas às reservas e às refinarias de petróleo e também as usinas hidrelétricas e suas redes de distribuição, sendo que os nacionalistas afirmavam que esses bens deveriam ser de propriedade do Estado e os liberais acreditavam que as empresas estrangeiras deveriam ter o direito de participar da exploração do setor energético brasileiro. Empresa estatal que passou a deter o monopólio de exploração e produção de petróleo do país, a Petrobrás, foi criada em 1953 no governo de Getúlio Vargas.

O Plano de Metas de Juscelino Kubitschek possuía como “meta-síntese” a transferência da capital do Rio de Janeiro para uma nova cidade, na região do Planalto Central. O nome adotado para a nova capital federal, Brasília, havia sido sugerido em 1823, por José Bonifácio, ministro do Império. A ideia de mudar a capital para o interior do país era muito antiga desde 1892 e correspondia ao projeto de Integração Nacional, interligar as diferentes regiões do país. O presidente, Juscelino Kubitschek adotou uma política conhecida como Desenvolvimentismo e  teve como lema “50 anos em 5”, desenvolver o país em pouco tempo.

Após a renúncia de Jânio Quadros, João Goulart sendo de esquerda, foi impedido de assumir o poder, porém, aceitou a presidência em sistema parlamentarista em 1961. Em março de 1964, Jango anunciou a Reforma de Base (medidas de grande impacto nas áreas social, política e econômica) provocando reação nas elites, principalmente no setor industrial e agrário, e que aliadas à classe média organizaram manifestações contra o governo. A maior dessas manifestações foi a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, favorecendo a mobilização militar que resultou em um golpe de Estado, deflagrado em 1º de abril de 1964.

Atualmente o conceito de populismo e segundo os estudiosos mais recentes apontam para o fato de que, apesar da relação desigual entre as forças populares e as do Estado, os trabalhadores possuíam mecanismo próprios de mobilização e de pressão política. Dessa forma os trabalhadores não teriam adotado uma atitude de “submissão”, mas sim procurado estabelecer “alianças” com Estado, utilizando os meios de que dispunham para defender seus próprios interesses.

TEXTO COMPLEMENTAR PARA A AVALIAÇÃO - 8º ANO

Desde a proclamação da independência, vários grupos sociais de Pernambuco estavam insatisfeitos com o governo de D. Pedro I. Propostas dos revoltosos logo se espalharam pela região quando, no início de 1824, líderes pernambucanos, apoiados pelos líderes das províncias da Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí e Ceará proclamaram uma República no Nordeste que recebeu o nome de Confederação do Equador.

Em 25 de março de 1824, foi outorgada a primeira Constituição brasileira por D. Perro I. Os poderes que ficaram estabelecidos nessa Constituição foram o Moderador, Executivo, Legislativo e o Judiciário.

A Constituição de 1824 foi influenciada pelos Ideais iluministas, especialmente pelas ideias do filósofo francês Montesquieu, onde afirmava que o poder de Estado deveria ser dividido em três poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário.

Quando D. Pedro I Abdicou o trono, deixou seu filho com apenas 5 anos de idade, nesse período o Brasil foi governado por regentes. Para antecipar a nomeação de D. Pedro II como imperador do Brasil e centralizar o poder nas mãos de um só governante, um grupo de políticos brasileiros vinculados ao partido liberal planejou e realizou em junho de 1840, o Golpe da Maioridade, onde D. Pedro II assumiu o poder com 14 anos de idade governando o império até 1889, ou seja, durante 49 anos, o mais longo governo da história.

A revolução em Pernambuco, no reinado de D. Pedro II, foi se intensificando gerando um conflito armado que iniciou em Olinda espalhando-se por toda a província. Setores populares formados por ex-escravos, sertanejos, vaqueiros e pequenos comerciantes também se mobilizaram apoiando os liberais (grupos emergentes formados por comerciantes, novos senhores de engenho, advogados, jornalistas, entre outros), quando em 1º de janeiro de 1849, os praieiros divulgaram o Manifesto ao Mundo convocando uma Assembleia Constituinte que deveria realizar os princípios democráticos.

A revolta na província de Pernambuco, no início do Segundo Reinado logo após D. Pedro II assumir o trono, onde Pernambuco era um importante centro econômico do Nordeste. Recife, a capital possuía um comércio forte e atraía pessoas de outros lugares do Brasil, formando uma sociedade bastante diversificada. Valendo-se do poder moderador, D. Pedro II aproximou-se dos conservadores e centralizou o poder em suas mãos, desagradando os liberais e culminou em um movimento liberal em Pernambuco chamado de Revolução Praieira, que foi se intensificando até se tornar um conflito armado em 1848.

Localizada no Sul do continente americano, a bacia do Prata tinha uma importância estratégica no século XIX. Seus rios eram utilizados por vários países da região para a navegação, e isso provocava conflitos entre esses países pelo controle da área.  Essa disputa de interesses pela região ocasionou na Guerra do Paraguai, entre o Paraguai e a Tríplice Aliança (Brasil, Argentina e Uruguai).

Depois de muitas batalhas sangrentas contra a Tríplice Aliança e após sofrer inúmeras baixas, as últimas tropas paraguaias foram cercadas e, em 1870, Solano Lopes foi morto. No final do conflito Paraguai estava arrasado. Cerca de metade da população havia morrido e várias partes do seu território foram divididas entre Brasil e Argentina.

TEXTO COMPLEMENTAR PARA A AVALIAÇÃO - 7º ANO

Com as inovações técnicas ocorridas na Europa, assim como, a invenção da prensa e substituição do pergaminho pelo papel, a população ficou mais alfabetizada, resultando em fortes críticas contra a Igreja Católica. Membros do próprio clero passaram a criticar fortemente procedimentos da Igreja Católica, onde mais contestado por Martinho Lutero em suas 95 teses foi a venda de indulgências pela igreja, ou seja, a venda de perdão. Na época de Lutero era possível comprar indulgências para pessoas já falecidas ou até para pecados que ainda não tinham sido cometidos.

Inconformados com a grande aceitação das ideias de Lutero e de outros reformadores na Europa, os líderes da Igreja Católica organizaram uma reação, encontros realizados entre 1545 e 1563 para discutir forma de combater o movimento protestante e reavaliar a conduta dos líderes do catolicismo que ficou conhecida como Contrarreforma, encontros realizados na cidade italiana de Trento, que ficaram conhecidos como Concílio de Trento.

A companhia que se tornou uma das principais representantes dos movimentos na organização da Reforma Católica foi Companhia de Jesus, fundada pelo espanhol Inácio de Loyola em 1540, os jesuítas, como eram chamados seus membros, fundaram colégios com o objetivo de ensinar a fé católica.

Com a formação dos Estados absolutistas, a estrutura feudal já havia entrado em declínio na maior parte da Europa. A nobreza perdia cada vez mais seu poder, tornando-se dependente do monarca e por outro lado, o comércio se desenvolvia rapidamente surgindo um novo grupo social que cada vez mais ganhava importância. Essa nova classe social foi a da burguesia.

A Guerra dos Trinta Anos (1618-1648), entre Católicos e Protestantes, sendo o conflito mais duradouro e devastador do período, finalizou com o tratado onde a principal resolução foi dar aos governantes o direito de oficializar uma religião em seu território, fosse ela, Católica, Luterana ou Calvinista e que o princípio do interesse nacional ganhou precedência diante das reivindicações religiosas. O Tratado que pôs fim a esse conflito foi Tratado de Vestfália, assinado em 1648.

Uma reorganização territorial dos Estados europeus ocorreu após a assinatura do tratado de paz da Guerra dos Trinta Anos, onde também foi determinado o princípio de soberania nacional, os países seriam autônomos e não poderiam sofrer intervenção internacional em seu território.

Em relação à colonização espanhola na América, embora o trabalho escravo africano tenha sido utilizado, a economia das colônias baseou-se principalmente na exploração da mão de obra indígena. Os indígenas foram submetidos a dois tipos de organização de trabalho, sendo eles, a encomienda, um proprietário de minas ou de fazenda pagava tributas à Coroa espanhola para adquirir um grupo de indígenas ficando responsável por ele, bem como pela catequização e a mita, os indígenas eram sorteados em suas comunidades e eram obrigados a trabalhar em outras regiões da colônia, prática de origem inca, sendo adotada pelos espanhóis.

A sociedade na América espanhola era formada por cinco grupos principais, os Chapetones, os criollos, os mestizos, os indígenas e os escravos.

TEXTO COMPLEMENTAR PARA A AVALIAÇÃO - 6º ANO

 Esparta foi fundada na região da Lacônia na Grécia, pelos Dórios, no século IX a.C.

Em Esparta, a educação tanto dos meninos como das meninas era rígida. Os meninos, a partir dos sete anos, realizavam um treinamento militar bastante exigente, que incluía exercícios físicos, bem como técnicas de sobrevivência e combate. Quando jovem aprendiam o necessário a ler e a escrever. Deveriam falar pouco e objetivamente e cumprir ordens, por isso era uma Cidade militarizada.

No século VIII a.C., os espartanos já haviam conquistados e subjugados os povos de toda a região da Lacônia e da Messênia, onde os povos conquistados, em vez de serem expulsos ou vendidos como escravos, eram obrigados a permanecer e a realizar trabalhos agrícolas para o sustento de Esparta. Esses povos eram denominados de Hilotas, que representavam a principal força de trabalho na sociedade espartana.

 A sociedade ateniense era governada, até o século VI, pelos aristocratas, chamados também de eupátridas, que eram grandes proprietários de terras. Detinham poder político e militar, pois se consideravam descendentes de bravos guerreiros, que haviam fundado a cidade e acreditavam que eram “os melhores” (aristoi).

Em Atenas além dos pequenos proprietários outros grupos que não participavam das decisões políticas, eram formados pelos comerciantes, artesãos (ceramistas, ferreiros e tecelões) e escravos.

Até o período arcaico só os aristocratas podiam tornar-se os mais importantes soldados gregos e aos poucos, o direito foi estendido aos homens comuns. A participação dos homens comuns nas guerras fez com que surgisse sentimento de igualdade entre eles, contribuindo com o aumento de oposição popular ao domínio dos aristocratas e deu início a uma revolução que teve papel importante na conquista de direitos iguais dos cidadãos. Esses soldados eram os Hoplitas que combatiam a pé, lado a lado nas falanges e deram início à revolução hoplítica, sendo importante para a criação da democracia em Atenas.

Por volta de 510 a.C., Clístenes assumiu o governo de Atenas e propôs reformas que reduziram o poder da aristocracia consolidando o regime democrático na cidade. Realizou reformas como: dividiu a população ateniense em dez demos, dependendo da localização territorial, aumentou número de participantes do Bulleutérion de 400 para 500 e todos os cidadãos podiam em forma de rodízio, desde que tivessem tempo e dedicação, participar da vida política, implantou a lei do ostracismo, o exílio por um período de dez anos para aqueles que ameaçassem a ordem democrática e após o cumprimento desse período o condenado poderia voltar, eliminou a divisão censitária (por riqueza) entre os cidadãos, permitindo a todos os homens adultos a participação nas magistraturas.

Em meado do século V a.C., os gregos se envolveram em uma série de conflitos contra os invasores, um dos maiores da antiguidade. Os gregos decidiram resistir e defender seus territórios, pois [...] os principais líderes da reação foram os espartanos (poderoso exército terrestre) e os atenienses (fortes no mar). A guerra durou de 490 a.C. a 479 a.C., quando os gregos venceram a batalha de Plateia. Essa série de conflito foi contra o Império Persa e ficou conhecida como Guerras Grego-Pérsicas.

Esparta, recusando-se manter com Atenas a Confederação de Delos, formou com outras cidades a Liga do Peloponeso, para entrar em conflito com os atenienses que acabou derrotando Atenas.

Em 336 a. C., Felipe II foi assassinado e seu filho, Alexandre, assumiu o comando do exército macedônico, dando continuidade às conquistas realizadas por seu pai e fundando o Império Macedônico, um dos mais extensos da antiguidade. As conquistas de Alexandre marcaram o início de um novo período da história antiga, denominado período helenístico, no qual imperou a mistura de culturas e o respeito aos povos dominados.