Com as inovações técnicas ocorridas na Europa, assim como, a invenção da prensa e substituição do pergaminho pelo papel, a população ficou mais alfabetizada, resultando em fortes críticas contra a Igreja Católica. Membros do próprio clero passaram a criticar fortemente procedimentos da Igreja Católica, onde mais contestado por Martinho Lutero em suas 95 teses foi a venda de indulgências pela igreja, ou seja, a venda de perdão. Na época de Lutero era possível comprar indulgências para pessoas já falecidas ou até para pecados que ainda não tinham sido cometidos.
Inconformados
com a grande aceitação das ideias de Lutero e de outros reformadores na Europa,
os líderes da Igreja Católica organizaram uma reação, encontros realizados
entre 1545 e 1563 para discutir forma de combater o movimento protestante e
reavaliar a conduta dos líderes do catolicismo que ficou conhecida como Contrarreforma,
encontros realizados na cidade italiana de Trento, que ficaram conhecidos como
Concílio de Trento.
A companhia que se tornou
uma das principais representantes dos movimentos na organização da Reforma
Católica foi Companhia de Jesus, fundada pelo espanhol Inácio de Loyola em
1540, os jesuítas, como eram chamados seus membros, fundaram colégios com o
objetivo de ensinar a fé católica.
Com a formação dos Estados
absolutistas, a estrutura feudal já havia entrado em declínio na maior parte da
Europa. A nobreza perdia cada vez mais seu poder, tornando-se dependente do
monarca e por outro lado, o comércio se desenvolvia rapidamente surgindo um
novo grupo social que cada vez mais ganhava importância. Essa nova classe
social foi a da burguesia.
A Guerra dos Trinta Anos
(1618-1648), entre Católicos e Protestantes, sendo o conflito mais duradouro e
devastador do período, finalizou com o tratado onde a principal resolução foi
dar aos governantes o direito de oficializar uma religião em seu território,
fosse ela, Católica, Luterana ou Calvinista e que o princípio do interesse
nacional ganhou precedência diante das reivindicações religiosas. O Tratado que
pôs fim a esse conflito foi Tratado de Vestfália, assinado em 1648.
Uma reorganização
territorial dos Estados europeus ocorreu após a assinatura do tratado de paz da
Guerra dos Trinta Anos, onde também foi determinado o princípio de soberania
nacional, os países seriam autônomos e não poderiam sofrer intervenção
internacional em seu território.
Em relação à colonização espanhola
na América, embora o trabalho escravo africano tenha sido utilizado, a economia
das colônias baseou-se principalmente na exploração da mão de obra indígena. Os
indígenas foram submetidos a dois tipos de organização de trabalho, sendo eles,
a encomienda, um proprietário de minas ou de fazenda pagava tributas à Coroa
espanhola para adquirir um grupo de indígenas ficando responsável por ele, bem
como pela catequização e a mita, os indígenas eram sorteados em suas
comunidades e eram obrigados a trabalhar em outras regiões da colônia, prática
de origem inca, sendo adotada pelos espanhóis.
A sociedade na América
espanhola era formada por cinco grupos principais, os Chapetones, os criollos,
os mestizos, os indígenas e os escravos.
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