Esparta foi fundada na região da Lacônia na Grécia, pelos Dórios, no século IX a.C.
Em Esparta, a educação tanto
dos meninos como das meninas era rígida. Os meninos, a partir dos sete anos,
realizavam um treinamento militar bastante exigente, que incluía exercícios
físicos, bem como técnicas de sobrevivência e combate. Quando jovem aprendiam o
necessário a ler e a escrever. Deveriam falar pouco e objetivamente e cumprir
ordens, por isso era uma Cidade militarizada.
No século VIII a.C., os
espartanos já haviam conquistados e subjugados os povos de toda a região da
Lacônia e da Messênia, onde os povos conquistados, em vez de serem expulsos ou
vendidos como escravos, eram obrigados a permanecer e a realizar trabalhos
agrícolas para o sustento de Esparta. Esses povos eram denominados de Hilotas,
que representavam a principal força de trabalho na sociedade espartana.
A sociedade ateniense era governada, até o
século VI, pelos aristocratas, chamados também de eupátridas, que eram grandes
proprietários de terras. Detinham poder político e militar, pois se
consideravam descendentes de bravos guerreiros, que haviam fundado a cidade e
acreditavam que eram “os melhores” (aristoi).
Em
Atenas além dos pequenos proprietários outros grupos que não participavam das
decisões políticas, eram formados pelos comerciantes, artesãos (ceramistas,
ferreiros e tecelões) e escravos.
Até
o período arcaico só os aristocratas podiam tornar-se os mais importantes
soldados gregos e aos poucos, o direito foi estendido aos homens comuns. A
participação dos homens comuns nas guerras fez com que surgisse sentimento de
igualdade entre eles, contribuindo com o aumento de oposição popular ao domínio
dos aristocratas e deu início a uma revolução que teve papel importante na
conquista de direitos iguais dos cidadãos. Esses soldados eram os Hoplitas que
combatiam a pé, lado a lado nas falanges e deram início à revolução hoplítica,
sendo importante para a criação da democracia em Atenas.
Por
volta de 510 a.C., Clístenes assumiu o governo de Atenas e propôs reformas que
reduziram o poder da aristocracia consolidando o regime democrático na cidade.
Realizou reformas como: dividiu a população ateniense em dez demos, dependendo
da localização territorial, aumentou número de participantes do Bulleutérion de
400 para 500 e todos os cidadãos podiam em forma de rodízio, desde que tivessem
tempo e dedicação, participar da vida política, implantou a lei do ostracismo,
o exílio por um período de dez anos para aqueles que ameaçassem a ordem
democrática e após o cumprimento desse período o condenado poderia voltar, eliminou
a divisão censitária (por riqueza) entre os cidadãos, permitindo a todos os
homens adultos a participação nas magistraturas.
Em
meado do século V a.C., os gregos se envolveram em uma série de conflitos
contra os invasores, um dos maiores da antiguidade. Os gregos decidiram
resistir e defender seus territórios, pois [...] os principais líderes da
reação foram os espartanos (poderoso exército terrestre) e os atenienses
(fortes no mar). A guerra durou de 490 a.C. a 479 a.C., quando os gregos
venceram a batalha de Plateia. Essa série de conflito foi contra o Império
Persa e ficou conhecida como Guerras Grego-Pérsicas.
Esparta,
recusando-se manter com Atenas a Confederação de Delos, formou com outras
cidades a Liga do Peloponeso, para entrar em conflito com os atenienses que
acabou derrotando Atenas.
Em
336 a. C., Felipe II foi assassinado e seu filho, Alexandre, assumiu o comando
do exército macedônico, dando continuidade às conquistas realizadas por seu pai
e fundando o Império Macedônico, um dos mais extensos da antiguidade. As
conquistas de Alexandre marcaram o início de um novo período da história
antiga, denominado período helenístico, no qual imperou a mistura de culturas e
o respeito aos povos dominados.
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