quarta-feira, 29 de setembro de 2021

TEXTO COMPLEMENTAR PARA A AVALIAÇÃO - 6º ANO

 Esparta foi fundada na região da Lacônia na Grécia, pelos Dórios, no século IX a.C.

Em Esparta, a educação tanto dos meninos como das meninas era rígida. Os meninos, a partir dos sete anos, realizavam um treinamento militar bastante exigente, que incluía exercícios físicos, bem como técnicas de sobrevivência e combate. Quando jovem aprendiam o necessário a ler e a escrever. Deveriam falar pouco e objetivamente e cumprir ordens, por isso era uma Cidade militarizada.

No século VIII a.C., os espartanos já haviam conquistados e subjugados os povos de toda a região da Lacônia e da Messênia, onde os povos conquistados, em vez de serem expulsos ou vendidos como escravos, eram obrigados a permanecer e a realizar trabalhos agrícolas para o sustento de Esparta. Esses povos eram denominados de Hilotas, que representavam a principal força de trabalho na sociedade espartana.

 A sociedade ateniense era governada, até o século VI, pelos aristocratas, chamados também de eupátridas, que eram grandes proprietários de terras. Detinham poder político e militar, pois se consideravam descendentes de bravos guerreiros, que haviam fundado a cidade e acreditavam que eram “os melhores” (aristoi).

Em Atenas além dos pequenos proprietários outros grupos que não participavam das decisões políticas, eram formados pelos comerciantes, artesãos (ceramistas, ferreiros e tecelões) e escravos.

Até o período arcaico só os aristocratas podiam tornar-se os mais importantes soldados gregos e aos poucos, o direito foi estendido aos homens comuns. A participação dos homens comuns nas guerras fez com que surgisse sentimento de igualdade entre eles, contribuindo com o aumento de oposição popular ao domínio dos aristocratas e deu início a uma revolução que teve papel importante na conquista de direitos iguais dos cidadãos. Esses soldados eram os Hoplitas que combatiam a pé, lado a lado nas falanges e deram início à revolução hoplítica, sendo importante para a criação da democracia em Atenas.

Por volta de 510 a.C., Clístenes assumiu o governo de Atenas e propôs reformas que reduziram o poder da aristocracia consolidando o regime democrático na cidade. Realizou reformas como: dividiu a população ateniense em dez demos, dependendo da localização territorial, aumentou número de participantes do Bulleutérion de 400 para 500 e todos os cidadãos podiam em forma de rodízio, desde que tivessem tempo e dedicação, participar da vida política, implantou a lei do ostracismo, o exílio por um período de dez anos para aqueles que ameaçassem a ordem democrática e após o cumprimento desse período o condenado poderia voltar, eliminou a divisão censitária (por riqueza) entre os cidadãos, permitindo a todos os homens adultos a participação nas magistraturas.

Em meado do século V a.C., os gregos se envolveram em uma série de conflitos contra os invasores, um dos maiores da antiguidade. Os gregos decidiram resistir e defender seus territórios, pois [...] os principais líderes da reação foram os espartanos (poderoso exército terrestre) e os atenienses (fortes no mar). A guerra durou de 490 a.C. a 479 a.C., quando os gregos venceram a batalha de Plateia. Essa série de conflito foi contra o Império Persa e ficou conhecida como Guerras Grego-Pérsicas.

Esparta, recusando-se manter com Atenas a Confederação de Delos, formou com outras cidades a Liga do Peloponeso, para entrar em conflito com os atenienses que acabou derrotando Atenas.

Em 336 a. C., Felipe II foi assassinado e seu filho, Alexandre, assumiu o comando do exército macedônico, dando continuidade às conquistas realizadas por seu pai e fundando o Império Macedônico, um dos mais extensos da antiguidade. As conquistas de Alexandre marcaram o início de um novo período da história antiga, denominado período helenístico, no qual imperou a mistura de culturas e o respeito aos povos dominados.

Nenhum comentário: