O marco que os historiadores europeus adotaram como
início da idade média foi então a queda de Roma, período da história da Europa
que durou cerca de mil anos. Os primeiros séculos (V ao X) estão relacionados à
formação e à consolidação das instituições feudais (Alta Idade Média) e os
séculos seguintes (XI ao XV) marcam o declínio dessas instituições (Baixa Idade
Média).
O início do cristianismo foi no Império Romano, onde
no final do século IV o imperador Teodósio tornou-a como a religião oficial do
império. A mensagem que ela transmitia era de paz, tolerância e igualdade de
todos perante Deus o que facilitou a conversão de muitas pessoas. A igreja
conseguiu fazer alianças e ganhar espaços nos territórios dominados pelas
tribos convertidas e cada vez mais se fortalecia e conquistava poder com
doações de terras e outros bens dos fiéis.
Carlos Magno rei de Franco reforçou aliança do Reino
de Franco com a Igreja e estabeleceu as fronteiras do reino promovendo uma fase
de grande prosperidade econômica e cultural.
Para garantir seu poder ele
concedeu uma série de benefícios aos seus súditos estabelecendo laços de
vassalagem. Pois, tratando-se da autoridade do imperador, a vassalagem era um
contrato que unia o suserano, no caso o rei, e o vassalo. Os vassalos se
comprometiam a prestar serviços militares e outras tarefas ao suserano e em
troca recebiam proteções e terras, podendo ser também dinheiro ou até mesmo
cobrar tributos da população.
Carlos Magno também dividiu o
império em centenas de condados, sendo supervisionados pelos condes. Os condes
nomeados diretamente pelo imperador eram responsáveis pela publicação e
execução das leis, pelos recolhimentos dos impostos pela direção dos trabalhos
públicos e pelo comando do exército.
Após a desintegração do Império Carolíngio, os reis e
nobres ainda recorriam aos sistemas de vassalagem. A aliança firmada entre dois
nobres e que se estabelecia em uma cerimônia conhecida como Homenagem. Nessa
cerimônia o juramento de fidelidade ocorria entre suserano, que doava o
benefício e o vassalo que o recebia, podendo ser cavalo, armas, joias, o
direito de cobrar tributos e, principalmente, terras. A partir do século XI o
benefício doado passou a ser chamado de Feudo que significa “Um bem dado em
troca de algo”. O suserano tinha a obrigação de proteger o vassalo e este dava
conselho sobre diversos assuntos e prestava auxílio econômico e militar ao
suserano. Os vassalos que recebiam um feudo eram chamados de senhores feudais.
A terra, na Idade Média, era a riqueza mais
importante e a agricultura era a atividade que garantia o sustento da maior
parte da população. A propriedade agrícola senhorial chamava-se senhorio. Em se
tratando do senhorio medieval, cada senhorio era dividido em lotes como:
Reserva senhorial, Manso servil, Terras comunais, onde no centro do senhorio
ficava o castelo que era a residência do senhor feudal e de sua família.
Nas inovações agrícolas, a partir do século XI, apareceram
novas técnicas agrícolas que foram desenvolvidas aumentando a produção de
alimentos, os arados que eram de madeira passaram a ser de ferro e receberam o
nome de charrua o que facilitou bastante a agricultura e a população passou a
se alimentar melhor. Na expansão do
comércio, as práticas comerciais eram feitas próximas ao castelo, onde
prevalecia o escambo, troca direta de produto, onde praticamente não usavam o
dinheiro. Havia também o comércio a
longa distância, principalmente de artigos de
luxo que vinham do Oriente.
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