terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

A Idade Média e o Feudalismo



                O marco que os historiadores europeus adotaram como início da idade média foi então a queda de Roma, período da história da Europa que durou cerca de mil anos. Os primeiros séculos (V ao X) estão relacionados à formação e à consolidação das instituições feudais (Alta Idade Média) e os séculos seguintes (XI ao XV) marcam o declínio dessas instituições (Baixa Idade Média). 
                O início do cristianismo foi no Império Romano, onde no final do século IV o imperador Teodósio tornou-a como a religião oficial do império. A mensagem que ela transmitia era de paz, tolerância e igualdade de todos perante Deus o que facilitou a conversão de muitas pessoas. A igreja conseguiu fazer alianças e ganhar espaços nos territórios dominados pelas tribos convertidas e cada vez mais se fortalecia e conquistava poder com doações de terras e outros bens dos fiéis.
                Carlos Magno rei de Franco reforçou aliança do Reino de Franco com a Igreja e estabeleceu as fronteiras do reino promovendo uma fase de grande prosperidade econômica e cultural.
Para garantir seu poder ele concedeu uma série de benefícios aos seus súditos estabelecendo laços de vassalagem. Pois, tratando-se da autoridade do imperador, a vassalagem era um contrato que unia o suserano, no caso o rei, e o vassalo. Os vassalos se comprometiam a prestar serviços militares e outras tarefas ao suserano e em troca recebiam proteções e terras, podendo ser também dinheiro ou até mesmo cobrar tributos da população.
Carlos Magno também dividiu o império em centenas de condados, sendo supervisionados pelos condes. Os condes nomeados diretamente pelo imperador eram responsáveis pela publicação e execução das leis, pelos recolhimentos dos impostos pela direção dos trabalhos públicos e pelo comando do exército.
                Após a desintegração do Império Carolíngio, os reis e nobres ainda recorriam aos sistemas de vassalagem. A aliança firmada entre dois nobres e que se estabelecia em uma cerimônia conhecida como Homenagem. Nessa cerimônia o juramento de fidelidade ocorria entre suserano, que doava o benefício e o vassalo que o recebia, podendo ser cavalo, armas, joias, o direito de cobrar tributos e, principalmente, terras. A partir do século XI o benefício doado passou a ser chamado de Feudo que significa “Um bem dado em troca de algo”. O suserano tinha a obrigação de proteger o vassalo e este dava conselho sobre diversos assuntos e prestava auxílio econômico e militar ao suserano. Os vassalos que recebiam um feudo eram chamados de senhores feudais.
                A terra, na Idade Média, era a riqueza mais importante e a agricultura era a atividade que garantia o sustento da maior parte da população. A propriedade agrícola senhorial chamava-se senhorio. Em se tratando do senhorio medieval, cada senhorio era dividido em lotes como: Reserva senhorial, Manso servil, Terras comunais, onde no centro do senhorio ficava o castelo que era a residência do senhor feudal e de sua família.
                Nas inovações agrícolas, a partir do século XI, apareceram novas técnicas agrícolas que foram desenvolvidas aumentando a produção de alimentos, os arados que eram de madeira passaram a ser de ferro e receberam o nome de charrua o que facilitou bastante a agricultura e a população passou a se alimentar melhor.  Na expansão do comércio, as práticas comerciais eram feitas próximas ao castelo, onde prevalecia o escambo, troca direta de produto, onde praticamente não usavam o dinheiro.  Havia também o comércio a longa distância, principalmente de artigos de luxo que vinham do Oriente.


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