O entrave econômico imposto aos europeus, onde as autoridades portuguesas tiveram que optar entre obedecer ao imperador francês ou enfrentar o exército imperial foi o Bloqueio Continental, decretado por Napoleão Bonaparte em 1806 aos Estados europeus, o que resultou na vinda de família real e da corte portuguesa para o Brasil em 1808.
Sob pressão
militar e diplomática da Inglaterra, D. João, assinou dois importantes tratados
que regulamentavam as relações comerciais estabelecidas entre Brasil, Portugal,
Inglaterra e os demais Estados europeus foram o Tratado de Aliança e Amizade e
o Tratado de Navegação e Comércio.
Devido à vinda
da família real para o Brasil, Rio de Janeiro ganhou mais importância no
cenário político e econômico nacional. A elite agrária pernambucana,
descontente com a falta de representatividade no governo central, promoveu um
movimento revolucionário que passou a difundir os ideais republicanos chegando
a tomar o poder na província, porém os insurretos foram duramente reprimidos
pelas tropas portuguesas. Esse movimento revolucionário ficou conhecido a Revolução
Pernambucana, ocorrido em 1817.
Segundo os
princípios do Congresso de Viena na Áustria em 1814 e 1815, a dinastia dos
Bragança não poderia governar Portugal a partir do Brasil, ou seja, de uma
colônia. O Brasil foi elevado à condição de Reino Unido a Portugal e Algarves
pelo príncipe regente por D. João em 16 de dezembro de 1815, o Brasil se tornou
uma monarquia nos moldes europeus.
Desde o fim
das guerras napoleônicas, em 1815, as autoridades portuguesas tentaram
reconduzir D. João VI para Portugal. Os deputados portugueses pressionavam D.
João VI a voltar e assinar a nova Constituição e caso ele não voltasse seria
deposto. Os principais desejos dos portugueses eram restituir o monopólio
português sobre o comércio brasileiro e a volta do Brasil ao status de colônia.
Após o retorno
de D. João VI seu filho D. Pedro, príncipe regente, também foi pressionado
pelos deputados portugueses que participaram das Cortes de Lisboa a voltar para
Portugal, pois afirmaram que caso ele não voltasse, seria acusado de
insubmissão. A posição de D. Pedro com relação a imposição de Portugal em 09 de
janeiro de 1822, após receber um abaixo-assinado com cerca de 8 mil assinaturas
que pediam a sua permanência no Brasil, assumiu o compromisso de ficar no país.
Ele assumiu publicamente o compromisso de ficar no país e desobedecer às ordens
portuguesas. Com a decisão de permanecer no país, esse dia ficou conhecido como
Dia do Fico. Após o episódio de permanecer no país começou a tomar decisões que
indicavam uma tendência separatista.
As primeiras
atitudes que D. Pedro começou a tomar ao permanecer no Brasil foi, expulsar do
Rio de Janeiro soldados portugueses que se recusaram a jurar fidelidade a ele, aproximou-se
da elite conservadora brasileira e nomeou José Bonifácio como ministro.
Em agosto de
1822, D. Pedro, declarou que todos os soldados portugueses que desembarcassem
no Brasil seriam considerados inimigos. No início de setembro chegaram de
Portugal cartas das Cortes de Lisboa desautorizando as medidas do príncipe e
exigiam novamente seu retorno. Após as medidas impostas por Portugal, D. Pedro declarou o Brasil
independente de Portugal em 07 de setembro de 1822. A antiga Colônia portuguesa
passou a se chamar Império do Brasil. D. Pedro tornou-se imperador com o título
de D. Pedro I, sendo coroado em dezembro de 1822.
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