sábado, 5 de junho de 2021

TEXTO COMPLEMENTAR DE REVISÃO PARA A AVALIAÇÃO – II UNIDADE - 8. ANO

 Resumo para estudo – 8. Ano

 Um dos principais motivos no processo de industrialização foi o acúmulo de capitais durante os séculos XVI e XVII, pois os burgueses conseguiram acumular grande capital, principalmente por meio da exploração comercial nas colônias da América e da África e também das relações comerciais com outros Estados europeus. Com economia em alta, a Inglaterra foi o país que se tornou pioneiro no processo de industrialização. Outro fator determinante para a arrancada industrial em solo britânico foi a abundância de recursos minerais fundamentais para a indústria, como o ferro e o carvão.

Inovações contribuíram para transformar o modo de organização do trabalho na segunda metade do século XVIII. Foram introduzidas importantes inovações tecnológicas como a máquina de fiar, a máquina a vapor e o tear mecânico.

Termo usado como sistema de produção baseado no uso em larga escala de máquinas e de suas respectivas fontes de energia, como carvão mineral e o petróleo, além da divisão e especialização do trabalho nas fábricas é chamado de Maquinofatura.

A Revolução Industrial aumentou o contraste social entre a rica burguesia e a massa pobre de operários, mas possibilitou também a ascensão de uma classe social intermediária. A nova classe foi a classe média, posteriormente chamada também de “pequena burguesia”. Formada principalmente por profissionais autônomos, como médicos, advogados, engenheiros, jornalistas, professores, pequenos proprietários, como comerciantes e artesãos que conseguiam manter suas próprias oficinas apesar da concorrência das grandes indústrias.

As propriedades que antes eram comunais feudais, passaram a ser utilizadas para fins comerciais principalmente com a criação de carneiros que forneciam lã para as indústrias Têxteis. O processo de compra de terras comunais para a criação de animais foi chamado de cercamento. Aproveitando a difícil situação das pessoas que não tinham mais para onde ir os donos de fábricas contrataram esses operários pagando baixos salários.

Inconformados com as injustiças a que estavam submetidos, muitos operários manifestaram seu descontentamento por meio de greves e motins. No início do século XIX aconteceram várias revoltas como, o movimento Ludista, que era formado por grupos de operários que invadiram oficinas têxteis e quebraram os maquinários como forma de protesto, revolta era provocada também pela fome: por não ter condições financeiras para comprar alimentos, os operários organizavam motins e saqueavam mercearias e armazéns, organizavam greves e passeatas para exigirem, por exemplo, melhores salários e a diminuição da jornada de trabalho, sendo reprimidos com demissões e prisões.

Como meio de resistir à exploração capitalista, os operários fabris se organizaram e formaram associações de trabalhadores. Elas eram conhecidas como Trade Unions, formadas por diferentes profissionais como sapateiros, pedreiros, mineiros, mecânicos, tecelões, livreiros e carpinteiros. Essas associações foram se fortalecendo ao longo do tempo e deram origem aos sindicatos dos trabalhadores.

Depois de décadas de lutas, os operários conquistaram seus primeiros direitos trabalhistas. Três décadas os operários conseguiram aprovação de leis que regulamentavam a jornada de trabalho. Em 1830 leis que estipulavam que crianças de 9 a 13 anos de idade trabalhariam no máximo 6 horas diárias, em 1840 lei que estabelecia a redução da jornada de trabalho das mulheres e por volta de 1850 também os homens conseguiram reduzir suas jornadas de trabalho. Nesse período, além da diminuição da carga horária, as novas leis instituíram horários de pausa para que os operários pudessem fazer suas refeições e descansar entre os períodos de trabalho.

Diversos intelectuais que conheciam o cotidiano dos operários criticavam as condições de trabalho nas fábricas. Os Alemães Karl Marx e Friedrich Engels, dois estudiosos elaboraram a teoria que procurou explicar o desenvolvimento do Capitalismo e criticar seus desdobramentos, como o crescimento da riqueza daqueles que detêm os meios de produção e a exploração do proletariado. A teoria consistia em um sistema no qual a propriedade privada seria extinta e as fábricas deveriam pertencer àqueles que nelas trabalhassem e o lucro das vendas deveria ser divido entre todos os trabalhadores.

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