Resumo para estudo – 8. Ano
Inovações contribuíram para transformar o
modo de organização do trabalho na segunda metade do século XVIII. Foram
introduzidas importantes inovações tecnológicas como a máquina de fiar, a
máquina a vapor e o tear mecânico.
Termo usado como sistema de produção baseado
no uso em larga escala de máquinas e de suas respectivas fontes de energia,
como carvão mineral e o petróleo, além da divisão e especialização do trabalho
nas fábricas é chamado de Maquinofatura.
A
Revolução Industrial aumentou o contraste social entre a rica burguesia e a
massa pobre de operários, mas possibilitou também a ascensão de uma classe
social intermediária. A nova classe foi a classe média, posteriormente chamada
também de “pequena burguesia”. Formada principalmente por profissionais
autônomos, como médicos, advogados, engenheiros, jornalistas, professores,
pequenos proprietários, como comerciantes e artesãos que conseguiam manter suas
próprias oficinas apesar da concorrência das grandes indústrias.
As propriedades que antes eram comunais
feudais, passaram a ser utilizadas para fins comerciais principalmente com a
criação de carneiros que forneciam lã para as indústrias Têxteis. O processo de
compra de terras comunais para a criação de animais foi chamado de cercamento. Aproveitando a difícil situação das pessoas que não tinham mais para
onde ir os donos de fábricas contrataram esses operários pagando baixos
salários.
Inconformados com as injustiças a que estavam
submetidos, muitos operários manifestaram seu descontentamento por meio de
greves e motins. No início do século XIX aconteceram várias revoltas como, o
movimento Ludista, que era formado por grupos de operários que invadiram
oficinas têxteis e quebraram os maquinários como forma de protesto, revolta era
provocada também pela fome: por não ter condições financeiras para comprar
alimentos, os operários organizavam motins e saqueavam mercearias e armazéns, organizavam
greves e passeatas para exigirem, por exemplo, melhores salários e a diminuição
da jornada de trabalho, sendo reprimidos com demissões e prisões.
Como meio de resistir à exploração capitalista,
os operários fabris se organizaram e formaram associações de trabalhadores. Elas
eram conhecidas como Trade
Unions, formadas por diferentes profissionais como sapateiros, pedreiros,
mineiros, mecânicos, tecelões, livreiros e carpinteiros. Essas associações
foram se fortalecendo ao longo do tempo e deram origem aos sindicatos dos
trabalhadores.
Depois de décadas de lutas, os operários conquistaram
seus primeiros direitos trabalhistas. Três décadas os operários conseguiram
aprovação de leis que regulamentavam a jornada de trabalho. Em 1830 leis que estipulavam que
crianças de 9 a 13 anos de idade trabalhariam no máximo 6 horas diárias, em
1840 lei que estabelecia a redução da jornada de trabalho das mulheres e por
volta de 1850 também os homens conseguiram reduzir suas jornadas de trabalho. Nesse
período, além da diminuição da carga horária, as novas leis instituíram
horários de pausa para que os operários pudessem fazer suas refeições e
descansar entre os períodos de trabalho.
Diversos
intelectuais que conheciam o cotidiano dos operários criticavam as condições de
trabalho nas fábricas. Os Alemães Karl Marx e Friedrich Engels, dois estudiosos
elaboraram a teoria que procurou explicar o desenvolvimento do Capitalismo e
criticar seus desdobramentos, como o crescimento da riqueza daqueles que detêm
os meios de produção e a exploração do proletariado. A teoria consistia em um
sistema no qual a propriedade privada seria extinta e as fábricas deveriam
pertencer àqueles que nelas trabalhassem e o lucro das vendas deveria ser
divido entre todos os trabalhadores.
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