quarta-feira, 26 de abril de 2017

Resumo para o Teste – 9º ano – II Unidade 2017



A Europa encontrava-se em uma difícil situação, após a Primeira Guerra Mundial, onde muitas cidades haviam sido completamente destruídas e vastas áreas agrícolas estavam arrasadas. Já, os Estados Unidos, saíram da guerra como grandes vitoriosos, emergindo como a principal potência econômica do planeta. Esse país não teve despesas na reconstrução, pois não foi atingido diretamente pela guerra e ao emprestar dinheiro aos países europeus destruídos pela guerra sua economia aumentou consideravelmente, bem como sua capacidade industrial.
A primeira linha de montagem ocorreu na fábrica de automóveis. Cada trabalhador exercia uma tarefa específica, com o auxílio de máquinas, e, dessa forma, cada automóvel era produzido com maior rapidez, aumentando a quantidade e a qualidade do produto fabricado. Esse sistema de trabalho foi introduzido por Henry Ford e ficou conhecido como fordismo.
O desenvolvimento econômico e tecnológico na década de 1920, ocorrido nos EUA ocasionou várias mudanças. O otimismo do crescimento tornou um estilo de vida predominante da classe média e da burguesia chegando até a influenciar outros países, ditando novos modelos de vida e, principalmente, de consumismo. Este novo estilo de vida ficou conhecido como American way of life.
Ao mesmo tempo em que o estilo de vida dos norte-americanos se consagrava, na década de 1920, ganhava força um movimento nacionalista caracterizado pela grande intolerância a tudo aquilo que não fosse “genuinamente americano”. Esse movimento pregava Preconceito em relação aos negros, judeus, católicos e imigrantes, que passaram a ser vistos como “antiamericanos”. Uma das manifestações mais destrutivas de intolerância nos EUA, que em nome de supostos valores “genuinamente americanos”, passou a perseguir e assassinar negros, judeus e imigrantes, além de pressionar e corromper autoridades a aprovar leis restringindo os direitos dos grupos considerados “antiamericanos”, foi a Ku Klux Klan, organização racista formada por nacionalistas extremados e fanáticos religiosos.
Tendo assolado, nos Estados Unidos, uma onda de prosperidade econômica que impulsionou a especulação financeira feita na bolsa de valores, muitos chegaram a hipotecar suas casas para comprar ações de empresas apostando na sua crescente valorização.
Com uma crise de superprodução, nos Estados Unidos, os bancos mantiveram uma política de expansão de crédito desenfreada para as empresas. Com esses recursos as empresas à beira da falência tinham suas ações indevidamente valorizadas. Espalhando pânico entre as pessoas que tinham feito aplicações na bolsa, em 29 de outubro de 1929 a bolsa de Nova York “quebrou” devido ao excesso de ações ofertadas sem compradores no mercado provocando a queda brusca no seu valor. Esse período de recessão econômica que durou da grande quebra (Crash) da bolsa de valores de Nova York em 1929 até o final da década de 1930 ficou conhecido como Grande Depressão.
Em 1932, no momento mais crítico da Grande Depressão dos EUA, o novo presidente Roosevelt rompeu com os princípios econômicos liberais e procurou salvar o capitalismo gerenciando-o por meio de reformas econômicas dirigidas pelo Estado. O programa de reformas lançado Roosevelt ficou conhecido como New Deal (Novo Acordo), que consistia em:
·     Grandes investimentos em obras públicas (usinas hidrelétricas, pontes, estradas), com a finalidade de reduzir o desemprego;
·     Promover o financiamento da produção agrícola e industrial, salvando os produtores rurais que haviam hipotecado suas propriedades e os industriais que não tinham como pagar suas dívidas;
·     Interferir no mercado, controlando e limitando a produção de mercadorias, a fim de evitar novas crises de superprodução;
·     Liberdade sindical, a redução da jornada de trabalho sem diminuição de salários, a fixação de salário mínimo, o seguro desemprego e o auxilio aos idosos.
Para salvar o capitalismo o presidente Roosevelt eleito em1932, seguiu a ideia principal do economista inglês John Maynard Keynes (o Keynesianismo) que criticava a teoria liberal do capitalismo e defendia uma participação mais ativa do Estado na execução de políticas econômicas. Ele defendia também o direito dos trabalhadores ao pleno emprego garantido pelo Estado, aumentando o potencial da oferta de trabalho, que mesmo não erradicando o desemprego, mas que fornecesse condições aos trabalhadores de forma a facilitar sua inclusão no mercado de trabalho. A intervenção estatal viria no sentido de estimular a iniciativa privada, criando condições para o aumento de contratações.
As políticas sociais do New Deal começaram a dar corpo ao Welfare State (Estado do bem-estar social) nos Estados Unidos. O Welfare State com essas novas políticas, consistia também em conter o avanço do comunismo por meio da intervenção dos poderes públicos nos mecanismos de produção, aumentando a transferência de renda para os setores mais carentes da sociedade, porém essa ideia só se consolidou após a Segunda Guerra Mundial.
Na Europa, os países foram se fortalecendo economicamente, surgindo movimentos radicais nacionalistas contra a situação pós-guerra. Dois exemplos de regimes totalitários surgidos depois da primeira guerra mundial, o Fascismo na Itália, que em 1921, Benito Mussolini fundou o partido Fascista e o Nazismo na Alemanha, fundado pelo Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (Partido Nazista) tendo como seu líder Adolf Hitler.
Na Itália formou-se um movimento político de extrema direita e ultranacionalista, onde conjugava o ódio aos comunistas e o desprezo à democracia liberal originando o Partido Nacional Fascista. Esse movimento foi chamado de Fascismo - Fasci Italiani di Combattimento (Fascio Italiano de Combate) liderado por Benito Mussolini.
            O Fascismo é uma forma de radicalismo político autoritário nacionalista que ganhou destaque no início do século XX na Europa e teve origem na Itália. Procurando unificar sua nação através de um Estado totalitário, os fascistas e que promove vigilância, um estado forte, mobilização em massa da comunidade nacional, confiando em um partido de vanguarda para iniciar uma revolução e organizar a nação em princípios fascistas, hostis a todas as vertentes do marxismo, desde o comunismo totalitário ao socialismo democrático.
Os fascistas compartilham certas características comuns, incluindo a veneração ao Estado, a devoção a um líder forte e uma ênfase em ultranacionalismo, etnocentrismo e militarismo. O termo fascismo vem da palavra em latim (fasces), que designava um feixe de varas amarradas em volta de um machado.  Foi um símbolo do poder dos magistrados na República Romana de flagelar e decapitar cidadãos desobedientes. Mussolini adotou esse símbolo para o seu partido, cujos seguidores passaram a chamar-se fascistas.

O fascismo vê a violência política, a guerra, e o imperialismo como meios para alcançar o rejuvenescimento nacional e afirma que as nações e raças consideradas superiores devem obter espaço deslocando ou eliminando aquelas consideradas fracas ou inferiores, como no caso da prática fascista modelada pelo nazismo. No governo Nazista Hitler prometeu um intenso controle sobre a sociedade alemã, por isso organizou a milícia extremamente fiel às suas ordens, a Schultzstaffel (SS), que perseguiam membros de grupos sociais considerados inferiores.

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