A Europa
encontrava-se em uma difícil situação, após a Primeira Guerra Mundial, onde
muitas cidades haviam sido completamente destruídas e vastas áreas agrícolas
estavam arrasadas. Já, os Estados Unidos, saíram da guerra como grandes
vitoriosos, emergindo como a principal potência econômica do planeta. Esse país
não teve despesas na reconstrução, pois não foi atingido diretamente pela
guerra e ao emprestar dinheiro aos países europeus destruídos pela guerra sua
economia aumentou consideravelmente, bem como sua capacidade industrial.
A primeira linha de
montagem ocorreu na fábrica de automóveis. Cada trabalhador exercia uma tarefa
específica, com o auxílio de máquinas, e, dessa forma, cada automóvel era
produzido com maior rapidez, aumentando a quantidade e a qualidade do produto
fabricado. Esse sistema de trabalho foi introduzido por Henry Ford e ficou
conhecido como fordismo.
O desenvolvimento
econômico e tecnológico na década de 1920, ocorrido nos EUA ocasionou várias
mudanças. O otimismo do crescimento tornou um estilo de vida predominante da
classe média e da burguesia chegando até a influenciar outros países, ditando
novos modelos de vida e, principalmente, de consumismo. Este novo estilo de
vida ficou conhecido como American way of life.
Ao mesmo tempo em que o estilo de vida dos
norte-americanos se consagrava, na década de 1920, ganhava força um movimento
nacionalista caracterizado pela grande intolerância a tudo aquilo que não fosse
“genuinamente americano”. Esse movimento pregava Preconceito em relação aos
negros, judeus, católicos e imigrantes, que passaram a ser vistos como
“antiamericanos”. Uma das manifestações mais destrutivas de intolerância nos
EUA, que em nome de supostos valores “genuinamente americanos”, passou a
perseguir e assassinar negros, judeus e imigrantes, além de pressionar e
corromper autoridades a aprovar leis restringindo os direitos dos grupos
considerados “antiamericanos”, foi a Ku Klux Klan, organização racista formada
por nacionalistas extremados e fanáticos religiosos.
Tendo assolado, nos
Estados Unidos, uma onda de prosperidade econômica que impulsionou a
especulação financeira feita na bolsa de valores, muitos chegaram a hipotecar
suas casas para comprar ações de empresas apostando na sua crescente
valorização.
Com uma crise de superprodução, nos Estados
Unidos, os bancos mantiveram uma política de expansão de crédito desenfreada
para as empresas. Com esses recursos as empresas à beira da falência tinham
suas ações indevidamente valorizadas. Espalhando pânico entre as pessoas que
tinham feito aplicações na bolsa, em 29 de outubro de 1929 a bolsa de Nova York
“quebrou” devido ao excesso de ações ofertadas sem compradores no mercado
provocando a queda brusca no seu valor. Esse período de recessão econômica que
durou da grande quebra (Crash) da bolsa de valores de Nova York em 1929 até o
final da década de 1930 ficou conhecido como Grande Depressão.
Em 1932, no momento mais crítico da Grande Depressão dos
EUA, o novo presidente Roosevelt rompeu com os princípios econômicos liberais e
procurou salvar o capitalismo gerenciando-o por meio de reformas econômicas
dirigidas pelo Estado. O programa de reformas lançado Roosevelt ficou conhecido
como New
Deal (Novo Acordo), que consistia em:
· Grandes investimentos
em obras públicas (usinas hidrelétricas, pontes, estradas), com a finalidade de
reduzir o desemprego;
· Promover o
financiamento da produção agrícola e industrial, salvando os produtores rurais
que haviam hipotecado suas propriedades e os industriais que não tinham como
pagar suas dívidas;
· Interferir no
mercado, controlando e limitando a produção de mercadorias, a fim de evitar
novas crises de superprodução;
· Liberdade sindical, a
redução da jornada de trabalho sem diminuição de salários, a fixação de salário
mínimo, o seguro desemprego e o auxilio aos idosos.
Para
salvar o capitalismo o presidente Roosevelt eleito em1932, seguiu a ideia principal
do economista inglês John Maynard Keynes (o Keynesianismo) que criticava a
teoria liberal do capitalismo e defendia uma participação mais ativa do Estado
na execução de políticas econômicas. Ele defendia também o direito dos
trabalhadores ao pleno emprego garantido pelo Estado, aumentando o potencial da
oferta de trabalho, que mesmo não erradicando o desemprego, mas que fornecesse condições
aos trabalhadores de forma a facilitar sua inclusão no mercado de trabalho. A
intervenção estatal viria no sentido de estimular a iniciativa privada, criando
condições para o aumento de contratações.
As políticas sociais
do New Deal começaram a dar corpo ao Welfare State (Estado do bem-estar social)
nos Estados Unidos. O Welfare State com essas novas políticas, consistia também
em conter o avanço do comunismo por meio da intervenção dos poderes públicos
nos mecanismos de produção, aumentando a transferência de renda para os setores
mais carentes da sociedade, porém essa ideia só se consolidou após a Segunda
Guerra Mundial.
Na Europa, os países foram se
fortalecendo economicamente, surgindo movimentos radicais nacionalistas contra
a situação pós-guerra. Dois exemplos de regimes totalitários
surgidos depois da primeira guerra mundial, o Fascismo na Itália, que em 1921,
Benito Mussolini fundou o partido Fascista e o Nazismo na Alemanha, fundado pelo Partido Nacional
Socialista dos Trabalhadores Alemães (Partido Nazista) tendo como seu líder
Adolf Hitler.
Na Itália formou-se um movimento político de
extrema direita e ultranacionalista, onde conjugava o ódio aos comunistas e o
desprezo à democracia liberal originando o Partido Nacional Fascista. Esse
movimento foi chamado de Fascismo - Fasci Italiani di Combattimento (Fascio
Italiano de Combate) liderado por Benito Mussolini.
O
Fascismo é uma forma de radicalismo político autoritário nacionalista que ganhou
destaque no início do século XX na Europa e teve
origem na Itália. Procurando
unificar sua nação através de um Estado totalitário, os
fascistas e que promove vigilância, um
estado forte, mobilização em massa da comunidade nacional, confiando em um partido de vanguarda para iniciar
uma revolução e organizar a nação em princípios fascistas, hostis a todas as
vertentes do marxismo, desde o comunismo totalitário ao socialismo democrático.
Os fascistas compartilham certas características comuns,
incluindo a veneração ao Estado, a devoção a um líder forte e uma ênfase em ultranacionalismo, etnocentrismo e militarismo. O termo fascismo vem da palavra em latim (fasces), que
designava um feixe de varas amarradas em volta de um machado. Foi um símbolo do poder dos magistrados na República Romana de flagelar e decapitar cidadãos desobedientes. Mussolini adotou esse símbolo para o
seu partido, cujos seguidores passaram a chamar-se
fascistas.
O fascismo vê a violência política, a guerra, e o imperialismo como meios
para alcançar o rejuvenescimento nacional e
afirma que as nações e raças consideradas
superiores devem obter espaço deslocando ou eliminando aquelas
consideradas fracas ou inferiores, como
no caso da prática fascista modelada pelo nazismo. No governo Nazista
Hitler prometeu um intenso controle sobre a sociedade alemã, por isso organizou
a milícia extremamente fiel às suas ordens, a Schultzstaffel (SS), que
perseguiam membros de grupos sociais considerados inferiores.
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