quarta-feira, 26 de abril de 2017

Resumo para o Teste – 8º ano – II Unidade 2017



As ideias iluministas que surgiram no século XVIII, fizeram com que ocorressem mudanças em muitas nações da Europa. Esse movimento intelectual que surgiu na época serviu também de base para a independência dos Estados Unidos e para grandes revoluções nos países absolutistas, inclusive na França Pré-revolucionária. Ideias iluministas como: igualdade dos homens perante a lei e a defesa da razão, princípio que deveria guiar todas as ações e instituições humanas.
No final do século XVIII, a França era uma monarquia absolutista governada por um rei que concentrava todos os poderes do estado: legislativo, executivo e judiciário. A sociedade francesa tinha bases feudais e estava dividida em três ordens como Primeiro Estado (Clero), Segundo Estado (Nobreza) e Terceiro Estado (burgueses, artesão, operários, camponeses e outros).
Uma crise política e administrativa foi gerada na França nesse período, os motivos foram novas ideias surgidas, a produção e o comércio no estado absolutista passaram a ser um empecilho ao desenvolvimento econômico, à corrupção dos intendentes (nobres nomeados pelo rei que recebiam a função de controlar os gastos da corte na administração das províncias), o apoio dado pela França ao movimento de independência das colônias inglesas. Nesse período quem governava a França era o Rei Luís XVI.
Insatisfeitos com o governo de Luís XVI, os burgueses, que mesmo enriquecidos não tinham espaço na política francesa, e os demais membros do terceiro estado, mobilizaram-se passando a exigir mudanças na organização política, social e econômica do Estado. O movimento espalhou-se por toda a França e acabou dando origem a um período de intensas e profundas transformações conhecido como Revolução Francesa.
O rei autorizou a convocação dos Estados Gerais reunindo os representantes dos três estados da França. O terceiro estado estava insatisfeito com a forma de votação, estando em desvantagem, pois quase nunca conseguia aprovar suas propostas, até que, em 17 de junho de 1789 com o apoio de alguns membros da nobreza e do clero, declarou-se em Assembleia Nacional com objetivo de elaborar uma Constituição para a França. A coroa, o alto clero e os setores mais conservadores da nobreza tramaram para dissolver a Assembleia a força com tropas ao redor de Paris.
A força popular deu início à revolução em 14 de julho de 1789. Em busca de armas e munição para combater as tropas reais, uma multidão invadiu uma prisão-fortaleza utilizada como prisão real em Paris a Bastilha, na qual ficavam detidos por ordem do rei, sem processo ou julgamento, homens considerados ameaças a ordem pública. Com a tomada da Bastilha, ficou marcada a história da Revolução Francesa. Nessa época, a Bastilha já não era uma prisão importante na França, porém, a sua tomada pelo povo simbolizou a decadência do poder absoluto do rei.
A Assembleia Geral, enquanto providenciava a elaboração da Constituição, foi providenciada uma série de reformas como resoluções da assembleia, foram abolidos os privilégios feudais e a sociedade rigidamente hierarquizada no antigo regime. Em 26 de agosto de 1789 elas foram ratificadas com a criação da Declaração dos direitos do homem e do cidadão (17 artigos) que defende a liberdade de expressão e culto, os direitos à proteção, à segurança e à resistência a qualquer tipo de opressão e que serviu de base para diversos países. Publicada em 1789, a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, defendia os direitos individuais e a igualdade dos cidadãos perante a lei e limitava os poderes do rei e assegurava às pessoas o direito à propriedade.
O rei foi considerado culpado de traição à pátria, convocado a depor e após um longo processo, foi condenado a morte, sendo guilhotinado em 21 de janeiro de 1793 sob os aplausos da multidão.
Os jacobinos (membros da pequena sociedade burguesa que defendiam o ideal de uma sociedade igualitária) apoiados pelos sans-culottes (camponeses e as camadas populares que viviam nas cidades) expulsaram os girondinos (republicanos moderados que representavam a alta burguesia e nobres liberais) da convenção e prenderam seus principais líderes. Porém, sob a liderança de Maximilien Robespierre, a repressão jacobina com prisão e execução foi ao extremo. O período do governo jacobino ficou conhecido como o Grande Terror.

Diante das instabilidades econômicas, políticos e sociais da França, mais um levante ocorreu em Paris. Para pacificar a cidade, os deputados recorrem a um jovem general da artilharia francesa chamado Napoleão Bonaparte, que foi convidado pelo Diretório para compor o novo governo francês e em 9 de novembro de 1799 deu um golpe de estado com amplo apoio da alta burguesia e dos camponeses.

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