De todas as formas escrita ou oral, material ou cultural é
que podemos entender que existem diversas fontes que permitem compreender os
aspectos do passado, como os desenhos feitos em cavernas, as histórias contadas
pelos mais velhos, os objetos encontrados em escavações, as novas tecnologias
existentes para analisarem os objetos encontrados, entre outros.
Os povos da África, da Mesopotâmia e de outras regiões do
globo terrestre, desenvolveram na Antiguidade, diferentes sistemas de escrita.
Alguns rudimentares, outros mais complexos, mas, invariavelmente, esses
sistemas evoluíram para instrumentos de dominação, como no Egito, em que a
escrita e os escribas eram parte do universo associado ao exercício de poder.
Originalmente os sistemas de escrita surgiram com o propósito de contabilizar e controlar a produção
agrícola e a pecuária e facilitar o comércio.
Na Mesopotâmia, o crescimento da população e o surgimento
das cidades geraram a centralização do poder. Para organizar e administrar a
população, foi necessário um código de registro mais eficiente que a memória
Com relação aos povos mesopotâmicos pode-se estabelecer entre o surgimento da
escrita, o crescimento da população e o surgimento dos núcleos urbanos.
Mesmo
sendo uma região de clima quente e seco e com uma vegetação pobre, e com a
presença de dois grandes rios, o rio Tigre e o rio Eufrates, a Mesopotâmia
possibilitou a formação de sociedades complexas que se desenvolveram tendo por
base a agricultura e o pastoreio, tendo como povos dessa região os sumérios,
acádios, babilônicos, cassitas, assírios e caldeus. Apesar de ter havido a
predominância de um povo em determinado momento, grande parte dos povos que
ocuparam a região conviveu mutuamente durante um longo período. As sociedades
mesopotâmicas estavam divididas em camadas sociais, com reis, chefes militares
e sacerdotes ocupando os postos mais elevados e trabalhadores, os postos mais
baixos. Os babilônicos instituíram o primeiro império na região, formando um
Estado unificado, e, sob o comando de Hammurabi, estabeleceram o primeiro
código de leis escritas, o Código de Hammurabi escrito. E, apesar de diferentes povos se sucederem no domínio da
região, podemos observar a permanência de aspectos culturais e
político-administrativos.
No Egito, segundo estudos
arqueológicos, cerca de 8.000 a.C. já havia grupos seminômades ocupando a
região do rio Nilo, que sobreviviam praticando a caça, a pesca, e a coleta de
frutos e cereais nativos da região. Por volta 5.000 a.C. vários desse grupos
foram se tornando sedentários e aproveitavam a fertilidade trazida pelo rio
para desenvolver a agricultura e a criação de animais. Com o passar do tempo
esse grupos formaram comunidades agrícolas independentes entre si, chamadas de
nomos. Os chefes dessas comunidades disputavam com frequência o domínio das
áreas férteis.
Para melhor
enfrentar as disputas de domínio das áreas férteis do rio, os membros das
comunidades agrícolas foram se unindo e acabaram formando dois reinos
distintos, o Baixo Egito e o Alto Egito.
Um governante
de um dos dois reinos das comunidades agrícolas do Alto Egito chamado de Menés,
por volta de 3100 a.C., unificou os dois reinos, o Baixo Egito e o Alto Egito.
Ele assumiu o controle dos nomos, criando um Estado unificado, o Egito e
tornou-se o primeiro faraó egípcio.
Os egípcios
eram politeístas, ou seja, acreditavam em vários deuses. Para os egípcios os
deuses eram dotados de virtudes, defeitos e desejos humanos, mas eram
poderosos, e controlavam o dia e a noite, a chuva e a seca, a vida e a morte,
entre outros aspectos da vida cotidiana.
Os egípcios
acreditavam em vida após a morte e era muito importante ser bem recebido por
Osíris (deus dos mortos). Segundo eles, quando uma pessoa morria, a alma
deixava do corpo e depois retornava. Por isso os egípcios desenvolveram
elaboradas técnicas de mumificação para conservar o corpo.
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