quarta-feira, 22 de março de 2017

Resumo para a avaliação – I Unidade – 6º Ano



            De todas as formas escrita ou oral, material ou cultural é que podemos entender que existem diversas fontes que permitem compreender os aspectos do passado, como os desenhos feitos em cavernas, as histórias contadas pelos mais velhos, os objetos encontrados em escavações, as novas tecnologias existentes para analisarem os objetos encontrados, entre outros.
Os povos da África, da Mesopotâmia e de outras regiões do globo terrestre, desenvolveram na Antiguidade, diferentes sistemas de escrita. Alguns rudimentares, outros mais complexos, mas, invariavelmente, esses sistemas evoluíram para instrumentos de dominação, como no Egito, em que a escrita e os escribas eram parte do universo associado ao exercício de poder. Originalmente os sistemas de escrita surgiram com o propósito de contabilizar e controlar a produção agrícola e a pecuária e facilitar o comércio.
Na Mesopotâmia, o crescimento da população e o surgimento das cidades geraram a centralização do poder. Para organizar e administrar a população, foi necessário um código de registro mais eficiente que a memória Com relação aos povos mesopotâmicos pode-se estabelecer entre o surgimento da escrita, o crescimento da população e o surgimento dos núcleos urbanos.
Mesmo sendo uma região de clima quente e seco e com uma vegetação pobre, e com a presença de dois grandes rios, o rio Tigre e o rio Eufrates, a Mesopotâmia possibilitou a formação de sociedades complexas que se desenvolveram tendo por base a agricultura e o pastoreio, tendo como povos dessa região os sumérios, acádios, babilônicos, cassitas, assírios e caldeus. Apesar de ter havido a predominância de um povo em determinado momento, grande parte dos povos que ocuparam a região conviveu mutuamente durante um longo período. As sociedades mesopotâmicas estavam divididas em camadas sociais, com reis, chefes militares e sacerdotes ocupando os postos mais elevados e trabalhadores, os postos mais baixos. Os babilônicos instituíram o primeiro império na região, formando um Estado unificado, e, sob o comando de Hammurabi, estabeleceram o primeiro código de leis escritas, o Código de Hammurabi escrito. E, apesar de diferentes povos se sucederem no domínio da região, podemos observar a permanência de aspectos culturais e político-administrativos.
            No Egito, segundo estudos arqueológicos, cerca de 8.000 a.C. já havia grupos seminômades ocupando a região do rio Nilo, que sobreviviam praticando a caça, a pesca, e a coleta de frutos e cereais nativos da região. Por volta 5.000 a.C. vários desse grupos foram se tornando sedentários e aproveitavam a fertilidade trazida pelo rio para desenvolver a agricultura e a criação de animais. Com o passar do tempo esse grupos formaram comunidades agrícolas independentes entre si, chamadas de nomos. Os chefes dessas comunidades disputavam com frequência o domínio das áreas férteis.
Para melhor enfrentar as disputas de domínio das áreas férteis do rio, os membros das comunidades agrícolas foram se unindo e acabaram formando dois reinos distintos, o Baixo Egito e o Alto Egito.
Um governante de um dos dois reinos das comunidades agrícolas do Alto Egito chamado de Menés, por volta de 3100 a.C., unificou os dois reinos, o Baixo Egito e o Alto Egito. Ele assumiu o controle dos nomos, criando um Estado unificado, o Egito e tornou-se o primeiro faraó egípcio.
Os egípcios eram politeístas, ou seja, acreditavam em vários deuses. Para os egípcios os deuses eram dotados de virtudes, defeitos e desejos humanos, mas eram poderosos, e controlavam o dia e a noite, a chuva e a seca, a vida e a morte, entre outros aspectos da vida cotidiana.
Os egípcios acreditavam em vida após a morte e era muito importante ser bem recebido por Osíris (deus dos mortos). Segundo eles, quando uma pessoa morria, a alma deixava do corpo e depois retornava. Por isso os egípcios desenvolveram elaboradas técnicas de mumificação para conservar o corpo.


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