quarta-feira, 3 de julho de 2013

Artigo: EAD: SUA CONTRIBUIÇÃO PARA A POPULAÇÃO DE BAIXA RENDA EM PERNAMBUCO


FACULDADE JOAQUIM NABUCO
ESPECIALIZAÇÃO EM DOCÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR

  


Antonio Batista Ferreira
José Américo Teixeira de Barros





EAD:
SUA CONTRIBUIÇÃO PARA A POPULAÇÃO DE BAIXA RENDA EM PERNAMBUCO




Artigo apresentado para obtenção do título de Especialista em Docência do Ensino Superior da Faculdade Joaquim Nabuco.

Orientador: Prof. Mestre Clóvis Miyachi


 
 











Recife
2013



Tornou-se chocantemente óbvio que a nossa tecnologia excedeu a nossa humanidade.
Albert Einstein



 RESUMO 
Em Pernambuco as instituições existentes, tanto as públicas quanto as ONGs, precisam ser flexíveis e inovadoras à abrangência do EaD, que é uma modalidade de ensino inovadora, permanente e necessária no processo do conhecimento gerando evolução social usando os recursos espaciais, onde professores e alunos estão separados espacialmente sem limites de distância se tornando necessária e pertinente ao desenvolvimento humano. As leis existentes no Brasil como, a nova Constituição Federativa do Brasil, a Lei de Diretrizes de Base (Lei 9394/96), e o Decreto nº 5.622/05 com suas alterações pelo Decreto nº 6.303/07, dão acessibilidade e facilidade de expandir o EaD para todas pessoas buscarem o conhecimento. Para as pessoas das comunidades carentes, as de baixa renda, que são as das classes sociais D e E terem acesso ao EaD, só será possível por meios de políticas públicas consistentes assim como, extensão das redes de internet de graça ou com baixo custo, bem como a facilidade na aquisição de computadores, possibilitando o acesso das comunidades carentes e o incentivo aos estudos nesta modalidade. O EaD – Ensino a Distância - no Brasil vem crescendo consideradamente nos últimos tempos, que conforme o Ministério da Educação dados revelam que a cada cinco novos alunos que pretendem realizar um curso de graduação um prefere a modalidade à distância e relata que do ano de 2000 para 2010, a quantidade de matrículas passou de 5.287 para 930.179, onde o número de instituições credenciadas já chegam há 222 que estão oferecendo 930 cursos de graduação à distância. O que podemos observar é que o investimento em extensão das redes de internet de graça ou com baixo custo, ainda não é alcançável à população carente o que torna perceptível a insatisfação dessa classe social quanto ao seu desenvolvimento educacional o que reflete em sua vida social.

Palavras-chave: Pernambuco, EAD, baixa renda.

 ABSTRACTO
  
En Pernambuco instituciones existentes, tanto nacionales como organizaciones no gubernamentales, deben ser flexibles e innovadoras para el ámbito de la educación a distancia, que es un método de enseñanza innovador, conocimiento del proceso permanente y necesaria para generar el cambio social con los recursos espaciales, donde los profesores y los estudiantes están separados espacialmente sin límites de distancia se hizo necesaria y relevante para el desarrollo humano. Las leyes existentes en Brasil como la nueva Constitución Federal de Brasil, la Ley de Directrices Básicas (Ley N º 9394/96) y el Decreto N º 5.622/05 con sus cambios por Decreto 6.303/07, dar accesibilidad y facilidad de expansión la lista de lesionados para todas las personas buscan el conocimiento. A la gente de las comunidades pobres, los pobres, que son las clases sociales D y E tienen acceso a la educación a distancia, sólo es posible a través de políticas públicas coherentes, así como la ampliación de las redes de Internet de forma gratuita oa un bajo costo facilitar el acceso a las comunidades marginadas y fomentar los estudios en este modo. La Educación a Distancia - Educación a Distancia - consideradamente en Brasil ha estado creciendo en los últimos años, de acuerdo con cifras del Ministerio de Educación muestran que cinco nuevos estudiantes que deseen realizar un curso de grado uno prefiere modalidad a distancia e informa que en el año 2000 para 2010, el número de la matrícula aumentó de 5.287 a 930.179, donde el número de instituciones acreditadas ahora llegan a 222 hay que distancia están ofreciendo 930 de pregrado. Lo que podemos observar es que la magnitud de la inversión en las redes de Internet de forma gratuita oa bajo costo, aún no es accesible a los pobres, lo que hace evidente que la insatisfacción de la clase social en cuanto a su desarrollo educativo que se refleja en su vida social.
  

Palabras clave: Pernambuco, el ingreso EAD, bajo.



1-     INTRODUÇÃO 

            Este trabalho apresenta informações básicas e necessárias na questão do EaD (Ensino a Distância) para classe de baixa renda no Estado de Pernambuco.

            Conceitua de forma sintetizada a modalidade de ensino EaD dando ao conceito uma importância necessária na metodologia na questão da problemática educacional.
 
            Pesquisa e analisa sobre o oferecimento de cursos na modalidade do ensino a distância com nível de graduação no Estado de Pernambuco em uma das suas instituições estatais, o que não vem o caso das instituições no Estado de Pernambuco de âmbito federal (UFPE, UFRPE, IFPE) que oferece cursos EaD com limitações (com poucas vagas e com vestibulares fora da realidade do nível de educação – conhecimentos específicos) e das instituições particulares que também oferecem cursos pelo EaD que além dessas limitações os valores estão aquém do poder aquisitivo das pessoas de baixa renda, onde o acesso dessas classes sociais D e E é restrito.        

            A pesquisa busca investigar no estado de Pernambuco de que forma uma de suas instituições oferece cursos que atuam na modalidade EaD ainda de uma forma acanhada, onde são poucos os cursos oferecidos tais como: Administração Pública, Ciência Biológicas, Letra e Pedagogia e que segundo sua metodologia os cursos a distância são oferecidos no processo de seleção([1]) e que está necessitando de uma abrangência quanto ao oferecimento de mais cursos, sem tanta exigência  tornando o acesso à população carente mais acessível.

            Apresenta a carência da população pernambucana de baixa renda, por não alcançar as formas de educação, presencial e a distância, exatamente por não ter condição financeira e pelo baixo nível educacional dificultando a continuidade dos estudos, em especial o EaD. Mas, mesmo assim, continua vivendo sem condições de estudar, afastando-se de seu objetivo, crescimento pessoal e profissional, tenta buscar uma colocação no mundo competitivo do mercado de trabalho conforme a condição de sobrevivência lhe for favorável. 

            Apresenta sugestões sobre linhas de estudos e debate-se a possibilidade de usar os recursos espaciais das novas tecnologias existentes levando ao conhecimento nas instituições para que se tornem mais flexíveis e inovadoras à abrangência desta modalidade a uma classe necessitada de educação superior e no desenvolvimento tecnológico.
           
            Pretende dar soluções e apoio tanto aos órgãos públicos quanto aos particulares para que os mesmos procurem atuar de maneira, mais prática e objetivas, nas questões sociais tecnológicas e que se ajustem à nova realidade educacional, buscando o desenvolvimento da classe de baixa renda classificadas como classes sociais D e E, que por sua vez, torna-se desprovida de recurso financeiro até mesmo para suprirem suas necessidades de alimentação, de vestimentas, de moradia entre outras.


     Definição do problema 

            Hoje a questão educacional no Brasil é bastante discutida e é do conhecimento da sociedade que o investimento na educação do país tem sido de grande importância, porém, a população carente ainda vem sofrendo com a falta de investimento.
O oferecimento de cursos na modalidade do ensino a distância com nível de graduação por parte do Estado de Pernambuco para a população carente ainda está a desejar, sendo que o EaD se recebido a devida importância, minimizaria a distância dos estudantes carentes aos cursos de graduação.

            Compreender o porquê da dificuldade do Estado de Pernambuco em investir na educação na modalidade da EaD para a população de baixa renda das classes sociais D e E.

            Conceituar de forma simples a modalidade de ensino a distância quanto a problemática educacional;
 
            Analisar as dificuldades de oferecimento dos cursos em EaD com nível de graduação no Estado de Pernambuco;

            Apresentar possibilidade de usar os recursos virtuais das novas tecnologias existentes tais como; computadores e acesso a internet para que se tornem viáveis à modalidade do EaD para a classe de baixa renda.

                Sabemos que a educação de um país é de suma importância para seu desenvolvimento e para tanto, os investimentos nessa área são necessários.

            Devido análise e percepção da falta de oportunidade da população carente das classes sociais D e E em que o estado de Pernambuco apresenta na questão educacional, onde mais investimento na modalidade de EaD seria de grande valia para esta classe desfavorecida. Com base nesta questão, é que sentimos a necessidade de estudarmos de forma mais profunda e propomos realização deste trabalho.

            Na educação a modalidade de EaD, é vista ainda com muito preconceito por parte de algumas pessoas, devido à falta de informação sobre este assunto. Quando fazemos perguntas tais como: “o que você acha do EaD?”, percebemos o desconhecimento do termo “EaD”, mas quando se fala “ensino a
                                                                                                                                                                                        
distância” as pessoas já sabem até do que se trata, mas não sabem como funciona e se tem o devido reconhecimento das instituições. Com esta preocupação em querer explicar de forma mais simplificada é que também buscamos realizar este estudo.

            Como forma de encontrar alternativas e dar sugestões quanto à possibilidade de usar os recursos virtuais na internet promovendo mais o acesso para a classe de baixa renda, e assim buscarem na modalidade de EaD o caminho da graduação.

            Os objetivos formulados para este trabalho, consistem nas análises da modalidade de EaD e sua contribuição para a classe de baixa renda do estado de Pernambuco. Será necessário fundamentar e mencionar considerações pertinentes à classificação do tipo de pesquisa e a forma como esta será conduzida. Como objetivos definidos, a pesquisa está estruturada qualitativa e quantitativa usando referenciais metodológicas, pesquisas bibliográficas e de campo. Segundo o consagrado escritor e editor Richardson (2009, p.79) a investigação qualitativa é uma forma adequada para entender a natureza de um fenômeno social, por isso foi usado este tipo de investigação.
           
            Ressaltada a variedade existente entre trabalhos qualitativos e enumeradas as suas características, Godoy (1995, p.62) ressalta que o ambiente natural serve como fonte direta de dados e o pesquisador como instrumento natural; o caráter descritivo; o significado que as pessoas dão às coisas e à sua vida como preocupação do investigador; enfoque indutivo.
           
            O trabalho de descrição, segundo Manning (1979, p.668) é fundamental em um estudo qualitativo, pois é por meio dele que os dados são coletados.
                         
            A opção por este tipo de pesquisa foi considerar neste sentido, seus objetivos definidos, vez que o tema constitui-se um problema complexo que está relacionado por relações sociais, políticos e econômicos, exigindo uma análise crítica na intenção de compreender melhor sua profundidade. Constam de entrevistas concedidas por alunos e professores de uma universidade do estado de Pernambuco com objetivo de fornecer análise de conteúdo da qualidade do tema proposto. A análise dos dados coletados foi realizada como análise de conteúdo, por se tratar de um problema como pretensão de abordagem de uma maneira qualitativa.

            Segundo Holsti apud Richardson (2009, p 224), a análise de conteúdos é a aplicação de métodos científicos a uma evidência documentária. Para Severino (2007, p 121) trata-se de se compreender criticamente o sentido manifesto ou oculto das comunicações. Por isso neste artigo será verificado a adequação deste procedimento como análise de conteúdo.

            Ao trabalhar com evidência nas informações no decorrer, este recorre a fontes bibliográficas para aprofundar seu conhecimento sobre o tema, disponibilizadas em páginas da internet, que servem como meios para coleta das informações.

                                                                                                                                       
2. CONCEITO DE EAD

            O EAD (Ensino à Distância) é conceituado segundo a legislação brasileira, conforme os Decretos nº 2.494/98 e nº 5.622/2005, onde é caracterizado como uma modalidade educacional didático-pedagógica que é beneficiado pelas tecnologias de informação e comunicação sem limites de espaço.

Art.1º- Educação a distância é uma forma de ensino que possibilita a auto-aprendizagem, com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados, apresentados em diferentes suportes de informação, utilizados isoladamente ou combinados, e veiculados pelos diversos meios de comunicação. Decreto nº 2.494/98

Art.1º- ...caracteriza-se a educação a distância modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos.  Decreto nº 5.622/2005.


            Para Garcia o ensino a distância reúne elementos centrais para caracterização desta modalidade como uma nova forma pedagógica ao caminho da aprendizagem que reúnem vários tópicos como: separação do professor e aluno no espaço, que está relacionado tanto ao lugar quanto ao tempo; o aluno tem o controle mais rigoroso do seu aprendizado do que o professor; os alunos e os professores se comunicam e esta comunicação é realizada por meio de documentos impressos ou de forma tecnológica garantindo o seu registro. O EaD é caracterizado para ele como sendo um sistema de tecnologia da comunicação de uma forma bidirecional, ou seja, os alunos e professores se interagem de uma maneira especial no ensino a caminho de uma aprendizagem individual de forma organizada usando vários recursos tecnológicos com didáticas diversificadas.

“Educação à Distância (EaD) é uma sistema tecnológico de comunicação bidirecional, que substitui o contato pessoal professor/aluno, como meio preferencial de ensino, pela ação sistemática e conjunta de diversos recursos didáticos e pelo apoio de uma organização e tutoria, que possibilitam a aprendizagem independente e flexível dos alunos.” - Garcia ([2])


            De acordo com Litwin (2001), o EAD é considerado como uma modalidade de ensino com características específicas, caracterizando-se pela utilização de uma multiplicidade de recursos pedagógicos, objetivando a construção do conhecimento, na qual apresenta excelentes possibilidades da modalidade para a educação permanente. 
            Para que esta modalidade seja eficiente é preciso que os professores sejam preparados com conteúdo, domínio pedagógico, até os recursos técnicos com habilidades necessárias para os usos dos equipamentos que segundo Litwin sustenta que o saber básico de um docente inclui pelo menos:
  • conhecimento pedagógico de tipo real, especialmente no que diz respeito às estratégias e à organização da classe;
  • conhecimento curricular;
  • conhecimento pedagógico acerca do conteúdo;
  • conhecimento sobre os contextos educacionais; e
  • conhecimento das finalidades, dos propósitos e dos valores educativos e de suas raízes históricas e filosóficas.([3])
            Segundo Alves o ensino a distância, em sua estrutura organizacional e o seu desenvolvimento é completamente de uma forma diferenciada em relação à modalidade presencial, onde no EaD a forma de tecnologia está sempre presente e exige uma nova postura tanto do professor quanto do aluno.[4]
           Acrescenta também, para que esta modalidade seja exercida, além das novas tecnologias, faz-se necessário contar com uma infra-estrutura organizacional complexa (técnica, pedagógica e administrativa). Só uma formação de uma equipe bem preparada irá desenvolver o ensino a distância de uma boa qualidade organizando cada curso, e definindo a natureza do ambiente online em que será criado.([5])
            A realidade do EaD é cada vez mais visível e consistente devido aos sistemas educativos encontrarem-se defasados na questão da evolução do saber o que exige uma pedagogia mais atualizada, onde as universidades estão abarrotadas e as pessoas buscam cursos menos uniformes e que não correspondem com a realidade, que assim diz Levy         

 “Os sistemas educativos encontram-se hoje submetidos a novas restrições no que diz respeito a quantidade, diversidade e velocidade de evolução dos saberes. Em um plano puramente quantitativo, a demanda de formação é maior do que nunca. As universidades transbordam. Os dispositivos de formação profissional e contínua estão saturados. Quase metade da sociedade, está ou gostaria de estar na escola.” “ Os indivíduos toleram cada vez menos seguir cursos uniformes ou rígidos que não correspondem a suas necessidades reais e à especificidades de seu trajeto de vida.” Lévy([6])

            Para ilustramos com mais clareza a questão do ensino a distância mencionamos a baixo uma tabela onde mostra um paralelo entre as funções exercidas por um professor e por um tutor, pesquisada da fonte de trabalho realizado pela Iranita Sá. ([7])

  Tabela – Paralelo entre as Funções do Professor e do Tutor:
    EDUCAÇÃO PRESENCIAL
EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Conduzida pelo Professor
Acompanhada pelo tutor
Predomínio de exposições o tempo inteiro
Atendimento ao aluno, em consultas individualizadas ou em grupo, em situações em que o tutor mais ouve do que fala
Processo centrado no professor
Processo centrado no aluno
Processo como fonte central de informação
Diversificadas fontes de informações (material impresso e multimeios)
Convivência, em um mesmo ambiente físico, de professores e alunos, o tempo inteiro
Interatividade entre aluno e tutor, sob outras formas, não descartada a ocasião para os “momentos presenciais”
Ritmo de processo ditado pelo professor
Ritmo determinado pelo aluno dentro de seus próprios parâmetros
Contato face a face entre professor e aluno
Múltiplas formas de contato, incluída a ocasional face a face
Elaboração, controle e correção das avaliações pelo professor
Avaliação de acordo com parâmetros definidos, em comum acordo, pelo tutor e pelo aluno
Atendimento, pelo professor, nos rígidos horários de orientação e sala de aula
Atendimento pelo tutor, com flexíveis horários, lugares distintos e meios diversos

            Como podemos observar na comparação da tabela entre o professor presencial e o professor do EaD, ora chamado de tutor para esta modalidade, há um dinamismo e uma maior flexibilidade por parte do tutor no que diz respeito ao acompanhamento  da aprendizagem, sendo que a responsabilidade torna-se maior por parte dos alunos, vez que os mesmos procuram exercer suas atividades de uma forma autônoma dentro do tempo estabelecido pelos cursos. Contudo, este acompanhamento pelo tutor deve ser feito dentro do mais perfeito rigor para que sejam cumpridas as normas estabelecidas nesta modalidade e não deixem os alunos se dispersarem e assim não perderem o foco do objetivo principal que é o conhecimento. O dinamismo, a criatividade, a metodologia, o domínio da disciplina e o conhecimento técnico no uso de todas as tecnologias que o EaD dispõe, exige que o tutor tenha que sempre permanecer atualizado, afim de que esta modalidade não caia no marasmo educacional, pois é o que podemos observar na maioria das vezes com a modalidade presencial. 
  
3. HISTÓRICO DO EAD E SEU INÍCIO NO BRASIL
  
            O EaD como caracterização de educação, segundo Voigt e Leite não é novo, pois confirmam que o que tem mudado primordialmente são as tecnologias que são usadas em diferentes formas de projetos e cursos de EaD.([8]) . Segundo Litwin esta modalidade de educação surgiu no final do século XIX, com as instituições particulares dos EUA e da Europa que ofereciam cursos por correspondências destinados ao ensino dos temas vinculados a ofício de escasso valor acadêmico. Muitos não acreditavam no seu potencial, pois parecia que era um estudo para os que fracassaram na via escolar convencionais. Somente na década de 1960, com a criação de universidades à distância que competiam com a modalidade presencial, foi possível superar muitos preconceitos da EaD.[9]
            Otto Peters vai mais além, em relação à história do EaD quando coloca que esta modalidade de ensino se desenvolveu e teve início “desde as primeiras tentativas singulares na antiguidade até a difusão inesperada e surpreendente desta forma de ensino e aprendizagem por todo mundo na segunda metade do século XIX”([10]). Afirma que as primeiras experiências em passar os ensinamentos por meio do EaD foram de forma específica e isolada tendo sido concebidas como algo de muita relevância para quem estava ligado com a religião. Para ele quem primeiro usou esta modalidade de educação com o uso da tecnologia da época (a escrita), em sua concepção, parece ter sido feito pelo apóstolo Paulo que considerava como meio de transporte para realizar seu trabalho missionário sem se esforçar a viajar, utilizando-se das cartas/epístolas para realizar seus ensinamentos substituindo a pregação presencial por meio assíncrono e imediato, isso para Peters, é “uma abordagem baseada na tecnologia, ainda pré-industrial”. ([11])

            No Brasil, o EaD iniciou de uma forma perceptível pelo ensino por correspondência estando voltado à formação de profissionais e posteriormente tendo como auxílio os meios de comunicações. As instituições privadas e as ONGs (organizações não governamentais) deram continuidade com grandes contribuições com inovações ao processo de ensino nesta modalidade começando também a oferecer aulas via satélites com materiais impressos para os cursos de supletivos à distância.
Com o aparecimento e expansão da internet surgiu a universidade virtual, onde depois de muito esforço e luta para conquistar seu espaço, utilizando-se das tecnologias de comunicação e informação existentes, conseguiu enfim, seu reconhecimento como nível superior.

Em 20 de dezembro de 1996, com o surgimento da Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96), o EaD foi oficializado, reconhecido como modalidade válida para todos os cursos que se enquadrem no perfil educacional do país. Com o reconhecimento desta modalidade por meio de Lei, Decretos e Portarias, como forma de regulamentação, controle e orientação, o EaD, até então um pouco considerado pela sociedade, houve uma assensão e valorização ao ponto de haver um crescimento estatístico além do previsto, que conforme os dados do ABRAEAD (Anuário Brasileiro Estatístico de Educação à Distância) edição 2007, onde nos informa que nos anos de 2004 a 2006 o aumento foi significativo com um salto de 309.957 para 778.458 de alunos que estudaram na modalidade do EaD no Brasil.
O EaD – Ensino a Distância - no Brasil vem crescendo consideradamente nos últimos tempos, que conforme o Ministério da Educação, dados revelam que a cada cinco novos alunos que pretendem realizar um curso de graduação, um prefere a modalidade à distância e relata que do ano de 2000 para 2010, a quantidade de matrículas passou de 5.287 para 930.179, onde o número de instituições credenciadas já chegam há 222 que estão oferecendo 930 cursos de graduação à distância.

 Maiky Soares([12]), relatamos abaixo as datas com suas respectivas informações históricas e como se processou a implantação, ao longo de décadas, na modalidade do ensino a distância - EaD no Brasil:

·      1923 – Fundação da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro.
·      1936 – Doação da Radio Sociedade do Rio de Janeiro ao Ministério da Educação e Saúde.
·      1937 – Criação do Serviço de Radiodifusão Educativa do Ministério da Educação.
·      1959 – Inicio das escolas radiofônicas em Natal (RN).
·      1960 – Inicio da ação sistematizada do Governo Federal em EAD; contrato entre o MEC e a CNBB: expansão do sistema de escolas radiofônicas aos estados nordestinos, que faz surgir o MEB – Movimento de Educação de Base – sistema de ensino a distância não-formal.
·      1965 – Inicio dos trabalhos da Comissão para Estudos e Planejamento da Radiodifusão Educativa.
·      1966 a 1974 – Instalação de oito emissoras de televisão educativa: TV Universitária de Pernambuco, TV Educativa do Rio de Janeiro, TV Cultura de São Paulo, TV Educativa do Amazonas, TV Educativa do Maranhão, TV Universitária do Rio Grande do Norte, TV Educativa do Espírito Santo e TV Educativa do Rio Grande do Sul.
·      1967 – Criada a Fundação Padre Anchieta e mantida pelo Estado de São Paulo com o objetivo de promover atividades educativas e culturais através do rádio e da televisão (iniciou suas transmissões em 1969): constituída a Feplam (Fundação) Educacional Padre Landell de Moura), instituição privada sem fins lucrativos, que promove a educação de adultos através de teleducação por multimeios.
·      1969 – TVE Maranhão/CEMA – Centro Educativo do Maranhão: programas educativos para a 5ª serie, inicialmente em circuito fechado e a partir de 1970 em circuito aberto, também para a 6ª serie.
·      1970 – Portaria 408 – emissoras comerciais de rádio e televisão: obrigatoriedade da transmissão gratuita de cinco horas semanais de 30 minutos diários, de segunda a sexta– feira, ou com 75 minutos aos sábados e domingos. É iniciada em cadeia nacional a serie de cursos do Projeto Minerva, irradiando os cursos de Capacitação Ginasial e Madureza Ginasial, produzidos pela Feplam e pela Fundação Padre Anchieta.
·      1971 – Nasce a ABT – inicialmente como Associação Brasileira de Tele–Educação, que já organizava desde 1969 os Seminários Brasileiros de Teleducação atualmente denominados Seminários Brasileiros de Tecnologia  Educacional. Foi pioneira em cursos à distância, capacitando os professores  através de correspondência.
·      1972 – Criação do Prontel – Programa Nacional de Teleducação – que fortaleceu o Sinred – Sistema Nacional de Radiodifusão Educativa.
·      1973 – Projeto Minerva passa a produzir o Curso Supletivo de 1º Grau, II fase, envolvendo o MEC, Prontel, Cenafor e secretarias de Educação.
·      1973-74 – Projeto SACI conclusão dos estudos para o Curso Supletivo "João da Silva", sob o formato de telenovela, para o ensino das quatro primeiras séries do lº grau; o curso introduziu uma 2 inovação pioneira no mundo, um projeto – piloto de tele – didática da TVE, que conquistou o prêmio especial do Júri Internacional do Prêmio Japão.
·      1974 – TVE Ceará começa a gerar tele-aulas; o Ceteb – Centro de Ensino Técnico de Brasília – inicia o planejamento de cursos em convênio com a Petrobras para capacitação dos empregados desta empresa e do projeto Logus II, em convênio com o MEC, para habilitar professores leigos sem afastá–los do exercício docente.
·      1978 – Lançado o Telecurso de 2º Grau, pela Fundação Padre Anchieta (TV Cultura/SP) e Fundação Roberto Marinho, com programas televisivos apoiados por fascículos impressos, para preparar o tele-aluno para os exames supletivos.
·      1979 – Criação da FCBTVE – Fundação Centro Brasileiro de Televisão Educativa/MEC; dando continuidade ao Curso "João da Silva", surge o Projeto Conquista, também como telenovela, para as ultimas séries do primeiro grau; começa a utilização dos programas de alfabetização por TV – (MOBRAL), em recepção organizada, controlada ou livre, abrangendo todas as capitais dos estados do Brasil.
·      1979 a 1983– É implantado, em caráter experimental, o Posgrad – pós-graduação Tutorial à Distância – pela Capes – Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de Ensino Superior – do MEC, administrado pela ABT – Associação Brasileira de Tecnologia Educacional – com o objetivo de capacitar docentes universitários do interior do país.
·      1981 – FCBTVE trocou sua sigla para FUNTEVE: Coordenação das atividades da TV Educativa do Rio de Janeiro, da Radio MEC-Rio, da Radio MEC-Brasília, do Centro de Cinema Educativo e do Centro de Informática Educativa.
·      1983/1984– Criação da TV Educativa do Mato Grosso do Sul. Inicio do "Projeto Ipê", da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo e da Fundação Padre Anchieta, com cursos pura atualização e aperfeiçoamento do magistério de 1º e 2º Graus, utilizando–se de multimeios.
·      1988 – "Verso e Reverso – Educando o Educador": curso por correspondência para capacitação de professores de Educação Básica de Jovens e Adultos/ MEC Fundação Nacional para Educação de Jovens e Adultos (EDUCAR), com apoio de programas televisivos através da Rede Manchete.                                                                                                              
·      1991 – 0 "Projeto Ipê" passa a enfatizar os conteúdos curriculares.
·      1991 – A Fundação Roquete Pinto, a Secretaria Nacional de Educação Básica e secretarias estaduais de Educação implantam o Programa de Atualização de Docentes, abrangendo as quatro series iniciais do ensino fundamental e alunos dos cursos de formação  de professores. Na segunda fase, o projeto ganha o titulo de "Um salto para o futuro".
·      1992 – 0 Núcleo de Educação a Distância do Instituto de Educação da UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso), em parceria com a Unemat (Universidade do Estado do Mato Grosso) e a Secretaria de Estado de Educação e com apoio da Tele-Universite du Quebec (Canadá), criam o projeto de Licenciatura Plena em Educação Básica: 1º a 4º series do 1º grau, utilizando o EAD. Curso é iniciado em 1995.
·      1996 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Regulamenta a EaD no Brasil. 

            As circunstâncias que fazem com que o EAD tenha esta relevância e sua ascensão são exatamente o fator histórico, político e social. Histórico porque desde muito tempo como já foi mencionada, esta modalidade já vinha sendo exercida de uma maneira sutil de acordo com os padrões de sua época, sendo usadas exatamente as tecnologias existentes e compatíveis aos desafios propostos à sua eficácia. Político porque toda mobilização por parte das pessoas que a utilizavam já havia um interesse para o aperfeiçoamento das técnicas existente em cada época assim como no início as cartas, apostilas, etc. e as tecnologias atuais como internet, celulares, entre outras, buscando-se assim uma nova forma de informação no mundo do conhecimento ressaltando-se de maneira mais sólida cada vez em que se aprimorava no tempo. Social porque toda a sociedade evolui naturalmente com o conhecimento humano. Com essa evolução esta modalidade torna-se possível para os nossos dias ao alcance de todos.
                                                                                                                                           
4. DIFERENÇA ENTRE ENSINO E EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA


            É necessário considerarmos que, o termo EaD, para os estudiosos nesta modalidade, é tratado como Ensino à Distância e para outros nos é colocado como Educação à Distância.
Analisando no sentido mais amplo, as palavras Ensino e Educação terão uma significação, cada uma em seu contexto diferenciada. Poderemos realmente, darmos uma interpretação mais acentuada para a modalidade EaD.
Analisando de forma mais sintética, que a palavra Ensino tenha um sentido mais amplo de que todos podem ensinar de tudo para todos, porém, sem tanta preocupação do que está sendo ensinado sem dá ênfase ao crescimento de forma pessoal a quem está recebendo a informação. Exemplo, um pai pode ensinar a pregar um prego na parede ao seu filho, uma mãe pode ensinar os serviços domésticos aos seus filhos, até mesmo num sentido mais cruel, um marginal ensina aos seus comparsas as coisas que nem ele mesmo deveria fazer e assim todos aprendem.    
Se analisarmos de forma também mais sintética, a palavra Educação tem também um sentido amplo de correção individual de modificação das pessoas, porém com uma conotação mais eficaz que busca sempre a construção interpessoal de uma forma edificante na formação de quem procura o conhecimento para e seu crescimento pessoal
Como podemos analisar as duas palavras, têm um sentido que leva a aprendizagem. O que podemos perceber é que a Educação tem um sentido primordial ao crescimento da pessoa. Vale ressaltar que quem realmente deseja o aprendizado e o conhecimento, deve estar disposto a recepcionar as informações de forma assídua e comprometedora que o faça levar a uma disponibilidade ou aspire um desejo ao conhecimento.
           
            Independentemente da modalidade adotada, as palavras educação e ensino, são usadas frequentemente como sinônimos, sendo que seus significados estão assemelhados, onde é preciso, porém distingui-las.
Sem procuramos por teorias muito sofisticadas, uma consulta aos dicionários pode ajudar.  Para Aurélio, assim define educação e ensino:

"Educação-Processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral da criança e do ser humano em geral, visando à sua melhor integração individual e social”.
“Ensino-Transmissão de conhecimentos, de informações ou de esclarecimentos úteis ou indispensáveis à educação”. ([13])

Caldas Aulete concorda com as definições de Aurélio, onde para ele:

“Educação é ato e efeito de educar, de desenvolver as faculdades físicas, intelectuais e morais da criança e, em geral, do ser humano e o Ensino é a ação de ensinar; instrução, ensinamento, educação".
            No livro “Psicologia da Aprendizagem” de Samuel Pfromm Netto, essas definições são elucidadas, havendo uma concordância para essas definições, no que diz a respeito da educação e do ensino:

"A educação é concebida como um conjunto de experiências pessoais ativas, dinâmicas, mutáveis por meio das quais o indivíduo seleciona, absorve e incorpora informações, relacionando-as com as que já dispõem em seu repertório e as reorganiza expressa ou utiliza para criar novas informações, orientar suas ações, Agir junto a outras pessoas ou modificar o ambiente. O Ensino é essencialmente uma relação de ajuda ou de auxílio interpessoal, na qual alguém que dispõe de mais experiência e mais conhecimentos influencia outras pessoas de várias maneiras: leciona, orienta, mostra, explica, demonstra, exemplifica, pergunta, responde, estimula, corrige, dirige debates, supervisiona, esclarece, prepara, propõe e acompanha atividades, incentiva e guia quem aprende quanto ao uso adequado de materiais e recursos, facilita a compreensão e o desempenho adequados, fornece os preceitos ou fundamentos de uma ciência, técnica arte ou habilidade."([14])

            No que tange a questão do EaD, podemos acreditar que para esta modalidade a terminologia mais propícia no sentido instrucional é pertinente usarmos a linguagem da palavra Educação, pois quando usamos a tecnologia adequada é para formação de cada pessoa que se beneficia da informação para o seu conhecimento e sucessivamente o seu crescimento na aprendizagem. Em se tratando de apenas uma informação, um vídeo, uma correspondência, uma interação, podemos, assim definirmos o EaD com o significado da palavra Ensino pois, trata-se apenas de uma mera informação sobre algo, sem ter muita conotação no caráter educacional.

            Conforme Moran na modalidade do EaD a expressão fundamentada-se de que o “ensino a distância” tem como papel principal a do professor, o que nos traz aqui um sentido de ensino, pois só o professor é quem diz o que se vai aprender e o aluno não está totalmente interligado no processo de educação.

“Educação a distância é o processo de ensino-aprendizagem, mediado por tecnologias, onde professores e estudantes estão separados espacial e/ou temporalmente. É ensino/aprendizagem onde professores e estudantes não estão normalmente juntos, fisicamente, mas podem estar conectados, interligados por tecnologias, principalmente as telemáticas, como a Internet, mas também podem ser utilizados o correio, o rádio, a televisão, o vídeo, o CD-ROM, o telefone, o fax e tecnologias semelhantes.” - Moran.([15])

            Como a palavra educação abrange algo mais, no EaD não poderia ser diferente, onde a interação entre professor e aluno é mais assídua e que se beneficia do planejamento, da direção e instrução da organização do ensino.
Para Moore e Kearsley a definição do conceito de educação no EaD é mais acentuada.

“Educação a distância é o aprendizado planejado que normalmente ocorre em lugar diverso do professor e como consequência requer técnicas especiais de planejamento de curso, técnicas instrucionais especiais, métodos especiais de comunicação, eletrônicos ou outros, bem como estrutura organizacional e administrativa específica.” – Moore e Kearley([16]).
                                                          

                                                         Para Marina Vianna, em seu blog, utiliza a ideia base do professor Eduardo Chaves quando define que “a Educação a Distância é uma modalidade da Educação”, o que não deixa de ser óbvio, e que, para ela, continuando com o pensamento do professor, além do Ensino à Distância, usa a expressão Educação Colaborativa à Distância que estão inseridas na Educação à Distância onde parte de um todo que é a Educação.


“A Educação a Distância é uma modalidade da Educação e dentro desta há, digamos, modelos que você pode optar para atender as suas necessidades, onde os mais utilizados são o Ensino a Distância e a Educação Colaborativa a Distância. No Ensino a Distância prioriza-se o conteúdo, não há muito foco em interações, nessa estrutura, quando há outro recurso além dos textos, vídeos ou áudios, são questões de respostas objetivas, que não visam estimular debates. Na Educação Colaborativa a Distância ocorre o contrário, as interações entre os envolvidos no curso são vitais para um melhor aproveitamento do curso, são valorizadas as experiências que os alunos tem sobre o tema do curso e as interações que acontecem.”


E ela nos coloca também, com embasamento em suas pesquisas, a diferença entre as siglas EaD e EAD.

“EaD significa Educação a Distância.
EAD significa Educação Aberta a Distância.
Portanto, não existe o EaD, o correto é a EaD”.([17])


            A Lei nº 9.394/96 – LDB (Lei de Diretrizes de Base) trata, em seu artigo 80 e seus respectivos parágrafos, de uma maneira própria da especificação de curso na modalidade da educação à distância, enfatizando ao Poder Público o incentivo ao desenvolvimento e a veiculação de programas desta modalidade:


Art. 80º. O Poder Público incentivará o desenvolvimento e a veiculação de programas de ensino a distância, em todos os níveis e modalidades de ensino, e de educação continuada.
§ 1º. A educação a distância, organizada com abertura e regime especiais, será oferecida por instituições especificamente credenciadas pela União.
§ 2º. A União regulamentará os requisitos para a realização de exames e registro de diploma relativo a cursos de educação à distância.
§ 3º. As normas para produção, controle e avaliação de programas de educação a distância e a autorização para sua implementação, caberão aos respectivos sistemas de ensino, podendo haver cooperação e integração entre os diferentes sistemas.

§ 4º. A educação a distância gozará de tratamento diferenciado, que incluirá:
I - custos de transmissão reduzidos em canais comerciais de radiodifusão sonora e de sons e imagens;
II - concessão de canais com finalidades exclusivamente educativas;
III - reserva de tempo mínimo, sem ônus para o Poder Público, pelos concessionários de canais comerciais. ([19])


Este artigo expressa a intenção clara de que a legislação brasileira não quis distinguir a questão de Ensino e Educação, pois resalta as palavras educação e ensino como sinônimos, apenas menciona que o Poder Público incentivará o desenvolvimento e a veiculação de programas nesta modalidade, porém os Decretos nº 2.494/98 e nº 5.622/2005 dão ênfases à expressão dada para esta modalidade como Educação à Distância.

            A Educação, sem dúvida nenhuma, poderá acontecer através do ensino, e que este poderá ser feito a distância. Como a educação pode acontecer também por meio da autoaprendizagem, onde a aprendizagem ocorre por meio de orientação ou por meio do esforço individual e que é provocada também por meio do processo de ensino dando-se o conhecimento.
É importante esclarecer que, esses termos Educação e Ensino, são meramente formas de linguísticas, e que no decorrer da explanação tornou-se esclarecedora entre uma palavra e outra, e o que vale ressaltar é o sentido da modalidade EaD ter uma atenção especial, pois pode auxiliar com eficiência o aprendizado individual.

           
5. REALIDADE DO EAD PARA A POPULAÇÃO DE BAIXA RENDA EM PERNAMBUCO.

           
            A Educação sendo um direito de todos e uma obrigação por parte do Estado e da Família, e juntamente com a Sociedade, terá que promover e incentivar de maneira colaborativa o desenvolvimento da pessoa, tanto individual quanto profissional, para formação da cidadania, conforme menciona a Constituição brasileira de 1988:

Art.. 205 - A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber;
III - pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;
IV - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;
Art. 207. As universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.
Art. 208 - O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de:
V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um;
Artigo 209 O ensino é livre à iniciativa privada, atendidas as seguintes condições:
I - cumprimento das normas gerais da educação nacional;
II - autorização e avaliação de qualidade pelo poder público.
Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. ([20])

O EaD como sendo uma das modalidade da educação, se faz necessário a abrangência de toda sociedade e para tanto, houve a necessidade de sua oficialização e legalização, como já mencionamos anteriormente, com a Constituição Federal, com a Lei de Diretrizes de Base (LDB) e com os Decretos nº 2.494/98 e nº 5.622/2005 que tem também a mesma visão e o mesmo propósito na educação da pessoa que é o de  exercer a cidadania e se qualificar profissionalmente.
  
O quantitativo de instituições de ensino existente no país, mais especificamente em nosso Estado, que vem oferecendo o conhecimento específico na esfera educacional desta modalidade, ainda não é um número suficiente no que se refere à oferta de cursos por parte das instituições, pois segundo o MEC, em Pernambuco existem 82 cursos na modalidade à distância contra 213 na modalidade presencial e que se conclui uma defasagem nesta modalidade.

Podemos também analisar que além de existir uma defasagem nesta modalidade, grande parte da população carente (classes D e E) não está sendo assistida na educação tanto por parte do governo quanto por parte das instituições particulares.
Enquanto o governo que reprensa o Estado “vem se esforçando” em busca de uma educação de qualidade, ainda está muito a quem da realidade. Por sua vez, as instituições de ensino fornecem uma educação nos moldes da base econômica, com mensalidades caras onde a acessibilidade também está ao alcance dos que têm condições financeiras ajustadas e/ou promissoras à de classe A ou àqueles de classe B e C, que por acaso conseguiram uma bolsa de estudo integral, limitadas pelas próprias instituições ou pelo governo ou uma bolsa de estudo parcial, onde procura pagar com maior esforço parte das mensalidades ajustadas pela bolsa oferecida, onde temos como exemplo o Prouni ([21]), o Educa mais Brasil - Bolsas de Estudos ([22]) e outros.
  
            Há um esforço por meio de projetos por parte do governo federal em busca de uma educação de qualidade na modalidade do EaD em todo o país para todos os cidadãos, tanto no âmbito da União Federal, como no estadual por meio das instituições de ensino como exemplo, no estado de Pernambuco a UFPE, URFPE e IFPE, UPE, ETEPAM e outras. Também há esforço por parte da iniciativa privada nesta modalidade, onde podemos perceber investimentos de alta tecnologia que impactam no cotidiano na sociedade, porém, ainda não é o suficiente.
Podemos ainda perceber, que mesmo com alguns investimentos, a preocupação do governo do estado de Pernambuco e da iniciativa privada em oferecer uma educação de qualidade à sociedade, a população carente não está sendo assistida em sua totalidade ou de forma efetiva, tendo ainda que se submeter à reciclagem nos estudos para conseguirem uma vaga por causa dos processos de seleções existentes. Como exemplo, temos sua própria instituição estatal a UPE (Universidade de Pernambuco) que atua nesta modalidade de uma forma acanhada, onde são poucos os cursos oferecidos tais como: Administração Pública, Ciências Biológicas, Letra e Pedagogia e que segundo sua metodologia “Os Cursos a distância que ora oferecemos o processo de seleção...”, conforme site do curso de EaD([23]e que segundo pesquisas realizadas com estudantes da instituição UPE, que não quiseram se identificar, “o sistema não é tão avançado”, porém, “dá para continuar” e que só estudava no curso que estava, porque “a instituição não oferecia outro de seu interesse”, “não tem tempo de estudar em um curso presencial” e “uma vez que já passou pelo processo seletivo não irá passar por tudo para frequentar outro curso” e que também pesquisas realizadas com alguns professores desta mesma instituição que também não quiseram se identificar, “precisa ampliar o quadro dos cursos”, “mais treinamento dos profissionais”, “avaliação dos profissionais bem como seus desempenhos com treinamentos” e “valorização dos profissionais com seus vencimentos atualizados”. Como podemos perceber, esta instituição necessita de uma reformulação quanto ao oferecimento de mais cursos e simplificar o acesso da população carente, onde o nível escolar da população de baixa renda, classes D e E, não dão condições para alcançar as diferentes formas de educação, em especial à de EAD e assim viverem isolados, afastados, tentando buscar uma colocação no mercado de trabalho, cada vez mais competitivo.
Infelizmente muitas instituições ainda não estão preparadas para a questão da educação em relação ao EaD e que ela chegue à população carente, ou se estão, não há interesse por parte das mesmas devido a dificuldades ou burocracias de incentivo do governo em  parecer que a educação caminhe em passos vagarosos e assim não alcance o auge necessário para o real desenvolvimento social.
A população carente necessita de mais empenho governamental na modalidade do EaD, pois as tecnologias estão cada vez mais, invadindo nosso convívio social, onde cada pessoa se depara no seu dia-a-dia com as altas tecnologias existentes no mundo dos negócios. As empresas cada vez mais equipadas, os bancos modernizando suas automações, os celulares mais inovadores, as pessoas que não acompanharem estas evoluções ficarão desatualizadas. Com essa realidade, a pessoa que não acompanhar a evolução tecnológica viverá de certa forma, “excluída” da vida educacional e profissional, e assim lhes restando poucas alternativas de sobrevivência, procurando meios alternativos como subempregos e até mesmo atividades informais.

            O Estado de Pernambuco vem dando grandes passos na economia em busca de uma sociedade sólida. No que se refere ao ensino a distância (EaD) é pertinente lembrar que, quanto a esta modalidade, o governo do Estado de Pernambuco tem se mobilizado a oferecer cursos de qualificações profissionais de nível técnico e graduação, mas sempre com número reduzido de vagas, onde novamente percebemos as limitações para aqueles que não têm condições de suprirem essas exigências e assim ficam só no desejo de se qualificarem para o mercado.
No que se refere à questão dos números de vagas, que são necessários, sendo compreensivo, até porque o Estado de Pernambuco não oferece um quantitativo compatível de instalações físicas equipadas, devido ao grande número de estudantes que concluem o ensino médio, desejando encontrar uma graduação que seja compatível à sua característica pessoal ou pelas oportunidades que o mercado está oferecendo, como é o caso de Pernambuco atualmente. Quando mencionamos limites de vagas e os processos seletivos fazendo com que muitos alunos cujo nível de educação baixo não tenha acesso aos cursos, queremos enfatizar que as exigências para tais cursos ofertados pelo governo não deveriam realizar as seleções de forma categórica e eliminatória com provas de conhecimentos superior ao que os estudantes alcançaram nos estudos obtidos até o momento.
           
            Há um investimento acanhado por parte do governo do estado de Pernambuco no segmento desta modalidade do EaD em graduação, como já mencionamos anteriormente, porém o que pode-se observar é que, há problemas a serem superados quanto ao oferecimento dos cursos ofertados, tais como: falta de difusão (mídia), sistema impróprios, inadequados ou problemáticos, falta de treinamento dos profissionais da área, o uso de software livre que é pouco divulgado, vagas limitadas, pouco ambiente físico.      

Em Pernambuco o oferecimento na modalidade de ensino à distância tem sua precariedade, devido a má administração por parte não dos recursos findos do governo federal, mas devido a falta de aproveitamento desses recursos que são maus elaborados ou distribuídos não resultando na melhor forma como deveria ser o seu real investimento. Não queremos criticar a forma de como está sendo administrados estes recursos, mas apenas lembrar que a educação nesta modalidade carece de mais atenção.
  
6. POSSÍVEIS SOLUÇÕES PARA A POPULAÇÃO DE BAIXA RENDA TER ACESSO À MODALIDADE EAD NO ESTADO DE PERNAMBUCO
    

Ao falarmos em limites de vagas e as exigências para os cursos ofertados pelas instituições públicas e particulares na modalidade do EaD, sabe-se que, as instituições particulares não oferecem condições para a população carente devido as suas mensalidades que não estão ao alcance das classe D e E, a não ser por meio do incentivo governamental (bolsas) e a instituição pública de Pernambuco (UPE) suas vagas são poucas motivo do quantitativo dos cursos ofertados (Administração Pública, Ciências Biológicas, Letra e Pedagogia)  e a sua seleção é de forma categórica e eliminatória Os Cursos a distância que ora oferecemos no processo de seleção... , restringem os que desejam uma educação específica conforme  cada pretensão individual ou as que são oferecidas pelo mercado de trabalho.
Devido às circunstâncias mencionadas, apresentamos possíveis soluções oportunas para a modalidade do EaD em Pernambuco, em especial atenção ao governo do estado por meio de suas instituições afim de observação e análise, e possível ajuste no sistema educacional:

a)           Cursos compatíveis com o momento atual da economia de Pernambuco;
b)           Adequar as universidades para a modalidade de ensino a distância - EaD;
c)            Sistemas de Tecnologia adequados a modalidade EaD;
d)           Mais valorização dos professores (com vencimentos adequados e        treinamentos dos profissionais da área);
e)           Publicidade com informações sobre a modalidade EaD;
f)             Parceria com as operadoras de telefonia para garantir o acesso à internet adequado ao EaD;
g)           Incentivos econômicos financeiros para os estudantes de baixa renda da modalidade EaD.

O governo também deveria dar mais estruturas necessárias (“abrindo mais as portas”) com novos cursos, novas universidades com estruturas modernas, valorizando mais os professores, e que os alunos interessados, assim que concluírem o ensino médio, ingressem em níveis mais elevados (graduação), tanto na modalidade presencial quanto na modalidade em EaD. Sabemos que esta realidade esta distante do almejado, pois o investimento na educação ainda não é satisfatório, tanto economicamente, como está sendo administrado este investimento por parte das autoridades competentes governamentais.
                                                                                                                                                                             
7. CONSIDERAÇÕES FINAIS

            Atendendo ao nosso propósito inicial, realizamos uma breve investigação sobre a população mais carente, classes sociais D e E, de ter a necessidade de uma educação atualizada em conformidade ao atual mercado de trabalho, por parte não só dos estudantes de nível médio, mas para qualquer um que esteja fora do mercado de trabalho. Do ponto de vista, da modalidade educacional em graduação, podemos perceber que o EaD consiste em uma necessidade e oportunidade para o estado de Pernambuco, pois analisamos, em especial a carência na oferta de cursos por parte do governo para a população de baixa renda.
            Chegamos à conclusão de que o essencial da questão na modalidade de ensino abordada neste trabalho, o EaD para a população carente, é a democratização do acesso ao conhecimento. Conhecimento que, por tanto tempo e em tantas sociedades, ficou somente sob o domínio de uma minoria de favorecidos.

            Podemos perceber que a modalidade de ensino, Educação a Distância, muitas vezes discriminada, por ignorância ou interesses é uma realidade, e é uma potente ferramenta para a promoção de inclusão social e inclusão digital, em prol de pessoas pertencentes, economicamente falando, a uma classe das minorias discriminadas (pobres, desempregados, índios, mulheres, negros, idosos...), enfim, de todos necessitados de todos os tipos de inclusão, de uma sociedade carente de ajuda na área educacional.

            Tivemos a devida certeza de que a legislação educacional brasileira que ora está em vigor, e as diversas pesquisas que vem sendo realizadas no país e no mundo, chegam ao conhecimento de muitas pessoas por meio de inúmeros artigos publicados e os apresentados em congressos e encontros de todas as áreas de conhecimento envolvidas, assim como, educação, saúde, cidadania, tecnologias, etc. Muito já foi feito, porém, temos muito ainda pra fazer, como acompanhar as mudanças na nova legislação educacional e novos trabalhos (artigos, monografias, seminários, palestras, convenções...) que surgirão a respeito do assunto, o importante é não perdermos a consciência dos mais diversos interesses para a construção de uma realidade, que é uma sociedade mais justa.

                                                                                                                 
8. REFERÊNCIAS


ALMANAQUE ABRIL 2009. São Paulo: Editora Abril, 2009. Anual.

BRASIL. Constituição Federal de 1988. Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 5 de outubro de 1988. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br>. Acesso em: 07 mar. 2013.

BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília 23 de dezembro de 1996. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br>. Acesso em: 08 mar. 2013.

BRASIL, Decreto n.º 2.494, de 10 de fevereiro de 1998, Regulamenta o art. 80 da Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília 11 de fevereiro de 1998. Disponível em:<http://portal.mec.gov.br>. Acesso em: 08 mar. 2013.

BRASIL. Decreto nº 5.622, de 19 de dezembro de 2005. Regulamenta o art. 80 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional e revoga o decreto 2.494 de 10 de fevereiro de 1998. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília 20 de dezembro de 2005. Disponível em: http://www.planalto.gov.br>.  Acesso em: 08 mar. 2013.

MORAN, José Manuel; O que é educação a distância. Disponível em: <http://www.eca.usp.br/prof/moran/dist.htm, 2002>. Acesso em: 10 mar. 2013.

LEAL, Tiago Anderson Carneiro e Silva Souza, Graziela Santana de - Artigo: Educação a Distância no Brasil: Mudança Social e Tecnológica.  Disponível em: http://www.administradores.com.br/artigos/economia-e-financas/educacao-a-distancia-no-brasil-mudanca-social-e-tecnologica>.Acesso em: 09 mar. 2013.

HICKEL, Melita – Educação a Distância e as possibilidades de inclusão(ões) – Porto Alegre, 06,2011. Disponível em:<http://www.abed.org.br/congresso2011>
Acesso em: 10 mar. 2013.                                                                                              
                                                                                                                                         
VIANNA, Marina – Educação a Distância e Ensino a Distância – 2012

SAKAGUTI, Solange Tieko.  A Evolução da EAD com Alunos Indígenas e sua Inclusão Digital na UNIGRAN. Disponível em:<http://www.abed.org.br/seminario2006>.  Acesso em: 13 mar. 2013.
                          
SAKAGUTI, Solange Tieko. A Evolução da EAD com Alunos Indígenas e sua Inclusão Digital na UNIGRAN.- http://www.abed.org.br/seminario2006
Acesso em: 13 mar. 2013.

SAKAGUTI, http://www2.abed.org.br/visualizaDocumento.asp?
Acesso em: 13 mar. 2013.

http://www.auletedigital.com.br/download.html
 Acesso em: 13 mar. 2013

http://www.slideshare.net/MonicaBraga/apresentao-educao-digital
Acesso em: 13 mar. 2013.

http://www.educamaisbrasil.com
Acesso em: 10 mar. 2013.

www.mec.gov.br
Acesso em: 07 mar. 2013.

http://rived.mec.gov.br/site_objeto_lis.php
Acesso em: 08 mar. 2013.

http://www.plenarinho.gov.br/educacao/plenarinho-para-professores
Acesso em: 09 mar. 2013.

http://prouniportal.mec.gov.br/
Acesso em: 13 mar. 2013.


[1] - Edital de EaD da UPE.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                             
[2] - Garcia, 1995                                                                                                                                                             
[3] - Shulman (1995, apud Litwin, 2001:103);
[4] - Alves; Nova, 2003;
[5] - Alves; Nova, 2003;
[6] - Lévy, p.169, 199);                                                                                                                                                      
[7] -  Sá, Iranita. Educação a Distância: Processo Contínuo de Inclusão Social.Fortaleza,CEC, 1998 p.47.                      15
[8] - Voigt e Leite(2004);
[9] - Litwin, 2001,15
[10] - Otto Peters, 2001, p.29
[11] - Otto Peters, 2001, p.29                                                                                                                                            
[12]  -  Maiky Soares  
[13] - Aurélio B. H. Ferreira                                                                                                                                                 
[14] - Livro: Netto, Samuel Pfromm  -  “Psicologia da Aprendizagem”                                                                                  
[15]- Moran (2002)
[16]- Moore e Kearsley, 1996, p.2           
[17]-  Marina - sexta-feira, 4 de maio de 2012                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  
[19] - Artigo 80. Lei 9.394/96. Disponível na Internet, no Portal do Ministério da Educação em: <http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/ldb.pdf>. Acesso em 19 nov. 2010.                                                                 
[20] - Artigos: 205, 206,207, 208,209 e 227 da Constituição Federativa do Brasil de 1988.                                              
[21] - http://prouniportal.mec.gov.br/        
[22] - http://www.educamaisbrasil.com                                                                                                                              
[23] - http://www.upe.br ;  www.ead.upe.br                                                                                                                                        

Nenhum comentário: