É controversa a origem do nome Pernambuco. O nome Pernambuco provem
do tupi-guarani “paranambuco”, ligação das palavras indígenas: para’nã, quer dizer, rio cauduloso, rio
farto, “rio grande” ou “mar” e pu’ka (buka)
que dizer ”buraco”, rebentar, furar, sendo seu significado o de “buraco no
mar”, onde os índios usavam esse termo em relação aos navios que furavam a
barreira de recifes. Esse significado para Pernambuco, “buraco no mar”, referia-se ao Canal
de Santa Cruz na Ilha de Itamaracá ou à abertura existente
nos arrecifes entre Olinda e o Recife.
Conforme afirmativas de outros
estudiosos, essa designação era indicação da denominação nas línguas nativas indígenas
locais da época do descobrimento referindo-se ao pau-brasil. Outra hipótese é que pode vim do
tupi, paranãbuku, que quer dizer, “rio comprido”, uma provável menção
ao rio das capivaras, o Capibaribe, já que os antigos mapas da época indicam um “rio
Pernambuco” ao norte mais precisamente do Cabo de Santo Agostinho.
Porém, há uma recente hipótese, proposta
pelo pesquisador Jacques Ribemboim, professor do Departamento
Economia UFRPE, em seu mais novo livro, “Pernambuco de Fernão", que segundo a qual
a origem da palavra seria da língua portuguesa: o Canal de Santa Cruz, no
início do século XVI, era conhecido como "Boca de Fernão" onde Fernão de Noronha era o explorador de
pau-brasil, e possivelmente os índios o chamavam de algo
próximo a "Pernão Boca" ou "Pernambuka", que teria dado
origem ao nome Pernambuco. Ele contesta a versão anterior de que a origem
do nome Pernambuco esteve sempre ligada ao tupi onde os termos paranã e buka,
que significaria “buraco no mar” ou “mar furado”, sendo a versão mais aceita
por pesquisadores. O pesquisador afirma que a etimologia da palavra Pernambuco
estaria ligada ao português, e não ao tupi.
Em seu
livro, o pesquisador aborda a história do estado na primeira metade do século
XVI, entre 1500 e 1550. Segundo ele, o Brasil foi alugado diretamente ao rei de
Portugal, Dom Manuel I por Fernão de Noronha, para a exploração do pau-brasil.
A madeira era e extraída e exportada para toda a Europa, sendo utilizada a
mão-de-obra indígena na extração e transporte do produto até os navios que
partiam para Portugal.
Segundo
Ribemboim, da região, onde hoje se localiza o Canal de Santa Cruz, que
divide os municípios de Igarassu e Itamaracá, na costa pernambucana, os navios
embarcavam. A nova interpretação teria fundamento desse ponto.
O canal,
na época, chamava-se Boca de Fernão. Na língua indígena, o fonema “f” era
trocado por “p”, afirma o autor. Então Fernão, na língua oral nativa dos índios,
era pronunciado como “Pernão”.
No tupi
também há uma inversão de palavras, em que a coisa possuída é antecedida pelo
possuidor, como acontece na língua inglesa. Como explicação, a expressão Boca
de Fernão seria chamada de algo próximo a “Pernão Boca”, ou “Pernambuka”,
portanto, na visão do pesquisador Ribemboim, seria
a etimologia própria do nome Pernambuco.
Em seu
livro o autor afirma ainda, que na época, os franceses mais numerosos que os
portugueses, anotaram por muito tempo em seus mapas e documentos a grafia Fernambouc e o pau-brasil era conhecido
por toda a Europa como "bois de
fernambouc", isto é, "madeira de pernambuco".
Ribemboim
contesta, com certa indignação, a respeito de versões dadas à origem da palavra
Pernambuco fugindo do seu real conceito, podendo distorcer o verdadeiro sentido
histórico como ele afirma em sua frase “Causa-me espanto que por cinco séculos
os historiadores tenham adotado a versão tupi para a origem da palavra
Pernambuco, quando muito provavelmente o termo deriva do português”,
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